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Leonardo Suyama

Profissão: Consultor FInanceiro

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Desde 2003 como Consultor de Finanças no SEBRAE/SP atua no atendimento das consultorias, cursos e oficinas para Micro e Pequenas Empresas. Experiência adquirida ao longo de 10 anos em Instituições Financeiras na área comercial e de negócios corporativos (operações estruturadas) e 17 anos em ações de consultoria econômico-financeira, estudos econômicos e análises de projetos de viabilidade econômico-financeira. Experiência em projetos de implantação de processos e sistemas de gestão de empresas

  • Capital de giro

    O capital de giro é fundamental para manter uma empresa em operação

    Postado dia 15 de setembro de 2016 às 08h em SEBRAE

    capital de giro

    Foto: Reprodução/Internet

    Basicamente, uma empresa necessita de capital de giro porque financia a venda para o cliente, cedendo prazo para o pagamento das mercadorias que foram vendidas e, em contrapartida, paga essas mercadorias para o fornecedor com prazos menores em comparação aos prazos de venda. Além disso, há o cálculo do prazo médio de estoque e, caso a empresa fabrique algum produto, o tempo médio de fabricação.

    Para o cálculo do capital de giro, o empresário precisa calcular o prazo médio de recebimento dos clientes, o prazo médio de pagamento aos fornecedores e o prazo médio que os produtos ficam no estoque e na produção. O empresário também terá de apurar todos os custos e despesas da empresa. Com esses dados, é possível calcular o montante de capital de giro necessário para que a empresa não fique sem recursos para a sua operação.

    A empresa pode conseguir capital de giro através dos seus próprios fornecedores, obtendo mais prazo para pagar os produtos e matérias-primas. Também pode conseguir capital de giro através das instituições financeiras, sócios e através da geração do lucro. O lucro é uma excelente fonte de capital de giro, considerando que a própria operação da empresa gera esse recurso. É comum as empresas solicitarem capital de giro através das instituições financeiras porque não definem desde o início da operação qual o montante necessário para financiar a operação. Essa fonte de capital de giro incide juros que deverão ser considerados na apuração dos resultados da empresa.

    O empresário precisa saber a sua necessidade de capital de giro para que não haja dúvidas entre a necessidade desse capital, o fechamento do seu fluxo de caixa e a apuração de resultado da empresa. Alguns empresários confundem períodos que ficam negativos no fluxo de caixa com resultados operacionais. São controles distintos que precisam de um olhar analítico.

    Uma dica importante para o empresário é não utilizar o capital de giro da empresa em outras operações, como investimentos em ativo fixo, máquinas e equipamentos. O capital de giro deve ter liquidez e pode ficar em uma aplicação financeira cujo prazo permita resgatar o recurso em qualquer momento.

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  • Ponto de equilíbrio, você conhece o da sua empresa?

    Comumente vejo empresários fazendo o cálculo do ponto de equilíbrio de forma errada, pois consideram somente os gastos fixos

    Postado dia 23 de agosto de 2016 às 08h em SEBRAE

    empresários

    Foto: Reprodução/Internet

    Quando pergunto aos empresários se eles têm metas de vendas mensais, a maioria me responde o seguinte: “Sim, tenho metas, quanto mais melhor”. Mas, em termos financeiros e comerciais, essa resposta não basta. O gestor precisa saber qual o faturamento mínimo que o negócio precisa ter mensalmente para cobrir todos os gastos da empresa. Este valor é denominado de Ponto de Equilíbrio.
    Este indicador pode ser em quantidade de vendas, mas geralmente é dado em valor de faturamento. Ou seja, quantos reais a empresa precisa vender cobrir os gastos fixos, os custos e as despesas variáveis de sua empresa.

    Comumente vejo empresários fazendo o cálculo do ponto de equilíbrio de forma errada, pois consideram somente os gastos fixos. Neste caso, acreditam que, quando as vendas se igualam aos gastos fixos, é porque já atingiram o ponto de equilíbrio. Porém, para o cálculo ser correto, é necessário considerar que, quanto mais se vende, os custos e despesas variáveis também aumentam.

    Portanto, a forma correta de se conseguir este indicador é quando as receitas se igualam à soma dos gastos fixos, despesas e custos variáveis. A recomendação é primeiramente calcular exatamente quais os gastos fixos de sua empresa, ou seja, aqueles que não variam em função das vendas. Fazem parte deste grupo aluguel, água, luz, contador, internet, limpeza, segurança, tarifas bancárias, entre outros.

    Em seguida, levante quais as despesas variáveis, ou seja, quais variam de acordo com as vendas. Estão compreendidos neste grupo os impostos, as taxas de cartões, as comissões e os fretes. E, por último, é necessário identificar quais os custos que fazem parte do produto ou serviço vendido – geralmente são os custos da própria mercadoria e os custos da mão-de-obra utilizada.

    De posse destas informações, certamente será possível calcular com mais precisão o valor do ponto de equilíbrio. Dessa maneira, o empresário terá condições de estabelecer metas de vendas diárias, semanais e mensais de forma mais clara, e não simplesmente por estimativa.

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  • Crédito consciente

    O crédito consciente é definido pela tomada de recursos financeiros com planejamento e controles, sendo necessariamente aplicado na finalidade para o qual foi obtido

    Postado dia 23 de maio de 2016 às 08h em SEBRAE

    credito

    Foto: Reprodução/Internet

    As diversas modalidades de crédito permitem às empresas utilizá-los para ampliação buscando investimentos para a estrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, aumentando a competitividade e para o financiamento da sua operação atendendo a necessidade de capital de giro.

    Sem o planejamento e os controles financeiros adequados, a tomada de crédito pode comprometer a sobrevivência da empresa. O empresário deve ter nos seus controles, o fluxo de caixa da operação e o demonstrativo de resultados, possibilitando tomar decisões assertivas no aspecto financeiro do negócio. Com estes controles, os dirigentes da empresa saberão quais as reais necessidades de crédito e onde devem ser aplicados, garantindo um crescimento sustentado.

    Alguns créditos que são mais acessíveis e mais fáceis de se obter podem conter uma taxa de juros mais altas gerando um impacto direto nos resultados da empresa. Verifique com detalhes quais os tipos de crédito disponíveis no mercado, levando em consideração a taxa de juros, impostos, prazo de amortização e prazo de carência. Além disso, faça a análise das propriedades e características da linha de crédito e verifique se é compatível com a necessidade da empresa.

    É um risco muito grande a empresa obter crédito sem controles financeiros. É fundamental que o empresário apure custos, despesas fixas e variáveis, margem de contribuição, controle o fluxo financeiro da empresa e analise os resultados operacionais.

    Alguns créditos são caracterizados como investimentos, uma vez que são utilizados para alavancar o negócio. Máquinas e equipamentos são excelentes exemplos de investimentos. As linhas de crédito que são utilizadas para capital de giro são empréstimos que a empresa necessita para financiar a sua operação. Utilize o crédito consciente para aumentar a competitividade da empresa e fazê-la crescer.

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  • Quanto vale a sua empresa?

    Quanto vale sua empresa? Esta é uma pergunta muito frequente entre os empresários.

    Postado dia 12 de abril de 2016 às 07h em SEBRAE

    empresarios

    Foto: Reprodução/Internet

    É frequente encontrarmos situações em que o empresário defina o valor de sua empresa através de um multiplicador sobre o faturamento bruto mensal. Em geral, esse multiplicador é de 24 vezes o faturamento. Esta forma de cálculo desconsidera alguns fatores importantes para a avaliação do valor da empresa como os seus ativos e passivos, a lucratividade e a rentabilidade.

    Imagine uma empresa que possua um faturamento baixo por culpa de alguma dificuldade que esteja enfrentando, mas com grande quantidade de ativos fixos, como máquinas, equipamentos e veículos. Se considerarmos apenas o faturamento bruto para avaliar seu valor, esses ativos podem entrar na negociação abaixo da avaliação de mercado. Outra situação comum é não considerar os passivos da empresa no cálculo. O comprador poderá ter uma surpresa verificando altos valores de dívidas e obrigações da empresa após concluída a negociação.

    Portanto, um fator importante para considerar o valor da empresa que não seja somente através do faturamento bruto é levar em conta os ativos e passivos, tendo como resultado lógico o Patrimônio Líquido. Para o cálculo, é fundamental que um contabilista esteja à frente, para levantar corretamente todas as contas que fazem parte do balanço patrimonial.

    Muitas empresas, grupos ou fundos de aquisições de empresas consideram o faturamento bruto mensal um dos principais fatores, incluindo o segmento em que atua e qual a participação que essa empresa possui no mercado, o que chamamos de “market share”.

    Outras aquisições utilizam a “rentabilidade” como principal índice a se considerar. Nesta forma de avaliação, os investidores analisam o fluxo de pagamentos da empresa após considerar todos os custos e as despesas envolvidas na operação. A partir dessa análise, a empresa terá um fluxo de pagamentos líquido mensal, o que chamamos de resultado operacional, cujo valor é fundamental para a análise da rentabilidade do negócio. Neste cálculo, a análise concentra-se no percentual que o comprador ou investidor deseja sobre o capital que deve desembolsar para a aquisição da companhia. Esse comprador ou investidor analisa o quanto essa compra renderá mensalmente de retorno sobre o investimento. Considerando o risco da operação, prazo de retorno e rentabilidade, é possível comparar a compra de uma empresa com a aquisição de ativos disponíveis no mercado, como títulos públicos, privados e ações.

    A recomendação é que os negociadores entendam as formas de calcular o valor da empresa e saibam utilizá-las de maneira que possam se complementar ao estudo. Isso facilita a negociação porque inclui parâmetros concretos além de realizar negócios justos e compatíveis com o mercado.

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