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Fernando Lucas

Profissão: Empresário

Cidade: São José do Rio Preto

Empreendedor, membro de conselho de Administração. Ativista por consciência, cidadania, sustentabilidade e pelo uso da bicicleta.
Fundador do Instituto Acordem e Progresso. Advogado, pós-graduado em Administração e Marketing. Palestrante tem artigos publicados em diversos jornais e revistas e sites. Foi agraciado com o prêmio TOYP Brasil 2011 - The Outstanding Young Persons of the World by JCI - Junior Chamber international.

  • A nova espécie humana

    De qualquer prisma que se observe a nossa realidade, fica óbvio que estamos em um momento de transição muito grande no planeta, um marco de grandes transformações na humanidade

    Postado dia 17 de abril de 2017 às 11h em Sociedade e Política

    humana

    Foto: Reprodução

    Pelo olhar da ciência, em especial da tecnologia e da física quântica, já é possível provar e antever o que já foi considerado ficção ou simplesmente impensável há pouco tempo. Já no campo das relações humanas temos, antagonicamente, convulsões sociais como as que atravessamos no Brasil e, no outro extremo do pêndulo da evolução, alguns exemplos de cidades e países cujo índice de felicidade e paz nos dá esperança para os dias vindouros da humanidade.

    Inclui-se também o que inúmeras correntes religiosas e espiritualistas falam sobre tempos de transformações e a chegada de uma nova Era na Terra.

    Apenas por essas óticas acima mencionadas já fica evidente que não estamos vivendo dias comuns, monótonos ou de simples evolução linear.

    Utilizando a expressão que se tornou unânime no campo das empresas de tecnologia e startups do Vale do Silício, vivemos no tempo das transformações disruptivas, onde a projeção comum, baseada no passado e no ritmo da evolução até então, de nada valem para prever o futuro. O que vem pela frente depende muito mais da imaginação humana do que de qualquer limitação da matéria ou da tecnologia.

    Estando isso tão claro no campo da ciência, da tecnologia, da economia e seus evidentes impactos na vida da sociedade e das pessoas, não é difícil arriscar que também a humanidade passa, nesse exato momento, por uma transformação, uma evolução e um salto importante em seu status como espécie.

    humana1Mais à frente em nossa história será claro esse momento em que o Homo sapiens dá lugar a uma espécie mais aprimorada. Por sinal, já em tempo, uma vez que esta surgiu em torno de 180.000 anos atrás.

    Já há estudos mostrando alterações no DNA humano, em que filamentos deste, antes desconhecidos, agora parecem estar se “religando”, além, é claro, independentemente da ciência, a observação tão óbvia das crianças que parecem estar chegando cada vez mais perspicazes, “conectadas”, “antenadas” e com valores diferentes das gerações anteriores, com seus históricos de disputa, lutas, escassez e limitações.

    Pesquisas de hábitos de consumo recentes mostram que jovens dos países mais ricos e desenvolvidos não têm mais o sonho de ter seu próprio carro, deixando toda a indústria automobilística em xeque-mate e evidenciando a mudança de mentalidade e valores, onde o coletivo, o compartilhar, a preocupação com a qualidade de vida, com o meio ambiente e com a saúde mental e emocional ultrapassam os desejos de posse, de status e de consumo, oriundos dos comportamentos egóicos.

    O que pode vir após a era do conhecimento, ou seja, o ápice da espécie denominada Homo sapiens sapiens (o homem moderno)? Após o saber vem, pela evolução, a consciência. A supra consciência que transcende, englobando a ciência, o autoconhecimento e o conhecimento que vem do Alto e da conexão com todo o Cosmos e a sabedoria universal.

    Essa espécie que vem, não substituir a razão, o pensamento e o conhecimento, mas vem somar a tudo isso que conquistamos e aprendemos até agora, os valores, a percepção do todo, o respeito a si próprio e o respeito aos outros, ao meio ambiente, ao planeta.

    Arrisco a dizer que um nome apropriado para essa nova espécie humana seria HOMO CONSCIOUS.

    A espécie do humano consciente. Consciente de si próprio. Consciente de seu papel no mundo. Consciente do Todo e das leis universais, do planeta e das causas e efeitos por trás de absolutamente tudo. Consciente de seus atos e omissões, dos mais complexos aos mais simples, bem como de seu papel individual na evolução coletiva, sua missão e propósito de vida, até o impacto de seu consumo e alimentação, além de sua relação com os demais habitantes do planeta, os animais, florestas, árvores e plantas.

    O homem consciente assume seu papel no coletivo, no social, e os impactos de suas escolhas como, por exemplo, a importância da participação cidadã na vida pública, a importância de seguir as leis mas questionar as que por ventura não fizerem sentido para o bem comum e a harmonia coletiva e, para tanto, exerce seu papel como agente de transformação.

    Homo conscious tem por base a verdade. A verdade pauta seus pensamentos, palavras e ações. O conto do Pinóchio deixa de representar a triste realidade da humanidade Sapiens das trapaças, confusões, distrações, preguiça e procrastinação, simplesmente por não ser mais a escolha do homem consciente, mentir para si próprio, mentir por grandes ou pequenas justificativas, pois toma para si a responsabilidade sobre seus atos, percebendo o impacto que a mentira tem em seu corpo e alma, no coletivo e no planeta e, assim, passa a agir constantemente sob a luz da verdade.

    Tem a consciência que a verdade é a base da honestidade e o homem consciente é honesto por consciência, sem a necessidade de leis, julgamentos ou punições. Age por consciência e não por medo das consequências.

    Vivemos claramente em um tempo de transformação, de transmutação, num marco divisor de eras. Um momento para se celebrar estar vivo, com gratidão e, para cada um de nós, a oportunidade de tomar consciência e reiniciar uma vida, mesmo ainda nessa etapa de transição da espécie humana, já optar por viver no exercício da consciência e ter, aqui e agora, a experiência e o privilégio de ser um HOMO CONSCIOUS.

     

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  • Almazônia, a floresta em minha alma

    A Amazônia me possibilitou me conhecer melhor, meditar e aprofundar no meu eu superior com e pela medicina natural da floresta, assim como pela observação do movimento da vida

    Postado dia 8 de fevereiro de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    amazônia

    Foto: Reprodução/Internet

    Foram muitas as vezes que, solitário ou cansado, procurei os corredores, estantes e sofás da livraria mega-store no shopping Manauara de Manaus em busca de conhecimento, informação ou, mais profundamente, diminuir a solidão e buscar significado para a vida.

    Para os que não sabem, minha relação com Manaus já completa 15 anos e, entre espaços mais longos ou tão frequentes quanto 2 vezes ao mês, em momentos mais intensos, minha estada nessa cidade encravada na floresta já passou de visita para praticamente uma segunda morada, uma segunda casa, um aconchego familiar.

    Aqui fiz amigos, reencontrei irmãos, conheci novos cheiros e sons. Fiquei muitos momentos sozinho, que foram fundamentais para me conhecer melhor e em maior profundidade mergulhar em minha alma.

    Aqui pude ter ampliada minha conexão com a natureza pelo convívio junto à exuberante e viva floresta e os grandiosos e purificadores rios e cachoeiras. Também foi aqui no Amazonas que pude entender mais claramente as diferenças e gritantes dicotomias em que vivem grande parte de nós, brasileiros. O contraste entre rico e pobre, feio e belo, limpo e sujo, ordem e caos, ignorância e sabedoria, paz e violência, saúde e doença e entre tantas outras polaridades desse mundo de dualidades em que vivemos, tem aqui, por assim dizer, dimensões amazônicas.

    A Amazônia possui a maior biodiversidade do mundo

    A Amazônia possui a maior biodiversidade do mundo

    Povo acolhedor, receptivo com cultura única, de beleza de alma mas com uma baixa alto-estima em sua grande maioria, que valoriza o que é “de fora” sem perceber bem o tesouro em que está inserido, com tanta riqueza cultural, gastronômica, natural e, em especial, energética (não estou me referindo à eletricidade) e espiritual.

    Aqui me delicio com as frutas, mas não deixo passar o exótico sabor do tucupi, das castanhas frescas e dos variados tipos de farinha de mandioca e de macaxeira. Isso mesmo, não se trata da mesma coisa por aqui.

    Profissionalmente também tenho uma relação profunda com Manaus. Da área de saúde às fábricas de bicicletas.

    Aliás, foi o trabalho que me trouxe aqui a primeira vez e que viabilizou minhas frequentes vindas. Por isso sou grato ao meu amigo Luís Alberto, gestor da empresa de que sou conselheiro há anos e na qual já fui consultor e até diretor administrativo por um tempo.

    Foto: A magia viva da natureza dentro do Brasil

    Foto: A magia viva da natureza dentro do Brasil

    Foi essa relação profissional, em Manaus, que me ensinou sobre a área da saúde, da gestão hospitalar, do plano de saúde, do laboratório e de toda a complexidade desse setor tão importante para a vida e tão carente da nação brasileira.

    Aliás, só pode ser o acaso divino ter me trazido para aprender sobre saúde. Para quem tinha medo de sangue, mas tendo vocação para a área pública e a política, não seria completa minha formação não fossem esses anos todos lidando com saúde. Após as experiências como advogado, empreendedor, empresário e consultor de empresas, professor e palestrante, faltava-me conhecer mais sobre um dos “calcanhares de Aquiles” de nossa Pátria.

    Mas sobretudo, a Amazônia me possibilitou me conhecer melhor, meditar e aprofundar no meu eu superior com e pela medicina natural da floresta, assim como pela observação do movimento da vida, da mãe natureza em sua abundante diversidade e sereno equilíbrio, mesmo com os mal tratos ocasionais dos humanos.

    Nos momentos sozinho, se não estava na floresta ou nos rios, fazendo atividades físicas, era lendo os livros que comprei na livraria ou escrevendo sobre tudo o que refletia e percebia que ocupava meu tempo e minha mente.

    Foto: Uma linda imagem de um filhote se Sagui Imperador

    Foto: Uma linda imagem de um filhote se Sagui Imperador

    Foi aqui, em dezembro de 2010, que escrevi o artigo “Eu queria ficar preso numa livraria”.  Agora, anos depois, me vejo sentado na poltrona dessa mesma livraria deixando a caneta fluir solta para registrar o que pela emoção chega e passa sem ao menos ser percebida pelo filtro da razão.

    Assim, creio que é de gratidão esse texto. Que é de reconhecimento, de aconchego.

    E creio que, não acreditando em coincidências, deve ter algo mais a me mostrar, a me convidar a essa livraria. Sinto lá no fundo, que é a vontade e o chamado de escrever um livro, que desde muito cedo me rondou.

    Vamos ver se ele, o livro, nasce em breve. Nesse momento de minha vida onde a vaidade, o ego e os objetivos menores já estão sob controle pela maturidade e a serenidade possibilita deixar fluir, intuir, receber e materializar como ocorreu há cerca de um ano a escrita do texto “INTEGRITISMO – ousadia tupiniquim de propor um novo modelo sócio-político-econômico para o mundo.”

    Quem sabe está chegando o momento de poder em páginas e palavras registrar então ideias e conceitos, vivências e visões, propostas e contribuições em forma de um livro.

    Já plantei árvores, já tenho 3 filhos. Que venha o livro! Assim seja.

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  • Incorruptibilidade: a cura para nossa doença

    Precisamos como povo deixarmos de ser corruptos. Sendo honestos, não mais veremos corrupção à nossa volta.

    Postado dia 24 de janeiro de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    corrupção

    Foto: Reprodução

    Sonho com o dia em que corrupção será apenas conhecida dos livros de história.

    Corrupção é a maior das mazelas. Origem de tantos outros desarranjos individuais e sociais. O abuso, a violência e tantas mais derivam dela. No caso brasileiro, evidente também que até a fome, a educação e a saúde precárias derivam também, direta ou indiretamente da corrupção.

    Doença contagiosa quando aceita como comum, a corrupção se espalha se não for erradicada, exposta e tratada como tal.

    Corrói o ser, sem que o mesmo perceba, até que já esteja em estado avançado. Analogamente a um câncer, a corrupção traz à tona, no nível do ser, seus sintomas destrutivos através da Justiça, da vingança ou do mal que se faz aos semelhantes.

    Corrói a sociedade, pois quando se instala como uma epidemia endêmica gerando metástase em todo tecido social, passa a ser aceita, tolerada ou no pior sentido possível, passa a ser vista como algo comum, normal e que sempre existiu e vai continuar existindo.

    A expressão “rouba mas faz” aceita por toda uma geração, que reelege políticos que sabidamente roubaram enquanto no poder cria a sensação de que não há outro jeito, de que não vai mudar nunca.

    A corrupção quando aceita, gera filhotes, levando para o campo do aceitável, o que uma sociedade sadia e as pessoas com valores jamais aceitariam. Os pequenos gestos, atitudes e omissões vão criando espaço para a aceitação coletiva e a tolerância com a corrupção.

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    Exemplos não faltam. A propina ao guarda de trânsito para se evitar uma multa, a cola na prova, a mentira dentro de casa, o consumo de produtos roubados, falsificados, contrabandeados em camelôs ou por “sacoleiros” de luxo ou meramente “sem nota”, a consulta médica “sem recibo”, o voto vendido, o CD ou DVD pirata e tantos outros hábitos vão aos poucos validando a “lei de Gerson” e tornando os agentes e pessoas à sua volta reféns, dependentes e viciados no hábito de roubar, corromper, de aceitar, conviver e mesmo promover o ilícito, o imoral e o errado.

    E com isso vai se formando a cultura da corrupção, onde de pequenos atos, ditos inofensivos ou camuflados de esperteza, vai se legitimando aos poucos uma sociedade corrupta.

    Daquele que leva a caneta embora do trabalho, ou a moeda de cinquenta centavos que não era sua, para aquele que desvia milhões ou bilhões da Petrobras, não diferença alguma de caráter ou culpabilidade, apenas há diferente circunstância e oportunidade.

    Há um enorme equivoco na expressão “a ocasião faz o ladrão”. De fato, essa expressão não é verdadeira e serve apenas ao circo ilusório de validar a condição de fraqueza humana no que diz respeito à corrupção, levando para fora do Ser a responsabilidade pelo ato de roubar. Ou seja, colocando na “ocasião” ou circunstância e oportunidade a responsabilidade ou culpa pelo roubo.

    Na verdade, dada uma situação ou ocasião é que se apresenta o ladrão.  O Ser ainda corruptível encontrando a ocasião não resiste ou aproveita, consciente ou inconsciente do que está fazendo e na maioria das vezes iludido sobre as consequências de seu ato para si e para os outros.

    Com este raciocínio, é errado também atribuir a característica de corrupto a uma determinada classe ou grupo, como se faz atualmente com os políticos. Ocorre apenas a manifestação do ladrão, do corrupto, de um cidadão que com o voto de outros chegou ao poder e, bem ou mal intencionado, teve a ocasião favorável para por à prova sua incorruptibilidade e falhou.

    Quando um povo, ainda contaminado pela doença da corrupção, elege cidadãos contaminados também, é óbvio que o reflexo disso é termos políticos corruptos como consequência.  Mas já passou da hora de entendermos o efeito causal, a causa raiz do problema e não apenas seus sintomas.

    A causa do problema não é termos políticos corruptos. Afinal de contas, quem elege um político num sistema democrático como o nosso? O próprio povo o faz.

    brasiljusto

    O grande problema é termos uma sociedade ainda composta por muitas pessoas com a doença da corrupção. Algumas delas chegam ao poder e encontram as circunstâncias e as oportunidades de desviarem recursos públicos de sua finalidade e não hesitam em fazê-lo. Outras buscam a política apenas para esse fim. Algumas elegem-se e se iludem com o poder e precisam de recursos para se manter no poder a qualquer custo, aderindo ao maquiavélico ensino de os fins justificam os meios.

    E assim se criam as condições que mantém o sistema corrupto, a sociedade doente. Não sem colocar na conta um fator crucial: a impunidade.

    Quando um crime compensa, aumentam a quantidade de vezes e de pessoas dispostas a praticá-los. Quando o crime não compensa e se descoberto há justiça e  punição em tempo, desestimula-se a sua prática, se não por valores, mas por no mínimo por medo de ser pego.

    E como sair dessa ilusória percepção de perpetuação da condição de corrupção que nos encontramos? Como buscar a incorruptibilidade como valor fundamental de um povo?

    O caminho passa pela busca individual de alguns em se tornarem incorruptíveis  e com seu exemplo e conduta contagiar positivamente outros, e mais outros.

    Passa também por quem não mais tem a corrupção na mente e na alma ensinar a seus filhos, a seus pares, vizinhos, amigos e todos em sua rede social. Passa por não mais ser omisso nos pequenos casos de corrupção e inclusive, se for necessário, denunciar o que estiver vendo de errado, de corrupto.

    Passa pela consciência de que é responsabilidade do cidadão eleger seus representantes e que pesquisar sobre a incorruptibilidade do candidato é mais importante que sua capacidade, promessas e discursos.

    Passa enfim, por sermos agentes da mudança em nossas próprias vidas, fazendo da correção e da honestidade pilar de nossos valores, de nossas práticas e de nossas palavras e ações. Passa, como disse Gandhi, por sermos a mudança que queremos ver no mundo.

    Precisamos como povo deixarmos de ser corruptos. Sendo honestos, não mais veremos corrupção à nossa volta.

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  • Amor e confiança, solução para nossa agonia

    Estamos sendo torturados por nossa própria omissão no passado, por nossa falta de consciência e atuação cidadã

    Postado dia 11 de janeiro de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    confiança

    Foto: Reprodução

    Em maio de 2014, antecedendo a Copa do Mundo no Brasil, escrevi um artigo com o título “O Brasil faliu”. Era um prelúdio do que estamos passando atualmente; infelizmente, nossa crônica de uma morte anunciada.

    Estamos em agonia coletiva. Estamos em agonia generalizada.

    Ocorre que estamos morrendo não de morte morrida e tampouco de morte matada, como se conhecem os jargões nos confins desse nosso lindo país. Estamos morrendo uma morte agonizante, sofrida, com ares de crueldade. Estamos sendo torturados por nossa própria omissão no passado, por nossa falta de consciência e atuação cidadã. Estamos sendo vítimas de nossa própria tortura.

    O Brasil agoniza. Os brasileiros agonizam. E somos nossos próprios algozes.

    Vivemos num país de riquezas incomparáveis. De território de terras férteis e sob solo rico em minérios e água. De diversidade de fauna e flora, com a maior floresta, a maior reserva de água doce e a maior área agriculturável do mundo.

    E o que estamos fazendo com esse patrimônio que herdamos ao termos nascidos brasileiros? Estamos destruindo nosso passado e nossa esperança de futuro.

    Ou será que não é evidente que os descasos com a coisa pública, a corrupção e os desmandos e abusos de particulares com sensação de poder ou pessoas públicas com poder de direito, mas sem a devida consciência e valores nos fazem sair do eixo do progresso por termos nos tirado do trilho da ordem?

    Tudo por falta de amor. E a falta de amor nos leva à morte. A palavra amor vem de “a-mors”, ou seja, ausência de morte. Por isso agonizamos agora.

    A falta de amor à pátria, à coisa pública, à natureza, aos irmãos e semelhantes está fazendo nossa nação se digladiar, se matar e definhar em horrorosa e triste agonia sem que tenhamos a devida consciência que tudo que aqui acontece é fruto de nossa ação ou omissão coletivas.

    Amor, ordem e progresso. Está faltando amor  em nossa declaração de valores e missão que trazemos em nossa bandeira. O Amor como base, a ordem como meio e o progresso será a consequência.

    Essa é a base do tripé da filosofia iluminista de Augusto Comté, mas por algum motivo pequeno deixamos o Amor de fora. Agora sofremos as consequências.

    E qual é a solução?

    É passarmos a tratar a coisa pública com amor. Iniciando o respeito ao próximo. Pois quem rouba em principio é o povo, depois esse mesmo povo elege mentirosos contumazes e pessoas sem caráter, sem valores, sem alma para serem nossos representantes.

    Então, meus irmãos, por amor, é hora de aprendermos a votar. A pesquisar, participar das eleições. Se não, olha o trabalhão que dá para fazer manifestações que demoram a dar resultados práticos.

    Por amor, é hora de sermos corretos, honestos e exigir que o vizinho também o seja. Que o colega também o seja. Não adiante termos que esperar por novos Joaquins Barbosas ou Sergios Moros. Temos que ser a mudança que queremos ver no nosso Brasil.

    Respeitar as leis, o próximo, os sinais de transito, o pedestre e o ciclista. Não jogar lixo na rua, devolver o que encontrar e não for seu, não furar fila, enfim ser confiável e confiar no outro. E àqueles que ainda estão perdidos na sombra e na marginalidade interior, resta a nós lhes darmos também amor e compaixão, mas também por amor, entrega-los à justiça.

    Tenho a esperança que meus filhos e a nova geração aprendam com toda essa crise e caos, que se não escolhemos bem nossos representantes pagamos um preço muito alto por isso.

    Por fim, registro com esse artigo meu sentimento a todos os brasileiros: Eu confio em você.

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  • Triste momento

    Será esse momento necessário para nossa evolução como sociedade? Será esse momento em que vivemos no Brasil necessário para o despertar, enfim, de nossa consciência e cidadania coletiva?

    Postado dia 15 de dezembro de 2016 às 08h em Sociedade e Política

    Brasil

    Foto: Reprodução

    Teremos que forçosamente destruir os pilares, crenças e a “ordem” escusa em que construímos nossa relações de poder com o sofrimento social e econômico profundo de nosso povo? Por um tempo vivemos em uma bolha de esperança após a estabilização da moeda e fomos a menina dos olhos perante o mundo todo, porém, castelo erguido sob fundação frágil tem no desmoronamento seu destino certo.

    Podíamos ter feito a mudança de nossa realidade pelo caminho do amor. Escolhemos, como Nação, o caminho da dor.

    Me sinto pessoalmente responsável por tudo isso. Minha parcela de responsabilidade pelo menos. Responsabilidade por não ter feito mais, me doado mais, falado mais com as pessoas para mobiliza-las.  Não por culpa ou lamento, mas por crer que nos falta como povo e como base de nossa cultura o valor de se sentir responsável por nosso destino, ou seja, o valor do MEA CULPA.

    MEA CULPA no sentido de cada um trazer para si a responsabilidade pelo que acontece, mesmo que não sendo diretamente causador ou causa do que supostamente se passa. Creio nisso pois essa antiga condição de reclamar dos políticos, da política, dos governos, dos partidos, do congresso, do Presidente do Senado e hoje dos ministros do STF, assim como colocar em terceira pessoa quando reclamamos do Brasil e dos brasileiros (“o brasileiro é corrupto, o brasileiro é isso ou aquilo”), é para mim sintoma claro de nossa deturpada consciência coletiva sobre nosso papel na sociedade e nas suas resultantes.

    Sinto-me também um tanto frustrado. Pois há anos militando por um país mais justo e consciente em sua cidadania, tendo sido co-fundador do Instituto Acordem e Progresso (que tinha como missão contribuir com a consciência cidadã e política, especialmente de jovens, muito antes do nível caótico em que chegamos), sinto que podíamos ter feito mais. Sinto que adiamos mais uma vez para o futuro que nunca chega a propagada promessa e esperança de sermos O País do Futuro.

    Sinto que era necessário ter despertado a maioria, e que por isso não ter ocorrido na hora certa, agora, teremos que pagar com esse sofrimento coletivo, esse show de horrores que vemos quase todos os dias nos desdobramentos da Lava-Jato, das ações do congresso, do executivo e do judiciário. O episódio com o presidente do Senado do dia 07 de dezembro de 2016 mostrou que ele está no mínimo tão perdido quanto envolvido nessa desordem generalizada que tem sido o trato com a as coisas públicas nos últimos anos.

    Por fazer parte da parcela da população que teve acesso a educação e estudo de boa qualidade sinto que é sim da elite pensante e econômica a responsabilidade maior por se doar em fazer um país melhor. Isso sem ser de direita necessariamente, nem de esquerda (leia o texto Integritismo.com.br se tiver dúvida em que acredito) mas sim, buscando contribuir com o aumento da consciência, conhecimento e distribuição de renda pela evolução econômica da sociedade, em especial na base da pirâmide.

    Sinto que fizemos pouco, de fato, de atitudes com resultados concretos, tangíveis no caminho da mudança que esperamos em nosso país. Nos tornamos bons em reclamar, em criticar, especialmente munidos das atuais ferramentas das redes sociais. Mas o que de fato fizemos e realizamos nesse sentido?

    Observo os lados que se formaram em nossa sociedade, cada um com suas verdades e os conflitos de ego, de interesses, opiniões e apontamento de culpas que se desencadeiam disso e se avolumam com pouco efeito prático nos posts de críticas, lamentos e ataques vazios nas redes sociais. Quando somamos a isso a uma falta de bandeira ou propósito, e a falta de uma visão clara de para onde queremos ir e ser como Nação, fica fácil de entender o calabouço em que nos colocamos.

    Enquanto a maioria de nós continuar com o sentimento de ausência de responsabilidade, ou MEA CULPA, continuaremos agindo como público, assistindo e comentando os fatos e não como Povo, que participa e constrói conscientemente seu enredo e sua história.

    Se há um responsável, sou eu mesmo. Somos todos e cada um de nós mesmos, cidadãos.

    Sempre se colhe o que se planta. Eis aí nossa colheita. É só refletir o que plantamos ou que ervas daninhas não colhemos no seu devido momento, antes de tomarem conta da lavoura para aprendermos.

    Aprendamos com isso. Aprendamos com as dores, com os horrores, com os desmandos, com as mazelas da corrupção e todas suas consequências. Façamos disso a base da consciência necessária para as próximas escolhas, para as próximas atitudes.

    Ainda há de ser tempo de, enfim, fazermos juntos o que temos de sonho, potencial e responsabilidade coletiva para com nosso povo, nosso país e para o mundo.

    Há uma música que diz: “A Ordem se sobrepõe ao caos, e o Progresso é a consequência natural”. Creio que esse é nosso destino e é nesse sentido que vale a pena acreditar e com amor trabalhar pela ordem após o caos, tendo o progresso individual e coletivo como meta.

    Bem, mas qual é a proposta? Pois só comentar, lamentar ou observar seria fazer mais do mesmo.

    Sugiro que independente do caos em que vivemos atualmente, precisamos traçar um plano para o Brasil. Uma Visão, um novo Sonho.

    E o como fazer, descobriremos a melhor forma fazendo. Vamos juntos? Vamos fazer desse triste momento nosso alicerce para a felicidade? A responsabilidade também é minha, e sua.

    #somostodosresponsáveis #acordemeprogresso #integritismo

     

     

     

     

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  • Paraíso Portátil

    Era setembro de 2012, à beira do Mar de Mármara, há poucos quilômetros de Istanbul, Turquia, onde durante 10 dias vivenciava uma das mais importantes experiências de minha vida

    Postado dia 20 de maio de 2016 às 08h em Sociedade e Política

     

    paraiso

    Foto: Fernando Lucas durante o e evento chamado FLW

    Estava ao lado de jovens de várias nacionalidades, raças e religiões, todos em busca de um mundo melhor, selecionados para participar de um programa experimental, chamado FUTURE LEADERS FOR THE WORLD.

    Organizado pelo filósofo Stefano D’Anna, autor do livro A ESCOLA DOS DEUSES, o  programa FLW buscava encontrar e lapidar jovens que podem, algum dia, mudar o mundo.

    Durante uma intensa jornada com alimentação frugal, nos sentíamos alimentados e inteiros, o que diminuía nossa necessidade de dormir. E, acredite, foram 10 dias com média de 3 horas de sono por noite, sendo que em nenhum momento qualquer um de nós se sentia cansado ou sem energia.

    Os dias começavam cedo com exercícios físicos de yoga à beira mar, seguidos de um limitado e leve desjejum que logo após terminar, se emendava num debate filosófico à moda da Grécia antiga, debaixo de um silencioso gazebo com vista para o mar, criando uma atmosfera de paz que propiciava a reflexão e a busca pelo autoconhecimento, pelos mistérios e sabedorias da vida e do cosmos de maneira singular.

    As vivencias incluíam atividades de respiração, interpretação de papéis e muita filosofia e ensinos antigos e modernos, clássicos e míticos, através de exposições e análises de textos e ensinos, mas também pelas artes como esculturas, arquitetura e a música.

    Esse ritual fez brotar sentimentos profundos de gratidão, recordação e aprendizado que ruíam com quase todos os pilares de crenças e dogmas que até então haviam em mim, criando uma autoestima e confiança sem vaidades.

    Esses dias intensos, vividos absolutamente no tempo presente, propiciaram aprendizado profundo e a dilaceração do Ego e do Medo.

    Ao final, no último dia, no último encontro com o professor Stefano para o debate filosófico da manhã, um de nossos irmãos lá como aluno-discípulo, um turco muçulmano de inteligência e atitudes ímpar fez um comentário marcante. Ele disse que após tantos dias em êxtase de viver no presente intensamente, tinha a impressão de que estava no paraíso. Tinha a impressão que talvez tivesse “morrido” e encontrava-se no paraíso.

    Esse comentário foi o gatilho para que o professor Stefano discorresse e nos levasse a todos a uma reflexão paradisíaca. A de que o paraíso não é um local, um jardim, um destino ou sequer uma dimensão. Não é algo a se alcançar ou chegar.

    O Paraíso é portátil, nos disse.

    Segundo nos demonstrou pelos ensinos e vivências durante os dez dias. E, naquele momento, durante mais de uma hora debatemos e vivenciamos o como podemos alterar nossas emoções se estivermos conscientes, presentes e focados em nossos sonhos.

    Dentro das várias considerações, o fato de que não existem problemas na vida, apenas situações. Não existem obstáculos, adversários ou dificuldades, apenas etapas e degraus a vencer. Nas palavras do Stefano: “O Antagonista é, na verdade, seu maior aliado. Agradeça-o”.

    Esse ensinamento nos levou a refletir e concluir que o “paraíso” é, por fim, um estado de espírito, um estado do ser. E por assim ser, pode ser levado para qualquer lugar, para qualquer tempo ou momento, por isso portátil. Basta respirar consciente e sentir o presente. Se precisar, é só elevar e levar o pensamento e todo o seu ser para o aqui e agora, na ausência de medo ou emoções-pensamentos negativos, podemos, com o auxilio de memórias de momentos e locais paradisíacos em que estivemos na existência, nos levarmos imediatamente ao estado de paraíso portátil.

    Assim, convido a todos para, enfim, vivermos no paraíso, construindo e levando para qualquer local o mundo que queremos e desejamos. Construindo o novo sonho para o mundo, o sonho de um mundo baseado na integridade, no Integritismo (ver www.integritismo.com.br).

    E se você que ainda está acreditando em dificuldades, crise e sofrimento,  construa seu paraíso portátil e mude sua realidade e seu mundo. Estou trabalhando nisso, e o primeiro passo é acreditar que é possível.

    Aliás, esse artigo nasceu quando passando por um momento triste, fruto de uma soma de fatores que confluíram em dificuldades momentâneas, estava muito reflexivo e apreensivo, o que ocasionava em mim um desconforto mental e emocional e dúvidas e medos sobre as consequências. Nesse momento, ao som da Bachiana n. 5, do compositor brasileiro Heitor Villa Lobos, com sua perfeição técnica e emoção ímpar me tiraram daqueles pensamentos e emoções negativas e imediatamente me fizeram lembrar do que vivi na Turquia naqueles dias e o que narrei acima. Estava criado meu paraíso portátil, passei instantaneamente a ver a beleza da vida, da natureza, das dádivas e milagres que nos ocorrem todos os dias, a todos os momentos.

    Vamos lá, confie, construa e viva seu paraíso portátil.

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  • Sabor da própria lágrima

    São em momentos difíceis que entendemos a beleza da vida e o valor real das coisas

    Postado dia 26 de abril de 2016 às 09h em Sociedade e Política

    vida

    Foto: Reprodução/Internet

    É necessário ter vivido, experimentado, testado e sido colocado à prova para compreender a beleza que tem o sal na vida, o gosto da lágrima escorrida após percorrer a longa distância entre o canto dos olhos e o do lábio, alcançando a língua.

    O sabor da gastronomia e das bebidas ao longo da vida serve então para compreender que nada pode ter gosto melhor que a compreensão sobre si mesmo.

    Sem o gosto que as perdas, derrotas, dificuldades e situações em que nos sentimos pequenos diante da imensidão não é possível sequer compreender o quão importante são os antagonistas em nossas existências.

    Em teoria, a leitura e o conhecimento da filosofia do Stefano D’Anna em seu livro A Escola dos Deuses já me deixava claro tal conhecimento, mas são nas batalhas sofridas no curso da vida que aprendemos, de fato, a dar valor a cada antagonista, a cada dificuldade e a cada situação em que nos colocamos.

    São em momentos difíceis que entendemos a beleza da vida e o valor real das coisas. Quando o valor do dinheiro deixa de ter importância é que nos lembramos do sacrifício que os nossos pais fizeram para nos dar educação, saúde e boa alimentação. E que só anos depois é possível entender, quando, na condição de pai agora, as noites sem dormir, as angustias e dificuldades que meus pais devem ter passado e que pra aumentar ainda seu valor fizeram de tudo para que eu não percebesse nada. Na época, o aprendizado era deles.

    Agora é o meu, e agora percebo que nos meus momentos de angústia, dor ou de dificuldades ao longo da vida, se ao invés de reclamar ou sofrer eu agradecer, eles me servem para dar valor ao aprendizado. E assim, agradeço ao que meus pais fizeram por mim, e antes deles, o que meus avós fizeram por meus pais.

    E daí, pela compreensão pela dor é que posso então transformar o sal de minhas lágrimas em saboroso alimento de minha alma.

    Transformar as dores e as angústias em gratidão e aprendizado, e assim, por transcender a percepção limitada de outrora, na certeza do amanhã me libertar no presente da necessidade do sofrimento e passar a contemplar a beleza da vida, mesmo nos períodos de turbulência.

    Quem nos vê por fora, na fortaleza de nossos personagens e máscaras do convívio social na maioria das vezes nos enxerga como as crianças enxergam seus pais, grandes e cheios de força. Porém, internamente, cada um carrega suas próprias dores, angústias, medos, incertezas, fraquezas e sofrimentos.

    A beleza do autoconhecimento, o conhecimento de si próprio e o conhecimento que vem do alto, somados à profunda busca por sabedoria e evolução sincera, nos leva a colocar para fora todos esses sentimentos e experiências negativas de maneira a transformá-los em degraus de nossa evolução. Quanto mais degraus, maior a escada, maior a subida. E mesmo que ainda exija esforço, certamente nos leva para mais próximo da integridade que nos possibilitará alcançar a maturidade e evolução para voltar ao jardim do criador, pai e mãe celestial.

    Faço desse desabafo não apenas a materialização de meu aprendizado com uma dificuldade e sofrimento momentâneo mas especialmente meu registro de gratidão a meus pais materiais. Faço desse desabafo da alma, o registro de minhas fragilidades, de minha condição humana, que certamente pela observação de meu próprio ser me auxiliará a subir alguns degraus rumo à integridade e à certeza, pela ausência de medos, emoções e pensamentos negativos me transformar em herói de minha própria história.

    Faço desse exercício de transformar em palavras as emoções e pensamentos que me turvavam a mente e enchiam os olhos d’água em um momento de reflexão, gratidão e aprendizado.

    Faço, enquanto escrevo pela orientação da alma e não do intelecto, meu registro da certeza de que um herói escreve sua história nas batalhas que luta, e ganha seu lugar na imortalidade não pelas vitórias ou conquistas e muito menos pelas derrotas, mas sim pela certeza do propósito da luta e pelos valores que valem a pena lutar.

    Continuo na luta tendo como arma apenas uma espada de Luz, daquelas que todos nós guerreiros carregamos quando servimos ao bem maior, espada essa que ilumina e clareia a compreensão de que nas batalhas da vida o único adversário real a vencer é a si mesmo.

     

     

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  • Oração da mãe gentil

    Ó pátria amada idolatrada, Salve! Salve!

    Postado dia 18 de abril de 2016 às 11h em Sociedade e Política

    pátria

    Foto: Reprodução/Internet

    Há um tanto de PT em mim. Há um tanto de PSDB em mim.
    Há um tanto de PRP, PV e também um tanto de outros tantos Ps.

    Há em mim, não só Ps, mas todo o ABCD. Contenho as cores do arco-íris, os tons de pele e todos credos, num sincretismo feliz e alegre de azul e branco, verde e amarelo.

    Há em mim as vozes dos discursos, dos ensinos, dos choros de alegria, e infelizmente ainda, os lamentos e choros de agonia.

    Há em mim, as notas musicais a se juntar em harmonia, fazendo de meu Hino estrondosa melodia.

    Há em mim razão e emoção. Infelizmente ainda um pouco de frieza e paixão.

    Há em mim a certeza, trazida no coração de meus filhos como esperança, de que aqui há de reinar a igualdade, a liberdade e a justiça.

    E que seja pela tão evidente tolerância que vocês, meus filhos, galguem os degraus da progresso, na ordem divina do amor, sem deixar que as diferenças e a cega e ilusória crença os separem em lados e torcidas.

    Não repitam meus filhos, o que há tantos séculos em muitas pátrias tantas outras tristes vezes assistimos.

    Que a magnitude do caráter da minha gente faça brilhar o esplendor e singeleza de por nossos pacíficos acertos nos tornarmos, pela integridade, o farol do mundo inteiro.

    Que em meus solos eternamente em berço expendido não se derrame sangue de meus filhos, pela agressão de seus próprios irmãos. Que meus filhos que não fogem à luta, o façam de maneira branda, amorosa e consciente.

    Que a mistura e os opostos em mim sejam o equilíbrio e a união que das partes se faz uma só bandeira que faz girar a roda da evolução.

    Esse é o meu desejo e nesse delicado momento, de tristeza e turbulência, minha oração também e meu pacto de recomeço.

    Capricho de meu Pai e fruto da Mãe Natureza,
    Coração do Mundo e Pátria da Luz Verdadeira,

    Eu Sou a Nação Brasileira.

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  • Transformando a crise em aprendizado

    A vida nos dá oportunidades constantes de aprendizado. Tudo aqui nos ensina

    Postado dia 15 de abril de 2016 às 07h em Sociedade e Política

     

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    É assim que tenho procurado aproveitar essa incrível jornada, transformando minhas dores, frustrações e obstáculos em lições, como numa escola.

    Trazendo tudo que me acontece ou acontece ao meu redor para o centro de minhas reflexões, posso ver o quanto posso melhorar a cada oportunidade. Percebo também que não há nada errado ou certo,  tampouco existem problemas. O que existem são apenas fatos e circunstâncias,  e também as consequências de nossos atos ou omissões.

    No fim, o que existe é apenas o querer do Homem, o livre arbítrio e a lei de causa e efeito.

    Fazendo uma pequena palestra  para alguns jovens dia desses, incluindo alguns que passaram pela Fundação Casa, me vi ouvindo minhas próprias palavras e, refletindo sobre elas, me dei conta de que se entendermos que não há certo e errado, mas sim, colheita das sementes que plantamos, elevamos nossos pensamentos, falas e atitudes ao nível dos valores e não mais do simples julgamento.

    Quando fazemos ou deixamos de fazer algo tendo como raiz o medo, o mérito é infinitamente menor do que quando agimos tendo a consciência plena.

    Houve um tempo em que o medo foi necessário para que evoluíssemos em nossas condições morais, assim como o medo é crucial para uma criança que aprende que não deve colocar o dedo numa panela quente, ou atravessar a rua sem olhar para os dois lados. Para a criança isso deixa de ser necessário quando ela adquire capacidade cognitiva suficiente, compreensão e conhecimento que vão chegando com a idade adulta para saber as consequências de atos simples e assim evitá-los.

    Também o foi, em uma sociedade, necessário que o medo fosse utilizado para diminuir a barbárie, a violência e levar ao adiantamento pelo respeito às leis, ao viver em sociedade. Porém, como em muitos casos de nossa história, o medo de salutar, em algum momento, foi mal utilizado por muitos líderes políticos, religiosos e até econômicos, mantendo a consciência dos liderados em baixa evolução e limitada, justamente pelo medo.

    O que vivemos nesse momento é, por assim dizer, mais do mesmo.

    Estamos assistindo a contínuas tentativas de manter a população com medo, pela separação. Estamos assistindo as pessoas terem medo de sair de casa pelos altos índices de violência nas cidades. Estamos vendo as pessoas com medo de não conseguir pagar suas contas. Medo de perder o emprego, ou medo de não conseguir um emprego. Medo de ficar doente e não ter onde ser atendido.

    As filas de vacinação mostram que as pessoas estão com medo. E uma sociedade com Medo é escrava do próprio medo e daqueles que o promovem ou se beneficiam deles – sempre uma minoria.

    Temos capacidade e recursos para sermos independentes, livres, ricos. Temos condições de termos emprego, renda, abundância para todos. Temos também condições de prover segurança, educação e saúde de qualidade para todos, como foi estabelecido em nossa Constituição. É lei, é clausula pétrea, artigo fundamental.

    E por que, então, não temos conseguido? Por medo? Por falta de consciência talvez.

    Tenho esperança e rogo que as dificuldades de sofrimento que hora vivemos em nossa Pátria sirvam as gerações vindouras e a cada um de nós brasileiros para que aprendamos, como uma lição de escola (infelizmente amarga por estarmos tendo que fazer novamente, como um aluno que repetiu de ano). Espero que possamos transformar nossa dor coletiva, nosso sofrimento e incredulidade em consciência, em aprendizado.

    Vejo que as crianças e adolescente de hoje estão assistindo as manifestações, as avaliações péssimas de nossos governantes, os escândalos e mais escândalos de corrupção, descaso e falta de competência em gestão e não tenho dúvida, está se formando uma geração mais consciente que as anteriores. Pela dor, infelizmente, mas acredito que essa mesma geração vai ser mais consciente nas escolhas daqui pra frente. Até por que, por consciência, ou ainda medo para alguns, não vão querer passar novamente por isso tudo.

    Creio que estamos forjando, infelizmente pela dor, uma geração que terá mais consciência para escolher melhor os representantes pelo voto.

    Precisamos também de maiores níveis de consciência e mudança de paradigmas auto-limitantes (como o de que todo político é desonesto) para estimularmos pessoas com boa formação e valores sólidos a seguirem, quando vocacionados, a seara da vida pública e política, pois ainda precisamos de representantes e líderes no modelo de democracia que escolhemos viver.

    E acreditem, precisamos de pessoas sadias, bem intencionadas e preparadas para não sucumbir aos cantos de sereias e oportunidades de se desviar do caminho reto que tanto tem levado nossos políticos a cometer crimes.

    Acredito piamente que não são políticos que são bandidos, mas sim, bandidos que foram eleitos para serem políticos, com o seu ou o meu voto. Temos visto uma quantidade muito grande de psicopatas, doentes mentais com cargos públicos eleitos pelo nosso voto.

    Então é chegada a hora de tratarmos a doença e não mais seus sintomas e iniciar um processo de tomada das rédeas por nós, os cidadãos conscientes, para que coloquemos pessoas à altura de nossos desafios e à altura do merecimento que cada um de nós deseja, afinal de contas, o dinheiro, bens e máquina pública dos governos e dos demais poderes da República, são como a etimologia da palavra “res-publica” já traz em si, ou seja, “a coisa pública”, aquilo que é público, de todos. É Nosso.

    E sendo nossos os bens públicos, por que ainda damos a chave e a caneta para pessoas que não daríamos se fosse para cuidar de nossa despensa doméstica, de nosso talão de cheques ou de nossa casa ou filhos?

    Fica a pergunta, uma vez creio que passamos por um momento de crise transformadora. E como em toda transformação, podemos utilizar as dificuldades como degraus de nossa evolução.

    Cabe a nós escolhermos se queremos reclamar, acusar, apontar a “culpa” para “os outros” como em lados de torcidas que se inflamam pela paixão cega, ou se vamos aproveitar esse aprendizado e evoluir em consciência, em atitude, em participação cidadã, coletivamente.

    Precisamos perder o medo de sermos felizes. Por isso, Acordem e Progresso. Precisamos plantar aquilo que queremos colher.

    Plantar ordem para colher progresso. Plantar amor e respeito à coisa pública. Plantar consciência no voto para colher líderes e gestores conscientes nos cargos públicos.

    Vamos juntos Plantar confiança para colher confiança e felicidade.

     

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