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Jardel Moura

Profissão: Operador de áudio Profissional

Cidade: Mogi das Cruzes

  • O peso das coisas

    Demasiada expectativa pode levar à frustração! Viva a vida de modo simples e seja feliz!

    Postado dia 28 de julho de 2016 às 08h em Causos e Coisas

     

    vida

    Foto: Reprodução/Internet

    É sabido que se for dentro das leis, sejam elas dos homens ou divinas, cada um cuida e vive sua vida como bem entender. Mas observo que muitas pessoas dão a determinadas situações, anseios ou decepções um peso maior do que elas realmente têm. Trazem assim uma carga emocional muito maior do que deveriam. Por consequência, um desgaste desnecessário, e em muitos casos traumas que se manifestarão por toda a vida.

    Uma das prováveis soluções seria o desapego, porém poucos conseguem praticá-lo. Acho que é da natureza do ser humano ter apego por coisas, pessoas, objetos ou situações. Muitos até confundem ambição com ganância. Em muitos casos, essa característica ganha grandes proporções e chega à obsessão.

    Significa que basta nos desapegar de tudo e o peso vai embora? Não, infelizmente não é tão simples assim. Como qualquer outro remédio, este, se não for administrado da forma correta, pode ser fatal. Veja como exemplo o terrorismo: pessoas obcecadas por religião, posicionamento político, questões étnicas, orgulho, ego, entre outras, se desapegam de tudo a ponto de oferecer sua vida por sua obsessão.

    Pois bem, se feito da forma correta, o desapego é, sim, solução para uma vida mais plena, mais tranquila, com menos sofrimentos e aflições, sobrando tempo para nos preocuparmos com o que realmente interessa, com nossa saúde, a família, os amigos, o trabalho, nossos sonhos e nossas realizações, dando um sentido melhor – e não necessariamente maior – a tudo que fizermos.

    Não estou aqui sendo pretensioso a ponto de dizer que tenho a formula mágica da paz, que encontrei a solução dos meus e dos seus problemas, pois ainda não consegui. Mas venho tendo bons resultados. Posso dizer que é como uma doutrina, um passo de cada vez.

    Devemos imaginar uma balança: tiramos um pouco da bandeja do apego e colocamos na bandeja do desapego, aos poucos, sem exageros, ao longo da vida, tentando assim encontrar o equilíbrio que é onde a paz se encontra.

    Agora vamos respirar um pouco, deixar esse peso todo de lado, viver um pouco o simples.

     

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  • As tradições estão com os dias contados?

    Estive em algumas quermesses este ano e presenciei a tradição se extinguindo. As comidas típicas estão sendo substituídas

    Postado dia 7 de julho de 2016 às 08h em Causos e Coisas

    tradição

    Foto: Reprodução/Internet

    Meio de ano, tempo de festas juninas e julinas – aliás, já começam aqui as contradições e distorções, pois o mês correto para essas festividades típicas é o mês de junho. Mas, com tantas escolas, órgãos públicos, igrejas, clubes e até empresas promovendo suas quermesses, a concorrência se acirrou e, se não estendessem as festas para mais um mês, não haveria público pra dividir em tantas festas ao mesmo tempo. Até aí tudo bem, mas e quanto à tradição? Está tudo sendo tão modificado, tão adaptado, até quando fará sentido?

    Estive em algumas quermesses este ano e presenciei a tradição se extinguindo. As comidas típicas estão sendo substituídas: não encontrei o pé de moleque nem o doce de batata, mas era possível comer uma tigela de assai ou um belo yakissoba. Vinho quente e quentão eu encontrei, entre muitas outras bebidas que não eram servidas ou sequer existiam quando essas festividades foram criadas.

    No palco, não vi zabumba, sanfona ou triângulo, mas pude ouvir rock, samba, sertanejo universitário e pude assistir também a apresentações de Street Dance, zumba e funk.

    Não que eu seja contra a modernidade, mas onde está a tradição? Onde faz sentido uma secretária de cultura ou educação de um município promover uma festa junina com decoração típica e tudo mais e ter essas atrações se apresentando no palco – e, para coroar a festa, a tradicional dança da quadrilha comandada por educadores e executada por alunos trajando roupas nada típicas e com trilha sonora passando por sertanejo, arrocha, forro, pop internacional e o tradicionalíssimo ¨funk¨. Não vi fogueira nem pau de sebo. Não tinha correio elegante, cadeia ou barraca do beijo.

    São novos tempos. Devemos acompanhar a modernidade e suas mudanças, mas a que preço? Deixando pra trás nossa cultura e costumes? Importando cultura de outros povos, como o Halloween? Falando nisso, por onde anda o Saci Pererê, o Curupira e a Mula sem Cabeça? Alguém viu algum deles por ai?

    Em meio a tudo isso, acredito que ainda existam as festas realmente tradicionais, que ainda mantêm a nossa cultura viva, com adaptações claro, mas com sua essência preservada. Não encontrei, mas deve existir.

    Tenho essa esperança, pois gostaria de mostrar a meus filhos e netos uma festa junina. Da forma que está sendo feita, em breve se tornará mais uma festa sem sentido algum, apenas pra comer, beber, e descer até o chão ao som dos sucessos do momento.

    Pelo jeito, pé de moleque agora só o da padaria. E viva São João!!!!!

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  • Política, futebol e religião não se discutem

    Todo mundo já ouviu isso e a maioria tem esse hábito de se acovardar a favor da paz e é louvável, mas convenhamos, é um erro

    Postado dia 13 de maio de 2016 às 08h em Causos e Coisas

     

    política

    Foto: Reprodução/Internet

    Discutir sobre qualquer assunto não significa agredir, ofender ou brigar com quem se está discutindo, o próprio dicionário deixa isso claro.

    Discussões são e muito importantes e necessárias, pois a falta de discussão sobre os assuntos que nos rodeiam nos levam a uma certa ignorância e dá a oportunistas e mal intencionados um controle que não devem ter.

    Política, futebol e religião são excelentes exemplos de uma falta de discussão entre nós como cidadãos eleitores, torcedores e fiéis.

    A falta de discussão sobre os esportes nos trouxe e traz problemas como os que vimos durante o circo que foi a copa do mundo aqui em nosso país e vem mais por aí, as olimpíadas estão chegando e não vamos esquecer do escândalo da FIFA, resultados de jogos comprados, manipulação de horários em favor de emissoras de televisão entre outros, todos com apenas uma finalidade, a do lucro e não é o nosso lucro, queremos apenas torcer por nosso time ou atleta em nosso esporte preferido.

    Na religião a falta de uma discussão franca da margem as aberrações e atrocidades que vemos tais como padres pedófilos, falsos profetas, charlatanismo, escândalos financeiros e o pior e mais perigoso deles que é o extremismo religioso, isso é uma clara falta de discussão, uma discussão nossa pois em tudo devemos sim nos posicionar.

    A falta de discussão sobre política nos levou a esse cenário patético onde se encontra nosso país, demos a poucos o poder de discussão e esse poder não é usado a nosso favor, nossos políticos discutem em favor próprio na busca por um poder maior, deixamos margem para corrupção, desvios e esquemas, muitos que conheço votaram no atual partido que lidera o governo e agora engrossam a voz pra dizer que política não se discute, discute sim, não tenha medo, eu votei no atual governo lá no início pois queria mudanças e essa era a promessa deles, e não adianta falar agora q outro candidato de outro partido teria sido melhor porque não seria, estão e estavam envolvidos da mesma forma nesse mar de lama e não devemos adotar a política do menos pior, eu acreditei em ideais de um partido e fui enganado sim, talvez pela falta de uma boa discussão sobre o assunto e agora anseio por mudanças novamente e convido a quem se interessar a uma boa discussão sobre o assunto pois estamos precisando arrumar essa bagunça toda e não são eles que farão isso, pois não o fizeram e nem é do interesse deles isso, isso é nosso, é por nós.

    Em meio a tudo isso ainda encontramos homens e mulheres de bem e interessados em colaborar com nossa existência por aqui e isso não deixa que eu perca a fé no ser humano.

    Por isso tudo eu digo: Deus na frente, abaixo a corrupção e vamos tricolor.

     

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  • A música e o sucesso

    Muito se discute sobre o que é ruim e o que é bom na música e acho que isso deve ser visto com muito cuidado pra não se posicionar de forma ofensiva

    Postado dia 27 de abril de 2016 às 07h em Causos e Coisas

    musica

    Foto: Reprodução/Internet: Elvis Presley

    Ao longo dos anos pude observar o trabalho de muitos músicos com muito talento e outros com nem tanto assim. Em muitos casos tive o privilégio de acompanhar a evolução de suas carreiras e de seu desempenho como instrumentistas e sempre vi algo em comum a aqueles que fizeram a opção de viver da música, ou seja, ter remuneração pelo seu trabalho como músico levando entretenimento a bares e casas noturnas ou participando de bandas para realização de eventos como festas, shows, bailes, entre outros, a fim de ter seu sustento extraído desse ofício.

    O algo em comum é o tão almejado “sucesso”, seja como compositor tendo suas canções executadas em rádios e sua imagem sendo vinculada pela mídia em geral ou como intérprete ou instrumentista participando de bandas que conseguem atingir o mesmo objetivo de ter seu trabalho vinculado por todo país, mas como um grupo, ou até mesmo a soma dessas opções.

    Existem algumas maneiras de atingir o sucesso e em todas é necessário uma boa estratégia, pois em todas a dificuldade é grande e hoje o sucesso está mais ligado ao jogo financeiro do que ao prazer de fazer música.

    Vemos hoje ótimos compositores e músicos com muito talento esquecidos, pois não usaram a estratégia correta e vemos péssimas composições executadas por músicos nem tão talentosos assim e vice-versa, explodirem na mídia e atingirem ganhos com valores realmente tentadores.

    Esse fenômeno acontece porque nos dias de hoje música se tornou um produto de venda e pra que gere lucro e necessário agregar outros itens a este produto, que vai perdendo sua essência e se torna uma corrida pelo ouro. Por ser um bom negócio e por existir uma certa escassez de músicas e músicos de qualidade,  um produtor financeiramente bem intencionado pode pegar uma ideia pobre de talento e de musicalidade e a enriquecer com alguns arranjos feitos por músicos gabaritados, uma boa produção visual como gravação de DVDs bem trabalhados, shows musicais que são verdadeiros espetáculos dispondo de recursos como cenários, som e iluminação de última geração que mudaram em muito a experiência audiovisual e muita coisa pré gravada em estúdio que levam para os palcos para disfarçar a falta de técnica, habilidade e talento de seus músicos, tornando assim o produto ou entenda “a música” um pouco mais palatável aos ouvidos de quem gosta daquele gênero musical e enfim atingirem o “sucesso”.

    Muito se discute sobre o que é ruim e o que é bom na música e acho que isso deve ser visto com muito cuidado pra não se posicionar de forma ofensiva, gosto musical não deve ser discutido e pra tudo existe gosto e público e não podemos esquecer que música é universal.

    Tomamos como exemplo nosso país, com dimensões continentais e diferenças culturais muito grandes, temos bandas que atuam pelo nordeste e realizam shows para públicos de 30, 40, 50 mil pessoas e nunca ouvimos nenhuma de suas músicas aqui em São Paulo, o mesmo acontece no sul do país onde existem bandas que não possuem data disponível em suas agendas e nunca fizeram um show no nordeste, o rock paulista não é apreciado em todo país da mesma forma que é aqui e assim por diante então o que é sucesso em uma cultura não necessariamente será sucesso em outra e ai surgem as discordâncias de gosto e em meio a tudo isso, temos as diferenças de faixa etária que também influenciam nas diferenças de opiniões e ai o que música boa pra uns se torna ruim pra outros.

    Mas no final das contas todos querem atingir o sucesso, ou melhor, o pote de ouro, seja com musica boa ou ruim, com produção ou não e acreditem, existe consumidor pra todos os gêneros e gostos e espaço pra todos no sucesso.

    Bom, como gosto não se discute, peço licença agora pra ouvir alguns sucessos como:

    Born to be wild (Steppenwolf).

    Tears in heaven (Eric Clapton)

    True Love (Soja)

    Sosseguei (Jorge & Mateus) Por que não?  Haaa gente!! Eu sou brasileiro…

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