Colunistas

avatar

Liszeila Martingo

Profissão: Docente na Fatec Rio Preto

Cidade: São José do Rio Preto

Liszeila Martingo é administradora de empresas e docente para Ensino Superior.

  • Projeto proíbe fogos de artifício que geram barulho

    Poluição sonora assusta os animais e as crianças, prejudica os idosos, mata peixes e aves, desrespeita os autistas e prejudica a audição.

    Postado dia 27 de junho de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    O vereador suzanense Lisandro Frederico (PSD) apresentou um projeto de lei que proíbe o armazenamento, a comercialização, o manuseio e a utilização de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos de efeito sonoro que causem poluição sonora em toda a cidade de Suzano. De acordo com a norma, ficam apenas liberados os “fogos de vista”, como são conhecidos aqueles que produzem efeitos visuais e sem estampido.

    “A poluição sonora assusta os animais e as crianças, prejudica os idosos, mata peixes e aves, desrespeita os autistas e prejudica a audição”, afirmou Lisandro.

    Cidades como Bauru, Ilhabela, Itu, Águas de Lindóia, Socorro e São Vicente já proíbem a venda. E a lei é válida até mesmo em grandes municípios como Campinas e Santos.

    Caso seja aprovado, o projeto estabelecerá que quem desrespeitar a regra poderá ser multado em até 500 Unidades Fiscais do Município (UFMs), sendo que a punição pode ter o valor dobrado a cada reincidência. O montante arrecado será incorporado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).

    A proibição de fogos passa a valer em recintos fechados e ambientes abertos, em áreas públicas e locais privados.

    Lisandro destacou que o barulho é traumático para os animais, por terem a capacidade auditiva superior à dos seres humanos. “Os cães latem em desespero e até se enforcam em correntes. Os gatos têm taquicardia, salivação, tremores, e há casos de fuga do lar tamanho é o medo. E, além de ocorrências de fugas, há relatos de animais que se jogam de sacadas ou se atiram contra carros o que provoca acidentes”, afirmou. Duas empresas do ramo PET já declararam ser favoráveis à iniciativa.

    SAÚDE PÚBLICA

    E os transtornos não são gerados apenas aos animais. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) realiza todos os anos e em todo o país a campanha de conscientização “Fogos de Artifício – um Espetáculo Perigoso”.

    Segundo um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), baseado em informações do Ministério da Saúde colhidas entre 2008 a 2016, ocorreram 4.577 internações de pacientes que se queimaram com artefatos explosivos. A média no país é 85 atendimentos só nos meses de junho, o que corresponde a um terço do total de ocorrências anuais. “Trata-se de um problema de saúde pública sério”, afirmou Lisandro.

    A proibição dos fogos é mais uma das ações do bloco de vereadores formado no Alto Tietê em busca de uma nova forma de fazer política.

    A proposta será apresentada ou já está em análise nas Câmaras Municipais do Alto Tietê, como Ferraz de Vasconcelos, por meio do vereador Renatinho Ramos de Souza, o Renatinho Se Ligue; em Poá, por intermédio do vereador Saulo Souza; em Mogi das Cruzes, graças aos vereadores Caio Cunha e Fernanda Moreno; em Itaquaquecetuba, pelas mãos do vereador Edson Rodrigues, o Edson da Paiol; em Arujá, com o vereador Gabriel dos Santos; e em Salesopólis, graças ao vereador Rodolfo Marcondes.

     

    Compartilhar:

  • Ecossistema de inovação

    A dinâmica em torno do empreendedorismo impacta a todos os que estão envolvidos. São atores diversos, de diferentes áreas, que precisam trabalhar em conjunto

    Postado dia 10 de março de 2017 às 08h em Empreendedorismo e Gestão

    exossistemas

    Foto: Reprodução

    A composição de um ecossistema para inovação e empreendedorismo em uma localidade é fascinante. Envolve atores diversos: as aceleradoras, as agências digitais, os coworkings, os hackerspaces, as incubadoras, os investidores, os startups e wi-fi spots são algumas organizações que compõem esse cenário.

    Porém, é necessário um esforço conjunto de atores da área privada e da área pública. É lógico que, se atores privados se envolvem e se organizam, e até, patrocinam, será mais fácil. Contudo, em muitas localidades, há uma dependência natural da área pública.

    Dentro dos ecossistemas de inovação há integração entre os participantes, com o objetivo de desenvolver projetos, que formam um ambiente de aprendizagem e criação inovadora. Desenvolve-se uma ideologia cooperativa, que leva aos polos empreendedores, que, graças à união de vários empresários de um determinado segmento de mercado, criam um ambiente de forte comércio e desenvolvimento empresarial.

    Os parques tecnológicos são considerados núcleos que compõem um ecossistema saudável. Neles, aglomeram-se empresas de base comum, que querem desenvolver soluções para setores da economia evidentes naquele cenário local e regional. Dentro desses ecossistemas, surgem várias empresas inovadoras.

    Para estimular o empreendedorismo dentro dos parques, é necessário que haja startups de tecnologia que inovam para solucionarem problemas de empresas, sejam tradicionais ou não. Daí atraírem empresas para as incubadoras, que buscam solucionar esses problemas.

    software-for-coworking-spaces-2

    Além desse formato que acontece em não muitas regiões, há a possibilidade de desenvolver projetos e soluções através do crowdsourcing (modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimento coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos. Até meados desta década, a moda era o outsourcing ou através de comunidades colaborativas, que ajudam empresas a desenvolver ideias e soluções para negócios.

    Há diversos arranjos locais e regionais que se formam na busca de solucionar problemas do mercado consumidor. Alguns deles, além dos parques tecnológicos, são os arranjos produtivos locais, em que as indústrias se unem, ou mesmo os condomínios industriais. Ou ainda, os clusters, seja na área de comércio ou de serviço. Todos esses arranjos podem compor os parques tecnológicos.

    Outros atores importantes são as universidades, as agências de fomento, bem como alguns tipos de laboratórios que são específicos às demandas locais/regionais.

    Enfim, a dinâmica em torno do empreendedorismo e da inovação impacta a todos os que estão envolvidos. Para tanto, união e foco são imprescindíveis para o desenvolvimento de um Ecossistema que possa responder a todas essas demandas.

     

    Compartilhar:

  • Soluções práticas para problemas complexos? Como assim?

    Para soluções práticas é imprescindível que não haja apego às ideias ou à uma ideia específica pois isso só causa atraso para se chegar à solução realmente efetiva

    Postado dia 4 de outubro de 2016 às 10h em Empreendedorismo e Gestão

     

    solução

    Foto: Reprodução/Internet

    Todas as vezes em que converso com as pessoas sobre o negócio em que estão interessadas em desenvolver, vejo o entusiasmo e ao mesmo tempo, a ilusão de que estão fazendo algo deslumbrante e que todos irão querer o que estão para oferecer…

    Ledo engano…

    Para termos soluções “deslumbrantes”, precisamos fazer algo que impacte na vida das pessoas. Que seja algo que vai solucionar algum problema da vida delas! E para isso, precisarmos olhar para as pessoas!!! Esse olhar mais humano deve ser a prática na busca de soluções dos problemas da sociedade.

    Para tanto, busca-se um processo criativo que estimule a colaboração e a experimentação das pessoas, para reduzir riscos no processo de inovação.

    Existe o que se deseja como solução… em seguida, temos o que é possível ser feito, e, finalmente, o que é financeiramente viável de se fazer. Ou seja, o que conseguimos realizar é a intersecção desses três fatores…. Portanto, uma parte bem pequena de todas elas… infelizmente.

    Esse processo passa pelo entendimento do que seria um problema “complexo” da sociedade, que precisa ser resolvido. Ao mesmo tempo, observa-se a sociedade e, da análise que é feita entre o entendimento que se teve e a observação, temos a construção do ponto de vista. A partir do ponto de vista, faz-se a ideação.

    Na ideação, utilizam-se técnicas do tipo brainstorming, onde se tem uma conversa por vez para não se perder; com a criação do máximo de ideias possíveis ou construindo sobre a ideia de outras pessoas; ou então, encorajando ideias doidas. Mas é importante que se visualize as ideias. Ter a preocupação constante de se manter o foco no assunto proposto, e, não menos importante, NÃO fazendo críticas e julgamentos ao que foi criado, construído ou visualizado.

    Continuando, o próximo passo seria prototipar as ideias escolhidas. Tirar as ideias da cabeça e colocar no mundo real. Partir-se então para o teste das ideias. Ao testa-las, é preciso estar aberto a errar. Pois a solução vai mudar.

    Para soluções práticas é imprescindível que não haja apego às ideias ou à uma ideia específica pois isso só causa atraso para se chegar à solução realmente efetiva.

    Último passo é então, a iteração. Na iteração deve-se assimilar, acomodar, refletir e iterar. Ou seja, não é apenas um erro, é muito mais que isso. Este é o momento em que tudo fica esclarecido e se tem a construção de algo que seja, finalmente, a solução fornecida pelo negócio que se quer desenvolver.

    Compartilhar:

  • Quem não inova está no páreo?

    Por que inovar? Para se manter competitivo. Para aproveitar oportunidades de mercado. Para crescer sempre mais

    Postado dia 2 de agosto de 2016 às 08h em Empreendedorismo e Gestão

    inovar

    Foto: Reprodução/Internet

    Inovar significa o que mesmo? Inovar é um conceito econômico e social. Algo novo que se realiza no mercado. Ou seja, que o mercado compra.

    Segundo a Lei 10.973/2004 e a Lei Paulista 1.049/2008,  inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços.

    Diferentemente da invenção e da descoberta, inovação é mais que alta tecnologia. Pode ocorrer sem grandes cientistas de pesquisa e desenvolvimento. Mas não é fruto do acaso. É fruto de muito trabalho! A descoberta é um fato científico natural, validado socialmente. A invenção é um construto físico ou intelectual, são os protótipos ou desenhos.

    A descoberta é resultado da geração de conhecimento. Já a invenção, além da geração de conhecimento, gerou um protótipo. Já a inovação, além da geração de conhecimento, da construção de um protótipo, também é comercializada.

    Além disso, inovação é um processo que pode ser organizado e gerenciado. É um processo porque tem sequência ou rede de atividades, pode ser gerenciado porque tem estratégicas, indicadores e alocação de recursos. E pode ser organizado pois dá trabalho inovar.

    A inovação resulta de mudanças tecnológicas, mudanças de padrão de consumo, mudanças da regulamentação e é intensificada pela competição.

    As inovações devem, necessariamente, estar disponibilizadas para as pessoas, no mercado, aplicadas nas organizações ou transferidas para a sociedade. Pode apresentar-se em escala local, regional, nacional ou global. E pode ser incremental ou radical.

    As inovações são para o bem da sociedade. Os entes que produzem esse bem formam o trio Instituições de Ciência e Tecnologia, Empresas e Sociedade. As empresas, onde se criam os empregos focados nas pessoas. Jã nas instituições são os locais onde a inteligência deve ajudar a fazer com que as empresas possam competir no mercado global.

    O interessante é que todos nós temos uma compreensão simplista do que é inovação: algo novo, simples assim… Até o é. Mas é muito mais! O que é simples é que ela está ao nosso alcance. Não é necessário nada mirabolante. Apenas uma visão mais útil.

    Existem inúmeras necessidades que não são atendidas. Muitas dores para sanar. Muitas expectativas a serem realizadas. Contudo, só quem tem olhos de ver que chegarão lá.

    As novas startups que surgem, EasyTaxi, 99taxi, Uber, entre outras, enxergaram. Elas viram um nicho e conseguiram criar modelos de negócio que ninguém antes havia imaginado. Ou seja, tudo é possível para quem está disposto a buscar soluções para problemas do cotidiano das pessoas, das empresas… Enfim, da sociedade como um todo.

    Compartilhar:

  • Uma coisa é certa: seu plano vai falhar!

    As StartUps de maneira geral, nascem em ambiente de incerteza. Não que sejam somente elas.

    Postado dia 3 de maio de 2016 às 09h em Empreendedorismo e Gestão

    empresas

    Foto: Reprodução/Internet

    Hoje, os negócios nascem assim… Mas essas empresas de tecnologia nascentes, são privilegiadas nesse aspecto, se é que podemos chamar de privilégio…. Acredito que sim… Depende do ponto de vista, a incerteza é uma oportunidade ou uma ameaça!!!

    Enfim… tudo que se pensa para um negócio iniciante é hipótese. E assim sendo, deverá ser testada para que se torne algo próximo da realidade. As soluções que são propostas são hipóteses que devem ser validadas.

    Para tanto, precisamos ter um método planejado de teste e validação dessas hipóteses para diminuir os riscos, e ainda, que não demorem.

    Pode-se ter um método de construir-medir-aprender, que auxilia a diminuir ou minimizar o tempo desse ciclo. Para tanto, quando se tem a ideia, e se constrói as hipóteses, saímos para um contato com o público alvo para medir se o que se pensou é o que realmente tem-se necessidade, e com os dados obtidos dessa medição, temos informações que consolidam o aprendizado. Com isso, inicia-se nova ideação, para nova validação desse ciclo.

    Ou seja, temos a construção de um Mínimo Produto Viável ou simplesmente: MVP.

    Há várias técnicas nessa busca de teste ou validação das hipóteses construídas, são elas:

    • Interações exploratórias iniciais: entrevistas e pesquisas exploratórias, pesquisas diversas,
    • Protótipos não-funcionais: landing pages, teasers com teste A/B, wireframes, vídeos demo, telas fake,
    • MVP´s: manuais, concierge, versão alpha, versão beta, versão 1.0…

    Para cada um dos métodos, pode-se obter inúmeras informações que auxiliarão na pivotagem da ideia: nas entrevistas e pesquisas exploratórias podemos utilizar o Mapa de Empatia (House of Work) se valida as dores, as alegrias, os desafios, o que está bom, o problema enfim. Nas pesquisas, busca-se entender esse problema. Nos teasers com teste A/B: 2 hipóteses que são expostas para escolha nas visualizações. Nas Telas Fake: se mede a quantidade de interesse no assunto que se propõe.

    Quando se inicia a utilização dos manuais e concierge, já se tem a construção de um protótipo que simula incialmente o produto e serviço, e se obtém mais respostas concretas, entre elas número de interessados e número de interessados em orçamentos fornecidos.

    Com a utilização das versões alpha, beta e 1.0, se obtém a maturidade da solução, número de usuários, relacionamento com o cliente, e, a cobrança da solução para os clientes.

    Assim, de forma resumida tem-se que definir o que se quer aprender (no formato de pergunta, dúvida); definir a sua hipótese (uma frase afirmativa que sustenta suas suposições – o ideal é que se faça a hipótese que negue a afirmação que favorece a sua startup, ou seja, busque negar a hipótese mais arriscada); definir as métricas antes de iniciar o teste (como você vai medir se a hipótese está validada ou não); definir os indicadores mínimos que validam sua hipótese (ex: 5% de retenção ou 25% dos clientes devem comprar); definir o formato do teste (survey, A/B, landing page, concierge, alpha, etc) e fazer um pré-teste antes (o “teste do teste”).

    Ao aplicar essas técnicas e métodos se vê que o que se pensa incialmente como negócio, passa por diversas alterações até que se confirme o que realmente há de necessidade ou dor em um mercado. Nem sempre o que se vê é o que é.

    As decisões, para que sejam acertadas, dependem da integridade das informações que se tem. Ela será acertada quanto mais íntegra é sua informação. Caso contrário, erros são cometidos e planos falham. Os prejuízos dessas decisões podem variar de uma folha de papel jogada fora até a bancarrota de um negócio estabelecido há anos. O que prefere fazer? A escolha é sua.

    Compartilhar:

  • O empreendedor precisa de dinheiro para abrir um negócio…

    Por menor que seja esse capital social para iniciar o negócio, ele é necessário

    Postado dia 13 de abril de 2016 às 08h em Empreendedorismo e Gestão

     

    empreendedor

    Foto: Reprodução/Internet

    Afinal de contas, boas ideias são validadas pelo mercado… E, se são comprovadamente inovadoras, têm garantido seu espaço para consumo e terão o dinheiro que precisam para se desenvolver. Dessa forma é provável que consigam aportes de dinheiro das diversas formas disponíveis.

    Mas que formas de captação de recursos existem para os empreendedores das empresas iniciantes, principalmente nas áreas de alta-tecnologia? Ou mesmo das pequenas empresas que desejam alçar voos maiores?

    Por incrível que pareça, há muitas possibilidades de acesso a recursos financeiros, conforme pode-se verificar a seguir:

    LOVE MONEY – Família e amigos acreditam na proposta do familiar e bancam a história toda. “Paitrocínio” – Os pais bancam o negócio!

    Economias Pessoais (Bootstrapping):  Recursos próprios, ou seja, usa seus próprios meios, sem pedir ajuda.

    Anjos (angels investors) –  São investidores pessoa-física, com posses, muitas vezes empreendedores de sucesso, que decidiram investir os ativos acumulados em venture capital. Além de adquirir participação nos empreendimentos, esses investidores tendem a participar dos conselhos das empresas e aconselhar seus gestores. Ajudam com seu network (redes de relacionamento). São muito importantes, à medida em que ajudam a empresa a se habilitar, geralmente em estágios mais avançados dos empreendimentos, para obter recursos de investidores formais. Ex. Anjos do Brasil.

    Aceleradoras – A figura da aceleradora surge como um agente fortemente orientado ao mercado, geralmente de origem privada e com capacidade de investimento financeiro, que tem a função de direcionar e potencializar o desenvolvimento das startups. O Start-Up Brasil, Programa Nacional de Aceleração de Startups, é uma iniciativa do governo federal, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com gestão da Softex, em parceria com aceleradoras, para apoiar as empresas nascentes de base tecnológica, as startups. O Start-Up Brasil integra o TI Maior, Programa Estratégico de Software e Serviços de TI, que por sua vez é uma das ações da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), que elege as TICs entre os programas prioritários para impulsionar a economia brasileira. Ex. Aceleratech, 21212, etc.

    Capital de Risco –  (venture capital) Consiste em recursos direcionados para empresas nascentes, com perspectivas de crescimento rápido e potencial para consolidar no mercado. O VC é uma importante fonte de capital para StartUps. O funding das empresas de capital de risco é levantado em fundos de pensão, grandes corporações, investidores privados, universidades e investidores estrangeiros.

    Crowdfunding – Palavra inglesa que define Financiamento Coletivo – Várias pessoas e empresas contribuem com pequenas quantias em dinheiro para realizar uma ideia. O capital é obtido por meio de sites que fazem a intermediação entre o dono do projeto e os interessados em financiá-lo. Sem usar bancos ou procurar investidores. Ex: CATARSE, STARTANDO, KICKSTARTER, ETC

    Equity Crowdfunding – É um tipo de financiamento coletivo, derivado do Crowdfunding. Quem ajuda a financiar um projeto de empresa recebe em troca participação acionária. O negócio pode conseguir centenas de sócios apoiadores (A CVM, órgão que fiscaliza o mercado de capitais, tem um regime simplificado restrito a ofertas que captam até 2,4 milhões de reais por ano para negócios que se enquadram na lei como micro e pequenas empresas).

    Governo e Entidades

    Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital – A Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital é uma entidade sem fins lucrativos em atividade desde o ano 2000, que visa o desenvolvimento da atividade de investimento de longo prazo no País, nas modalidades abrangidas pelos conceitos de private equity, venture e seed capital. Como entidade representativa da indústria de capital empreendedor, a ABVCAP defende os interesses dos integrantes da indústria junto a instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em busca de políticas públicas cada vez mais favoráveis ao fomento desses investimentos no País.

    Associação Brasileira de Startups – Acesso a capital, mercado, mentorias e inúmeros descontos em produtos e serviços para startups.

    BNDES – Fundado em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Para isso, apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pessoas físicas, na realização de seus planos de modernização, de expansão e na concretização de novos negócios, tendo sempre em vista o potencial de geração de empregos, renda e de inclusão social para o País.  Por ser uma empresa pública e não um banco comercial, o BNDES avalia a concessão do apoio com foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. Incentivar a inovação, o desenvolvimento regional e o desenvolvimento socioambiental são prioridades para a instituição. Os instrumentos de apoio financeiro incluem o financiamento; a concessão de recursos não reembolsáveis a projetos de caráter social, cultural e tecnológico; e instrumentos de renda variável. Saiba mais sobre os produtos e linhas de apoio financeiro. O BNDES oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, assim como linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano.

    Endeavor Brasil – Existe para multiplicar o número de empreendedores de alto crescimento e criar um ambiente de negócios melhor para o Brasil. Por isso, selecionam e apoiam os melhores empreendedores, compartilham suas histórias e aprendizados, e promovem estudos para entender e direcionar o ecossistema empreendedor no país.

    FINEP – Concede financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos. A Finep apoia, ainda, a incubação de empresas de base tecnológica, a implantação de parques tecnológicos, a estruturação e consolidação dos processos de pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em empresas já estabelecidas, e o desenvolvimento de mercados. Além disso, a partir de 2012 a Finep também passou a oferecer apoio para a implementação de uma primeira unidade industrial e também incorporações, fusões e joint ventures. Os financiamentos reembolsáveis são realizados com recursos próprios ou provenientes de repasses de outras fontes. As empresas e outras organizações interessadas em obter crédito podem apresentar seus Planos Estratégicos de Inovação à Finep a qualquer tempo. Desde 3 de setembro de 2013, elas devem acessar o hotsite Finep 30 dias, onde estão todas as informações necessárias para a obtenção de financiamento para investimento em inovação sob a forma de crédito, assim como o acesso ao Portal Empresa, destinado ao cadastro da empresa e de seu Plano Estratégico de Inovação para análise da Finep. Os financiamentos não reembolsáveis são feitos com recursos do FNDCT, atualmente formado preponderantemente pelos Fundos Setoriais de C,T&I. Eles são destinados a instituições sem fins lucrativos, em programas e áreas determinadas pelos comitês gestores dos Fundos. As propostas de financiamento devem ser apresentadas em resposta a chamadas públicas ou encomendas especiais. A Finep também oferece apoio financeiro para a realização de encontros, seminários e congressos de C,T&I e feiras tecnológicas, mas hoje o CNPq é o responsável pela seleção, avaliação e contratação das operações. A Finep também atua de forma cada vez mais intensa no apoio a empresas de base tecnológica. Desde 2000 desenvolve o Projeto Inovar, que envolve amplo, estruturado e transparente conjunto de ações de estímulo a novas empresas, por meio de um leque de instrumentos, incluindo o aporte de capital de risco, indiretamente via fundos de capital de risco.

    SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena Empresa – O objetivo do Fampe é facilitar o acesso de pequenos negócios a financiamentos, por intermédio de garantias complementares em operações de crédito junto a instituições financeiras conveniadas. O Fampe tem a função exclusiva de complementar garantias exigidas por instituições financeiras conveniadas ao Sebrae. Ou seja, o Fampe não substitui totalmente a necessidade de garantias da própria empresa, nem pode ser utilizado quando o cliente já possui todas as garantias exigidas para o acesso a um financiamento. Desta forma o banco conveniado ao Sebrae somente pode exigir garantias para a parcela do financiamento não coberta pelo Fampe. Com a disponibilização do Fampe o Sebrae contribui para diminuir as dificuldades que os pequenos negócios enfrentam ao atender aos pré requisitos adotados por instituições financeiras no momento da concessão de um financiamento, uma vez que a falta de garantias reais é uma das principais barreiras para o acesso de pequenos negócios ao crédito produtivo. O Sebrae atua especificamente como avalista, sendo o Fampe um serviço destinado a disponibilizar garantias complementares exclusivamente a pequenos negócios, cabendo à instituição financeira conveniada realizar todo o processo de concessão de financiamento. O Fampe é um fundo de aval, não um seguro de crédito. O Fampe pode garantir de forma complementar até 80% de um financiamento junto a uma instituição financeira conveniada, dependendo do porte empresarial e da modalidade de financiamento, cujas faixas de garantia (aval) variam de R$ 10 mil a R$ 700 mil.

    Start-Up Brasil – é um Programa Nacional de Aceleração de Startups, uma iniciativa do governo federal, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com gestão da Softex, em parceria com aceleradoras, para apoiar as empresas nascentes de base tecnológica, as startups. As startups cumprem com a função de continuamente revitalizar o mercado, mas precisam de um ambiente propício para que se desenvolvam e tenham sucesso. A figura da aceleradora surge nesse contexto como um agente fortemente orientado ao mercado, geralmente de origem privada e com capacidade de investimento financeiro, que tem a função de direcionar e potencializar o desenvolvimento das startups. O Start-Up Brasil integra o TI Maior, Programa Estratégico de Software e Serviços de TI, que por sua vez é uma das ações da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), que elege as TICs entre os programas prioritários para impulsionar a economia brasileira. PRIMEIRA FASE – HABILITAÇÃO DE ACELERADORAS: Nesta fase são qualificadas, por meio de edital específico, as aceleradoras de empresas que serão parceiras do programa e  responsáveis pelo processo de aceleração das startups. A aceleração de startups é um processo rápido que busca o desenvolvimento de um produto/serviço direcionado ao mercado, com o suporte de mentores, investidores e profissionais de negócios e tecnologia. SEGUNDA FASE – SELEÇÃO DE STARTUPS: Após a habilitação das aceleradoras, ocorre a seleção das startups nacionais e internacionais (até 25% dos projetos aprovados) que serão apoiadas pelo programa. Esta fase ocorre duas vezes por ano, uma a cada semestre. TERCEIRA FASE – ACELERAÇÃO: Nesta fase, inicia-se o processo de aceleração. Num período de até 12 meses, as startups têm acesso a até R$ 200 mil em bolsas de pesquisa e desenvolvimento para os seus profissionais, além de participar de uma série de eventos e atividades promovidas pelo programa para capacitação e aproximação de clientes e investidores e do Hub Internacional no Vale do Silício/EUA. Adicionalmente, as startups recebem investimentos financeiros das aceleradoras e têm acesso a serviços como infraestrutura, mentorias e capacitações em troca de um percentual de participação acionária. Além das aceleradoras, as empresas também são acompanhadas pelos gestores do programa.

    Outros:

    DESENVOLVE SP – Agência de Desenvolvimento Paulista – Instituição financeira de fomento do Governo do Estado que oferece linhas de financiamento com juros baixos e longos prazos para projetos de inovação de Startups, de pequenas e de médias empresas, além de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos e investimento de modo geral. Foco em: Indústria, agronegócio, comércio e serviços. Também repassa linhas de crédito da FINEP e do BNDES.

    FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo: Apoia a pesquisa e financia a investigação científica, o intercâmbio e a divulgação da ciência e da tecnologia. Orçamento de 1% do total da receita tributária do Estado de SP. Começou com programas de parcerias para Inovação Tecnológica (Pite) e, com o programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe). Ainda apoia com programas de Políticas Públicas, Biota, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids).

    FUNCET – Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico: Mantido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Inovação. Oferece recursos para inovação tecnológica de produtos e processos em micro e pequenas empresas em SP. Seleciona propostas para financiamento com valor até R$200.000,00 por empresa. Prazo de carência máximo de 24 meses e amortização de até 36 meses, com taxas de juros de 6% a.a.

    CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, desenvolve atividades centradas em 5 grandes linhas de ação: avaliação da pós-graduação stricto sensu, acesso e divulgação da produção científica, investimentos na formação de recursos de alto nível no País e exterior, promoção da cooperação científica internacional, e indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação básica. Ligada ao MEC.

    CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Promove pesquisa científica e tecnológica e formação de recursos humanos para a pesquisa no País. Oferece bolsas dirigidas a alunos do ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores já experientes, podendo ser individuais ou por quota. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

    SENAI-SP – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Fornece soluções em inovação para a indústria. Através do Edital SENAI SESI de Inovação – Parceria com o Innovate UK, Agencia de Inovação Britânica – que valoriza essa prática e promove o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores. O Edital oferece recursos não reembolsáveis para indústrias brasileiras, startups e empresas de base tecnológica que querem desenvolver novos produtos, processos e serviços. Os recursos são destinados para duas categorias de projetos de inovação tecnológica do SENAI e uma categoria de projetos do SESI que promove a qualidade de vida e segurança do trabalhador.

    Em todas essas formas de captação de recursos, há que se demonstrar um projeto de negócio consistente, validado e de operacionalização viável. O que tem sido o calcanhar de Aquiles para se conseguir acesso ao capital.

    Daí a necessidade de que os empreendedores desenhem modelos de negócio que utilizem ferramentas como CANVAS, DESIGN THINKING e MVP, para que os projetos possam ser coerentes e atingirem os objetivos determinados em cada uma dessas possibilidades de acesso ao capital.

    Pode-se ver que existe dinheiro disponível, tanto no governo federal como estadual, mas somente com propostas que respeitem os requisitos exigidos de forma coerente é que o empreendedor terá acesso a ele.

     

    Compartilhar:

  • Para que empreendemos???

    A pergunta que faço constantemente aos meus alunos é: Para que tornar-se um empreendedor? E a resposta unânime é: para ter lucro! Para ganhar dinheiro!

    Postado dia 17 de março de 2016 às 00h em Empreendedorismo e Gestão

     Empresário

    Foto: Divulgação/Internet – Ser empreendedor e seus desafios

    Então… é fato que os empresários buscam o lucro!!! Não discordo, absolutamente, inclusive sou uma. Contudo, só há lucro se houver consumidor/cliente. Sem ele: nada feito! Nada feito, mesmo! A empresa desaparece!

    Desse modo… é de extrema importância olhar para o consumidor/cliente (a sociedade) e ser proativo. Ser um investigador e identificar suas necessidades, dores, expectativas, problemas… para então desenvolver um produto, serviço ou metodologia com benefícios e atributos tais, que venha a atender essas necessidades, sanar essas dores, responder às expectativas, solucionar problemas.

    Para tanto, nós devemos “validar” com esse público-alvo nossas hipóteses…

    No início, tudo se trata de hipóteses: nós acreditamos ter “enxergado” a necessidade, a dor, as expectativas e os problemas do consumidor/cliente. Temos que ir para rua, encontrar esse público-alvo que determinamos, se tudo que “achamos”, realmente “é”. E só conseguimos “validar” com uma pesquisa de mercado bem feita. Não indutiva.

    A maioria das pesquisas que se vê, induzem a resposta do consumidor para o que se acredita enxergar. É necessário que sejam feitas pesquisas que obtenham respostas espontâneas. Reais. Pois com esse retorno do público-alvo, consegue-se redirecionar o negócio. Coloca-lo de novo no páreo!!

    A validação através das pesquisas, podem usar ferramentas como os protótipos… simulações do que se quer oferecer como benefício. O protótipo auxilia a errar antes! A antecipar equívocos! Antes de se investir financeiramente e implantar o negócio.

    O desafio de transformar ideias em negócios, passa pela confirmação de que a ideia pode ser viabilizada.

    Um amigo de longa data, exemplifica essa fase com a fábula de Esopo: A Assembléia dos Ratos. Em que o moral da estória é “dizer que deve ser feito é uma coisa, fazê-la, entretanto, é “coisa” muito diferente”. Ou seja, operacionalizar um benefício é algo sério. Há que se ver como realizar.

    E ao se prototipar, simular, é possível “enxergar” o cenário todo… desde as atividades chaves e recursos chaves para a operacionalização. E consequente viabilização da ideia.

    O intuito com a simulação é antecipar problemas que antes só se via quando o negócio estava em curso. A ideia é que não se perca dinheiro.

    Ao simular e pesquisar, obtém-se respostas que poderão redirecionar o negócio. O termo é derivado do inglês to pivot (“mudar” ou “girar”) e designa uma mudança radical no rumo do negócio. Quando um empreendedor decide mudar o plano de negócios depois de ter testado uma estratégia e não ter obtido os resultados esperados, ele pivota o negócio. Se um empreendedor faz algum ajuste no plano de negócios, como adiar ou antecipar a contratação de executivos ou trocar um fornecedor, ele não pivota a empresa — apenas muda de ideia. Pivotar é mudar de estratégia depois de perceber que a empresa estava no caminho errado.

    Com o uso dessas ferramentas, o negócio tem uma probabilidade maior de sobreviver ou até mesmo, de verificar se a visão se confirma. Ou se há necessidade de se alterar partes ou o todo. A grande contribuição aqui é antecipar o máximo que puder de erros sejam corrigidos. E ao se abrir o negócio formalmente, evitar erros que poderiam fechar a empresa, além de perder os recursos investidos nela.

    Compartilhar:

  • Um outro dia qualquer para a super mãe

    Vivi entre motoqueiros, chefiei equipes inteiras de homens, sou pai e mãe de um menino. O dia da mulher não tem muita importância

    Postado dia 8 de março de 2016 às 00h em Dia Internacional da Mulher

    maravilha

    Dia Internacional da Mulher… Sempre me pareceu algo sem muita importância… Nunca tive maiores problemas com o fato de ser mulher. Fui criada para ser uma guerreira e portanto, em pé de igualdade com homens.

    E olhem o disparate: Sou neta de árabe, dito muçulmanos, e, filha de português!!!

    Sou a mais velha com um irmão apenas, 1 ano mais novo. E meus pais diziam: “você precisa proteger seu irmão. São só vocês dois: um pelo outro.” E assim foi e tem sido a minha vida. Essa síndrome de heroína. Sou aficionada em super-heróis. Talvez porque sempre me espelhasse neles para cumprir “meu papel”.

    E não foi diferente na adolescência. Meu irmão teve uma moto antes de mim… Mas eu, logo em seguida. Vivi entre motoqueiros durante anos, mantendo minha postura de guerreira, me respeitavam e respeitam… Dirigia e dirijo bem. Fazia o que faziam… Me comportava como eles e tinha e tenho seu respeito.

    Quando fui para a empresa da família, comecei de baixo, como atendente, e passei por todos as funções. Até chegar à gerência técnica, em que a particularidade era comandar grupo de homens, que faziam serviços em que eu não dominava tecnicamente. O que fazer? Me envolvi, acompanhei, estudei, investiguei, enfim, me armei de informações e sabia então, o que era o correto se fazer. Nesse momento, passei a ter o respeito dos comandados. Fui parceira, conselheira e dura com cada um desses homens que trabalharam comigo. Sem grandes dificuldades. Acredito que apenas as que quaisquer seres humanos teriam…

    Ao entrar em uma sala de aula, conquistei também o respeito de meus alunos. Pelo conhecimento. Pelo domínio do assunto. Com tranquilidade. Como mãe, sou “pãe” de um menino. Ou seja, sou afeto  e firmeza ao mesmo tempo. Nada diferente do que enfrentei minha vida toda. Meu filho me respeita. Conquistei isso.

    Minha vida tal como está descrita acima, não é tão diferente de outras tantas vidas de mulheres espalhadas por esse nosso país. E que são esquecidas nos dias 8 de março. Talvez mais guerreiras do que eu seja e infinitamente mais experientes… e continuam esquecidas.

    Mesmo a mulher ocupando cargos e funções em que comandam negócios, homens e famílias, percebem os olhares de canto de olhos, de narizes torcidos. E o pior, das próprias mulheres. O maior preconceito que se tem é o da própria mulher. Ela é mais machista que o próprio homem. A mãe chama a suposta namoradinha do filho de sem-vergonha por usar uma mini-saia.

    Se o maior problema fosse só o tamanho da saia… A mãe destrói a moça, reduz a nada e o filho cresce assim, sem valorizar a mulher. E se acha que quem não respeita a mulher é o homem. Quem cria o homem é a mulher!

    Tenho passado os anos a observar os 8 de março. Sinceramente, não acredito que seria necessária a comemoração de um dia para a mulher, se de fato houvesse respeito entre seres humanos. Os dois são importantes. A cumplicidade deles é que constrói.

    Vimos na história papeis se inverterem por conta dessa maior atuação da mulher. Vimos homens que ficam em casa e mulheres que trazem o pão para dentro. Mas o ruim disso é que ocorre porque a mulher está com a faixa salarial reduzida. Não necessariamente porque é mais competente.

    Sem contar as mulheres que não trabalham fora, mas que cuidam de suas casas e filhos e são quase nada valorizadas por não “trabalharem”. “Só” cuidam da casa… Como se isso fosse tão simples, fácil e tranquilo. Talvez seja mais desgastante do que sair pra rua e trabalhar em um negócio.

    A mesmice do trabalho doméstico também desumaniza as pessoas, principalmente se quase não se tem reconhecimento pelo empenho do cuidado com a família.

    Enfim… Cada cenário tem seus senões, seus prós e contras. No meu entender, nada disso modifica o fato de que, se houvesse respeito pelo que cada um dos gêneros faz, essas comemorações não seriam necessárias.

    Todos os dias seriam importantes. Em todos os dias, um teria o devido cuidado com o outro e o reconhecimento pelo trabalho útil que ele e ela fazem. E haveria comemorações diárias, que enalteceriam o homem e a mulher, cada qual com seu papel importante na vida como um todo.

     

    Compartilhar:

  • O que é o Modelo de Negócios?

    Aprenda sobre esta importante ferramenta obrigatória no mundo do empreendedorismo


    Postado dia 18 de fevereiro de 2016 às 00h em Empreendedorismo e Gestão

    empreendedorismo

    Foto: Divulgação/Internet

    O modelo de negócios não é o plano de negócios, não é uma estratégia. Ele é a representação dos processos de uma empresa, de como esta oferece valor aos seus clientes, como obtém seu lucro e como se mantém de forma sustentável ao longo de um período de tempo.

    E para fazer o desenho de um modelo de negócio é preciso ter em mente que há exercícios a que todo empreendedor precisa se render. Eles fazem com que o projeto a ser desenvolvido seja trabalhado com investigação e pesquisas sobre o negócio de uma maneira menos apaixonada e mais realista, pé no chão.

    A ideia que se pretende desenvolver para criar um negócio deve ser apresentada de forma objetiva. Normalmente, quando se fala do projeto para alguém na frase de apresentação, se inclui a proposta de valor e o segmento de cliente.

    A ideia de um produto, ou serviço, ou método, ou etc. já conta com um determinado consumidor, mas é preciso lapidar isso.

    Para tanto é indicado que se consiga responder as seguintes perguntas:

    Qual é o problema que se busca resolver para a sociedade com essa ideia? É uma demanda real de mercado? Existe alguma solução para esse problema hoje em dia? O fato de se enxergar um problema de um cliente ou a dor que ele tem ou a necessidade dele que não foi atendida, precisa ser confirmada por ele próprio. Caso contrário, nossa hipótese de problema pode estar equivocada…

    De que forma se pretende solucionar esse problema? O que há de novo nessa solução? Por que se decidiu focar nessa solução? Se tem expertise nessa área? Qual é a solução do problema? Como sanou a dor dele? O que ou como atendeu à necessidade do cliente que não foi atendida? E aqui não se trata do PRODUTO ou DO SERVIÇO, mas do que eles proporcionam ao cliente. E há que se confirmar essa hipótese de solução com o cliente para que não se perca tempo.

    Quais são os potenciais usuários ou clientes para o seu negócio? Qual é o tamanho do mercado que você busca atingir com a criação de um negócio a partir desta sua ideia? Segmentação ou público-alvo são aqueles que tem o problema e que precisam de uma solução! Precisa-se confirmar essa hipótese de consumidores.

    Quem são seus potenciais concorrentes, e/ou quem pode se tornar seu concorrente ao longo do desenvolvimento do seu modelo de negócio? Nomeie pelo menos três. O que se apresenta que é melhor do que esses concorrentes? Qual é o seu diferencial? Coloque esse diferencial na SOLUÇÃO!

    E finalmente, como se pretende fazer chegar seu produto ou serviço aos usuários? Como se vai ganhar dinheiro com essa ideia?

    Uma boa forma de se ter uma abrangência maior nas pesquisas é envolver outras pessoas. A diversidade de perspectivas entre as pessoas traz robustez à discussão do Modelo de Negócios.

    Com essas respostas pode-se testar essas hipóteses com seus consumidores. Ou seja, pode-se fazer o teste de seu modelo. Pode-se ainda, fazer pequenas apostas, “conversar com a ideia”, prototipar, aprender rapidamente, falhar cedo e revisar o modelo constantemente.

    Compartilhar:

Página 1 de 212