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Jéssica Lima

Profissão: Produtora Cultural

Cidade: Alto Paraíso

Jéssica Lima, produtora cultural, atualmente gerencia eventos, palestras e oficinas na fazenda Vila Paraíso. Aventureira, apaixonada por fotografia, viagens, pôr do sol, natureza, pessoas. Pisciana nata, filosofa barata e proclamadora do amor incondicional. Adora registras suas "estorias" vividas.

  • Cor, som e imagens no processo criativo de JBach

    O ver do artista é um ver afetado pelo pensar; um ver que analisa as formas e cores da natureza e as recompõe com uma maneira mais ampla de perceber o real

    Postado dia 13 de junho de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    Jbach

    Foto:© Pixis Productions

    Como aproximar música e artes visuais? Como buscar interseções entre artes que se dirigem a sentidos diferentes? Tanto o som quanto a luz resultam de ondas vibratórias de frequências variáveis, sujeitas a ação de intensidades variadas e caracterizadas por certa duração durante a qual podemos observar através de imagens.

    Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio em que se vive, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.

    Um processo de criação artístico é uma construção que tem dois grandes e fortes alicerces: a imaginação e o trabalho.

    ‘’ Minha paixão pelo cinema começou quando eu tinha 15 anos, descobrindo a magia do meu software de edição Adobe Premiere. O que me impressionou foi a capacidade de sincronizar fotos para a música’’, afirma Jbach.

    Com esta análise podemos concluir que arte envolve técnica, mas é importante uma outra reflexão: o grau de subjetividade presente no uso da técnica. “Até onde chegam as técnicas aprendidas e onde começa a técnica pessoal, a forma viva?”

    O ver do artista é um ver afetado pelo pensar; um ver que analisa as formas e cores da natureza e as recompõe com uma maneira mais ampla de perceber o real. Assim, o ver-pensar é um combinar, um repensar, um transformar os dados da experiência sensível: “Arte: percepção aguda das estruturas, mas que não dispensa o calor das sensações.” (Alfredo Bosi, 2003)

    jbach

    Foto: © Pixis Productions

    O processo:

    JBach, é um diretor, artista, repórter e fotógrafo de Paris. É um artista independente que trabalha para empresas de produção e associações, acrescentando um pouco de sua criatividade. Atualmente vem trabalhando no processo que envolver suas experiências vividas nas suas viagens pelo mundo capturando imagens através de suas percepção de mundo. Em sua última apresentação, com a mostra “Cerebro Visio Phone”, ele utilizou a  técnica VJ ou (Vjing).

    técnica que se baseia na criação e manipulação de imagens em tempo real, através de meios tecnológicos e para uma audiência, um diálogo, uma mistura com música ou som.  A prática do VJ tem lugar em eventos os mais variados, como concertos, discotecagem, apresentações e em galerias e museus, muitas vezes em combinação com outras práticas performáticas. O resultado da combinação entre as várias práticas artísticas é uma performance em tempo real, que inclui músicos, artistas visuais (VJs), atores, bailarinos, etc.

    Historicamente, o VJ  busca fazer referências a expressões artísticas relacionadas com a experiência sinestésica entre som e imagem. Através de seu olhar crítico, introduzindo a arte no processo criativo, que JBach manifesta e transmite uma nova visão de mundo. Ao mesmo, apresenta a atual situação vivida pela humanidade em relação à natureza e ao meio em que vivemos. É o que podemos ver em seu mais recente documentário, “O Caminho para a Vida Natural”, filmado na região da Chapada dos Veadeiros (GO), em que ele apresenta uma meio alternativo de vida, em direção a uma vida simples, focalizando em um novo sistema.

    Tendo a arte como base de conhecimento, como a mais importante concentração de todos os processos biológicos e sociais do indivíduo na sociedade, como um meio de equilibrar o homem com o mundo nos momentos mais críticos e responsáveis da vida, através do observador, e com isso influenciando também na transformação do ser humano – e, consequentemente, da sociedade.

    Por fim, observamos que a arte, em seus processo criativos, liberta, transforma e agrega.  Saiba mais sobre o artista em:

    YOUTUBE: https://www.youtube.com/user/JhNRea/featured

    FACEBOOK: https://www.facebook.com/jbachcreationaudiovisuel/?fref=ts

    SITE: http://jbach.fr/website/ 

     

    Veja a galeria de imagens

     

     

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  • Perma-cultura: uma arte sustentável

    Permacultura é ecologia prática. Tem a prática da conexão; a conexão dos sistemas vivos em harmonia com o todo

    Postado dia 15 de março de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    permacultura

    Foto: J. Bach

    A permacultura busca desenhar um sistema mais sustentável em nossa vida e no espaço onde vivemos, com foco em fazer o planejamento de espaço onde se pode obter o ciclo da água e o ciclo do alimento e nos oferece uma base onde podemos desenvolver as mesmas coisas que a natureza desenvolver sozinha, ou seja, em harmonia com o ciclo natural da Terra.

    Os 3 pilares da Permacultura são:

    • Cuidar da Terra: Para que todos os sistemas de vida continuem e se multipliquem. Este é o primeiro princípio, porque sem uma terra saudável, os seres humanos não podem exercer suas qualidades;
    • Cuidar das Pessoas: Para que as pessoas acessem os recursos necessários para sua existência;
    • Repartir os excedentes: Ecossistemas saudáveis utilizam a saída de cada elemento para nutrir os outros. Nós, os seres humanos, podemos fazer o mesmo, compartilhando os excedentes, inclusive os conhecimentos.

    “A arte está inclusa em tudo, porque produzimos os ciclos naturais da natureza, e a natureza é expressão de arte pura, então o que fazemos é expressar nossa forma de arte dentro de um sistema vivo”, Juno Rocha, cofundador da Ecovila da Lagoa.

    Existem tais pesquisas na área da arte que apontam para práticas coletivas desenvolvidas por artistas junto a certas comunidades e que dão sentido às questões de interesse coletivo. Um bom exemplo disto é a criação de uma horta comunitária, junto com a prática da permacultura em certo local onde se pode atuar como uma forma alternativa e criativa para uma proposta coletiva em arte e ecologia, como parte de um processo que faz gerar colaboração e trocas sociais com a comunidade.

    Neste sentido, é parte de um movimento migratório das percepções que alimentam diferentes campos de pesquisa, da arte à agroecologia, diluídas pelo convívio entre diferentes culturas e que, em um certo momento, aponta para as novas experiências, rumo a uma nova percepção do sistema. E assim, integração e o conhecimento de uma biodiversidade, que fazem interagir diferentes culturas e práticas artísticas, ao percebermos que a arte pode deslizar entre os diferentes campos do saber e do conhecimento, tornando-se possível em transversalidade junto a estas diferentes áreas, trazendo à tona novas formas de pensar.

    Permacultura é ecologia prática. Tem a prática da conexão; a conexão dos sistemas vivos em harmonia com o todo.

    Veja as imagens:

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  • Misticismo, arte e a expansão de consciência

    A arte liberta e desperta!

    Postado dia 23 de fevereiro de 2016 às 23h em Cultura e Lazer

    arte

    Foto: Acervo Sociedade Pública – click por: Jéssica Lima

    A mitologia se mostra como o alicerce da cultura e do entendimento de mundo e da vida como o todo. Possuindo a função de explicar as relações entre o homem e os fenômenos naturais e neurológios que assomam o cotidiano da existência humana – fornecendo, desta forma, ao homem, uma “fantasiosa” compreensão das origens do mundo.

    É através da arte que Gustavo Floering, 22 anos, natural de Recife, manifesta canalizações com mundos dimensionais. Iníciou seus trabalhos com criaturas através de suas próprias inspirações tendo em vista o misticismo, mitologia, fantasia e sonhos.  Propondo expandir suas ideias e concepção de mundo por meio de sua criações, focalizando e somando no despertar coletivo da humanidade, apresentando por meio de sua arte a realidade de dimensões paralelas.

    Dessa maneira, no meio expansivo, a arte deixa de ser vista apenas pelo seu caráter lúdico, e, por outro lado, para além do aspecto técnico e instrutivo do desenho e das artes em geral, passa a ser promovida a expressividade pessoal, a espontaneidade gestual e a liberdade criativa, manifestada pelo próprio artista.

    Galeria de desenhos e pinturas:

    Saiba mais sobre criações de Gustavo Floering acesse:

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  • Nanquim, no universo de David Elshout

    Nanquim, derivado do carvão e dissolvido em água. Ferramenta muito usada na escrita, no desenho e na pintura.

    Postado dia 4 de fevereiro de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

    nanquim

    Criado na China, o nanquim ganhou fama a partir dos trabalhos feitos por vários artistas, principalmente nas áreas de artes plásticas.

    O trabalho de David Elshout é caracterizado por seu estilo de desenho solto, fotografia, misturando êxtase e elementos cômicos. Optou por continuar com os aspectos mais gráficos, focando nas tintas nanquim e acrílica. Visualmente explora os papéis tradicionais de gênero e sabe apresentá-los de uma forma crua e convincente.

    Na década passada David desenvolveu quatro estilos variados para desenhar e pintar. Viajou pela Europa, Vietnã, Indonésia, Japão, Índia e Brasil, onde adquiriu grande conhecimento e variadas técnicas com mais estética, sensibilidade e valores culturais. As atividades foram fluindo, desenvolvimento de projetos com pinturas utilizando tinta nanquim e arte para impressões.

    Em 2015 fez uma expedição pelo Xingu a convite da tribo Yawalapiti, onde realizou um trabalho em Nanquim registrando o Kuarup, tradicional ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Alto Xingu. Já em 2016 continuou com suas exposições e oficinas, iniciando seu novo projeto O UNIVERSO DE DAVID ELSHOUT, inaugurando a Galera Pomelo na cidade de Alto Paraíso na Chapada dos Veadeiros.

    Confira também a galeria:

    www.davidelshout.nl / www.daabs.nl

    Fotos da oficina de Nanquim na Galeria Pomelo

     

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  • Culinária rústica do Cerrado

    Deliciosas receitas elaboradas com produtos derivados do segundo maior Bioma brasileiro, o Cerrado!

    Postado dia 4 de janeiro de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

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    O retorno às raízes e a busca pela simplicidade vem sendo cada dia mais significativos na gastronomia contemporânea. A valorização dos produtos regionais é uma forma sustentável de contribuir com a preservação de hábitos, culturas e costumes alimentares tradicionais, da biodiversidade e de estimular a
    responsabilidade socioambiental, valorizar os pequenos produtores, os alimentos orgânicos e a agricultura familiar, além, claro, de ser responsável por pratos muito saborosos, criativos e saudáveis.

    Depois de muitas pesquisas, Luciana e seu companheiro Balança fundaram o “Alquimia do Cerrado”, que vem trazendo uma culinária diversificada e única com sabores típicos do Cerrado, com novos significados e texturas à gastronomia goiana e nacional. Dois exemplos que fazem parte da nossa culinária regional são: o buriti, que é considerada a fruta campeão em carotenoides, que são antioxidantes que protegem a pele, fortalecem os pulmões e reduzem o risco de doenças cardiovasculares; e a  riquíssima farinha de jatobá com propriedades medicinais: antibacteriana, antiespasmódica, antifúngica, anti-inflamatória, antioxidante e a polpa é consumida “in natura”  na forma de geleias, licores, farinhas para pães, bolos e mingau. Sem contar com coco indaiá que o Balança chama de “ouro
    do cerrado” , rico em proteína e 20% de óleo super saudável na culinária orgânica, que hoje em dia é a que todos buscamos, afinal você é aquilo que você come.

    O “Alquimia do Cerrado” são produtores na feirinha da Cidade de Alto Paraíso e também fazem oficinas realizada na fazenda Vila Paraíso, cerca da cidade de Alto Paraíso, onde Luciana e seu companheiro Balança ensinam passo a passo desde a semente, passando por vários processos até chegar em pratos que surpreendem pela combinação de sabores. O seu diferencial é a forma rústica e artesanal juntamente a valorização da cultura local, conhecida como kalunga.

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