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Lisandro Frederico

Profissão: Mercadólogo

Cidade: Suzano

Atuou com gestão de projetos, certificado PDCA, Yellow Belt em Six Sigma, COPC, Coaching e liderança de equipe. Hoje faz consultoria de marketing para empresas e preside ONG de proteção animal PAS (Projeto Adote Suzano), onde também é um dos fundadores. A ONG já doou mais de 2 mil animais em situação de risco. Já promoveu projetos de cunho socioambiental e faz movimentos para intermediar políticas públicas para animais. Atualmente é vereador na cidade de Suzano

  • Cidadão consciente denuncia!

    Vídeos e fotos registrados por celulares têm ajudado o Ministério Público Estadual e a polícia a identificar os autores de crimes ambientais.

    Postado dia 30 de junho de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    Em menos de duas semanas, Suzano foi palco de dois crime ambientais. Pedaços de animais selvagens, abatidos durante caça, e aves silvestres foram encontrados dentro de uma casa localizada na estrada Ramal do Tanaka, no bairro Recreio Rio Bonito, em Palmeiras. Poucos dias antes, policiais ambientais haviam encontrado, no centro da cidade, 21 jabutis, 14 iguanas e seis tigres d’agua.

    Ambos os casos comprovam a necessidade de a população fazer valer os direitos dos animais e denunciar os casos de maus-tratos e crimes contra o meio-ambiente. No primeiro caso, a polícia recebeu uma denúncia anônima e, no segundo, o dono do caminhão que iria transportar os animais desconfiou da carga e chamou os PMs. A informação inicial era que ele iria carregar tapetes.

    Infelizmente, episódios trágicos, envolvendo animais, ocorrem diariamente. Um levantamento realizado no ano passado pelo jornal O Estado de S.Paulo mostrou que a Polícia Civil registrou 21 denúncias de maus-tratos a animais por dia, em todo o estado de São Paulo. A maioria das denúncias é feita de forma anônima por vizinhos ou moradores próximos de onde aconteceu a agressão.

    Estas são situações que, muitas vezes, são ignoradas ou passam despercebidas. Mas suas consequências acarretam malefícios tanto aos animais quanto à sociedade. A proteção dos animais e do meio-ambiente como um todo não está apenas nas mãos do Estado, mas, sobretudo, na participação dos cidadãos. Daí a importância da denúncia.

    Os cidadãos precisam se conscientizar sobre o respeito aos animais. É preciso acabar com a visão egocêntrica e autoritária de que o ser humano possui a natureza ao seu dispor, como algo a ser explorado apenas para satisfazer suas necessidades e ambições.

    E é justamente pelo homem ter tal postura que a legislação precisa impor limites à atuação humana. É necessário atribuir castigos e obrigações aos infratores. E o Direito Ambiental, o Civil e o Penal descrevem quais são as responsabilidades daqueles que não respeitam o meio ambiente e os animais.

    Cabe, portanto, a todos nós o dever de cuidar e preservar a fauna e a flora. Caso contrário, iremos arcar, em um futuro breve, com as consequências danosas deste desrespeito.

    Devemos informar às autoridades e pessoas que podem agir em nosso nome (policiais, fiscais municipais, secretaria do Meio Ambiente, Ministério Público, advogados, vereadores e associações de defesa dos animais) uma situação, mesmo que suspeita, que julgamos tratar-se de maus-tratos ou danos ambientais.

    Imagens de maus-tratos publicadas nas redes sociais também podem virar alvo de apuração. Vídeos e fotos registrados por celulares têm ajudado o Ministério Público Estadual e a polícia a identificar os autores. Hoje em dia, todo mundo tem um celular com câmera. Fica mais fácil fazer uma denúncia e reunir provas em favor dos animais.

     

    Portanto, na menor suspeita de maus-tratos, denuncie:
    Polícia Ambiental: 4796-2971 / ambientaldenuncias@policiamilitar.sp.gov.br
    Delegacia do Meio Ambiente: 4798-2737
    É possível denunciar pelo site da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal: www.ssp.sp.gov.br/depa

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  • A luta contra o retrocesso

    Os deputados federais estão prestes a aprovar projetos que vão liberar a realização de vaquejadas e a caça de animais silvestres.

    Postado dia 29 de junho de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    Os brasileiros estão a poucos passos de assistir a um retrocesso na defesa e nos direitos dos animais. Os deputados federais estão prestes a aprovar projetos que vão liberar a realização de vaquejadas e a caça de animais silvestres. Duas atividades que colocam os animais como meros promotores de diversão para o ser humano: o único ser vivo que mata e maltrata por deleite.

    Os deputados aprovaram, em primeiro turno, a PEC da Vaquejada, a qual permite que esta clara atividade de maus-tratos dos animais seja viabilizada. O texto foi aprovado por 366 votos favoráveis e 50 contrários. Destes 50, 17 são da bancada de São Paulo. Eles não cederam à pressão e votaram contra o retrocesso. Como já foi aprovada no Senado, a proposta precisará passar por mais uma votação na Câmara, em segundo turno, para ser promulgada.

    Com esta decisão, o plenário vai contra a vontade da população brasileira. Pesquisas apontam que mais de 90% dos brasileiros já se manifestaram contra esta atrocidade e crueldade com os animais.

    Em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a prática por entender que a atividade impõe sofrimento aos animais e fere os princípios constitucionais de preservação do meio ambiente. Para o relator da ação, o ministro Marco Aurélio, a prática teria “crueldade intrínseca” e o dever de proteção ao meio ambiente, previsto na Constituição Federal, se sobrepõe aos valores culturais da atividade desportiva.

    Cerca de 200 laudos técnicos constatam que os animais que participam desse tipo de atividade sofrem maus-tratos, apenas com o objetivo de divertir uma parcela da população.

    O fato é que a legalização de uma atividade com a qual se ganha muito dinheiro não tira em nenhum momento a crueldade do ato. Há uma série de práticas culturais que, ao longo do tempo, a sociedade entendeu como ultrapassadas e cruéis. Sem esta evolução, ainda estaríamos indo a coliseus, vendo a luta de gladiadores.

    E estes mesmos deputados irão analisar dois projetos que sustam os efeitos legais da lista de animais em extinção definida pelo Ministério do Meio Ambiente e permitem a caça de animais silvestres em algumas situações, como ameaça às plantações dos agricultores.

    As duas iniciativas estão interligadas. Primeiro, pretendem cancelar a portaria que lista os animais em perigo de extinção ou já extintos na natureza. Sem a lista em vigor, qualquer pessoa que vive na zona rural ou em regiões onde há incidência de animais poderá caçá-los sem o risco de cometer crime inafiançável, como ocorre atualmente.

    Na lista do ministério estão animais como onças, tatus, tartarugas, boto cor-de-rosa, peixe-boi, macacos e capivaras, além de diversos tipos de ave, cobras e roedores. A exclusão da lista deixa esses animais desprotegidos e não permitirá a punição de quem caçá-los.

    E é por pensar na defesa e na preservação dos direitos dos animais que, em Suzano, está sendo desenvolvido o Estatuto do Bem Estar Animal, que trará um conjunto de normas que precisarão ser seguidas por quem possui a guarda de um animal, seja ele de pequeno, médio ou grande porte.

    O Estatuto também definirá regras em relação aos animais abandonados e as ações e campanhas a serem implantadas pelo Poder Público. A minuta será encaminhada em breve à Prefeitura e, quando retornar em forma de projeto de lei, a Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara de Vereadores de Suzano promoverá audiências públicas para discutir o tema.

    O Brasil precisa evoluir. Se nós, pessoas que vivemos no mundo real, não naquela realidade paralela onde está a maioria dos deputados, não agirmos e protestarmos, voltaremos a viver dentro de cavernas e a usar facas talhadas na pedra.

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  • Lisandro apresenta Estatuto de Proteção, Defesa e Bem-estar Animal

    O projeto, que conta com 91 artigos, estabelecerá uma série de normas como as responsabilidades do Poder Público e dos tutores de animais.

    Postado dia 26 de junho de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    O vereador suzanense Lisandro Frederico (PSD) apresentou a minuta do projeto do Estatuto de Proteção, Defesa e Bem-estar Animal ao prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, durante reunião na tarde do dia 25 de maio, na Prefeitura.

    O projeto, que conta com 91 artigos, após aprovado, estabelecerá uma série de normas como as responsabilidades do Poder Público e dos tutores de animais; a posse responsável; regulamentação das feiras de animais; as doações; as punições para quem desrespeitar as regras; entre outros pontos. “Este é mais um marco para a cidade. Os animais precisam ter os direitos respeitados”, afirmou Lisandro.

    De acordo com o Estatuto, o Poder Público deverá desenvolver e executar programas de educação continuada de conscientização da população a respeito da tutela responsável de animais domésticos; incentivar a adoção de animais; criar abrigo transitório para animais destinados à adoção; esterilizar, vacinar e realizar o cadastramento de animais domésticos; e avaliar e fazer o encaminhamento adequado dos animais vítimas de maus tratos.

    A administração municipal poderá estabelecer parcerias e convênios com a iniciativa privada e/ou com entidades de defesa e proteção animal para a concretização das ações de proteção dos animais.

    Mas não é apenas para o Poder Público que o Estatuto estabelecerá direitos e deveres, os responsáveis pelos animais, os tutores, também precisarão atender a regras. Passa a ser de responsabilidade dos tutores a manutenção dos animais em perfeitas condições de alojamento, em locais onde fiquem impedidos de fugirem, de alimentação adequada, saúde e bem-estar, bem como as providências pertinentes à remoção dos dejetos por eles deixados em vias públicas ou em vias privadas que contem com a livre circulação de pessoas.

    “Todo animal, ao ser conduzido em vias e logradouros públicos, deve, obrigatoriamente, usar coleira e guia adequadas ao seu tamanho e porte e ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal”, destaca um dos parágrafos do Estatuto.

    Com a aprovação, será vedado aos condomínios estipular em suas respectivas convenções, a proibição de animais em ambiente privado ou nas dependências do condomínio. As convenções de condomínios não poderão obrigar o tutor a carregar o animal no colo dentro de suas dependências”, propõe a minuta do projeto.

    A realização de feiras de animais de pequeno porte, de caráter temporário, em Suzano, somente poderá ocorrer com a prévia licença do Poder Público Municipal.

    MICROCHIP

    Todos os cães e gatos existentes em Suzano deverão, obrigatoriamente, caso o texto original do Estatuto seja aprovado, ser microchipados e registrados. Os tutores de animais nascidos antes da vigência desta regra terão 90 noventa dias, prorrogável por igual período, para efetivar o registro. Após este prazo, quem não efetivar o registro e a microchipagem do animal estará sujeito a notificação, para que efetue o registro dos animais no prazo de 30 dias, e, vencido o prazo, a aplicação de multa.

    “O microchip é apenas uma das diversas ações previstas no Estatuto com objetivo de coibir o abandono de animais e auxiliar o controle estatístico e demográfico da população de cães e gatos de Suzano”, afirmou Lisandro.

    FUNDO E CONSELHO

    O descumprimento das regras do Estatuto pode gerar multa. O valor arrecado a partir das punições irá para um Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Funpeb). A verba será usada para financiar as campanhas e as demais atividades ligadas ao tema.

    A destinação de onde e de como usar os recursos arrecadados serão de responsabilidade do Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Compeb). A proposta de criação do Fundo e do Conselho também foi apresentada pelo vereador Lisandro ao prefeito de Suzano na reunião desta quinta-feira.

    PRÓXIMOS PASSOS

    O Estatuto de Proteção, Defesa e Bem-estar Animal será analisado pela administração municipal, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e como se trata de prerrogativa do Executivo apresentar este tipo de projeto, encaminhará o conjunto de regras para a Câmara Municipal, para ser encaminhado as comissões permanentes e a votação em plenário.

    Antes de ir ao plenário, Lisandro promoverá audiências públicas, por meio da Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal, para que entidades e protetores de animais da cidade possam opinar. O Estatuto será colocado à disposição da população em sites e também na Câmara.

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  • Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal é aprovada

    “Esta é a primeira vez que a Câmara contará com um grupo parlamentar específico para debater e apresentar trabalhos voltados à causa animal”, afirmou Lisandro.

    Postado dia 22 de maio de 2017 às 18h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    A Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara de Vereadores de Suzano foi aprovada, durante sessão desta quarta-feira (19). De autoria do vereador Lisandro Frederico (PSD), a comissão terá como objetivo propor estudos e reuniões sobre o tema; fiscalizar e acompanhar programas municipais; desenvolver políticas públicas; realizar debates e seminários; e promover atividades de conhecimento e prevenção de doenças causadas pela interação com os animais.

    “A Comissão é um marco para Suzano. Esta é a primeira vez que a Câmara contará com um grupo parlamentar específico para debater e apresentar trabalhos voltados à causa animal”, afirmou Lisandro. O projeto de resolução foi aprovado por unanimidade.

    Lisandro destacou que Suzano passa a fazer parte de um grupo pequeno de municípios que colocam o bem-estar animal como uma das principais comissões em uma Câmara Municipal. “Passamos a ter uma ferramenta que terá totais condições de garantir a qualidade de vida para os animais da cidade”, disse.

    “Apesar de ser extremamente importante, a comissão permanente é uma ferramenta inicial. Vamos continuar trabalhando para conquistamos o Fundo Municipal e o Conselho Municipal do Bem-Estar e Proteção Animal”, afirmou o vereador suzanense.

    O Fundo Municipal de Bem-Estar Animal será criado para angariar recursos, que serão destinados exclusivamente às ações voltadas à causa animal. Já o Conselho Municipal contará com representantes do Executivo, Legislativo e da Sociedade Civil e terá como objetivo aprovar e definir as diretrizes dos programas municipais relacionados ao tema.

    “Ambos os projetos já estão sob análise da Prefeitura, uma vez que encaminhamos indicações por serem de prerrogativa da administração municipal. Em breve, eles serão encaminhados para a Câmara e, então, faremos audiências públicas para formatar as propostas finais”, informou Lisandro.

    Outro projeto importante é a Lei de Proteção e Bem-Estar Animal. O pré-projeto está sendo elaborado e também será enviado à Prefeitura. A lei vai regulamentar uma série de atividades, como os programas de castração; a posse responsável; as punições para o abandono e os maus-tratos; além de a determinação do implante de chips de identificação nos animais.

     

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  • Moradores do Samambaia discutem futuro do bairro

    Esquecido há muitos anos pelo Poder Público, os suzanenses que vivem naquela região tiveram a oportunidade de solicitar serviços, apontar o que precisa ser melhorado e reivindicar que o bairro entre novamente no mapa da Prefeitura.

    Postado dia 12 de maio de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

     

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

     

     

    Mais de 50 moradores do Parque Samambaia, em Suzano, se reuniram para discutir ao lado do prefeito Rodrigo Ashiuchi, e dos vereadores Lisandro Frederico (PSD) e Joaquim Rosa, o futuro do bairro. Esquecido há muitos anos pelo Poder Público, os suzanenses que vivem naquela região tiveram a oportunidade de solicitar serviços, apontar o que precisa ser melhorado e reivindicar que o bairro entre novamente no mapa da Prefeitura.

    A reunião é uma resposta ao pedido que a comunidade fez ao vereador Lisandro há cerca de um mês, quando o parlamentar foi até o local ouvir as queixas e as ideias da população. “Na ocasião, eu me comprometi em conversar com o prefeito e trazê-lo para um encontro”, afirmou.

    Durante a reunião, Ashiuchi descreveu os esforços do governo municipal para melhorar as condições do bairro, anotou as exigências e disse que elas seriam repassadas ao secretariado. “Agradeço ao prefeito pela atenção concedida ao Parque Samambaia, que tanto carece de melhoria. Felizmente, desta vez, os moradores tiveram voz e discutiram o futuro do bairro com representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal. Parabéns aos líderes de bairro pela organização e disposição de falar de política e representar toda uma comunidade”, afirmou Lisandro.

    Dos pontos indicados de melhoria estavam: Manutenção das vias;

    Coleta de lixo prejudicada; iluminação pública precária; e a abertura do acesso ao bairro do Baruel.

    O prefeito disse que alguns trabalhos, como o do projeto de esgotamento sanitário, terão início imediatamente. Ele se comprometeu a voltar ao local em vinte dias para verificar as melhorias realizadas.

    Entre os serviços que serão iniciados rapidamente estão: a troca de lâmpadas queimadas; e as ruas do bairro, por se tratar de uma área rural, receberão cascalhamento e, posteriormente, bloquetes e guias.

    Outra reivindicação foi a regularização de alguns imóveis do bairro, que não contam com a documentação necessária. O prefeito informou que tem conhecimento do caso e, inclusive, já conversou com o responsável pelo loteamento. A Prefeitura estuda meios jurídicos para solucionar as pendências.

    Lisandro e Joaquim Rosa irão intermediar meios de abrir uma estrada que ligará o bairro ao distrito de Palmeiras. Já o problema dos constantes atrasos e a falta de ônibus nas linhas que servem a região serão tratadas em um reunião a ser agendada por Lisandro.

    Confira fotos:

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  • O fiu-fiu nosso de cada dia

    Não adianta absolutamente nada não assediar uma mulher se, ao seu lado, há homens que assediam e você não tem coragem de falar nada.

    Postado dia 4 de maio de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução/Internet

    Foto: Reprodução/Internet

    Lugar de mulher é na cozinha. Mulher no volante, perigo constante. Se não quer ser assediada, não saia de decote. Ô lá em casa. E talvez a pior delas: em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

    Estas são algumas frases criadas muito antigamente. No entanto, e lamentavelmente, a aplicação delas é atualíssima. O machismo está intrínseco na nossa sociedade.

    Não pretendo neste texto defender uma postura radical feminista, de eles contra elas. A questão tratada aqui não é nem mesmo rotular ou apontar para o lado e acusar aquele que é ou não é machista. O importante é assumir a existência de um machismo que oprime as mulheres, seja ela velado ou escancarado.

    Não adianta absolutamente nada você não assediar uma mulher se, ao seu lado, há homens que assediam e você não tem coragem de falar nada.

    E o assédio, que fique bem claro, não se resume à “encoxada” no ônibus. O fiu-fiu ou aquela buzinada, guardada as devidas as proporções, também causam transtornos e tiram a liberdade da mulher.

    O mais curioso é que nunca ouvi dizer que alguém conquistou uma mulher após dar uma buzinada ou usar a técnica milenar do fiu-fiu. Contudo, o rito de marcar presença ao encontrar uma fêmea, com uma atitude tribal, se mantém.

    Nós somos de uma geração que recebe, a todo momento, uma carga de informação extremamente machista, mas são poucos os que conseguem enxergar isso.

    Recentemente, um ator global, um desses galãs de novela, justificou o assédio que cometeu contra uma camareira dizendo que ele ‘faz parte de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas’.

    A frase dele não justifica a atitude covarde, mas é verdadeira. E a geração dele, que está na casa dos 70 anos, não deixou de existir, mas, sim, se renovou. Rejuvenesceu. E se antes o machismo estava nas rodas de conversas e nos banheiros públicos, agora está nas redes sociais, na Internet, nos comerciais.

    As mulheres representam a maioria da população, porém ocupam apenas 44% das vagas do mercado de trabalho formal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E elas ganham em média menos do que os homens, mesmo tendo mais tempo de estudo e qualificação. No total, a diferença de remuneração é, em média, de 16%. Quanto à participação em cargos de chefia, algo em torno de 5% a 10% são chefiadas por mulheres.

    Na política, a participação é tão pífia quanto. Um exemplo, para ficar apenas no âmbito municipal, é quando olho para o lado durante as sessões na Câmara de Vereadores de Suzano e, dos 19 eleitos, vejo apenas duas mulheres.

    Em tempos em que a culpa recai aquela que na verdade é a vítima, assumir que o machismo é algo presente no nosso dia-a-dia já é passo rumo à igualdade.

     

    Leia mais sobre Educação:

    O futuro da educação

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  • Adote um animal com o coração

    O preconceito com o diferente, o fora do padrão, também existe para com os animais

    Postado dia 28 de abril de 2017 às 13h em Educação e Cidadania

    animal

    Foto: Reprodução

    Se para os animais em perfeitas condições físicas a adoção já é uma missão árdua, imagine para aqueles que possuem algum tipo de deficiência física. Pois é. O preconceito com o diferente, o fora do padrão, também existe para com os animais. E dentro deste grupo, o de cães e gatos deficientes, o número de abandono é muito maior. O preconceito é real, mas é preciso superar estas barreiras.

    Muitos acabam sendo abandonados por serem “feios”, por não conseguirem fazer todos os truques que um animal sem deficiência faz ou porque os seus proprietários acreditam que terão muito trabalho devido às necessidades especiais. Mera desinformação. Atualmente, a Medicina Veterinária oferece uma série de tratamentos e orientações que deixam a vida dos bichinhos muito próxima do normal.

    Por exemplo, a paralisia de membros, uma patologia frequente em cães com o corpo mais comprido. O que muitos não sabem é que, caso tenham o tratamento e a atenção adequados dos donos, conseguem se adaptar a diversas situações. Hoje, há espécies de cadeiras de rodas ou próteses.

    Mas adaptação precisa ser acompanhada de facilidades que o dono do cão ou do gato precisa colocar em prática. Um animal cego ou com paralisia, por exemplo, a orientação é para que os responsáveis mantenham os objetos sempre no mesmo local, como a comida e a cama, desta forma, a adequação será mais rápida.

    O animal com deficiência consegue superar os obstáculos e amar incondicionalmente o dono. E participar do processo de recuperação é extremamente gratificante. Mas antes de tomar a decisão de adotar um animal nestas condições, converse com a família e procure um especialista. Com muito cuidado e carinho, ele pode levar uma vida tranquila e com qualidade.

    O que podemos aprender com esse tipo de pet é que a deficiência na verdade está no preconceito. Livre-se deste sentimento. Os bichinhos mais velhos ou com alguma deficiência são os mais leais. Um cão ou gato com limitação quando amado e bem cuidado, sabe retribuir com gratidão.

    Abra seu coração e a sua casa para uma animal deficiente. Mais do que um ato de amor, será uma oportunidade de conhecer e conviver com um ser que precisa apenas de amor e carinho para superar as dificuldades.

    Quem quiser adotar um animal com este perfil, precisa escolher o animal não apenas com os olhos, mas, principalmente, com o coração

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  • A crueldade é uma conduta humana

    O ser humano é o único ser vivo que mata por prazer ou por esporte

    Postado dia 24 de março de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    crueldade

    Foto: Reprodução

    A crueldade é, infelizmente, uma conduta demasiadamente humana. O homem, por ser o único ser pensante na Natureza, no sentido de raciocinar antes de agir ou imaginar as consequências que tal ato por causar – mesmo com tantos casos que dizem o contrário, se comporta como donos do Universo.

    Criamos leis e regras que norteiam e definem o que e como algo deve ser feito. E foi por meio deste comportamento individualista e superior, que criamos a desigualdade, a miséria, as guerras, a exploração, e a escravidão.

    É até difícil acreditar que somos realmente seres racionais, sentimentais e sensíveis. O problema é que, na prática, como diz a filosofa Regina Schöpke, “o homem se comporta sempre aquém das suas potencialidades e aí cabe-nos perguntar por que o homem pode tanto e atinge tão pouco?”

    Mais uma prova desta incapacidade e de como deixamos de lado nossas potencialidades humanas e agimos com falta de inteligência, é o projeto de lei que pretende regulamentar a caça de animais silvestres, proibida em todo o território nacional desde 1967.

    Pela proposta, a atividade seria permitida em uma série de situações para caçadores registrados junto às autoridades ambientais. Seria possível, inclusive, a criação de reservas privadas para a prática de caça desportiva.

    E o mais absurdo é a justificativa para o projeto. O autor, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), um engenheiro agrônomo com mais de 20 anos na política, diz que as mudanças são justificadas pelo perigo de animais invasores para as pessoas e para a agropecuária do Brasil.

    O deputado, na verdade, está apenas preocupada com a agropecuária, setor bastante defendido por ele. Os animais que ameaçassem uma fazenda, por exemplo, poderiam ser mortos, se o projeto for aprovado

    A proposta grotesca abriria espaço para a caça de animais ameaçados de extinção, como as onças “parda e pintada”, que seriam particularmente afetadas, porque são animais carnívoros que muitas vezes vivem próximas a rebanhos.

    Outro ponto polêmico é a liberação da comercialização, por parte de populações tradicionais, como índios e quilombolas, de algumas espécies de animais, inclusive oriundas de áreas protegidas de floresta. O projeto de lei torna ainda mais brandas as multas e a prisão para quem for pego caçando irregularmente.

    Agora mais uma justificativa apresentada pelo deputado. “Nós estamos querendo que o reparo do crime seja reparo ambiental”. Ou seja, o caçador mata uma onça por esporte ou por estar dentro de um fazenda e a punição é o plantio de três árvores para compensar a morte do animal. Em tempos em que a causa animal ganha cada vez mais espaço, vemos um deputado federal como este tipo de conduta.

    Assassinar animais a fim de pendurar a cabeça do animal em uma parede e tirar uma foto mostrando o quão poderoso é, não é racional. Ou é? Casos seja, o ser humano, definitivamente, falhou na posição de “dono do Universo”.

     

     

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  • Eutanásia de animais: somente em último caso

    A eutanásia de animais saudáveis no Estado de São Paulo é proibida há oito anos.

    Postado dia 1 de março de 2017 às 12h em Educação e Cidadania

    eutanasia

    Foto: Reprodução

    A lei 12.916 tirou de circulação as temidas carrocinhas e, com isso, o sacrifício de animais saudáveis passou a ser proibido, seja em órgãos do governo, ONGs ou clínicas privadas.

    Os animais somente podem ser sacrificados se for comprovado, por meio de exames com laudo médico, o qual indique que possui uma doença terminal, incurável grave ou altamente transmissível ao ser humano e outros animais. Ou seja, a eutanásia somente deve ser adotada em último caso.

    Com a proibição de uma morte sumária, o animal abandonado e resgatado poderá ter uma nova chance de adoção. Pela legislação, até os mais ferozes terão chances de sobrevivência. Eles não podem mais ser sacrificados de imediato. Os cães com esse perfil precisam ser socializados e colocados para a adoção, como por exemplo, em empresas de segurança. Se nada disso der certo, poderão ser mortos depois de 90 dias, uma exceção que prevê a legislação.

    Mas, infelizmente, mesmo com a norma, muitos administradores municipais ainda pensam como se estivessem na Idade Média e mascaram o assassinato de animais saudáveis como a justificativa que se trata de um “instrumento de saúde pública”.

    Contudo, esta postura de extermínio acobertado, que ocorre em canis e centros de zoonoses, pode estar com os dias contados em todo o território nacional e não apenas em São Paulo. O projeto de lei do deputado Ricardo Izar foi apresentado em 2012, mas somente no último dia 8 de fevereiro que a pauta foi apreciada pela Câmara dos Deputados. Apesar da aprovação, é importante dizer que o projeto não se tornou lei e que depende de aprovação do Senado e posterior sanção do presidente da República.

    Caso seja aprovada, a lei será um grande progresso na proteção animal, uma vez que existem projetos de vários prefeitos para eutanasiar animais abandonados nas ruas, prática que já existe em algumas cidades do sul do País e um projeto que foi discutido em Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, em dezembro de 2016. Estas regras municipais são ilegais, porque uma lei federal se sobrepõe a qualquer legislação municipal.

    REDE PARTICULAR

    eutanásia

    Foto: Reprodução

    Mas o que ocorre quando a possibilidade de eutanásia é aventada no âmbito particular, tendo o animal de estimação como alvo da eutanásia. Os veterinários esclarecem que o procedimento deve ser realizada apenas em situações em que o animal não tem mais qualidade de vida.

    A decisão por sacrificar o cachorro ou o gato não deve ser motivada por despesas médicas ou falta de tempo pra cuidar do animal. A decisão deve ser tomada juntamente com o veterinário, que irá seguir critérios médicos, normalmente indicado para casos irreversíveis onde é impossível a recuperação.

    O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou um guia de boas práticas para a eutanásia de animais, que leva em consideração o fato de que os animais são capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. Esse guia serve para orientar veterinários e donos de animais na tomada da decisão sobre a eutanásia e os métodos utilizados.

    O Guia pode ser consultado no link

    Leia mais sobre eutanásia

    Eutanásia – amor ou obsessão?

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