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Lisandro Frederico

Profissão: Mercadólogo

Cidade: Suzano

Atuou com gestão de projetos, certificado PDCA, Yellow Belt em Six Sigma, COPC, Coaching e liderança de equipe. Hoje faz consultoria de marketing para empresas e preside ONG de proteção animal PAS (Projeto Adote Suzano), onde também é um dos fundadores. A ONG já doou mais de 2 mil animais em situação de risco. Já promoveu projetos de cunho socioambiental e faz movimentos para intermediar políticas públicas para animais. Atualmente é vereador na cidade de Suzano

  • Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal é aprovada

    “Esta é a primeira vez que a Câmara contará com um grupo parlamentar específico para debater e apresentar trabalhos voltados à causa animal”, afirmou Lisandro.

    Postado dia 22 de maio de 2017 às 18h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    A Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara de Vereadores de Suzano foi aprovada, durante sessão desta quarta-feira (19). De autoria do vereador Lisandro Frederico (PSD), a comissão terá como objetivo propor estudos e reuniões sobre o tema; fiscalizar e acompanhar programas municipais; desenvolver políticas públicas; realizar debates e seminários; e promover atividades de conhecimento e prevenção de doenças causadas pela interação com os animais.

    “A Comissão é um marco para Suzano. Esta é a primeira vez que a Câmara contará com um grupo parlamentar específico para debater e apresentar trabalhos voltados à causa animal”, afirmou Lisandro. O projeto de resolução foi aprovado por unanimidade.

    Lisandro destacou que Suzano passa a fazer parte de um grupo pequeno de municípios que colocam o bem-estar animal como uma das principais comissões em uma Câmara Municipal. “Passamos a ter uma ferramenta que terá totais condições de garantir a qualidade de vida para os animais da cidade”, disse.

    “Apesar de ser extremamente importante, a comissão permanente é uma ferramenta inicial. Vamos continuar trabalhando para conquistamos o Fundo Municipal e o Conselho Municipal do Bem-Estar e Proteção Animal”, afirmou o vereador suzanense.

    O Fundo Municipal de Bem-Estar Animal será criado para angariar recursos, que serão destinados exclusivamente às ações voltadas à causa animal. Já o Conselho Municipal contará com representantes do Executivo, Legislativo e da Sociedade Civil e terá como objetivo aprovar e definir as diretrizes dos programas municipais relacionados ao tema.

    “Ambos os projetos já estão sob análise da Prefeitura, uma vez que encaminhamos indicações por serem de prerrogativa da administração municipal. Em breve, eles serão encaminhados para a Câmara e, então, faremos audiências públicas para formatar as propostas finais”, informou Lisandro.

    Outro projeto importante é a Lei de Proteção e Bem-Estar Animal. O pré-projeto está sendo elaborado e também será enviado à Prefeitura. A lei vai regulamentar uma série de atividades, como os programas de castração; a posse responsável; as punições para o abandono e os maus-tratos; além de a determinação do implante de chips de identificação nos animais.

     

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  • Moradores do Samambaia discutem futuro do bairro

    Esquecido há muitos anos pelo Poder Público, os suzanenses que vivem naquela região tiveram a oportunidade de solicitar serviços, apontar o que precisa ser melhorado e reivindicar que o bairro entre novamente no mapa da Prefeitura.

    Postado dia 12 de maio de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

     

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

     

     

    Mais de 50 moradores do Parque Samambaia, em Suzano, se reuniram para discutir ao lado do prefeito Rodrigo Ashiuchi, e dos vereadores Lisandro Frederico (PSD) e Joaquim Rosa, o futuro do bairro. Esquecido há muitos anos pelo Poder Público, os suzanenses que vivem naquela região tiveram a oportunidade de solicitar serviços, apontar o que precisa ser melhorado e reivindicar que o bairro entre novamente no mapa da Prefeitura.

    A reunião é uma resposta ao pedido que a comunidade fez ao vereador Lisandro há cerca de um mês, quando o parlamentar foi até o local ouvir as queixas e as ideias da população. “Na ocasião, eu me comprometi em conversar com o prefeito e trazê-lo para um encontro”, afirmou.

    Durante a reunião, Ashiuchi descreveu os esforços do governo municipal para melhorar as condições do bairro, anotou as exigências e disse que elas seriam repassadas ao secretariado. “Agradeço ao prefeito pela atenção concedida ao Parque Samambaia, que tanto carece de melhoria. Felizmente, desta vez, os moradores tiveram voz e discutiram o futuro do bairro com representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal. Parabéns aos líderes de bairro pela organização e disposição de falar de política e representar toda uma comunidade”, afirmou Lisandro.

    Dos pontos indicados de melhoria estavam: Manutenção das vias;

    Coleta de lixo prejudicada; iluminação pública precária; e a abertura do acesso ao bairro do Baruel.

    O prefeito disse que alguns trabalhos, como o do projeto de esgotamento sanitário, terão início imediatamente. Ele se comprometeu a voltar ao local em vinte dias para verificar as melhorias realizadas.

    Entre os serviços que serão iniciados rapidamente estão: a troca de lâmpadas queimadas; e as ruas do bairro, por se tratar de uma área rural, receberão cascalhamento e, posteriormente, bloquetes e guias.

    Outra reivindicação foi a regularização de alguns imóveis do bairro, que não contam com a documentação necessária. O prefeito informou que tem conhecimento do caso e, inclusive, já conversou com o responsável pelo loteamento. A Prefeitura estuda meios jurídicos para solucionar as pendências.

    Lisandro e Joaquim Rosa irão intermediar meios de abrir uma estrada que ligará o bairro ao distrito de Palmeiras. Já o problema dos constantes atrasos e a falta de ônibus nas linhas que servem a região serão tratadas em um reunião a ser agendada por Lisandro.

    Confira fotos:

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  • O fiu-fiu nosso de cada dia

    Não adianta absolutamente nada não assediar uma mulher se, ao seu lado, há homens que assediam e você não tem coragem de falar nada.

    Postado dia 4 de maio de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução/Internet

    Foto: Reprodução/Internet

    Lugar de mulher é na cozinha. Mulher no volante, perigo constante. Se não quer ser assediada, não saia de decote. Ô lá em casa. E talvez a pior delas: em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

    Estas são algumas frases criadas muito antigamente. No entanto, e lamentavelmente, a aplicação delas é atualíssima. O machismo está intrínseco na nossa sociedade.

    Não pretendo neste texto defender uma postura radical feminista, de eles contra elas. A questão tratada aqui não é nem mesmo rotular ou apontar para o lado e acusar aquele que é ou não é machista. O importante é assumir a existência de um machismo que oprime as mulheres, seja ela velado ou escancarado.

    Não adianta absolutamente nada você não assediar uma mulher se, ao seu lado, há homens que assediam e você não tem coragem de falar nada.

    E o assédio, que fique bem claro, não se resume à “encoxada” no ônibus. O fiu-fiu ou aquela buzinada, guardada as devidas as proporções, também causam transtornos e tiram a liberdade da mulher.

    O mais curioso é que nunca ouvi dizer que alguém conquistou uma mulher após dar uma buzinada ou usar a técnica milenar do fiu-fiu. Contudo, o rito de marcar presença ao encontrar uma fêmea, com uma atitude tribal, se mantém.

    Nós somos de uma geração que recebe, a todo momento, uma carga de informação extremamente machista, mas são poucos os que conseguem enxergar isso.

    Recentemente, um ator global, um desses galãs de novela, justificou o assédio que cometeu contra uma camareira dizendo que ele ‘faz parte de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas’.

    A frase dele não justifica a atitude covarde, mas é verdadeira. E a geração dele, que está na casa dos 70 anos, não deixou de existir, mas, sim, se renovou. Rejuvenesceu. E se antes o machismo estava nas rodas de conversas e nos banheiros públicos, agora está nas redes sociais, na Internet, nos comerciais.

    As mulheres representam a maioria da população, porém ocupam apenas 44% das vagas do mercado de trabalho formal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E elas ganham em média menos do que os homens, mesmo tendo mais tempo de estudo e qualificação. No total, a diferença de remuneração é, em média, de 16%. Quanto à participação em cargos de chefia, algo em torno de 5% a 10% são chefiadas por mulheres.

    Na política, a participação é tão pífia quanto. Um exemplo, para ficar apenas no âmbito municipal, é quando olho para o lado durante as sessões na Câmara de Vereadores de Suzano e, dos 19 eleitos, vejo apenas duas mulheres.

    Em tempos em que a culpa recai aquela que na verdade é a vítima, assumir que o machismo é algo presente no nosso dia-a-dia já é passo rumo à igualdade.

     

    Leia mais sobre Educação:

    O futuro da educação

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  • Adote um animal com o coração

    O preconceito com o diferente, o fora do padrão, também existe para com os animais

    Postado dia 28 de abril de 2017 às 13h em Educação e Cidadania

    animal

    Foto: Reprodução

    Se para os animais em perfeitas condições físicas a adoção já é uma missão árdua, imagine para aqueles que possuem algum tipo de deficiência física. Pois é. O preconceito com o diferente, o fora do padrão, também existe para com os animais. E dentro deste grupo, o de cães e gatos deficientes, o número de abandono é muito maior. O preconceito é real, mas é preciso superar estas barreiras.

    Muitos acabam sendo abandonados por serem “feios”, por não conseguirem fazer todos os truques que um animal sem deficiência faz ou porque os seus proprietários acreditam que terão muito trabalho devido às necessidades especiais. Mera desinformação. Atualmente, a Medicina Veterinária oferece uma série de tratamentos e orientações que deixam a vida dos bichinhos muito próxima do normal.

    Por exemplo, a paralisia de membros, uma patologia frequente em cães com o corpo mais comprido. O que muitos não sabem é que, caso tenham o tratamento e a atenção adequados dos donos, conseguem se adaptar a diversas situações. Hoje, há espécies de cadeiras de rodas ou próteses.

    Mas adaptação precisa ser acompanhada de facilidades que o dono do cão ou do gato precisa colocar em prática. Um animal cego ou com paralisia, por exemplo, a orientação é para que os responsáveis mantenham os objetos sempre no mesmo local, como a comida e a cama, desta forma, a adequação será mais rápida.

    O animal com deficiência consegue superar os obstáculos e amar incondicionalmente o dono. E participar do processo de recuperação é extremamente gratificante. Mas antes de tomar a decisão de adotar um animal nestas condições, converse com a família e procure um especialista. Com muito cuidado e carinho, ele pode levar uma vida tranquila e com qualidade.

    O que podemos aprender com esse tipo de pet é que a deficiência na verdade está no preconceito. Livre-se deste sentimento. Os bichinhos mais velhos ou com alguma deficiência são os mais leais. Um cão ou gato com limitação quando amado e bem cuidado, sabe retribuir com gratidão.

    Abra seu coração e a sua casa para uma animal deficiente. Mais do que um ato de amor, será uma oportunidade de conhecer e conviver com um ser que precisa apenas de amor e carinho para superar as dificuldades.

    Quem quiser adotar um animal com este perfil, precisa escolher o animal não apenas com os olhos, mas, principalmente, com o coração

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  • A crueldade é uma conduta humana

    O ser humano é o único ser vivo que mata por prazer ou por esporte

    Postado dia 24 de março de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    crueldade

    Foto: Reprodução

    A crueldade é, infelizmente, uma conduta demasiadamente humana. O homem, por ser o único ser pensante na Natureza, no sentido de raciocinar antes de agir ou imaginar as consequências que tal ato por causar – mesmo com tantos casos que dizem o contrário, se comporta como donos do Universo.

    Criamos leis e regras que norteiam e definem o que e como algo deve ser feito. E foi por meio deste comportamento individualista e superior, que criamos a desigualdade, a miséria, as guerras, a exploração, e a escravidão.

    É até difícil acreditar que somos realmente seres racionais, sentimentais e sensíveis. O problema é que, na prática, como diz a filosofa Regina Schöpke, “o homem se comporta sempre aquém das suas potencialidades e aí cabe-nos perguntar por que o homem pode tanto e atinge tão pouco?”

    Mais uma prova desta incapacidade e de como deixamos de lado nossas potencialidades humanas e agimos com falta de inteligência, é o projeto de lei que pretende regulamentar a caça de animais silvestres, proibida em todo o território nacional desde 1967.

    Pela proposta, a atividade seria permitida em uma série de situações para caçadores registrados junto às autoridades ambientais. Seria possível, inclusive, a criação de reservas privadas para a prática de caça desportiva.

    E o mais absurdo é a justificativa para o projeto. O autor, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), um engenheiro agrônomo com mais de 20 anos na política, diz que as mudanças são justificadas pelo perigo de animais invasores para as pessoas e para a agropecuária do Brasil.

    O deputado, na verdade, está apenas preocupada com a agropecuária, setor bastante defendido por ele. Os animais que ameaçassem uma fazenda, por exemplo, poderiam ser mortos, se o projeto for aprovado

    A proposta grotesca abriria espaço para a caça de animais ameaçados de extinção, como as onças “parda e pintada”, que seriam particularmente afetadas, porque são animais carnívoros que muitas vezes vivem próximas a rebanhos.

    Outro ponto polêmico é a liberação da comercialização, por parte de populações tradicionais, como índios e quilombolas, de algumas espécies de animais, inclusive oriundas de áreas protegidas de floresta. O projeto de lei torna ainda mais brandas as multas e a prisão para quem for pego caçando irregularmente.

    Agora mais uma justificativa apresentada pelo deputado. “Nós estamos querendo que o reparo do crime seja reparo ambiental”. Ou seja, o caçador mata uma onça por esporte ou por estar dentro de um fazenda e a punição é o plantio de três árvores para compensar a morte do animal. Em tempos em que a causa animal ganha cada vez mais espaço, vemos um deputado federal como este tipo de conduta.

    Assassinar animais a fim de pendurar a cabeça do animal em uma parede e tirar uma foto mostrando o quão poderoso é, não é racional. Ou é? Casos seja, o ser humano, definitivamente, falhou na posição de “dono do Universo”.

     

     

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  • Eutanásia de animais: somente em último caso

    A eutanásia de animais saudáveis no Estado de São Paulo é proibida há oito anos.

    Postado dia 1 de março de 2017 às 12h em Educação e Cidadania

    eutanasia

    Foto: Reprodução

    A lei 12.916 tirou de circulação as temidas carrocinhas e, com isso, o sacrifício de animais saudáveis passou a ser proibido, seja em órgãos do governo, ONGs ou clínicas privadas.

    Os animais somente podem ser sacrificados se for comprovado, por meio de exames com laudo médico, o qual indique que possui uma doença terminal, incurável grave ou altamente transmissível ao ser humano e outros animais. Ou seja, a eutanásia somente deve ser adotada em último caso.

    Com a proibição de uma morte sumária, o animal abandonado e resgatado poderá ter uma nova chance de adoção. Pela legislação, até os mais ferozes terão chances de sobrevivência. Eles não podem mais ser sacrificados de imediato. Os cães com esse perfil precisam ser socializados e colocados para a adoção, como por exemplo, em empresas de segurança. Se nada disso der certo, poderão ser mortos depois de 90 dias, uma exceção que prevê a legislação.

    Mas, infelizmente, mesmo com a norma, muitos administradores municipais ainda pensam como se estivessem na Idade Média e mascaram o assassinato de animais saudáveis como a justificativa que se trata de um “instrumento de saúde pública”.

    Contudo, esta postura de extermínio acobertado, que ocorre em canis e centros de zoonoses, pode estar com os dias contados em todo o território nacional e não apenas em São Paulo. O projeto de lei do deputado Ricardo Izar foi apresentado em 2012, mas somente no último dia 8 de fevereiro que a pauta foi apreciada pela Câmara dos Deputados. Apesar da aprovação, é importante dizer que o projeto não se tornou lei e que depende de aprovação do Senado e posterior sanção do presidente da República.

    Caso seja aprovada, a lei será um grande progresso na proteção animal, uma vez que existem projetos de vários prefeitos para eutanasiar animais abandonados nas ruas, prática que já existe em algumas cidades do sul do País e um projeto que foi discutido em Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, em dezembro de 2016. Estas regras municipais são ilegais, porque uma lei federal se sobrepõe a qualquer legislação municipal.

    REDE PARTICULAR

    eutanásia

    Foto: Reprodução

    Mas o que ocorre quando a possibilidade de eutanásia é aventada no âmbito particular, tendo o animal de estimação como alvo da eutanásia. Os veterinários esclarecem que o procedimento deve ser realizada apenas em situações em que o animal não tem mais qualidade de vida.

    A decisão por sacrificar o cachorro ou o gato não deve ser motivada por despesas médicas ou falta de tempo pra cuidar do animal. A decisão deve ser tomada juntamente com o veterinário, que irá seguir critérios médicos, normalmente indicado para casos irreversíveis onde é impossível a recuperação.

    O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou um guia de boas práticas para a eutanásia de animais, que leva em consideração o fato de que os animais são capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. Esse guia serve para orientar veterinários e donos de animais na tomada da decisão sobre a eutanásia e os métodos utilizados.

    O Guia pode ser consultado no link

    Leia mais sobre eutanásia

    Eutanásia – amor ou obsessão?

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  • A importância das ONGs

    Mesmo nas cidades em que o Poder Público tem atuado para proteger esses animais, o papel das ONGs é fundamental para auxiliar neste trabalho de proteção

    Postado dia 21 de fevereiro de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    ongs

    Foto: Reprodução

    As ONGs foram criadas para ocupar os espaços deixados pela incompetência do Poder Público, que não souberam como desenvolver políticas que atendessem às demandas da sociedade.

    As áreas de atuação das ONGs são as mais diferentes possíveis. Extremamente úteis, aquelas que desenvolvem um trabalho sério e responsável conseguem, efetivamente, fazer a diferença.

    Na grande maioria dos casos, as pessoas que trabalham nas ONGs são voluntárias. Dedicam tempo e se esforçam sem receber nenhuma remuneração em troca. Aliás, às vezes, até tiram dinheiro do próprio bolso.

    Atitude pessoal, boa-vontade e amor pela causa. É esse emaranhado de sentimentos que move os voluntários de uma ONG. Posso falar mais precisamente dos grupos que se reúnem em prol da causa animal.

    Enquanto um dos fundadores e ex-presidente da ONG PAS (Projeto Adote Suzano), conheço de perto as dificuldades e as recompensas de trabalhar, incansavelmente, pelo bem estar de um ser vivo, que não consegue agradecer com palavras, mas evidencia toda a felicidade em uma atitude e um semblante.

    E se a dedicação e força de vontade norteiam as ações dos voluntários das ONGs, o apoio e o aporte financeiro para as ações ainda não fazem parte da rotina destas entidades, principalmente, aquelas que atuam para salvar cães e gatos que, por estarem ali tão perto de todos nós, parece que não precisam de uma atenção especial. Contudo, somente para se ter uma ideia, apenas na cidade de São Paulo, cerca de 25 mil cães e gatos são mortos todos os anos, sejam atropelados, de fome ou doentes pelas ruas.

    sos animais

    Gatos e cães são sem dúvida nenhuma os bichos mais queridos pelos seres humanos. Ainda assim, a falta de informação faz com que muitas pessoas se surpreendam com o comportamento deles. Filhotes de cães que destroem sofás e sapatos, fazem as necessidades fora do lugar, gatos que sobem em cima dos móveis. Comportamentos normais, mas suficientes para serem abandonados pelos donos.

    Mesmo nas cidades em que o Poder Público tem atuado para proteger esses animais, o papel das ONGs é fundamental para auxiliar neste trabalho de proteção. Quando a política voltada para os animais não se preocupa com o seu bem estar, limitando-se apenas ao controle de zoonoses, ou até mesmo querendo repassar a responsabilidade, as ONGs passam a ser a única esperança de vida para milhares de bichos abandonados pelas ruas. Uma questão de saúde pública.

    264af7f24714e5ce10ace548dd51449bE como ajudar os animais se os recurso econômicos são quase nenhum? É aí que entra a solidariedade das pessoas. Sem as doações de cidadãos comuns, as ONGs morreriam e juntos com elas todas as causas defendidas.

    E este status de dificuldades tem sido a tônica dos últimos meses. Com o País em crise, o nível de doações tem caído consideravelmente e as dívidas têm aumentado na mesma proporção. Mas o trabalho continua e os obstáculos serão sempre superados, ao menos no que depender dos voluntários e seus ideias.
    E além de doações em dinheiro, a comunidade pode contribuir adotando animais de feiras de adoção ou participando de campanhas de apadrinhamento de animais, como as que a ONG PAS realiza.

    O ato de doar, não é simplesmente tirar do bolso o que está sobrando. É decidir fazer isso com o coração alegre, de saber que está cooperando com algo maior. É algo que nos deixa feliz, pelo simples fato de ajudar, sem nada em troca.

    Seja um voluntário. Contribua com as ONGs.

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  • Mistérios entre o homem e o cachorro são revelados

    Agora você saberá como acontece a comunicação direta entre um ser humano e seu cão

    Postado dia 10 de fevereiro de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    cachorro

    Foto: Reprodução

    Quem tem um cachorro em casa já sabe o quão forte é o laço afetivo que criamos com esses bichos, mas um estudo da Universidade Azabu no Japão desvendou cientificamente o que acontece quando um homem e seu cachorro trocam olhares.

    Segundo o estudo publicado pela revista “Science” o que acontece no organismo de ambos é similar a uma relação paternal, isso se deve ao aumento nos níveis de ocitocina, um hormônio já conhecido popularmente como “hormônio do amor”.

    A ocitocina é liberada pelo cérebro quando o homem e o animal olham um para o outro, esse é o mesmo funcionamento cerebral que acontece quando um pai ou uma mãe olha para o seu filho. Para se chegar a essa conclusão os cientistas colocaram diversos cães com seus donos dentro de uma sala e monitoraram a relação por 30 minutos, após o teste foram analisados os níveis de ocitocina na urina dos cães e dos seus donos que demonstraram um aumento significativo após a troca de olhares.

    O teste também foi realizado entre lobos domesticados e cachorros com pessoas desconhecidas, mas o resultado não apresentou aumento nos níveis do hormônio. O estudo liderado por Miho Nagasawa sugere que o mecanismo hormonal que acontece entre homem e cachorro é resultado do processo evolutivo de domesticação dos cães.

     

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  • Acumuladores de animais

    Muitas pessoas se perdem dentro da própria vontade de ajudar, e acabam, sem perceber, prejudicando a si e aos próprios animais.

    Postado dia 23 de janeiro de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    animais

    Foto: Reprodução

    Os acumuladores de animais estão perdidos em um mundo de boas intenções. Este poderia ser um resumo simplista da principal razão que faz com que alguém acumule dezenas ou até centenas de animais em casa.

    Muitas pessoas se perdem dentro da própria vontade de ajudar, e acabam, sem perceber, prejudicando a si e aos próprios animais. Muitos deles sofrem de uma doença conhecida como “Síndrome de Noé”. Tal síndrome, ainda pouco estudada, possibilita a criação de uma realidade paralela.

    Como qualquer acumulador, seja ele de objetos antigos, lixo, caixas, sapatos, enfim, não percebem que ultrapassaram os limites.

    No caso específico de cães e gatos, eles são movidos por um conceito equivocado de proteção e acabam por entrar em um círculo vicioso. Passam a receber mais e mais bichos e não reconhecem que não conseguem cuidar de todos eles e o pior, cuidar de si mesmo.

    O raciocínio dos acumuladores demonstra certas distorções do ato de cuidar e proteger. Eles sentem que têm a missão de evitar a morte dos animais, porém, acreditam que um animal doente ou tratado inadequadamente é melhor do que ele longe.

    A acumulação é um tipo de transtorno que não é determinado pelo número em si, mas pelas condições gerais sob as quais vivem os bichos e os donos. Ou seja: só porque seu vizinho tem muitos animais, isso não quer dizer que ele seja um acumulador.

    A verdade é que há uma linha muito tênue. Muitas vezes, a pessoa começa se valendo do amor e da necessidade de salvá-los, porém, perde o senso da própria capacidade de cuidar. É um impulso sem freios. Como em outros tipos de acumuladores, há uma grande dificuldade de dar aquilo que é acumulado, no caso, encaminhar para adoção. Eles, normalmente, criam dificuldades subjetivas. Acreditam, piamente, que estar ao lado deles é sempre a melhor alternativa.

    animais

    É comum que os acumuladores dediquem um tempo de resgate muito superior ao período em que se dedica à adoção.

    O acumulador, quando atinge um nível extremo da síndrome, é incapaz de prover condições mínimas de nutrição, saneamento, abrigo, espaços e cuidados veterinários. Não priorizam os cuidados básicos preventivos, como castração e vacina. O transtorno leva a um estado de condições higiênicas precárias e provoca impactos no ambiente.

    Não é raro a casa de um acumulador contar uma grande quantidade de fezes e de urina e níveis de amônia muito altos. Passa a ser um problema de saúde pública, que, às vezes, extrapola a casa e afeta a vizinhança

    Ainda não há dados nacionais sobre a acumulação de animais. O perfil padrão, segundo estudos americanos, aponta para mulheres com mais de 60 anos que moram sozinhas. Gatos são os mais acumulados, seguidos de cães e pássaros. Outro traço comum — que dificulta o combate à situação — é que, geralmente, os acumuladores negam o problema e a ajuda profissional.

    A síndrome também é consequência da falta de políticas públicas voltadas aos animais abandonados. A ineficácia do Poder Público em resgatar e acolher os animais faz com que cidadãos tomem para si o problema.

    O acúmulo de animais em casa, mais que um gesto de compaixão com os cães e os gatos abandonados, é um transtorno mental e precisa de apoio e orientações de especialistas.

    Enfim, para cuidar de um, dez ou cem animais é fundamental amá-los, porém, o amor não é suficiente. Ele ou eles precisam sim de atenção e amor, mas necessitam também, em uma mesma proporção, de cuidados com a saúde (tanto física quanto emocional), espaço adequado, alimentação saudável e acompanhamento veterinário.

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