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Kelly Carrijo

Profissão: Professora

Cidade: Guarulhos

Sonho com educação desde criança nas brincadeiras eu sempre era a professora , formada em licenciatura, pós-graduada em Gestão de Negócios e MBA em Gerenciamento de Projetos; hoje ministro aula para jovens e adultos ,palestro sobre Empoderamento Feminino e Técnicas de Redação (minha paixão há quase 5 anos), faço revisão técnica de textos para portais digitais e estou adorando estar aqui com vocês do Sociedade Pública, vim trocar e promover conhecimento

  • Como fazer uma redação nota 1000

    Se você já desenvolve boas redações, treine mais, trabalhe na excelência pois este será o seu diferencial em meio a muitos candidatos.

    Postado dia 3 de agosto de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    Sabemos que a redação é importantíssima pra sua nota do ENEM pois ela agrega a sua nota das questões objetivas alavancando sua nota final então, meu conselho, se você já desenvolve boas redações, treine mais, trabalhe na excelência pois este será o seu diferencial em meio a muitos candidatos e poucas vagas mas, meu caro estudante, se tem dificuldade com ela, procure ajuda, dedique tempo e treine, treine até melhorar sua qualidade e produtividade com a mesma.

    E, antes de tudo, considere que no último ENEM, apenas 77 candidatos conseguiram tirar a nota máxima (1.000) de um total de 9.276.328, ou seja, apenas 0,0008%. Embora seja um assunto pra abordarmos, aqui vim falar sobre um esquema pra você seguir nas suas redações, pegue papel e caneta pra anotar e bons estudos. Inicialmente, saiba que você precisa ler e ouvir sobre diversos temas atuais (políticos, sociais e econômicos) para ter conteúdo e informação a fim de embasar sua tese, argumentação e proposta de solução, vejamos abaixo:

    • Tese: Aqui é o primeiro parágrafo, avalie que você necessita deixar claro pro seu corretor qual é o assunto que abordará ou, se ficar melhor pra você pensar, qual é a problemática que você abordará? E, aqui, oriento você a utilizar palavras chaves que indiquem o assunto e, evitar palavras repetitivas, no máximo, utilize-se de sinônimos assim a leitura não fica cansativa, ao contrário, fica envolvente e rica de vocabulário.

     

    • Argumentação: Este é o segundo e terceiro parágrafo e agora vamos responder à questão ‘o que impede este problema de ser resolvido’, ou seja, porque esta problemática ainda resiste e sua resposta deve se basear em argumentos que fundamentem, isto é, dados ,pesquisas, estudos de cientistas/estudiosos/filósofos/referências no assunto, assim, você ganha credibilidade e solidifica suas ideias a fim de dar mais consistência pra sua redação.
      Bem, até aqui estamos juntos? Fez sentido pra você? Se não, retorne no item 1, se sim, continuemos. E, por último mas não menos importante, cada parágrafo deve conter um argumento para que sua redação não fique pobre e leve de argumentos.

     

    • Proposta de Intervenção: Estamos no último parágrafo e devemos propor ações que minimizem/amenizem a questão discorrida acima, então, considere as problemáticas/argumentos e, em sintonia com isto, elabore propostas com o que, como, quem e quando fazer que sejam viáveis/possíveis, não pode ser nada mirabolante, de longo prazo e oneroso.

     

    • Revisão: Por fim, releia sua redação pra analisar se suas ideias estão conectadas/coesas, corrija pontuação, acentuação e concordância verbal/nominal .

     

    Se achou este texto complexo ou difícil, procure ajuda (um cursinho ou o professor do seu colégio) mas não fique parado pois só tem uma forma de melhorar nossa condição, agindo, fazendo e treinando. Estarei aqui torcendo por ti!!!

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  • Não consigo aprender

    Alunos são diferentes e aqueles com necessidades especiais têm características que os tornam um desafio para o educador.

    Postado dia 29 de junho de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    Cerca de 700 mil crianças com algum diagnóstico estavam matriculadas na educação básica regular e classes comuns em 2014, conforme o Censo Escolar. A presença de tais alunos coloca em voga algumas práticas tradicionais da educação. Por exemplo, como dar aulas baseadas na lousa para um estudante com deficiência visual? Ou como um educando diagnosticado como disléxico ou deficiente intelectual pode acompanhar a leitura de um texto longo e realizar a interpretação do conteúdo?

    É preciso ter claro que alunos são diferentes e aqueles com necessidades especiais têm características que os tornam um desafio para o educador acostumado com quem apresenta ritmo de desenvolvimento dentro do regular.

    “Para podermos falar realmente em inclusão, não basta matricular essas crianças, temos de garantir que elas estejam aprendendo e se desenvolvendo na escola de maneira efetiva. Para isso, precisamos acompanhar o desenvolvimento do aluno”. É o que afirma a professora da UNESP Anna Augusta Sampaio de Oliveira.

    Uma das ações indicadas para o acompanhamento destes alunos é a avaliação assistida, chamada também de dinâmica ou interativa. Tal método, como dizem alguns especialistas, tem o objetivo de avaliar o processo de aprendizagem e não somente o resultado do que foi aprendido.

    Normalmente, esse tipo de avaliação é realizado em três etapas. Primeiro, cria-se uma situação de avaliação para ver o que a criança tem como conhecimento. Segundo, o interventor ajuda o estudante, em um processo parecido com o de ensino, até que ele se torne capaz de resolver o problema dado. Por último, a criança passa por uma nova avaliação em que deve resolver o problema sozinha.

    “Essa avaliação mostra a sensibilidade da criança à ajuda, como ela responde, e também indica de que tipo de apoio ela precisa”, explica Sônia Regina Enumo, professora de psicologia da PUC.

    Neste entremeio, diferentes formas de auxílio são testadas segundo a necessidade do mesmo. Em alguns casos, faz-se necessário apenas repetir a instrução. Porém em outros são utilizadas ferramentas diferentes, como imagens, objetos ou outros itens que a estimulem a raciocinar até o momento em que o mediador explica todo o raciocínio para a criança. Assim, a partir da percepção de qual tipo de ajuda surtiu efeito e da compreensão de como esta aprende, psicólogos, psicopedagogos e professores podem desenvolver estratégias mais adequadas para a aprendizagem daquele aluno.

    Esta análise do potencial e das formas de aprendizagem diferencia a estratégia assistida de testes psicométricos ou de provas convencionais. “Precisamos compreender o ato avaliativo como um instrumento capaz de mediar o ensino e a aprendizagem, em vez de meramente verificar as limitações do aluno e dar o assunto por encerrado”, pondera Mariana Pitanga de Oliveira, doutoranda da UFRJ.

    “Trata-se de compreender a avaliação como um processo intencional, capaz de demonstrar como a criança aprende, e não só o que ela já aprendeu; o que ela pode fazer sozinha e o que pode fazer com a intervenção do professor.”

    Outro benefício apontado é mudar o estigma da avaliação. A criança com necessidades especiais já passou por muitos testes em que fracassou e costuma ter seus resultados piorados pela situação de estresse. “A avaliação em que ela sente que está aprendendo, que tem uma dinâmica de aula, tende a amenizar o estresse e a gerar resultados mais interessantes”, considera Sônia Enumo.

    A avaliação assistida pode ser clínica, aplicada por psicólogos, ou pedagógica, feita por profissionais da educação. O mais importante é que a melhor saída, na fala de todos os consultados, é o trabalho multidisciplinar em rede que une o acompanhamento psicológico com o atendimento pedagógico personalizado. A avaliação psicológica vai “identificar quais são as maiores dificuldades da criança, o que ela é capaz de fazer, como consegue aprender, quais as facilidades que a criança tem e, depois disso, propor uma intervenção”, explica Monalisa Muniz Nascimento, da Universidade Federal de São Carlos.

    A avaliação do desempenho desses alunos se dá de maneira mediada pelos professores e é feita por relatórios detalhados, que não registram apenas se a criança apresentou resultado quantitativo, mas em que tipo de tarefa apresentou mais dificuldade, qual conhecimento dominou e em que precisa de mais atenção (qualitativo).

    Estes relatórios servem de apoio para um plano individualizado de ensino que define estratégias a serem usadas com essa criança e até, em alguns casos, considerar uma temporalidade diferente dos anos letivos escolares. “Nem toda criança vai aprender aquele conteúdo indicado para o 4o ano em um ano de aulas. Há casos em que ela vai precisar de mais tempo para dominar as habilidades esperadas, e isso não deve ser um problema; deve ser considerado como uma via. O importante é criar um plano de ação para garantir o desenvolvimento dessa criança e fazer com que ganhe autonomia”, argumenta Braun. E não há problema nenhum nisto; precisamos é ter bom senso e respeito pelo modo e tempo em que ela aprende e absorve.

    A rede municipal de São Paulo atendia, em 2015, 15.951 alunos com necessidades especiais – 7.203 (45%) apresentavam alguma síndrome e 1.696 (10,7%) apresentavam deficiências múltiplas, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação. Para melhorar o atendimento dessas crianças com o uso da avaliação mediada, Anna Augusta de Oliveira, da Unesp, desenvolveu um Referencial sobre Avaliação da Aprendizagem na Área da Deficiência Intelectual (RAADI) para orientar professores da sala de recursos multifuncionais e docentes regulares.

    “Tentamos detalhar a proposta curricular para que o professor passe a perceber que não basta saber se esse aluno lê ou escreve. A oralidade também faz parte do currículo e deve ser considerada como um desenvolvimento do aluno”, exemplifica a consultora. O RAADI especifica detalhadamente quais são as habilidades esperadas de um aluno em cada ciclo de ensino e em cada disciplina estabelecida. O objetivo é dar parâmetros para o professor observar os alunos que não seguem o padrão esperado.

    Por fim, fica evidente que, enquanto profissionais da educação, necessitamos refletir sobre quais são os parâmetros utilizados para a aprovação/reprovação dos estudantes e se estes contemplam perspectivas inclusivas ou se ainda estão relacionados à lógica excludente que visa à padronização do ensino.

    Refletir sobre essa questão é premente para que possamos possibilitar práticas que favoreçam o desenvolvimento de todos os sujeitos, revelando as suas potencialidades e fazendo nosso papel de evidenciar suas potencialidades, muitas vezes adormecidas.

    Avaliação assistida não é apenas questão de certo e errado, e sim de compreender o processo. A diferença entre o que uma pessoa é capaz de aprender sozinha e o que pode resolver um problema sem ajuda e as variadas possibilidades que ela tem de aprendizado caso receba o auxílio de alguém foi definida pelo psicólogo russo Lev Vigotski como zona de desenvolvimento proximal.

    A avaliação assistida se baseia na teoria Vigotskiana que estabelece relação direta entre o desenvolvimento de uma criança e as interações sociais a que ela está exposta.

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  • Redação, para que te quero?

    Em cinco passos simples, um roteiro objetivo para você, estudante, se sair bem nas provas e nos vestibulares.

    Postado dia 23 de junho de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Foto: Reprodução

    Quantas vezes você se sentou pra iniciar a redação naquela prova importante e simplesmente travou? E mesmo quando as ideias se desenvolveram, tudo o que foi colocado no papel parece estar sem sentido ou a argumentação fraca?

    Foi pensando nisto que há alguns anos faço um roteiro de como redigir uma redação. Assim você tem um passo a passo pra seguir e o tal branco e a insegurança não têm espaço. Bem, chega de conversa e vamos testar? Segue abaixo, vem comigo.

    1) Leia a proposta com atenção:

    Este é o ponto mais importante. Errou nele e sua redação está fadada ao zero. Então, leia atentamente o que se pede como a quantidade exigida de linhas, o gênero de texto, as instruções, o texto de apoio, as referências bibliográficas e as imagens.

    2) Faça uma apresentação clara, concisa e chamativa:

    O seu primeiro parágrafo tem que ser um chamariz pra que o corretor do seu texto se sinta interessado em ler o restante e também deve conter o tema de forma clara e resumida, sem muita delonga. E isso por dois motivos : a quantidade de linhas é pouca e a redundância não agrega nesse tipo de texto.

    3) Organize suas ideias:

    E escolha de 2 a 3 argumentos (um pra cada parágrafo) bem distintos um do outro e os baseie em dados, fatos históricos, conhecimento advindo de estudioso/especialista do assunto e pesquisas que possam dar credibilidade para sua argumentação, tornando-a mais crível e mais sedimentada , ficando mais fácil de convencer seu leitor/corretor acerca da sua posição.

    4) Aposte na simplicidade:

    No ENEM, é solicitado que o candidato apresente uma proposta de solução e esta deve ser possível de ser realizada. Ou seja, plausível/cabível não deve ser um colocação mirabolante, pois o que o que a banca quer é que você seja cabeça pensante, mas com os pés no chão. Na FUVEST, eles pedem apenas uma conclusão ou um fechamento sobre o assunto colocando os pontos mais relevantes.

    5) Revise sua redação:

    Procure por erros gramaticais, ortográficos , de coesão e de coerência para que sua ideia não seja prejudicada por itens técnicos.

    Ademais, treine de uma a duas vezes por semana porque a redação pode alavancar seus pontos e a prática é o que pode fazer você melhorar sua organização de ideias, ficar mais rápido na escrita e, ainda, pegar o modo com que estruturar cada parágrafo de acordo com sua função.

    Mande suas redações para o e-mail contato@didasko.net.br e respondo suas dúvidas.

     

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  • “Eu detesto história e geografia”

    Ainda me assusta quando ouço jovens afirmando que não entendem do assunto e assim preferem. Isso numa época em que o raciocínio é mais importante do que nunca

    Postado dia 12 de abril de 2017 às 11h em Educação e Cidadania

    geografia

    geografia

     

    “Tanto na política como na vida, a ignorância não é uma virtude.” Essa é uma das frases frisadas por Obama em uma cerimônia de colação de grau na Universidade Rutgers. Naquele momento, ele se referia ao período de pré-eleições dos EUA e, aqui, eu vou me referir a qualquer que seja sua atividade (curso/escola/faculdade).

    Pois não há como ampliar sua consciência e visão da sociedade em que você vive se não acompanhar as transformações políticas, sociais e econômicas; ainda me assusta quando ouço jovens afirmando que não ‘entendem de política’ e assim preferem. Como assim? É como estar num jogo de futebol e não saber quem mais precisa marcar gol ou quais as regras (o que pode e o que não pode) do jogo. Ou, então, em quais funções os jogadores estão distribuídos.

    E para você, vestibulando/concursando/aluno em geral, o raciocínio é mais importante do que nunca, uma vez que, para ir bem nas provas, saber interpretar o enunciado e relacionar com o conhecimento absorvido é fundamental para ser assertivo na hora de responder.

    Entenda que este momento é crucial para você ir formatando suas ideias e opiniões acerca de sua participação nessa sociedade. Afinal, você está inserido nela e influencia e é influenciado por ela.

    Além disso, vou te dar outro grande motivo: o vestibular/concurso vai demandar que você esteja a par de diversos fatos/acontecimentos e suas causas e consequências. Se acha tão chato e maçante ler porque a leitura é cansativa ou usa termos que a torna enfadonha, converse com um adulto que você admira (seus avôs ou tios mais velhos já vivenciaram algumas décadas de história) e o bate papo pode ser mais leve, descontraído e interessante.

    Ou então, procure um desses canais na internet que utilizam uma linguagem mais simples e direta. Pode acreditar: fará diferença agora e na sua vida adulta.

    Tomar conhecimento de como as coisas no seu meio funcionam faz com que as questões da prova fiquem mais simples e fáceis de compreender para que você possa responder de forma correta e se sinta mais seguro. Além disso, os acontecimentos passarão a fazer sentido pra você, não serão fatos soltos e desconexos que obrigam você a decorar datas e nomes de forma automática e, logo que faz a prova, é como se as informações fossem jogadas no lixo.

    Você faz questão de esquecer aqueles assuntos/nomes chatos e quando precisa entender um assunto ‘novo’ que tem raiz no assunto ‘velho’, fará todo um esforço de decorar novamente e de forma desgastante. Bem, está na hora de tornarmos o estudo de história, geografia, sociologia e filosofia mais fácil, você não acha?

    Converse com seu professor, procure um desses canais de plataformas de vídeos ou puxe assunto com seu avô. Tenta e me fala como foi.

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  • Ela é muito mulher, só isso!

    Um artigo para as pessoas que dizem que mulher forte é “mulher macho”, “tão corajosa que parece homem”

    Postado dia 29 de março de 2017 às 10h em Meninas e Mulheres

    mulher

    Foto: A dama de ferro britânica, Margaret Thatcher

    Quando ouço alguém dizer: “Nossa, aquilo é mulher macho, olha só o que ela fez”. Ou então : “Tão corajosa que parece homem” . Pára tudo meu caro, ela só é muito mulher, ela é de um jeito diferente, você consegue refletir e entender? Conversa com ela, talvez a compreenderá.

    A liberdade e a coragem de ser quem você quer implica em dor (no corpo e no coração), em autossuficiência (confesso que esta é libertadora; já imaginou decidir algo quando e como quiser?) , em ressignificar vários momentos descabidos (situações que tentam te apequenar/diminuir ou em que não querem te ouvir) e em (essa é a parte boa) mostrar para você mesma (E MAIS NINGUÉM; isso mesmo , escrevi em caixa alta) do que você é capaz, genuinamente, sozinha, e ainda ouvir alguma outra garota ou mulher dizendo que te admira. Nossa, quando isso acontece, eu ganho o dia e vejo que tudo faz sentido e vale a pena.

    Vou contar uma história curta. É assim: a garota nasce com todas as vontades do mundo, se achando o máximo. Porém, ao longo da sua infância, ela já começa a ouvir que “este comportamento é coisa de menino”; “menina não brinca com isso“; “menina não pode falar palavrão”; “você é menina e deve cursar algo que não tenha relação com exatas porque isso é coisa de menino”; “ele está sempre certo e você errada”; “por que você foi questioná-lo?”; “você vai limpar a casa porque seu irmão vai ajudar seu pai no trabalho”. Enfim, caros leitores, eu poderia fazer um texto somente com as frases que ouvi e, ainda hoje, ouço mas o que deve ter mais espaço aqui não é isto.

    mary kay

    A diva dos cosméticos, a empresária Mary Kay Ash

     

    Ao longo do tempo fui conhecendo muitas mulheres que passei a admirar pela persistência, força, coragem, teimosia, humildade, simplicidade, maturidade e algumas outras qualidades. Estes exemplos são de anônimas (mãe, tia ,avó, prima e amiga) e pessoas públicas (Margaret Thatcher, que deixou um legado pra economia britânica; Mary Kay Ash, que deixou um legado para a economia mundial; Nzinga Mbandi, que deixou seu legado para a política e a economia angolana; Hedy Lamarr, que inventou a tecnologia do ‘salto de frequência’, que serviu como base pra outros progressos como o Wi-Fi e o GPS.

    É o caso também de Elizabeth Blackwell, que foi rejeitada por algumas universidades norte-americanas antes de se formar em medicina – pasmem, mas, em alguns registros , consta que um professor achava que ela deveria sair da sala de aula na hora das palestras sobre anatomia humana reprodutiva para proteger sua ‘frágil sensibilidade’.

    Temos também Joana D’Arc, que foi importante na Guerra dos Cem Anos, sendo até canonizada. Cheiko Aoki, que fundou (sim, ela não herdou, preste atenção nisso, ela fundou) a rede de hotéis Blue Tree Towers, que fatura centena de milhões; Zica Assis, que fundou o Instituto Beleza Natural (já foi doméstica ,olha que história); Cleusa Maria, fundadora da rede de franquias Sodiê Doces, que hoje conta com mais de 266 unidades.

    Ufa! Eu poderia fazer algumas unidades de textos somente contando as histórias de mulheres que gosto de pesquisar  e aprendo, simplesmente lendo .

    Tais exemplos me ajudam a entender que as diferenças que sentimos no cotidiano não devem ser motivo pra reclamar, dar desculpas ou lamentar, e sim para agir, para deixar algum legado para as demais que continuam o caminho cheio de humilhações, portas fechadas e nãos,  porém transbordando de realizações, sentimento de ser capaz , autossuficiência , da certeza de estar fazendo o certo , de resiliência e, sobretudo, amor pelo que faz e pelo propósito com que faz. Porque podemos ser fortes, mas afetuosas; desbravadoras, mas doces .

    Por fim, continuemos dando um passo de cada vez , uma peça do quebra-cabeça por dia e, ao longo do processo, os sonhos se realizam e a gente se fortifica nas mazelas que nos surgem diariamente.

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  • Não estude PARA passar, estude ATÉ passar!

    O tempo vai passar de qualquer forma, você desistindo ou persistindo. Então escolha como irá aproveitá-lo: lamentando-se ou se esforçando

    Postado dia 13 de fevereiro de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    Estude

    Foto: Reprodução

    Nessa época de divulgação de resultados de provas e notas de corte dos cursos técnicos e superiores, sempre tem os alunos que não conseguiram se classificar para a vaga tão almejada. Óbvio e normal (somos humanos), o primeiro sentimento da maioria é o desânimo, o questionamento (se vale a pena) e a frustração de não ter conseguido.

    Faz parte, eu compreendo; afinal, nós que os preparamos também temos um misto de sentimentos e avaliamos a situação, o tempo de preparo, as técnicas, o desenvolvimento e, claro, o resultado. Mas, após analisar tudo isso, identificamos o que poderia ter sido diferente e pronto, aplicamos para o ano seguinte e segue a vida.

    Mas quero abordar sob a ótica do aluno. Saiba que a probabilidade de não ser classificado existe. Quantas vezes você conseguiu algo na primeira tentativa? Quantas vezes você precisou esfriar a mente e pensar num modo diferente e melhor de tentar novamente? Desde as coisas mais simples até as mais difíceis, então, converse com um adulto que você admira ou pesquise sobre ele (caso não tenha contato) quais foram as melhores (pode ser até simples) e maiores (as mais difíceis) conquistas dele.

    Explore as dificuldades e as várias vezes e formas que ele tentou, pois tenho certeza que, na maioria delas, o dardo não atingiu o alvo no primeiro arremesso.

    Tal conquista não deve ter sido a mais fácil e até teve situação em que ele deu um tempo, repensou se era aquilo mesmo que realmente queria e voltou ao caminho inicial para tentar de novo, só que dessa vez com mais afinco e sem olhar para os lados (para não ficar na dúvida, para não se comparar com quem já conseguiu, para não se sabotar dizendo que não tem capacidade, para não enumerar diversos motivos pra parar, para blá blá blá…).

    Volto a dizer: tudo isso custa muita coisa, como dedicação, compromisso, horas de diversão a menos e etc. Mas o que custa mais caro aqui e é irreversível é o tempo dedicado/sacrificado. Esse é impossível reverter e não é possível dizer o quanto vale ou custa. Não queira ter um cemitério de sonhos, não, nem pensar, eu te proíbo, simplesmente proíbo. Quando sua certeza for posta em xeque, continue a estudar, continue o caminho. Parar é lamentar, é perda de tempo.

    Por fim, aluno (seja concurseiro ou vestibulando), não estude PARA passar e sim estude ATÉ passar. Esteja certo do curso/vaga que quer e seja bitolado mesmo, não alimente a expectativa, faça planejamento de estudo, peça ajuda, prepare-se, conheça pessoas que conseguiram o que você quer. Pergunte a elas como fizeram, encontre sua FORMA DE ESTUDAR e, quando estiver desgastado, faça coisas que AMA fazer.

    Recarregue as baterias, como diz a música: “…você é o único representante do seu sonho na face da Terra; se você não correr atrás, quem irá ?…” Por fim, não olhe necessariamente para o tempo, olhe para o método o resultado. Assim, de alguma forma, você chegará lá e tudo terá valido a pena.

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  • O que está se passando por essa cabeça?

    O resultado do ENEM saiu um dia antes de eu escrever esse texto e confesso que não fiquei surpresa

    Postado dia 20 de janeiro de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

    enem

    Foto: Reprodução

    Inicialmente, vamos ter um panorama da importância da prova do ENEM em termos de processo seletivo, pois bem, ela é válida para todas as universidades particulares no Brasil e algumas em Portugal. Também temos a adesão da maioria das universidades públicas (sejam federais ou estaduais) pelo processo seletivo. Em algumas dessas, ainda sendo a única forma de seleção e a outra parte disponibiliza um número parcial de vagas (normalmente, 50% destas)

    Por outro lado, temos cursinhos preparatórios e colégios que a tomam como foco principal para a preparação do conteúdo da aula de Redação e, também, para a avaliação de provas (geralmente, os três últimos anos escolares no ensino regular), a dedicação e investimento dos colégios, editoriais e sistemas de ensino em fomentar e elaborar um material de alto nível é notório.

    E, mesmo com todo esse contexto, vamos aos catastróficos resultados na redação do ENEM. Sentem-se em suas poltronas e afivelem seus sensos auto analíticos, prontos?

    Bem, aqui estão os números referentes a candidatos que tiraram nota 1000:

    2013: tivemos um percentual de 0,009%

    2014: esse numeral foi de 0,004%

    2015: foi de 0,002%

    2016: tivemos o índice de 0,001%

     

    Mas o que há?

    educacaoO crivo dos nossos corretores estão cada vez mais agudos ou nossos alunos, por sua vez, não conseguem responder à altura do que é necessário na elaboração textual? Ou, será ainda que a questão é fruto de um processo osmótico no qual uma dificuldade (leitura, interpretação, argumentação de fatos e elaboração de sugestões) intrínseca e claramente, evidente a olhos nus, permeia-se e está se espalhando com certa rapidez e pressão em todos os setores da sociedade?

    Então, com certeza, é esta última alternativa a que gabarita nossa questão crucial: O que que há? O que está se passando com essa cabeça?

    Quando olhamos esses números, estamos (sim , reforço o uso da terceira pessoal do plural) olhando para um reflexo de nós mesmos como sociedade, vamos tomar a responsabilidade para cada um de nós (pais , Estado e indivíduo), afinal, o professor sozinho não teria tamanha influência negativa para ser o único personagem responsável por tal cenário; sabe quando seu amigo lhe pede alguma explicação ou argumentação de determinado assunto e você não sabe como responder com uma sequência lógica (apresentação ,argumentação e solução do problema)? Ou então, quando você precisa vender sua ideia no trabalho e mal consegue fazer as pessoas te ouvirem por um minuto e logo, alguém lhe interrompe?

    É claro que não estamos sendo assertivos, coesos, coerentes e claros com as palavras; afinal, a redação do ENEM quer que o candidato seja cabeça pensante: exponha, argumente e proponha uma solução para a problemática apresentada.

    Por fim, já vou responder sua pergunta: e o que resolve isso? É a leitura elevada à segunda ou à terceira potência, não há outro caminho. Como se almeja que um mestre em caratê vença um campeonato? Ele treina não somente o golpe mas sim o passo a passo do golpe, exaustivamente; então, se quer treinar a escrita, treine a leitura (um passo anterior).

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  • Ensino médio regular x ensino médio técnico

    É preciso levar em conta que 70% dos alunos que concluem o ensino técnico conseguem colocação no mercado de trabalho um ano após a conclusão do curso

    Postado dia 3 de janeiro de 2017 às 09h em Educação e Cidadania

    técnico

    Foto: Reprodução

    Muitos pais me perguntam se devem ou não incentivar os filhos a adentrarem em um curso técnico. Eu respondo com outra pergunta: “Você, se fosse um empregador, daria prioridade a um candidato que já tivesse uma formação básica e um estágio ou àquele sem experiência e formação alguma?”

    Cada dia mais observo que os estudantes, tanto de escola pública quanto particular, estão distantes da realidade do mercado de trabalho, não têm noção do segmento com o qual se identificam e têm dificuldade de relacionamento interpessoal; tais questões são provenientes da falta de abordagem ao assunto com os jovens. Enquanto eles não perceberem que quem tem mais conhecimento específico de determinada área tem mais condições de conseguir um emprego, isso pra eles não fará sentido algum. É assunto desconexo, entende?

    Acredito até que não está no radar dos pais um fato muito relevante: 70% dos alunos que concluem o ensino médio técnico conseguem colocação no mercado de trabalho um ano após a conclusão do curso (pesquisa realizada pelo Ibope, por solicitação do Senai, com mais de 2000 estudantes em 2014).

    Há também outro número bem relevante e que diz muito: é que, nos países desenvolvidos, em média, 30% dos alunos de ensino médio optam por seguir um curso profissionalizante e/ou técnico e no Brasil, até 2014, esse percentual era de 6%, pasmem.

    Ademais a questão da inserção no mercado de trabalho, outro fator positivo é que esse estudante começa a enxergar significado no conteúdo aprendido (temos muitos alunos questionando a aplicabilidade no cotidiano do Teorema de Baskhara ou de Tales, pra quem não seguirá em alguma área específica de exatas, obviamente). E isso é tudo o que o aluno mais deseja além de ver que o conhecimento estudado será aplicado na função/cargo que o mesmo almeja e isso o deixa mais preparado profissionalmente.

    Bem, cabe a nós, formadores de opinião e que estamos diariamente próximo a esses alunos e pais, fomentar e clarificar o assunto, evidenciando o retorno do investimento (até mesmo do ponto de vista financeiro aqui, pois esse jovem precisa desenvolver o olhar para transformar esse conhecimento em renda/dinheiro)

    Quando abordo dessa forma, qualquer pai e mãe entende a importância do assunto e, nesse momento, principalmente, compra a ideia comigo. Após isso, passa a ser, exclusivamente, uma escolha do aluno qual caminho seguir.

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