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Juliano Abe

Profissão: Advogado

Cidade: Mogi das Cruzes

Juliano Abe, vice-prefeito de Mogi das Cruzes, é advogado pós-graduado em Direito Ambiental pela USP e consultor em meio ambiente com especialização em Gestão Ambiental e Sistemas de Gestão Integrada

  • Ilha Marabá manterá conceito de uso

    Ao descartar local como nova sede da Polícia Ambiental, Juliano Abe, prefeito em exercício de Mogi, diz que núcleo preservará condição de polo de educação ambiental.

    Postado dia 22 de agosto de 2017 às 08h em Sociedade e Política

    Foto: Divulgação

    O prefeito em exercício de Mogi das Cruzes, Juliano Abe (PSD), afirmou que a Prefeitura nunca teve intenção de instalar na Ilha Marabá a nova sede da Polícia Ambiental. “É um patrimônio ambiental de fundamental importância para nossa Cidade e será preservada, com todo apreço, para as ações de educação ambiental que inspiraram sua criação em 2004, na gestão do meu pai (Junji Abe, que foi prefeito de 2001 a 2008 e é deputado federal suplente pelo PSD-SP)”, garantiu.

    A manifestação foi feita em reunião no gabinete com o ambientalista e líder comunitário José Arraes, que esteve acompanhado pelo secretário da Rede Nossa Mogi, Jair Pedrosa, e pelo ex-prefeito Junji Abe. O grupo procurou Juliano porque estava preocupado com o risco de descaracterização do núcleo ambiental.

    Segundo Juliano, existe o plano de que o terreno onde hoje funciona o Centro Esportivo e Recreativo do Socorro abrigue as futuras instalações do Sesc e, com isso, seja necessário encontrar locais para entidades que lá estão instaladas, como a Polícia Ambiental. “Mas, a definição do futuro endereço ainda não aconteceu”.

    A área do Parque Leon Feffer, exemplificou o prefeito em exercício, pode ser um local capaz de abrigar a sede da corporação. Contudo, acrescentou que a definição depende de diálogo e de uma análise da própria Polícia Ambiental. “Existem requisitos militares e estruturais que precisam ser respeitados e isso passa pela própria corporação, que deve ser ouvida”, comentou no encontro, realizado na terça-feira (15/08/17) .

    O ex-prefeito Junji Abe salientou que a defesa do meio ambiente é um tema que vem ganhando força nos últimos anos e lembrou que Mogi das Cruzes possui uma série de equipamentos públicos instalados com este objetivo – a Ilha Marabá é um deles. “Contamos com a Escola Ambiental, parques municipais como o próprio Leon Feffer e o Centenário, além de estarmos evoluindo de forma contínua em aspectos como a coleta e tratamento de esgoto”, disse.

    A Ilha

    Única ilha existente no Rio Tietê, na zona Leste da Capital, a Ilha Marabá, localizada no Bairro do Mogilar, é uma espécie de santuário ecológico no coração da Cidade. Tem 13.410 m² de extensão, o equivalente a pouco mais que um campo de futebol. Criada por Junji Abe como Núcleo de Educação Ambiental, dispõe de passarela suspensa para observação da biodiversidade, além de auditório com capacidade para 20 pessoas, laboratório para aulas práticas, orquidário, minhocário, horta e quiosque para atividades externas.

    O Núcleo abriga palestras, debates, eventos de capacitação ambiental, oficinas de reciclagem e passeios monitorados. O objetivo é promover a conscientização sobre a importância da preservação ambiental.

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  • Juliano pede projeto-piloto de RG digital em Mogi

    Em reunião com Grupo Valid, prefeito em exercício expõe necessidades para melhorar emissão de carteiras de identidade no Bairro Feliz.

    Postado dia 21 de agosto de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    Foto: Divulgação

    O prefeito em exercício Juliano Abe (PSD) reuniu-se com representantes do Grupo Valid, empresa com atuação internacional em tecnologia de informação e certificação digital. Durante o encontro, foram discutidas melhorias para o serviço de emissão de carteiras de identidade, que é realizado no programa Bairro Feliz, inclusive com a possibilidade de introdução de um sistema que não dependa de internet para ser operacionalizado.

    A empresa atua junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo na operação do Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais. A sugestão apresentada durante a reunião, no final desta semana (17/08/2017), é para que seja desenvolvido um sistema off-line para emissão das carteiras de identidade, que permitiria a captura digital de informações para elaboração do documento e a posterior alimentação do banco de dados da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp).

    “Temos um projeto de 14 anos, que veio se desenvolvendo, agregando benefícios à população e se tornando um grande espaço para a prestação de serviços aos moradores, nos bairros de Mogi das Cruzes. A emissão da primeira via da carteira de identidade é um serviço que incorporado neste ano e que tem uma aceitação muito positiva, com número significativo de beneficiados. Estamos propondo o desenvolvimento de um projeto-piloto, que traria mais benefícios aos mogianos”, explicou Juliano Abe.

    O gerente de operações da Valid, Alcides Cardoso dos Santos Neto, viu com bons olhos a ideia de Juliano. “Não enxergo empecilho para o desenvolvimento de um sistema eletrônico capaz de atender às necessidades colocadas. Só precisamos obter o aval dos órgãos do governo”, antecipou. Da parte do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), a ideia também parece factível. “Teríamos de ajustar apenas as etapas do processo relativas ao trabalho da Prodesp”, comentou Amábile de Castro Pauletto, representante do órgão da Polícia Civil responsável pelo trabalho de identificação pessoal.

    Em dez edições do projeto Bairro Feliz neste ano, foram emitidas 454 carteiras de identidade, dentro de uma parceria entre a Prefeitura e a Polícia Civil de Mogi das Cruzes. A emissão é da primeira via do documento, para menores de 18 anos.

    “Com esse novo sistema, além de evitar problemas causados, por exemplo, por oscilação do sistema de internet, é possível planejar uma ampliação na abrangência do serviço, atendendo mais pessoas”, disse o prefeito em exercício que iniciou, enquanto vereador, as ações para viabilizar a oferta dos serviços nas edições da então Rua Feliz, transformada em Bairro Feliz na atual gestão.

    A expectativa de Juliano é que o cogitado projeto-piloto a ser desenvolvido pela Valid em Mogi possibilite, numa segunda etapa, não apenas a emissão do primeiro RG, mas também a atualização de carteiras de identidade pelo Afis (Automated Fingerprint Identification System), o Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais. Isso tudo, de modo off-line, com coleta digital de dados para sequencial validação.

    Dessa forma, explicou o prefeito, as impressões digitais coletadas seriam automaticamente inseridas no banco de dados do governo paulista, o que representa agilidade e eficiência nas diligências futuras, bem como economicidade, haja vista dispensar nova emissão para substituir o documento atual.

    Polo Digital

    O prefeito em exercício também discutiu com os representantes da Valid uma participação da empresa no projeto Polo Digital, desenvolvido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e que busca desenvolver na cidade a inovação, com a criação de startups e desenvolvimento de novas tecnologias.

    “Esta é uma política de Estado dentro da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Com o Polo Digital, a ideia, dentro deste momento que o País vive, é usar a criatividade para criar novas oportunidades, melhorar a qualidade dos serviços e inserir a Cidade neste mercado de tecnologia”, disse Juliano Abe, lembrando que a Cidade vem empreendendo, desde a virada do século, uma série de ações para o desenvolvimento econômico.

    O coordenador do Polo Digital de Mogi das Cruzes, Rodrigo Garzi, apresentou aos representantes da empresa um detalhamento do trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura e as possibilidades do setor na cidade.

    Também participaram da reunião o gerente comercial da Valid, Carlos Eiji Okada; o executivo de contas, Cedric Monroe Pereira; e o supervisor de operações, Domingos Sávio da Silva.

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  • Agora, é com você!

    A arborização urbana é bem mais que embelezamento. Arborização é qualidade de vida.

    Postado dia 2 de agosto de 2017 às 17h em Sociedade e Política

    Foto: Reprodução

    Mesmo com 65% do território em áreas de preservação ambiental e inserida na segunda maior reserva de Mata Atlântica do Estado – remanescentes das serras do Mar e do Itapeti –, Mogi das Cruzes tem uma mancha urbana que passa longe da arborização. São pouquíssimos pontos verdes.

    A arborização urbana é bem mais que embelezamento. Arborização é qualidade de vida. Na atual gestão municipal, lançamos o Programa Mogi+Verde, inspirado no nome da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que presidi na Câmara para estudar meios de ampliar a cobertura vegetal arbórea. Até 2020, serão 50 mil novas árvores.

    As ações desenvolvidas e a meta traçada trazem a esperança de reversão da paisagem cinzenta. Junto com ela, vem a expectativa de viver melhor na Cidade. As árvores abrandam extremos climáticos, reduzem enxurradas, absorvem tanto a radiação ultravioleta como o dióxido de carbono, acolhem pássaros renovam o oxigênio e melhoram a qualidade do ar. Bairros arborizados apresentam temperaturas cerca de 4ºC abaixo daqueles não arborizadas.

    A cobertura arbórea também contém o efeito ilha de calor, causado pela pavimentação e pelos edifícios. As pancadas de chuva e de granizo são absorvidas ou desaceleradas por meio das árvores, proporcionando proteção às pessoas, animais e construções. Até 2030, os perímetros urbanos tendem a crescer perto de 30%.

    Vale observar que as árvores têm efeito calmante, ajudando a reduzir fadiga e estresse. Além disso, quando alguém planta uma muda, desenvolve uma relação pela qual tem apreço e cuidado. Isso faz bem à alma. Outro fator interessante é que os valores de imóveis em propriedades arborizadas são de 5% a 20% superiores em comparação com construções em locais sem árvores.

    No relatório final do trabalho da CEV, dividimos as conclusões em cinco eixos principais: cumprimento do Plano Municipal de Arborização Urbana, Elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, Criação de incentivos econômicos, Compensação de áreas destinadas à regularização fundiária e Melhoria da interação institucional com as universidades. São eles que norteiam o trabalho da Prefeitura na harmonização verde da paisagem urbana. É vital que o processo de esverdear ganhe a adesão de cada cidadão para que Mogi, efetivamente, insira as árvores no ecossistema urbano. Agora, é com você!

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  • Sorria para os drones!

    A utilização de drones permite a medição de áreas de desmatamento, fiscalização de queimadas e caça, além de patrulhamento contra pesca predatória.

    Postado dia 10 de maio de 2017 às 08h em Sociedade e Política

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

    Com 731 quilômetros quadrados de extensão territorial e os mais significativos fragmentos de Mata Atlântica da região metropolitana, Mogi ganha o poder da tecnologia na complicada tarefa de monitoramento ambiental. Desde 31 de janeiro, está autorizado o uso de drones para fiscalização pela Polícia Ambiental paulista. 

    O tamanho da área e o volume de agressões tornam a vigilância lenta e ineficaz. São poucos policiais e recursos insuficientes, o que facilita a proliferação de ilegalidades, dos danos ambientais e da impunidade. Há repetidos casos de devastação causada por construções em áreas protegidas, especulação imobiliária, caça de animais – até do nosso sagui-da-serra-escuro, ameaçado de extinção –, queimadas e todo tipo de agressão ambiental.    

    Foto: Juliano Abe

    Foto: Juliano Abe

    A utilização de drones permite a medição de áreas de desmatamento, fiscalização de queimadas e caça, além de patrulhamento contra pesca predatória. O equipamento chega a percorrer 90 quilômetros por hora a uma altura de 500 metros de quem o opera. A tecnologia minimiza a necessidade de acesso físico aos pontos monitorados, possibilitando mapear cursos d’água, matas e estradas fechadas. 

    O drone tem baixo custo de aquisição e manutenção, além de operação simples. Em estados onde a utilização do equipamento já começou, os operadores são agentes que praticavam aeromodelismo. Essa tecnologia proporciona efetividade até por ser um aparato discreto. Quando os transgressores percebem a aeronave não tripulada, os atos ilegais já foram fotografados e filmados. 

     A expectativa é que o governo paulista autorize o uso de drones pelas demais áreas da polícia. Também seria de grande valia, por exemplo, no combate a incêndios e até para coibir os tão corriqueiros roubos de carga, entre outros crimes. Vou além. Penso que precisamos regulamentar o uso dessa tecnologia nas áreas urbanas com alta densidade demográfica. Sorria para os drones!

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  • Atuação consorciada

    A palavra latina consórcio significa parceria. O conceito define o papel do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat)

    Postado dia 20 de fevereiro de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    consórcio

    foto: rperodução

    O crescimento geográfico transformou a conurbação numa patente de cidades cuja malha urbana está unificada. Igualmente, a maioria dos problemas são comuns e as soluções têm alicerce regional.

    A elevação da qualidade de vida exige, cada vez mais, a implementação de políticas públicas de caráter regional. “Pensar globalmente para agir localmente” é uma questão de sobrevivência. Os prefeitos reunidos no Condemat, todos com talento, experiência administrativa e boa vontade, terão desafios ainda maiores que reivindicar verbas e obras do Estado e da União.

    condemat

    É importante a atuação conjugada, apoiada pelos deputados federais e estaduais da Região, para pressionar por melhorias de interesse comum. Mas, os gestores têm cacife para desenvolver projetos e colocar em prática iniciativas consorciadas de alta repercussão social. Sem, necessariamente, depender de repasses financeiros das outras esferas de governo. Exceto, na condição de parceiros. E, claro, respeitando a realidade orçamentária de cada município.

    Vejam o Samu mogiano, que resulta de um consórcio entre Mogi, Biritiba Mirim, Salesópolis, Guararema e Arujá. Ninguém passou o pires para coletar recursos. O projeto foi acolhido dentro do programa federal existente, dotado de investimento e custeio já fixados para esse propósito.

    Vou mais longe. O Laboratório Municipal de Exames Diagnósticos de Mogi das Cruzes, administrado em parceria com Albert Einstein Medicina Diagnóstica, tem estrutura e recursos para atender também demandas de cidades vizinhas. Bastaria a formalização de consórcio para que cada município parceiro arcasse com sua cota financeira no serviço, contemplando sua população.

    O Condemat tem a função elementar de garantir o desenvolvimento de políticas públicas entre as cidades consorciadas, com o foco na melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Assim tem sido desde a época da Associação dos Municípios do Alto Tietê (Amat). É indispensável participação e empenho direto de todos nós, homens públicos, no sentido de manter esse espírito coletivo e zelar para que o Condemat permaneça imune aos riscos de utilização político-eleitoral. Que venham os resultados esperados!

     

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