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Jean Carlos

Profissão: Músico

Cidade: Paraibuna

Jean Carlos é musico e ultimamente está estudando luthieria. Fã incondicional de música, principalmente de Classic Rock.

  • Janis – pedaço do meu coração

    Em uma tarde de quinta feira pus um disco da rainha Janis Joplin para ouvir e me emocionei como poucas vezes pude me emocionar

    Postado dia 20 de janeiro de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

    JanisJoplin

    Foto: Divulgação/Internet

    Pensem em uma voz que estremece sua alma, uma voz que faz você pensar na sua vida, sim isso é musica. Lembro-me da primeira vez que ouvi a voz dela, creio que devia ter uns 12 anos, uma criança (naquela época aos 12 anos éramos ainda crianças), não pensava em outra coisa a não ser brincar e ir para a escola, até o meu primeiro contato com o rock n’ roll. E podem acreditar não comecei ouvindo Guns n’ Roses ou Nirvana, foi praticamente simultaneamente os 5 J’s ( Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Brian Jones  e Robert Johnson), lembro de minha irmã chegando da escola com uma fita cassete com músicas variadas mas a que mais me chamou a atenção foi Piece of my heart de Janis Joplin, lembro que voltava incansavelmente a mesma musica para ouvi-la … Bons tempos.

    Janis Joplin foi e ainda é considerada a rainha do rock n’ roll. Ela nasceu em Port. Arthur no dia 19 de janeiro de 1943 no estado do Texas, sua infância foi marcada pela música, pois cresceu ouvindo o blues tradicional nas vozes de Bessie Smith, Big Mama Thornton etc… E também cantava no coro de sua cidade, durante a época da faculdade ela cantava blues e Folk com os colegas, um pouco mais tarde se mudou do Texas para San Francisco a seguir a carreira de cantora Folk, gostava muito de bebidas alcoólicas e logo passou para as drogas, ao ponto de preferir ficar alta ao invés de cantar, com isso sua saúde começou a ficar debilitada, então retornou para sua cidade natal para se recuperar do vício.

    Em 1966 volta para San Francisco para retomar sua carreira de cantora, neste meio tempo sua banda começou a ganhar certo nome e um destaque com a comunidade hippie. Sua carreira estourou no Festival Pop de Monterey, onde se apresentou também, Jimi Hendrix, The Who entre outros grandes nomes do rock. Um pouco mais tarde ela estaria nos palcos do maior festival de musica do mundo o Woodstock, onde ela se tornou eterna.

    Os gêneros musicais de Janis eram abrangente nas raízes do rock n’ roll, ou seja, Blues, Folk, Soul, Jazz e Country. Além de cantora era compositora e também tocava gaita e violão, em sua carreira gravou inesquecíveis canções como: Cry baby, Mercedes-Benz, Try, Me And Bob McGee e Piece of my Heart.

    Janis nunca conseguiu se livrar do vicio da heroína. Em fevereiro de 1970 esteve aqui no Brasil com o intuito de se curar, veio acompanhada de sua amiga e figurinista Linda Gravenites, Janis chegou a curtir o carnaval do Rio de Janeiro e foi fotografada pela imprensa.

    Nossa rainha cumpriu sua missão de nos agraciar com lindas poesias e lições de vida em forma de musica no dia 3 de outubro de 1970. Ela foi encontrada sem vida em um quarto de hotel vítima de uma overdose de heroína. Ela foi cremada no cemitério-parque memorial Westwood em Westwood na Califórnia. Na cerimônia suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico.

    Janis Joplin nos deixou com 27 anos colocando-a junto dos outros 4 J’s.

    Embora sua vida tenha sido um tanto conturbada, ela conseguiu nos mostrar o caminho do amor, não só o amor carnal, também o universal.

    Suas músicas e sua voz ainda nos trazem paz aos nossos corações, Janis Joplin.

     

     

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  • Como diria Vaughan: She’s my pride and joy

    Guitarra, um instrumento que a gerações emociona pessoas com seu som

    Postado dia 6 de janeiro de 2016 às 10h em Cultura e Lazer

    strato

    Quando pensamos em rock logo pensamos em guitarra, porém esse instrumento está presente em muitos estilos musicais graças a sua versatilidade, quando Léo Fender criou sua Stratocaster e com ela revolucionou a música de uma vez por todas.

    Desde o início sempre houve duas marcas titãs no mercado das guitarras, a Fender e a Gibson, sempre batendo de frente, por causa de sua perfeição no acabamento e na qualidade de construção e no som. O sonho de qualquer guitarrista é uma Fender ou uma Gibson.

    A guitarra mais conhecida da Fender e a Stratocaster, pois ela foi usada por vários nomes da música como: Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Rory Gallagher, Ritchie Blackmore, Buddy Guy, Mark Knopfler, entre muitos outros.

    A guitarra favorita de Stevie Ray Vaughan era sua Fender Stratocaster de 1963. Ele a chamava de Number one (também conhecida como primeira esposa), e a usou desde o início de sua carreira até o fim dela, com sua trágica morte aos 35 anos.

    Sua Number one era tão surrada que a tinta já havia saído em vários pontos da guitarra, no headstock havia uma queimadura causada por cigarros que ele deixava preso por baixo da sexta corda enquanto tocava. Essa situação de desgaste no instrumento chama-se relic, muitos guitarristas adotam essa prática em suas guitarras, envelhecendo-as artificialmente com a intenção de dar uma cara de anos de estrada ao seu instrumento, os guitarristas mais adeptos a essa prática são os do rock e os do blues, principalmente do blues. A Fender entrou nessa brincadeira de relic quando entregaram algumas guitarras a Keith Richards do Rolling Stones e ele as devolveu com o seguinte pedido ”Elas estão ótimas, mas estão muito brilhantes, novas de mais, deem uma envelhecida nelas.” Então a Fender hoje em dia conta com uma divisão só para as guitarras relic.

    A Gibson não fica atrás, pois suas guitarras são utilizadas por grandes lendas da música como: Randy Rhoads, Slash, Zakk Wylde, Angus Young, James Hetfield, Jimmy Page, Gary Moore entre outros.

    Os modelos mais conhecidos da Gibson são a Les Paul e a SG. Essas guitarras são tão amadas por terem seu timbre característico sempre encorpado ao contrário da Fender por ser mais cristalino ou estalado. Ambas as marcas são excelentes, porém cada guitarra tem sua característica dominante em estilos musicais, mas o que faz a Stratocaster ser tão amada é o fato de ela ser versátil, pode se tocar com ela de forma correta e convincente jazz, blues, country, bossa nova, MPB, reage, hard rock, heavy metal, etc…

    A relação de um guitarrista com sua guitarra é a mesma de um namorado ciumento (minha namorada, não toque nela…), por mais que o instrumento possa ser novo ou velho ou até mesmo de má qualidade só o seu dono pode dizer como se sente ao tocar nela. Creio que esse sentimento é geral para os músicos.

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  • O eterno bolachão

    LP’s não só uma forma de ouvir musica, mas também uma paixão

    Postado dia 13 de dezembro de 2015 às 00h em Cultura e Lazer

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    Um tempo atrás antes da era digital, o “Mp3” de hoje em dia era o LP (conhecido por disco de vinil ou bolacha preta). Ainda me lembro do meu avô ouvindo seus discos em sua vitrola, da forma que ele tratava os LP’s… Parecia um cerimonial limpar o disco com uma flanela de algodão por o disco na vitrola e sentar-se em sua cadeira e ficar ouvindo as musicas eternas de Tião Carreiro.

    Hoje em dia chega ser estranho pensar assim, pois com a facilidade de baixar musicas e ter CD’s no carro, atualmente é possível ouvir e apagar as músicas na hora que quiser. Sem falar que para muitos o LP se tornou obsoleto com a atual tecnologia. Mas nem todos pensam assim.

    Atualmente o amor pelo LP toca desde as pessoas mais jovens até as mais maduras. Muitos herdaram suas coleções de parentes ou de amigos mais velhos, outros tiveram seu primeiro contato ouvindo sua musica favorita pela primeira vez em um toca discos, e com certeza deve ter sido amor à primeira audição. A musica hoje se tornou algo descartável perante a mídia de massa, mas quando se fala de disco de vinil não e só a musica, mas sim historia, paixão e disposição financeira para começar e manter uma coleção.

    A história em um disco: imagina você entrar em um sebo e encontrar um disco de sua banda favorita. Você o compra, e quando vai ouvi-lo tem uma surpresa: dentro da capa há uma dedicatória, de um loucoamante para sua amada ou de um filho para seu pai (mãe). Em cada disco há uma historia, um sentimento, algo a se respeitar. A paixão esta no fato de ser algo físico e que você de tratar com muito carinho por ser frágil, porem bem cuidados atravessarão gerações.
    A disposição financeira é outra coisa. Não é barato comprar discos. Os preços variam de R$5,00 a R$8.000,00, porem ai vai do que você quer, se busca colecionar discos como hobby tudo bem, também não sou rico, tenho minha pequena coleção, mas tem pessoas que levam isso muito a serio, um exemplo de um LP super valorizado e raríssimo que colecionadores entrariam no tapa para telo em sua coleção é o álbum Louco Por Você de Roberto Carlos lançado em 1961 e vendeu aproximadamente apenas 3500 copias, hoje esta sendo avaliado por volta de R$7.000,00. Se você tem essa belezinha em casa sorte sua.

    Se você pensa que só se encontrara discos usados, está errado. Além dos álbuns remasterizados, muitas bandas ainda lançam seus álbuns no formato de LP, por exemplo: AC/DC, Apanhador Só, Cachorro Grande, Titãs entre outras.

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