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Julliana Santos

Profissão: Pedagoga

Cidade: São Paulo

Educadora em formação pela Universidade Federal de São Paulo. Desenvolveu estudos na área de educação e trabalho, avaliação educacional e residência pedagógica. Trabalhou no programa de Pós-Graduação da UNIFESP. Tem atuado na área de pesquisa em língua portuguesa, no campo da linguística e enunciação. Estuda diferentes movimentos pedagógicos, interessando-se principalmente pelos temas: educação ambiental, psicologia, antroposofia e culturas da infância.

  • O Brasil não conhece o Brasil

    No contato com uma escola de educação indígena, entre olhares curiosos e surpresos brotaram sorrisos tímidos e a vontade de interagir com o outro, o diferente

    Postado dia 18 de julho de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

    indígena

    Foto: Reprodução/Internet

    Julho é mês de férias para todas as escolas. Neste período, há um movimento promovido pelas escolas públicas chamado “Recreio nas Férias”. O recreio é um tempo institucional dedicado ao lanche, mas também à livre brincadeira, às interações, etc.

    Então, o recreio nas férias proporciona momentos de brincadeiras em diferentes lugares institucionais. Por exemplo, as diversas unidades do Sesc acolhem essas escolas e promovem atividades lúdicas e esportivas.

    Na semana passada, recebemos a visita de uma escola indígena do pico do Jaraguá. Entre olhares curiosos e surpresos brotaram sorrisos tímidos e a vontade de interagir com o outro, o diferente. A língua é o guarani, com pouca fluência no idioma português.

    A princípio, uma tentativa de vivência de modalidades de jogos olímpicos indígenas, mas ora, que contradição um branco ensinar jogos indígenas para índios! Logo descartamos essa ideia e quebramos a sistematização.

    A brincadeira se fez livre na quadra, com cordas no chão e crianças no alto, pulando em grupos mistos, onde crianças de 3 ou de 13 brincam igualmente, com respeito e alegria. Sem brigas, nem gritarias, o sorriso é a resposta de que precisamos para saber que está tudo correndo bem. Os diálogos que pude trocar com algumas crianças mais familiarizadas com o nosso idioma foram ricos em aprendizagem.

    Falamos sobre as brincadeiras na floresta, as árvores, os pássaros… Cheiro de fogueira e pés vermelhos de terra. Na hora do lanche, silêncio, sorrisos, respeito e organização.

    Para não dizer que foram só flores, vimos pessoas fotografando como se estivessem visitando um museu, e outras que não foram capazes de reconhecê-los como brasileiros, justo eles que estão aqui muito antes dos portugueses.

    Parece piada, mas é o retrato da ignorância: o Brasil, realmente, não conhece o Brasil.

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  • O espaço da criança na educação infantil

    As escolas particulares se preocupam em forjar um currículo repleto de conteúdos para a primeira infância, pensando mais nos pais do que nas próprias crianças

    Postado dia 21 de junho de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

    infantil

    Foto: Reprodução/Internet

    A criança expressa sua infância por meio da brincadeira. Logo, o brincar é compreendido como pura manifestação da essência da criança. Na brincadeira, a criança interpreta papéis, imita os adultos, cria personagens, ou seja, vive um constante ensaio de um vir a ser quando crescer.

    E por que tantas pessoas não compreendem esta função primordial da brincadeira, se todos nós passamos por essa fase? As escolas particulares de educação infantil se preocupam arduamente em forjar um currículo repleto de conteúdos para a primeira infância, pensando mais nos pais do que nas próprias crianças. Isso porque existe uma preocupação inerente ao modelo de sociedade capitalista em que a competição se estabelece como questão de sobrevivência e a moeda de troca para estar a frente dos outros é o sacrifício do tempo. O tempo da criança é muito diferente do tempo do adulto.

    Para os pequenos, não existe daqui a pouco ou amanhã, o que interessa está no aqui e agora. E o agora carrega uma certa ordenação biológica, que, se ignorada, prejudica os aspectos necessários a serem desenvolvidos naquele momento.

    O espaço da educação infantil não comporta cobrança de provas, livros didáticos, cadeiras e mesas enfileiradas e rigidez de condutas. Os pais que depararem com escolas que sigam este molde devem sair correndo, pois há uma compreensão invertida do significado da educação infantil.

    A escola de educação infantil deve propor às crianças um ambiente acolhedor, que remeta à sensação de estar em casa. A casa é tão fundamental para a criança que é um desenho muito recorrente. Sempre tem uma casinha, quase como uma extensão do próprio corpo. Lá onde nos reunimos em família, nos sentimos guardados de qualquer adversidade, onde satisfazemos nossas necessidades básicas. É o aconchego do abrigo, nosso ninho.

    Estender essa atmosfera de paz para a escola respeita o ritmo da criança e cria estruturas para uma transição ao ensino fundamental, pois, apesar de se propor semelhante ao lar, não é o lar, é uma escola, e essa compreensão de espaços vai sendo assimilada pela criança.

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  • Qual é o problema da escola?

    Ivan Illich certamente é um dos autores mais polêmicos da teoria educacional.

    Postado dia 29 de abril de 2016 às 09h em Educação e Cidadania

    escolas

    Foto: Reprodução/Internet

    Ivan Illich certamente é um dos autores mais polêmicos da teoria educacional. Ele derruba pilares erguidos ao longo de qualquer formação nas licenciaturas. Seu livro, intitulado “Sociedade sem Escolas”, propõe uma nova perspectiva para a formação humana, e nos instiga a pensar em alternativas para uma educação libertadora, visto que há um fracasso declarado do modelo enraizado de educação escolar.

    Primeiramente é preciso lembrar uma frase do livro onde o autor afirma que muitos estudantes, principalmente os mais pobres, percebem intuitivamente o que a escola faz por eles. Isso não é surpresa para ninguém, surpresa é ouvir de uma criança que ela adora frequentar a escola. A começar pela obrigatoriedade, a burocracia e o prolongamento artificial, que são elementos destrutivos do processo de aprendizagem. Outro problema que o autor levanta é que essa instituição escolariza os pais e as crianças, de modo que eles acabam confundindo instrução escolar com aprendizagem. E não pára por aí, eles aprendem a falsa associação entre ensino e aprendizagem, obtenção de graus com educação, diploma com competência, fluência no falar com capacidade de dizer algo útil. Exemplo disto, podemos observar a diferença entre um graduado que não lê e um não graduado que ama ler. No caso dos estudantes mais pobres, a maioria já entendeu a enganação da máxima das escolas: “Conclua este curso e tenha um futuro melhor”. Na realidade não é bem assim.

    Uma escola que promove um genocídio intelectual, uma burocratização do conhecimento, que só serve para atender aos interesses das próprias instituições “educacionais”, que escolariza o sujeito a pensar que só é possível acessar o conhecimento através desses aparelhos ideológicos de Estado, não pode trazer um futuro melhor para o menino pobre, com ensino pobre, sem recursos para “comprar” diplomas, sem oportunidade de vivenciar momentos de aprendizagens reais. Mas as escolas com seus diplomas seguem firmes, arrecadando impostos de toda a população que crê nessa ideologia como uma verdade inquestionável, uma quase-religião. Enquanto isso, a própria imaginação dos sujeitos se torna institucionalizada, e o maior problema é que toda essa dinâmica é sistêmica. O que faz esse sistema funcionar é a desclassificação dos sujeitos que não tiveram uma escolarização prolongada, e essa lógica é cruel. Quer dizer que só podemos provar que somos aptos a exercer alguma tarefa mediante apresentação de diplomas, que só podem ser gerados por meio do carimbo da escola. Ou seja, o tempo de escola se tornou um critério para legitimar a hierarquia social. Mesmo que um sujeito tenha exercido uma atividade durante toda sua vida, quem será autorizado para exercê-la legalmente é aquele outro sujeito que possui o diploma. Nesse sistema, o ensino informal e não-formal são deslegitimados. O autodidata é visto como um ser imortal com dons excepcionais, enquanto que uma noção de dependência é incorporado nos meros mortais.

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    Essa dependência é bem clara: somos ensinados que há necessidade de ser ensinado. Este princípio básico nos limita e nos impedem de crescer com independência, sempre esperando que o ensino parta de um outro (profissional) para si mesmo. Além do mais, o autor argumenta que a escola atrapalha a aprendizagem porque provoca raiva dos estudos quando impõem as leituras obrigatórias, os castigos envolvendo o ato de estudar, exposição dos alunos, a padronização, o confinamento, a artificialidade do cotidiano, a grade curricular, a competição, a meritocracia, etc. Um exemplo forte para ilustrar sua crítica é quando um aluno falta à aula. O professor e a instituição ignoram os motivos que o levaram a se ausentar. Se ele foi vivenciar alguma atividade que contribui para sua formação, não importa. Ele recebe falta porque a escola diz que o aprendizado só ocorre quando planejado por profissionais, e quanto aos alunos, resta obedecer.

    Illich defende uma sociedade sem escolas, mas isso não significa uma sociedade sem educação. Confundir esses conceitos é o mesmo que confundir saúde com medicação. Mesmo com tantas críticas, o autor não quer dizer que todas as formas de organização educacional sejam extintas. Todos aqueles que quiserem aprender devem ter acesso aos recursos disponíveis em qualquer momento da vida, não apenas na infância ou na adolescência. Um sistema assim possibilitaria a ampla difusão e divisão do conhecimento, que não ficaria limitado aos especialistas. Assim, Illich propôs a criação de uma espécie de teia educacional, composta por todas as nossas relações entre amigos, no trabalho, na família, na comunidade e assim por diante. A ideia é transformar todos os momentos do nosso cotidiano em momentos de aprendizagem.

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  • Infância virtual: O que as crianças aprendem com máquinas?

    Até quando os aparelhos eletrônicos podem influenciar de forma negativa a vida das crianças?

    Postado dia 15 de abril de 2016 às 07h em Educação e Cidadania

    crianças

    Foto: Reprodução/Internet

    Se a criança passa uma parte do tempo na escola, a outra parte da sua formação fica a cargo de toda uma parafernália produzida para controlar mentes e corpos que necessitam de movimento, principalmente na primeira infância, período que vai desde a concepção do bebê até os sete anos. Neste período, grandiosas modificações ocorrem no indivíduo. Energias e forças são mobilizadas e canalizadas para cumprir a tarefa de completar um mínimo de competências necessárias para ingressar num novo ciclo de vida, que também é a maturidade escolar. A primeira infância tem uma característica peculiar: a imitação. Esta ferramenta principal auxilia a criança a se integrar neste mundo novo que se apresenta com grande complexidade. Por meio da brincadeira, as relações humanas se simplificam, como um ensaio para a vida adulta. Neste ensaio, diferentes aspectos físicos e mentais precisam ser aprimorados: ela precisa conhecer seu corpo, controlar seus movimentos, sentir o peso de suas mãos, os sons produzidos pelo seu corpo, a lateralidade (frente, atrás, direita e esquerda), o ritmo de sua respiração e as alterações que ocorrem quando o outro toca suas emoções. É preciso afinar o instrumento para chegar à maioridade com maturidade para encarar os desafios de uma vida autônoma.

    As pessoas despertas para a importância da educação se questionam com certo temor, como será nossa sociedade quando esta geração atingir a maioridade? A quem elas estão imitando quando gastam horas presas a uma máquina, repleta de estímulos sensoriais e visuais artificiais, muitas vezes agressivos, ausentes de humanidade? Não acredito que qualquer indivíduo que chegue a estes questionamentos permaneça alheio às consequências do porvir. É óbvio que o excesso de tecnologia está roubando uma parte preciosa da infância, roubando os olhos encantados para um mundo belo, roubando fantasia, perfumes e cores. Quantas histórias estão deixando de existir devido ao confinamento? Quantas lembranças dos tempos da infância ficarão resumidas a aventuras cibernéticas? Quantas forças de (cri)ação estão ainda dormindo no interior da semente? É preciso despertar para a semente brotar.

    Rudolf Steiner, filósofo austríaco, fez uma grande revelação numa palestra de 1924, que vale para os pais que costumam responsabilizar as crianças por não brincarem de outras coisas: “O que se diz à criança, o que se ensina à criança, não a impressiona. Mas como você realmente é, se você é bom e expressa esta bondade em seus gestos ou se você é bravo e raivoso e expressa isto em seus gestos. A criança é, toda ela, um órgão sensorial, ela reage a todas as impressões que são estimuladas nela por outras pessoas. Portanto, é essencial que não se pense que a criança seja capaz de aprender (pela razão) o que é bom, o que é ruim… mas é essencial que se saiba que tudo o que é feito na proximidade da criança é transformado no organismo infantil em espírito, em alma e em corpo. A saúde da criança durante toda a vida vai depender de como nos portamos em sua proximidade. As tendências que a criança desenvolve dependem de como nos comportamos perto dela.” A reflexão de Steiner traz a responsabilidade para os adultos, “devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. (Mahatma Gandhi)

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  • Conselho de classe – Aconselhar ou Eliminar?

    Se você é educador, já se deparou com a seguinte situação: professores sentados em volta de uma grande mesa, humores exaltados, palavras de cunho imoral, expressões preconceituosas e eventuais discussões. Aos pais que não participam desta reunião bimestral, apresento-lhes o conselho de classe

    Postado dia 31 de março de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

    conselho

    Foto: Reprodução/Internet

    Mas o que realmente deveria ser este espaço na rotina da escola? Segundo Dalben (2010) Conselho de Classe é definido como “um órgão colegiado, presente na organização da escola, em que os professores das diversas disciplinas, juntamente com os coordenadores pedagógicos ou os supervisores e orientadores educacionais, reúnem-se para refletir e avaliar o desempenho pedagógico dos alunos das diversas turmas, séries ou ciclos com que trabalham, com o objetivo de tomar decisões sobre ações pedagógicas a serem desenvolvidas nessas turmas, séries ou ciclos”.

    O conselho de classe é uma importante instância do processo avaliativo. É nesse colegiado que os educadores se sentem à vontade para manifestar suas opiniões sobre seus alunos. São levantados questionamentos para buscar soluções em conjunto para problemas de aprendizagem.

    Contudo, os envolvidos neste colegiado não avaliam suas próprias práticas. Na maioria das vezes há um “referendo”, ou seja, um julgamento consensual que valida as imagens construídas dos alunos ao longo do ano. Opiniões preconceituosas e discriminatórias quase sempre ligadas a comportamentos e problemas de personalidade. Esses julgamentos se estendem às famílias que também são responsabilizadas pelo fracasso daqueles pelos quais são responsáveis. Essas avaliações são excludentes, estigmatizam alunos e inviabilizam soluções de problemas causados no ambiente escolar.

    Os alvos desse colegiado deveriam ser as aprendizagens desejadas por todos dentro da escola, pelos estudantes, pelos profissionais que ali atuam e pelas famílias. A referência à compreensão de que a função maior do conselho de classe é analisar a evolução da aprendizagem dos educandos e ainda levantar possibilidades para se efetivar a educação.

    Atribuir aos alunos a responsabilidade por não aprender ou não se adequar às normas do sistema da instituição escolar não é um fato recente. A escola exige um padrão de aluno, e tudo que não pertencer a este “modelo” institucionalizado passa a ser considerado como aluno-problema. O Conselho de Classe é um espaço no qual se potencializa os problemas desse aluno, porém, não para encontrar soluções, mas para reforçar suas próprias concepções. Os atores escolares devem tomar consciência da reprodução negativa que causam por não efetivar mudanças nesse importante meio de avaliação.

    A escola que tem como alvo uma perspectiva qualitativa no processo de ensino aprendizagem de seus alunos não pode potencializar problemas, mas discutir soluções e ouvir os alunos com a participação de todos os atores envolvidos.

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  • A dicotomia entre educar e cuidar

    Desde que iniciei meus estudos no campo da educação, presencio um recorrente paradoxo: a falsa dicotomia entre educar e cuidar

    Postado dia 18 de março de 2016 às 00h em Educação e Cidadania

    educação

    Foto: Divulgação/Internet

    Juntamente com essa ideia equivocada, caminha o discurso atribuindo as funções do pedagogo apenas à sua prática, como trocar fraldas, alimentar, etc, enquanto que “professor” é aquele que oferece apenas os saberes específicos, profissionais formados nas licenciaturas de letras, matemática, etc.

    Penso que, para a maioria da população, esse pensamento ocorre por desconhecimento desta ciência do ensino. Já para os “professores” especialistas, além do desconhecimento, há uma necessidade de rebaixar a atividade do pedagogo para elevar a sua própria função. Porém, na ausência de um especialista, um pedagogo pode substituí-lo. O contrário já não pode ocorrer, pois esta área tem uma problemática e funções muito específicas.  O pedagogo é o profissional que se debruça a investigar todas as manifestações educativas, em diferentes instâncias da sociedade, não apenas no ambiente escolar e em sala de aula. Está na gestão da escola, na coordenação pedagógica, na educação não formal, nos movimentos sociais, ONGs, hospitais (as crianças em tratamento médico também têm direito a acompanhamento escolar), no sistema carcerário e onde mais se efetivar as iniciativas educativas.

    Ambos, especialistas e pedagogos, são igualmente importantes, mas essa briga territorialista só gera prejuízos para a educação. Além do mais, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, não existe diferença de quem cuida ou quem educa, pois, como consta no “Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”. Ou seja, estamos todos participando da efetivação desses direitos.

    Aceitar que uma criança passe o dia inteiro com a fralda suja ou com fome, porque seus títulos acadêmicos não lhe permitem rebaixar-se a tal circunstância, é uma atitude ética? O ato de alimentar, assim como o ato de higienizar não são práticas que mereçam atenção e orientação? Pior são os discursos dos professores que não reconhecem a sua função social e atribuem o ato de “educar” como relativo ao lar, ou seja, as crianças devem carregar a educação de casa para a escola.

    Mas, se essa educação básica não é adquirida no lar, esta criança não vai recebê-la? São reflexões que devemos fazer para não desclassificar as funções profissionais de nenhuma categoria, muito menos dos pais, mães, tios e avós que também participam desse movimento para criação de novos indivíduos. Importa é que todos que trabalham na área da educação façam a reflexão do seu papel como produtor de futuro: qual sociedade queremos construir? O que preciso fazer para desenvolver as virtudes humanas e recriar um novo presente?

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