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Joyce Silva

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  • Dia das mães pra quem?

    Há alguns anos, ainda na escola primária, tive uma colega que odiava o dia das mães. Ao chegar próximo o segundo domingo de maio, com suas festas obrigatórias, seus presentes e encontros familiares, ela já começava a suar frio...

    Postado dia 14 de maio de 2017 às 08h em Editoriais

    Foto: Reprodução

    Há alguns anos, ainda na escola primária, tive uma colega que odiava o dia das mães. Ao chegar próximo o segundo domingo de maio, com suas festas obrigatórias, seus presentes e encontros familiares, ela já começava a suar frio. Sua situação na escola, então, era ainda mais penosa. Enquanto todos os colegas preparavam os presentes enfeitados de palitos de sorvete e papel crepom, ela se esquivava e imaginava a quem daria aquele mimo obrigatório.

    Sim, ela não tinha mãe. E era até que bem resolvida com isso. Porém, a convenção social de comemoração de um cargo que ela não tinha preenchido em sua vida trazia uma tristeza profunda, e uma mágoa com uma situação que não era possível lidar. Pensando nela, e em vários colegas que não tinham mãe, pai ou outro familiar a ser comemorado na escola, muitas instituições de ensino criaram o “Dia da Família”. Que é uma data a ser comemorada com aquele parente, de sangue ou afinidade, que cuida da criança. É uma data que une e abraça aquele que, por necessidade ou carinho, assumiu a função parental e não deixou a criança só.

    É algo que já é adotado por muitas escolas. Todas as de pedagogia Waldorf compraram a ideia. Não apenas para as crianças órfãs de pai e mãe, mas também para as que são criadas por casais homoafetivos ou por mães e pais de produção independente, onde uma das figuras não é preenchida.

    E é essa a reflexão da Sociedade Pública. Que o amor se faça presente nessa data, e em todas as outras, sem a necessidade de denominações. Que no domingo sejam festejadas as mães, os pais solteiros, os pais casados com pais, os cuidadores, os avós e os irmãos que assumem a criação da família. E que, em cada uma das mesas, se celebre o amor sem medidas, sem lastros e sem cobranças.

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  • Crônicas do gelo e das ovelhas roxas

    O despertar de consciência humana em busca da real liberdade

    Postado dia 16 de junho de 2016 às 08h em Meninas e Mulheres

    gelo

    Foto: Reprodução/Internet

    Ela sabia que aquilo estava errado. Mas, enquanto caminhava pelos lugares escuros de sua mente, não conseguia achar a solução. Tudo o que tocava, o que ouvia e o que sentia vinham envoltos em um pano de superficialidade que a assustava. Mais que raso, o sentimento era de frio. Como se o gelo de suas relações não pudesse ser suplantado. O calor dos abraços, dos beijos. Da bondade. Nada disso a atingia. E ela sentia falta.

    Sentia falta. E encontrava um tanto de conforto, de acalento, quando estava entre iguais. Mulheres, homens, crianças. Todos atingidos pelo véu do tanto faz. Pessoas que haviam escolhido não ir a fundo em nada, não fazer escolhas, apenas seguir os ensinamentos, as experiências e as vontades alheias. Que se contentavam em seguir a maioria, em ser apenas mais um em meio à multidão.

    Multidão esta que bradava palavras de ordem. Ordens estabelecidas pelos de maior vontade, que a tudo manipulavam de suas posições de privilegiadas, detentores de informação que buscavam ansiosos. Mas que não usavam para o bem. Não. Usavam para captar mais seguidores. Que se uniam em prol do mal comum: ser melhor que alguém, pelo menos na superficialidade, onde tinham construído seu reino.

    Mas a menina sabia. Que além de errado, aquilo a diminuía. Ela era mais. Queria pensar por conta própria. Respirar com os próprios pulmões, falar com a própria boca. Amar de verdade, sentir de verdade. Não ser uma ovelha no rebanho, fosse ele de lã roxa ou amarela. E ela gritou.

    E, quando gritou, sentiu o gelo fino começar a quebrar. Um calor subiu por suas pernas, tomou sua garganta. Sua alma se aqueceu. E ela pensou, pela primeira vez. Não dependeu de Senhores pra isso. E nem se tornou uma Senhora.

    Não mais guardou pra si seus pensamentos. Não mais pertenceu à multidão. E saiu. A oferecer calor. Não para aquecer. Mas para ensinar a sair do gelo.

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  • Ser mãe é empreender no paraíso

    A luta diária da mãe que escolhe abrir seu próprio negócio e que briga pelo sucesso não só no mundo materno, mas também em suas finanças

    Postado dia 2 de junho de 2016 às 08h em Meninas e Mulheres

    mãe

    Foto: Reprodução/Internet

    Ser mãe e empreendedora é a falsa saída mais fácil. Ainda que em busca de mais qualidade de vida e um retorno financeiro ao lado dos filhos, a mãe que envereda por este caminho se encontra em um campo de batalha cheio de disputas, lutas e frustrações. Mas, para aquelas que perseveram, um campo cheio de vitórias também. E com o melhor dos prêmios: o trabalho ao lado dos filhos.

    Hoje, muitas dessas mães vão atrás do mercado infantil, já que elas mesmas são consumidoras assíduas de todo o tipo de novidade no setor. Entre tantas áreas, as de roupas e acessórios infantis não param de crescer. E como ser diferente?

    O espírito empreendedor das mães está cada vez mais se fazendo mostrar, e hoje grupos de mães maternas, entre eles o ótimo Maternativa, que inclusive realiza encontros entre as adeptas, e o Maternachóp, que faz trocas de produtos entre as mães.

    Geralmente, mulheres conquistam sua estabilidade no mercado financeiro e aproveitam para investir na carreira e em si mesma. Mas, ao serem mães, todas as atenções se voltam aos filhos. É quando surge a ideia do negócio próprio.

    Se você é mãe e quer empreender, procure o SEBRAE de sua cidade e pegue as dicas. E siga seu instinto materno. Ele conduzirá você ao sucesso!

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  • Especial Dia das Mães – Depoimentos

    Neste dia das mães, nós da revista Sociedade Pública resolvemos fazer algo diferente e juntar o testemunho de oito mulheres sobre sua experiência com a maternidade.

    Postado dia 8 de maio de 2016 às 11h em Meninas e Mulheres

    joice

    Joyce Silva

    A forma como cada mulher encara a maternagem, o puerpério e a vida de mãe é única. Bem ao contrário do que diz o ditado, de que mães são todas iguais, só muda o endereço, cada mãe – seja de sangue, de barriga ou de coração – tem dentro de si toda a sabedoria para aproveitar as melhores horas e para agir de acordo com seus melhores instintos nos momentos cruciais.

    Como forma de homenagem a elas, resolvi não escrever mais um texto sobre a Nina Morena. Resisti à tentação e apenas ilustro este artigo com uma foto nossa. Porém, convidei mães que conheço há tempos como mulheres, mas que se transformaram ao longo de suas jornadas em mães, para que elas testemunhassem sobre essa metamorfose tão pessoal.

    Eunice

    Eunice Edith, 62 anos, mãe de Joyce, 34, Queila, 31 e Mayra, 28. Avó da Nina Morena, 15 meses:

    “Mulher realizada, três filhas adultas que amo com toda a paixão possível, somos amigas e parceiras na vida. Nunca imaginei amor maior, até chegar a Nina, minha neta, e meu coração se iluminar com seu sorriso, quando descubro um novo motivo para viver e ser completamente feliz.”

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    Roseli Oliveira, 56 anos, mãe de Bruno, 29:

    “O que mais amo na vida? Ser mãe! Embora todos os dias eu ache que poderia fazer mais. Mas, sei que vou embora achando que fiz pouco! Será que todas as mães pensam assim?”

     

    Edneia Moreira

    Ednéia Moreira, 38 anos, mãe do Murilo, 2 anos e 2 meses:

    “Na minha concepção a maternidade é um resgate de nossa alma, é reviver a nossa criança interna, é ver nossos pais com outros olhos, é aprender e ensinar. Uma mulher se transforma em outra pessoa após se tornar mãe. Maternar tem suas lágrimas, seus medos, seus encantos, além de doçura e aprendizado.”

    Paloma Roque

    Paloma Roque, 35 anos, mãe da Ana, 7 anos, e do Arthur, 3 anos:

    “Quando me tornei mãe, entendi o significado de ser filha. Os olhares, as broncas, as preocupações e todos os medos.
    Passei a entender aquela necessidade urgente de estar perto e de proteger seu bem mais precioso de tudo e de todos. O que já era importante ganhou ainda mais valor e significado. Ser filha e agora mãe… Agora entendo: não existe amor maior. Obrigada Mãe por tudo!”

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    Luciana Santoro, 34 anos, mãe do Mateus, 3 anos:

    “A resposta para esta pergunta é tão fácil e natural, pois é quem EU SOU e, ao mesmo tempo, tão difícil de transpor algo imensurável em algumas palavras. Para mim é finalmente estar em cima do palco, depois de todos estes anos a ensaiar! Ser mãe é o que me impulsiona a acordar todos os dias e ser uma pessoa melhor para meu filho! Ser mãe é o que de melhor existe em mim!”

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    Natalia Malta, 30 anos, mãe do Cauê, 4 meses:

    “Ser mãe do Cauê é a melhor coisa do mundo e se eu me estender a falar dele não paro nunca mais. Sendo assim vou direcionar ao que a maternidade significa em minha vida… Hoje sou uma pessoa muito mais segura e, ao mesmo tempo, mais medrosa, sei que tenho uma pessoa que depende de mim e que estará comigo a todo tempo. Por isso mesmo sinto medo, o medo de partir e deixá-lo aqui me afronta, me tornei muito mais grata a Deus por cada dia que acordo e por cada sorriso banguelo que recebo… Enfim, ser mãe, de todas as aventuras, foi a melhor que já vivi, e darei o melhor de mim nessa missão até o último dia de minha vida.”

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    Francine Reginato, 29 anos, mãe da Valenttina, 1 ano e 2 meses:

    “Ser mãe trouxe de volta uma alegria de viver que desde a infância eu não sentia. É poder ver na minha filha uma ingenuidade de criança, que ama de graça e sem medo! Me fez ter a certeza de que não precisamos de muito pra ser feliz. Basta um sorriso aberto (e quase sem dentinhos) pela manhã, que até um dia chuvoso se torna radiante!
    É saber que, mesmo depois de um dia exaustivo, eu vou chegar em casa e aqueles bracinhos curtos vão me abraçar tão forte, que tudo de ruim vai passar. E nós vamos nos acabar de brincar até ela dormir e eu continuar acordada, zelando seu sono.
    Dizem que ser mãe é difícil. Realmente tomam muito do nosso tempo. Mas quem disse que eu trocaria a maternidade por qualquer outra coisa no mundo? Jamais!” O amor incondicional torna tudo isso tão maravilhoso e simples…

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    Lorranny Herowath, 26 anos, mãe de Eva, 1 ano e 6 meses:

    “Perdi minha mãe muito cedo (aos 3 anos), e quando descobri que seria mãe fiquei apavorada. Não sabia se daria conta do recado. Mas várias pessoas me disseram que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E eles estavam certos. Nasceu uma mãe em mim. Amo minha pequena Eva como nunca amei ninguém. E ela com certeza é a melhor coisa que me aconteceu. Ser mãe dela é uma dádiva e um aprendizado a cada dia.”

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    Noemi 50 anos, mãe de Janine 28anos, Gabriel 18 anos, Rafael 16 anos, Miguel, 12 anos

    Me sinto como uma carreta , com uma carroceria beeemmm comprida cheia de “toneladas” de compromissos, deveres, responsabilidades, perseverança, foco e muita fé.  Mais acima de tudo isso sinto uma alegria e felicidade sem fim, porque misturado com todo esse turbilhão, ver o crescimento e o desenvolvimento deles no dia a dia não tem preço. A alegria e a felicidade é uma constante em minha vida .

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    Cecilia Neves, 58 anos mãe de Vitor 20 anos

    Uma experiência  única.  Um crescimento e aprendizado constante. mas acima de tudo felicidade e  realização . Uma força e uma coragem que me faz seguir em frente sempre por eles.

     

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    Janine 28 anos, mãe de João Pedro 5 anos

    Ser mãe é despertar
    Despertar para o amor
    Puro e infinito
    Amor incondicional
    Desses que não se pede, não se cobra e não se nega
    Ser mãe é ser fonte doadora de vida
    É acalmar, mesmo estando nervosa;
    É alegrar, mesmo estando triste;
    É alimentar, mesmo estando com fome;
    É aconselhar, mesmo estando perdida
    Ser mãe é desejar ser 100%, é se doar integralmente a uma causa
    E fazer dessa causa, sua fonte de vida e motivo para viver
    Amar, amar e amar puro e verdadeiramente todos os dias de sua vida!

     

     

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  • Ciclos: ruptura

    Um relato pessoal e uma descoberta incrível sobre a maturidade

    Postado dia 17 de abril de 2016 às 08h em Meninas e Mulheres

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    Foto: Reprodução/Internet

    Minha vida adulta foi marcada por ciclos. Períodos de cinco a sete anos, que abriam portas e janelas para trabalhos novos, amigos e conhecidos que se aproximavam e se tornavam tão próximos que pareciam família, bares que amava, comidas que cozinhava. Tudo fazia parte desse tempo. Mas, da mesma forma como tudo se encaixava e o universo conspirava para um casamento perfeito, o ciclo se encerrava.

    Amizades eram destruídas por picuinhas e pelo tempo, conhecidos sumiam no mundo. Empregos eram terminados, hábitos abandonados. Sempre, dentro do período de cinco a sete anos, tive uma limpeza – que julgo espiritual – de dentro pra fora e, principalmente, de fora pra dentro.

    Quando o rompimento começa, me sinto num turbilhão. É enlouquecedor. O chão se abre e tudo o que conheço vai embora. Mas é libertador também. O que permanece é verdadeiro, é amoroso. Chega a ser eterno. Tenho amigos que saíram desses ciclos e se tornaram realmente família. Tenho parentes com quem fortaleci relações. Tenho um parceiro pra toda a vida, tenho pais e irmãs que estiveram comigo em cada uma das minhas loucuras. Tenho uma filha, que é minha vida fora do meu corpo físico.

    Sou umbandista. Sou filha de Oxumaré, o Senhor das mudanças. E acabo de fechar mais um ciclo. E, pela primeira vez, o tsunami veio em forma de marola. Me sinto mais leve, mais limpa. Não me sinto raivosa, não sinto que o chão se abriu. Estou pronta para o futuro, para o que está por vir. Mais madura para deixar cada vez menos intrusos entrarem.

    Sinto que o próximo ciclo será de maturação. E que talvez, pela primeira vez, não tenha de me libertar de amarras ao final. A consolidação do amor espiritual finalmente está em mim. E espero que, sempre que necessário, eu possa espalhá-lo ao meu redor.

    Axé

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  • Minha filha fez um ano. Mas o aniversário foi meu!

    Nesse ano, descobri que ser mãe é bom demais. E nascer mãe foi uma descoberta e tanto

    Postado dia 18 de janeiro de 2016 às 00h em Meninas e Mulheres

    Foto: Divulgação/Internet

    Foram 12 meses de expectativa. Em um ano bem corrido, cheio de construções e reformas, mudanças de emprego e novos clientes, estava minha bebê. Com seus olhos enormes, sua mini boquinha, capaz de emitir agudos acima de qualquer nível de segurança, sua força descomunal, daquelas que doem quando aplicadas em beliscões e abraços mais apertados, seus oito dentes, usados tanto pra comer bananas e maçãs quanto para morder a avó. Sua fome de criança saudável, que come bem, bebe bem.

    Enquanto era só o leite da mãe, quanto a Nina mamou! Depois foi acrescentando itens ao seu cardápio, sem tirar o “mamá”, óbvio. Hoje, não dispensa o pãozinho da manhã, que vem em pedacinhos do café da manhã da vovó, nem o mamão cortadinho pelo pai e servido enquanto ela se equilibra em cima da tonquinha. Aliás, também não perde umas beliscadas no prato da mamãe, do papai e de quem estiver almoçando. Mesmo que a papinha dela tenha sido 20 minutos antes.

    Sábado foi a festa da Nina. Em meio a uma família de roqueiros, minha filha nasceu sambando. Desde o começo da gravidez, intensifiquei o consumo de músicas e músicos do bom e velho rock and roll, para que a Nina pegasse gosto pela coisa. Mas não adiantou. Assim que conseguiu levantar as mãozinhas e ter um pouco mais de controle, a pequena pegou um potinho e se pôs a batucar freneticamente. E ganhou uma festa à altura. Com samba, clima de boteco e um sol maravilhoso. Tudo cheio de cores, de sons. De comidas gostosas, de cervejas geladas, papo descontraído, reencontros. De dança, muita dança. Inclusive dela, que desenvolveu um método todo próprio de bater palminhas e mexer os pezinhos com todo o charme do mundo.

    E a festa foi minha comemoração também. Acabo de completar um ano de idade. Um ano como uma nova pessoa, mais segura, mais confiante. Bem mais madura, muito mais feliz. Um ano como mãe da Nina Morena.

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  • Dúvidas de uma mãe

    Hoje me permiti sentir falta do que já fui antes de ser mãe. E deixei a culpa pra depois

    Postado dia 8 de dezembro de 2015 às 00h em Meninas e Mulheres

    howimeet

    Essa semana foi a primeira vez, em 10 meses, que senti falta da minha vida pré-Nina. Uma saída rápida e necessária numa sexta-feira à noite me obrigou a passar pela rua dos bares da minha cidade. E ver as luzes, as pessoas bebendo e conversando, sentados despreocupadamente em mesas na calçada, me trouxe lembranças de uma época em que a virada de sexta para sábado era celebrada com a escolha de bares para o happy hour, convites diversos de amigos e papos madrugada adentro.

    A sensação não foi das melhores. Confesso que bateu uma dúvida. É possível isso? Depois de 10 meses ter questionamentos quanto ao meu papel de mãe? E o motivo, banal, também fez a culpa assumir um espaço gigante, criando um monstro que levei um tempinho pra lidar.

    Mas consegui. E resolvi assumir aqui, publicamente, que sinto falta sim. Sinto falta de sair, de ver gente. De dormir tarde e fazer meus horários, como freelancer que sou há alguns anos. De não ter rotina definida, de almoçar e jantar ao mesmo tempo, depois de passar um dia fazendo uma maratona de séries enquanto corrijo textos e leio Brumas de Avalon comendo chocolate e tomando vinho.

    Pequenos prazeres que parecem distantes agora, mas que consigo ver substituídos por outras sensações tão ou mais maravilhosas, como assistir a um desenho com minha filha encostada em mim, no sofá. Ou ensiná-la a fazer caretas e provocar a avó, enquanto sorri pra mim entendendo e rindo de toda a situação.

    Hoje, depois de alguns dias, me permiti sentir falta do que já fui. E deixei a culpa pra depois. Agora, só falta o entendimento de como juntar essas duas partes em uma só, e conseguir ser uma mãe e também uma pessoa mais completa, não só pra Nina, mas também para mim.

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  • O valor do exemplo

    É justo culparmos nossos filhos por ações semelhantes às que nós mesmos tomamos?

    Postado dia 26 de outubro de 2015 às 12h em Educação e Cidadania

    hamburguer

    Em muitas culturas, crianças são páginas em branco prestes a serem preenchidas pelos ensinamentos dos pais e do ambiente à sua volta. Não adianta criar aulas e cursos para ensino dos pequenos: se as atitudes e exemplos que mostramos no dia a dia não forem condizentes, o aprendizado estará longe de ser completo.

    Hoje, delegar a educação primária da criança é a forma mais comum de começar a vida. Pais e mães que trabalham fora e mal têm tempo de conversar com seus filhos sobre o dia, quanto mais passar lições valorosas de bons costumes e boas maneiras. Porém, mesmo em situações extremas de falta de tempo, é o bom exemplo que irá contar no desenvolvimento emocional e intelectual da criança, o que fará com que ele seja uma pessoa correta e preparada para viver em sociedade.

    Em um mundo onde maus exemplos são a rotina, ser gentil no trânsito, falar as palavras mágicas como por favor e obrigada em todas as ocasiões, ajudar a quem precisa e não julgar os outros por motivos como cor de pele e classe social contam mais que anos e anos de escolas, igrejas e cursos para seus filhos e seus desenvolvimentos como cidadãos.

    Antes de ser uma escolha, ser bom é um aprendizado. E cabe a nós, pais, sermos os professores.

     

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