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Joyce Silva

Profissão: Editora

Cidade: Suzano

Joyce Silva é Relações Públicas, pós graduada em Relações Econômicas Internacionais e estudante eterna e apaixonada pela Língua Portuguesa e pela Linguística. Com 15 anos de experiência em comunicação corporativa, é sócia da empresa Igba Conteúdo e atua no mundo da criação textual, das traduções e das revisões literária, editorial e empresarial. Tem uma dúzia de gatos, dois cachorros e é mãe de uma bebê linda, a Nina Morena.

  • Dia dos pais atuais

    Há 14 anos, quando vi o Tiago pela primeira vez, já sabia. Eu me casaria com ele, teríamos filhos e ele seria um pai fenomenal

    Postado dia 12 de agosto de 2016 às 11h em Dia dos Pais

    Foto: Reprodução/Internet

    Foto: Reprodução/Internet

    Sem fugir do óbvio, os tempos mudaram. E muito. Não espero menos do pai da Nina que espero de mim mesma. Tirando a amamentação, todas as funções são compartilhadas. E, em muitas delas, o Tiago assume a frente sem choro nem vela. Ele é muito mais metódico e disciplinador. Eu sou mais solta, menos rígida.

    Nos surpreendemos muitas vezes. A cada saída com amigos/pais recentes, descobrimos características em comum com outros pais. Homens que acordam de madrugada e ninam a criança porque sabem que a mãe trabalhou o dia inteiro, em casa ou fora dela, cuidando do bebê. Pais que lavam a roupa, a louça. Que tomam a dianteira na preparação do almoço. E, o mais importante: nenhum deles se vangloria disso! Sabem que estão fazendo sua obrigação, de forma honrosa e cúmplice, em cuidar da casa e do bebê tanto quanto a mulher deles faz!

    Essa nova mentalidade ainda não é regra, infelizmente. Mas, ao ver um primo pular diversos compromissos sociais com a turma do futebol porque à noite sua mulher vai para a faculdade e ele cuida da criança, ao ver amigos que lavam, passam e secam e não deixam suas mulheres sequer chegar perto das roupas porque eles são mais talentosos nessa área, ao ver meu marido me “mandar” dormir à tarde para aguentar outra noite corrida porque a bebê está com cólica, enquanto ele segura o rojão, percebo que estamos cada vez mais perto da igualdade dos sexos tão sonhada, e por tanto tempo. Pelo menos, entre as pessoas de boa vontade.

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  • O dia das mães pelo mundo

    Você conhece a história dessa data tão importante?

    Postado dia 6 de maio de 2016 às 08h em Meninas e Mulheres

    mãe

    Foto: Reprodução/Internet

    Desde 12 de maio de 1918, comemoramos no Brasil o Dia das mães. Porém, a data vem de temos mais longínquos. Na Grécia antiga, a comemoração era sobre o início da primavera e Rhea, a Mãe dos Deuses, era festejada.

    No século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães, quando as operárias tinham folga para comemorarem com suas mães e filhos o Mothering Day, quando faziam um bolo chamado Mothering Cake.

    Já em 1905, uma americana, Ana Jarvis, foi a percussora do Dia das Mães no país, quando perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Suas amigas, preocupadas, começaram a festejar a memória da mãe de Ana com uma festa na data. Ana então pediu que a comemoração fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, em um dia só delas.

    Em uma luta que durou três anos, Ana brigou e conseguiu instituir a celebração oficial, comemorada pela primeira vez em 26 de abril de 1910. O primeiro Estado norte-americano foi a Virgínia Ocidental, mas logo outros Estados seguiram o exemplo. Em 1914, o presidente à época, Woodrow Wilson, unificou a celebração e estabeleceu a data do segundo domingo de maio como a oficial.

    Em pouco tempo, mais de 40 países seguiram o exemplo e hoje celebram o Dia das Mães no fim da segunda quinzena de maio.

    Essa é a história dessa data tão comemorada em todo o mundo. Mas o melhor de tudo é criar a tradição da família, aquele almoço especial, mesmo que não seja em um restaurante, um presente bacana, uma forma única de comemorar com nossas mães e nossos filhos. Em meu caso, a comemoração é tripla. Celebro minha mãe, Eunice. Celebro minha avó, Creuza. E celebro minha filha, a Nina Morena. São três forças que me fazem amar tanto essa data e que me farão ser cada vez melhor tanto como filha quanto como mãe,

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  • A arte de não perder a paciência

    Que mãe horrível é essa, que dá gritos eventuais, que se desespera com sequências de noites mal dormidas e que está super cansada de amamentar 30 vezes por dia? Prazer, sou eu...

    Postado dia 24 de março de 2016 às 00h em Meninas e Mulheres

    mãe

    Foto: Reprodução/Internet

    Desde os meus 10, 12 anos, quando comecei a me descobrir mais feminina e a assumir esse lado para a sociedade, sempre falei que jamais teria filhos. Crianças são lindas, sempre disse, principalmente se forem os filhos dos outros. Trocar fraldas, não dormir, estar presa a alguém pelo resto da vida eram situações que jamais passaram pela minha cabeça como um sonho a ser conquistado.

    Fui muito, muito namoradeira, comecei cedo e aproveitei bem. Até que, aos 21, conheci meu marido. Descobri que aproveitar junto com alguém que era obviamente a sua cara metade era melhor ainda. E que ele pensava o mesmo que eu a respeito de filhos. Pressão familiar, idade chegando, nada nos fazia mudar de ideia. Até que o impensável aconteceu. Aquele casal lindo, de fim de comédia romântica, se separou. Nos nove meses em que ficamos separados, depois de nove anos casados, alguma coisa aconteceu.

    Voltamos, como era óbvio que aconteceria. Melhores, mais maduros, mais apaixonados. E encomendamos a Nina Morena.

    Tive uma gravidez ótima, aliás assunto para outro post. Um parto perfeito, do jeito que Nina e eu escolhemos. E um primeiro ano incrível. Que continua maravilhoso. Porém, com uma ressalva. Minha filha tem a personalidade tão forte quanto a minha. E a rotina mata.

    Este texto não é um grito de socorro. Talvez seja mais um desabafo. Um #tamojunto para as mães que perceberam logo de cara como seria difícil. Fui mais lerdinha, confesso. Mas alguns dias são enlouquecedores. Dizer que não gosto mais de ser mãe seria mentira. Amo ser mãe. Mas algumas vezes é difícil demais. Depois de um ano, quando as delícias e as descobertas entram na rotina, penamos para voltar ao normal, para conseguir marcar uma cerveja com os amigos sem tanto planejamento, para tirar uma soneca ou mesmo ler um livro em uma folga do trabalho.

    Sei que tudo é fase. E que momentos melhores e piores ainda estão por vir. E ainda prefiro as dificuldades de hoje a qualquer período sem a Nina em minha vida. Afinal, padecer no paraíso nunca fez tanto sentido.

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  • Alguém aceita mais um desafio?

    Nossas vidas não são pautadas pelo comercial de margarina. Mas façamos um esforço para que elas não se tornem um eterno FLA x FLU

    Postado dia 29 de fevereiro de 2016 às 09h em Meninas e Mulheres

    maternidade

    Foto: Divulgação/Internet

    Fui convidada uma vez. Duas. Três. Todas as vezes por amigas queridas, muito próximas. Aliás, até minha mãe me desafiou no post da maternidade.

    Mas era uma época corrida, cheia de trabalho. Deixei passar. Quando estava prestes a fazer a brincadeira das três fotos, começaram os protestos. O outro lado: o de que mães não podem, não devem romantizar a maternidade. Que aquelas imagens são momentos fugazes de uma vida de atribulações e desafios mortais. E eu, que nem tinha postado ainda, fiquei de bode. Que chatice! Quer dizer que até nisso tem lado agora? Quem gosta de ser mãe, quem não gosta (levando sempre em conta que a maioria ama os filhos)? Achei que o Fla x Flu tinha parado lá no leite materno X leite artificial. Mas pelo jeito, a cada passo, a cada escolha seremos obrigadas – ou obrigaremos a nós mesmas e a todas ao redor – a escolher lado em uma batalha campal/ digital, cheia de nuances e acusações mútuas.

    Gente, eu amo ser mãe da Nina! E também tem dia quando tudo que eu queria era fugir para as montanhas, começar uma vida no interior da Indonésia, de preferência solteira e sem filhos! É óbvio que cansa. É óbvio que tem dia que é delicioso. Mas precisamos mesmo levar tudo tão a sério? Até nós mesmas?

    Sabe, não é o mundo que está chato. Somos nós. Com nossas certezas invioláveis, nossa mania de perseguir os outros. Sejamos leves. Julguemos menos. E sim, eu posto foto da Nina sim! Posto foto sendo feliz sim! Porque cabelo feio, roupa manchada de leite e papinha e olheiras mil já basta a imagem que vejo no espelho todo dia!

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  • Remédios, vacinas e outras drogas

    E a relação do mal (mais que) necessário com a maternagem

    Postado dia 1 de fevereiro de 2016 às 00h em Meninas e Mulheres

    injecao

    Foto: Divulgação/Internet

    Chorei muito. E ainda choro. Cada vez que a Nina precisa tomar uma vacina é um parto. Ela é daquelas crianças escandalosas, abre a boca, faz barulho pelo posto de saúde inteiro. O pai segura, a mãe passa mal. E influencia outras mães, que acabam por fazer cara de choro junto. Tudo por conta de uma picadinha que, desde que foi instituída no Brasil, em 1804, foi responsável por erradicar doenças como varíola e febre amarela em grandes centros e ajudou a salvar milhões de vidas.

    Toda vez é a mesma coisa. Pesquiso reações prováveis e improváveis. Caço fóruns de mães e leio sobre crianças da mesma idade e que já foram imunizadas. Tento aliviar a tensão recitando mantras como “logo passa”, “é só uma picada rápida”, “é por um bem maior”. Esse último, o mais verdadeiro de todos, é o que me faz todos os meses entrar no posto de saúde e estender a caderneta de vacinação para a enfermeira.

    Meu pediatra é contra super medicação. Mesmo assim, desde que nasceu a Nina toma complementos vitamínicos. Ferro, zinco, uma salada de vitaminas em forma de gotas e colheres de café que ela detesta. Todos os dias me questiono da necessidade de tudo isso. E em todas as consultas também. Mas são tempos modernos e todos os amigos fazem o mesmo. Continuo minha busca em fóruns e afins. Mas não consigo encontrar nada contra. Confesso que alguns dias eu pulo os remédios. Nesses, capricho no feijão, na couve. Dou ainda mais leite materno. Tento compensar naturalmente algo que sei que deveria ter feito pelas vias oficiais.

    E está funcionando. A Nina é alegre, cheia de vida e esperta que só. Respeita seu tempo pra tudo e aprende mais a cada dia. O conjunto vacinas e remédios é um dos responsáveis por toda essa vitalidade. Aliados ao cuidado constante, são o mal mais que necessário para o bem maior, o bem da Nina.

     

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  • Crianças e o papai noel

    Será que precisamos mesmo acabar com a fantasia?

    Postado dia 24 de dezembro de 2015 às 00h em Especial de Natal

    papai-noel

    Este será o primeiro natal da Nina Morena. E, mais uma vez, tomei uma decisão um pouco polêmica. Decidi que, até que ela tenha idade para saber por conta própria, farei de tudo para que ela acredite em papai noel. E em fadas, contos e princesas, castelos e unicórnios.

    Essa decisão foi tomada em conjunto com o pai dela. E não foi pensando em presentes ou apenas no aspecto comercial da data. Queremos que a Nina se forme uma criança feliz. Que acredite em fadas e princesas, em coelhos que entregam chocolates e fadas que levam seus dentes de leite embora.

    Ela terá uma educação religiosa dentro do esperado, claro. E saberá que o dono da festa, apesar do homem barrigudo de vermelho que lhe traz presentes, é Jesus. Saberá sua história e será agradecida a ele pelos bons e maus momentos.

    Mas queremos também que ela seja uma criança envolvida em uma aura de amor, carinho e, por que não, fantasia. Que ela torça pela princesa guerreira do começo ao fim do livro, que brigue com o dragão junto com o príncipe, que brinque com o Teobaldo, seu pastor alemão, como se ele fosse uma criatura épica, cheia de garras e asas.

    A vida adulta é muito chata. Somos obrigados a ser pragmáticos e a ter sempre os pés no chão. Para a Nina Morena, desejo apenas que essa chatice demore a chegar. E que, quando chegue, que ela tenha sempre sua infância para voltar e se sentir mais leve, quase a voar.

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  • Os muitos momentos únicos da vida de uma mãe

    O primeiro sorriso, os primeiros dentes. Cada fase e cada susto reproduzem a essência do que é ser uma mãe

    Postado dia 20 de novembro de 2015 às 00h em Meninas e Mulheres

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    A Nina quer andar. Não aprendeu a engatinhar, nem levanta do chão sozinha. Mas quer andar pela casa a todo custo. Chora quando não a levamos para fora, para brincar com os gatos e cachorros. Ao mesmo tempo, sua fragilidade salta aos olhos. Vê-la dormir com os braços gordinhos saindo do berço, ou com as perninhas descobertas, dá um aperto no coração.

    Entender que sem a mãe, o pai ou a avó ela não se alimenta faz pensar sobre as crianças que são abandonadas, largadas por aí ou que são negligenciadas. Aliás, essa é mais uma descoberta das mães: cada caso que ocorre, em cada esquina, nos traz pesadelos do que poderia acontecer com nossos filhos.

    12278270_10207963340789742_1195057697_nViramos um grande para-raios de sentimentos internos e externos que nos fazem ainda mais sensíveis e também mais fortes.

    Voltando aos primeiros momentos da vida de uma mãe, é encantador ver uma criança crescer. As descobertas diárias vão se acumulando e ganhando forma, como aprendizado e memória. Cada ato repetido se torna uma rotina deliciosa, que traz um alento ao cansaço, à falta de cuidados tão frequentes que tínhamos antes de sermos mães. As vontades são substituídas. Um gosto por compras se transforma em um desejo por vestidinhos, roupinhas minúsculas e mimos diversos.

    É claro que nem todas as mães são assim. E nem devem ser. Apesar das atuais patrulhas da vontade alheia, que dizem ser o certo o que cada mãe deve fazer, sentir e pensar, uma das características mais bonitas de toda a maternagem é a individualidade. Cada bebê é único, mas mais importante do que isso: cada mãe é única. Não existem duas iguais, mesmo que estejam no mesmo endereço. E o respeito a suas escolhas é mais que primordial.

     

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  • A culpa das mães modernas

    Se antes trabalhar fora e perder parte do crescimento do filho em detrimento de uma carreira era o pior que uma mãe podia fazer, hoje novas culpas assolam as mães de primeira viagem

    Postado dia 4 de novembro de 2015 às 12h em Meninas e Mulheres

    Adult business woman wearing a costume and supplied her newborn daughter in the office workplace, isolated against a white background.

    A atriz Fernanda Machado é mãe do pequeno Lucca, de quatro meses. Como figura pública, tenta resguardar o filho e postar poucas imagens de seu puerpério. Porém, as que posta são todas incentivando o parto normal, a amamentação exclusiva e outras regras atuais da maternagem. Porém, mesmo sendo tão ativa e seguindo o rigor dos dias de hoje, foi duramente criticada. O motivo? Uma almofada.

    Estudos mostram que protetores de berços, cobertores e travesseiros não são indicados para berços, sob o risco de sufocamento do bebê. Porém, e a decisão da mãe? E o gosto em ter um quarto bonito, um berço agradável. E o frio? Mães cuidam de seus bebês desde sempre. E, desde sempre, algumas decisões são combatidas pela sociedade. E duramente criticadas.

    Sou mãe da Nina Morena, nove meses. Li e leio muito sobre as fases da gravidez, parto, crescimento e desenvolvimento do bebê, maternagem e assuntos afins. Fiz escolhas das quais me orgulho e outras que gostaria de ter pensado melhor sobre. Uma das maiores decisões que tomei até agora foi o parto. Escolhi a cesárea. Histórico familiar, perda de peso durante a gestação, grande peso da bebê. Diversos fatores me levaram a ter a Nina de forma cirúrgica. Muitos me perguntaram por que não o parto normal. Mas essa foi uma escolha que preferi ter sozinha. Meu marido me apoiou em minha decisão. Mas os críticos não. Estes desfilam estatísticas, dão apelidos (desnecesárea é o mais elegante). O mais engraçado é que nenhum deles, e menos ainda suas histórias, me fizeram mudar de ideia. Pelo contrário.

    Quero mais um filho. E quero para logo. Adoro a ideia da Nina crescer com o irmão. E também de planejar a estrutura familiar, escolar e social dos dois juntos. De tantas decisões a tomar, uma já está mais que fechada. Meu parto será novamente uma cesárea. Independente do que falem, me dou o direito de escolha.

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