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Glauco Rocha

Profissão: Agente de viagens

Cidade: São Paulo

Glauco Rocha é formado em Turismo e pós graduado no curso de MBA em Marketing e Vendas pela Anhembi Morumbi

  • As viagens corporativas e a crise – parte 3

    Chegamos ao nosso último artigo falando sobre as viagens corporativas em momentos de crise

    Postado dia 21 de junho de 2016 às 07h em Viagens e Turismo

    viagens

    Foto: Reprodução/Internet

    Caro leitor, já abordamos os pontos que envolvem uma gestão de viagens, a importância de cada um deles e, em nossa última conversa, falamos sobre a política de viagens.

    Pois bem, agora vamos falar sobre os indicadores que devemos monitorar para avaliar se estamos ou não no caminho certo. Afinal, não podemos apenas realizar mudanças se não temos como medir, certo?

    Para isso, vamos elencar apenas alguns parâmetros que precisam (e devem) ser acompanhados de perto, onde será possível a intervenção da gestão de viagens para otimizar os recursos investidos. São eles:

    • Ticket médio de passagens aéreas nacionais e internacionais;
    • Diária média da hotelaria nacional;
    • Antecedência de viagens;
    • Desvio da política de menor tarifa.

    Cada um dos tópicos acima citados permitem monitorarmos a evolução da política de viagens, se está sendo bem aplicada, utilizada e cumprida. Vamos falar um pouco sobre como podemos e devemos monitorar cada um desses pontos.

    Para avaliação do ticket médio nacional, é importante compararmos com os resultados do mercado e para isso é necessário consultar, via web, as associações das agências ligadas ao mercado corporativo. Para chegarmos ao ticket médio é simples: devemos contabilizar o valor total gasto com passagens aéreas (excluindo taxas de embarque) e dividir pelo número de bilhetes emitidos. O mesmo deve ser feito para as passagens internacionais, porém sugiro separar os voos emitidos em classe executiva, por exemplo, onde os valores são bem mais altos. Quanto mais próximo da realidade do mercado (ou abaixo, claro), melhor seu desempenho, pois as estatísticas são realizadas em empresas com forte cultura da gestão de viagens.

    A mesma situação vale para as diárias médias da hotelaria. Mas, neste caso, se for possível separar por região / estado, o resultado fica ainda melhor. A variação das diárias dos hoteis em cidades como Rio de Janeiro e Brasília, por exemplo, mesmo em época de baixa temporada, é muito superior à de outras grandes capitais, como Belo Horizonte  e Curitiba, por exemplo. Lembre-se, você deve considerar o número de diárias e não as transações.

    O comportamento da antecedência de viagem impacta diretamente no custo viagem. Por isso, é de grande importância que a antecedência média esteja dentro do que foi estipulado na política ou acima, apresentando ganhos ainda maiores. Como parâmetro, uma média de 10 dias para as viagens nacionais e pelo menos 30 para as viagens internacionais já oferecem tarifas melhores e maior opção aos passageiros. Com qualquer número abaixo disso, certamente a sua empresa estará perdendo dinheiro.

    Por fim, devemos entender e conhecer quem são os ofensores da política de menor tarifa (desde que a mesma seja obrigatória), conforme falamos no artigo anterior. As principais ferramentas de reservas online, oferecidas pelas agências corporativas, disponibilizam um comparativo no ato da reserva e, posteriormente, registram a mesma tela que o usuário tinha acesso no ato da reserva. Mais uma vez, fica evidente a importância de se contar com uma empresa especializada para gerir as viagens de sua empresa.

    A partir de agora, você já tem alguns bons motivos para gerenciar os recursos de viagens da sua empresa e claro, economizar. Não deixe a crise fazer parte da sua rotina de negócios. Caso tenham interesse em maiores informações, entrem em contato. Será um prazer dividir boas práticas com todos vocês.

    Abraços e até uma próxima.

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  • As viagens corporativas e a crise – Parte 2

    Se tivéssemos que definir política de viagens, diria que é um documento formalizado pela empresa com as regras e orientações para o colaborador que faz uso dos serviços de viagens na execução de suas tarefas / atribuições

    Postado dia 31 de maio de 2016 às 08h em Viagens e Turismo

    viagens

    Foto: Reprodução/Internet

    Olá,

    Em meu último artigo, fizemos uma breve introdução em um assunto ainda pouco notado por muitas empresas: a gestão das viagens corporativas. Falamos do cenário econômico que requer atenção com despesas, sobre os investimentos em viagens, das agências de viagens especializadas (TMC) e sobre a figura do gestor de viagem.

    Pois bem, neste segundo momento, vamos falar de algo de suma importância, para não dizer que é o principal e decisivo fator para gerar uma redução de custo em viagens na sua empresa: a política de viagens.

    Se tivéssemos que definir política de viagens, diria que é um documento formalizado pela empresa com as regras e orientações para o colaborador que faz uso dos serviços de viagens na execução de suas tarefas / atribuições. Neste documento estão todos (ou devem estar) os pontos que poderão guiar o mesmo a buscar as melhores oportunidades, considerando sempre a relação custo x benefício.

    Para que uma política de viagens seja efetiva, é fundamental que ela retrate a realidade da empresa e considere as particularidades do negócio, pois algumas regras podem conflitar com a necessidade dos colaboradores que, por sua vez, deixam de cumprir as orientações por força do negócio. Adiante falarmos de alguns exemplos.

    Alguns pontos (ou regras, como preferir) são essenciais em uma política de viagens. Abaixo, cito algumas que merecem destaques:

    • Menor tarifa obrigatória (principalmente nas passagens aéreas);
    • Situações elegíveis para viagens em primeira classe / classe executiva;
    • Antecedência mínima para compra dos serviços;
    • Categoria de hotéis e veículos;
    • Despesas extras autorizadas em hotéis;
    • Valores de reembolso (refeições, quilometro rodado com carro próprio, ações comerciais com clientes entre outros).

    Essa lista de itens a serem abordados vai muito além disso (caso tenham interesse em maiores informações, posso compartilhar alguns modelos, basta solicitar nos comentários), mas para iniciarmos um trabalho de gestão de viagens, já é um ótimo começo. Brevemente vamos abordar cada um dos pontos acima.

    Quando falamos na obrigatoriedade da menor tarifa é claro que devemos considerar sempre o objetivo principal da viagem, que é atender um cliente, realizar uma manutenção, uma reunião para fechamento de contrato, enfim. Com a tecnologia disponível atualmente, é possível buscar de forma online e comparar todas as companhias aéreas, por horário, valor, escalas e/ou conexões. Sendo assim, dentro do período necessário para deslocamento até o aeroporto, embarque e chegada, o colaborador deve optar pela menor tarifa disponível, sem fazer escolhas por companhias aéreas (onde as milhas acumuladas podem ser grandes vilãs, levando às escolhas direcionadas). É importante considerar possíveis voos diretos para curtas distâncias, evitando assim o custo deste profissional parado em um aeroporto por algumas horas. Seja analítico na aprovação e procure entender a situação.

    Para as viagens internacionais sempre vem à tona a dúvida sobre as viagens em classe executiva. São dois os fatores mais comuns analisados nas empresas: o tempo de viagem e a hierarquia. Em sua maioria, as viagens acima de 8 / 10 horas já são elegíveis para classe executiva. O compromisso e o horário de chegada ao destino final também influenciam na liberação. Por exemplo, um executivo viaja 8 horas, chega ao destino e logo em seguida participará de uma reunião importante, como um fechamento de um contrato. Certamente o esgotamento físico impactará no resultado do negócio. Agora esse mesmo executivo chega um dia antes, pode descansar no hotel e somente no dia seguinte dará início às suas atividades, não há necessidade de voar em classe executiva. Outro ponto comum é quanto a hierarquia, onde os cargos oferecem como benefício as viagens em classe executiva, independentemente do tempo de voo.

    Definir o padrão dos hotéis que serão utilizados e a categoria dos veículos que poderão ser alugados, ajudam a conduzir uma economia considerável. Para os hotéis, devem ser considerados, além da qualidade, a distância até o compromisso e principalmente a segurança da região. Uma boa opção são os hotéis que oferecem serviço de restaurante à noite, garantindo mais conforto ao colaborador que não precisa se deslocar para jantar, por exemplo. No Brasil, principalmente nas capitais, preço muito baixo e qualidade não andam juntos, por isso, vale ouvir seus colaboradores e suas considerações quanto aos serviços.

    Já em relação à locação de veículos, alguns fatores podem orientar a sua empresa a definir o padrão. Se os colaboradores pegam estrada ou percorrem grandes distâncias, veículos com motorização 1.6 oferecem maior segurança. Para pequenas distâncias ou deslocamento dentro da cidade, veículos com motor 1.0 atendem de maneira satisfatória, sem contar com a economia de combustível. Falando nisso, você sabia que 1 litro de combustível nas locadoras de veículos podem chegar a custar até R$ 7,00? Por isso, nunca devolva o carro com tanque vazio ou a completar. Considere também a capilaridade da locadora, a fim de oferecer reposição rápida do veículo em caso de sinistro ou possível falha mecânica. A segurança do colaborador deve estar em primeiro lugar, sempre.

    As despesas extras podem ter grande influência negativa no custo de uma viagem. Deixe claro o que pode ser consumido e se pode ser consumido no hotel, seja no restaurante ou frigobar. Normalmente, apenas água (com quantidade definida por dia) e lavanderia (após um determinado período hospedado) são liberadas como extras. Se for opção da empresa liberar refeições, por exemplo, estipule o valor máximo por dia.

    Aproveitando o assunto refeição, defina quais serão os valores a serem reembolsados com despesas desse tipo, seja um almoço, jantar ou uma ação de relacionamento com um cliente. Ainda em reembolso, devem ser consideradas despesas como estacionamento, pedágios e um outro vilão que merece atenção, táxis. Para evitar possíveis fraudes nos recibos de táxis, algumas empresas oferecem faturamento direto para a empresa, além de meios de pagamento seguros, sem recibos conforme solicitação do colaborador.

    Agora, depois de entendermos um pouco mais a necessidade de uma política de viagens e os pontos que ela deve orientar, já podemos começar a fazer a lição de casa, verificando onde e o que podemos implementar em nossas empresas. Boa sorte e até o próximo artigo.

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  • As Viagens Corporativas e a Crise – Parte 1

    Oportunidades que podem ser trabalhadas para que as viagens da sua empresa, seja como funcionário ou empresário, possam gerar economia

    Postado dia 28 de abril de 2016 às 09h em Viagens e Turismo

    viagens

    Foto: Reprodução/Internet: A tecnologia, outro fator importantíssimo na gestão das viagens, também costuma figurar entre as principais despesas.

    Caro leitor,

    Certamente você já foi, conhece ou já ouviu falar de um funcionário da empresa X ou Y que viaja muito a trabalho, de carro, avião e até mesmo para o exterior. Pois bem, muitas empresas investem milhares (às vezes milhões) de reais mensalmente, para movimentar seus colaboradores.

    Como curiosidade, muitas empresas chegam a ter o custo com viagens a negócios como a terceira maior despesa mensal, atrás da matéria prima e a folha salarial. A tecnologia, outro fator importantíssimo na gestão das viagens, também costuma figurar entre as principais despesas.

    Com tamanho investimento, nada mais correto do que acompanhar de perto a utilização desses serviços com a ajuda de profissionais especializados, certo? Nem sempre, por que ainda um grande número de empresas entende que economizar é fazer por ela mesma, comprando direto no site das companhias aéreas, reservando hotéis e outros serviços que compõe uma viagem à trabalho.

    O custo desse atendimento in house costuma sair muito mais caro para a empresa do que ter uma agência de viagens especializada cuidando de cada detalhe. Além disso, fica quase imensurável o custo hora x homem dedicado à elaboração de uma viagem, entre cotações, reservas e alterações, por exemplo.

    Para otimizar os recursos investidos em viagens, existem agências especializadas na gestão e atendimento das viagens corporativas, conhecidas como TMC (sigla em inglês que significa Travel Management Company).  Essas agências contam com profissionais qualificados e preparados para encontrar as melhores opções para que a empresa invista de forma clara, rápida e segura, com a transparência da melhor escolha.

    Sistemas de gestão e reservas online dão ainda maior agilidade para as empresas clientes, passando suas solicitações por fluxos de aprovações pré-estabelecidos, seguindo a política de viagem da empresa e sempre visando o melhor custo x benefício para seus colaboradores.

    Com os recursos oferecidos pelas TMC’s, a economia gerada paga tranquilamente os serviços da agência contratada, mas é preciso o empenho por parte do cliente, em querer fazer e economizar, afinal, as ações internas só podem ser tomadas e executadas por ele.

    Para esse monitoramento e interlocução com a agência, as empresas normalmente nomeiam um gestor de viagens, colaborador responsável por acompanhar os resultados, negociações e a qualidade do atendimento oferecido pela agência contratada. Não necessariamente esse profissional deverá ficar com 100% do seu tempo tomado com a gestão das viagens. Isso muda de acordo com o volume utilizado e quais são as práticas da empresa.

    Diante das oportunidades que podem ser trabalhadas para que as viagens da sua empresa, seja como funcionário ou empresário, possam gerar economia, resolvi aprofundar o tema e dividi este artigo em três partes.  Quero poder contribuir com boas práticas e não venho aqui dar a receita do sucesso, mas apresentar alguns caminhos a serem seguidos.

    Neste primeiro artigo, fizemos uma pequena introdução sobre viagens corporativas e para lembrarmos coloquei em tópicos:

    • Cenário econômico desfavorável (é hora de economizar como nunca);
    • Alto investimento das empresas em viagens corporativas (merece atenção);
    • O que é uma TMC (agência corporativa) e a sua importância;
    • O gestor de viagens e seu papel (breve descrição).

    E as viagens da sua empresa, como estão? Pense, anote e discuta internamente, vai valer a pena. Até o próximo artigo e obrigado pela companhia.

    Abraços,

    Glauco Rocha

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  • Curitiba: exemplo para muitas cidades do Brasil

    Por que não seguimos o exemplo de civilidade do povo curitibano?

    Postado dia 7 de março de 2016 às 08h em Viagens e Turismo

    Foto: Divulgação/Internet - Jardim Botânico em Curitiba

    Foto: Divulgação/Internet – Jardim Botânico em Curitiba

    Caros leitores,

    Venho falar de uma cidade que me chamou muito atenção, voltando a visita-la alguns anos de depois e desta vez, a lazer, sem pensar na rotina de reuniões e trabalho.

    Eu e minha mulher decidimos viajar para Curitiba buscando fugir das aglomerações das praias durante o carnaval e nos surpreendemos com alguns pontos e por isso, resolvi falar sobre essa cidade que pode e deve ser seguida por muitas capitais pelo país.

    Optamos por seguir de carro, afinal, faríamos um roteiro intenso de visitações e claro, como todo e bom brasileiro, deixamos para comprar em cima da hora, e as passagens aéreas estavam bem acima da média de acordo.

    Aproveitando o gancho, deixo como dica que sempre programe suas viagens com certa antecedência, aumentando (e bem) as chances de conseguir tarifas promocionais ou com custos acessíveis.

    Voltando a Curitiba, ficamos hospedados no bairro do Batel, considerado um centro gastronômico da cidade muito bem localizado, para dali, visitarmos todos os pontos turísticos.

    Passamos pela Torre Panorâmica, onde podemos ter uma vista em 360º da cidade e mesmo com o dia nublado, o verde distribuído por todos os bairros nos chamou a atenção, deixando o ar mais puro e uma paisagem bem aconchegante.

    Também visitamos o Parque Tanguá, enorme em suas proporções e muito bem cuidado, jardins floridos, plantas bem aparadas e limpo, sem lixo no chão mesmo com grande número de visitantes. Importante lembrar que também foi fácil estacionar, sem maiores problemas.

    Seguindo, fomos para a Ópera de Arame, com sua estrutura tubular em meio à mata e com uma passarela sob um lago com carpas e tartarugas, uma atração a mais no espaço. Vale reforçar: tudo muito limpo e organizado.

    Mais um ponto visitado: Museu Oscar Niemeyer ou se preferir, o Museu do Olho, carinhosamente chamado pela estrutura que lembra um grande olho que é visto na fachada do local. Podemos considerar sim uma obra de arte e não simplesmente uma parte da fachada. Com as curvas características das obras do arquiteto, o museu oferece guarda volumes, banheiros limpos e informações claras dentro de sua estrutura. Filas organizadas e rápidas nos chamaram a atenção, além da entrada gratuita aos domingos, até às 13 horas.

    Enfim, chegamos ao Jardim Botânico, com seu lindo e florido jardim, recebe seus visitantes para uma bela sessão de fotos e um bom momento para relaxar. Novamente, a limpeza do local merece destaque, visto o grande número de pessoas circulando no local. Uma dica: visite durante o dia, além de ser mais seguro, o sol cria contrastes das cores das flores, deixando ainda mais bonita a paisagem. A noite as luzes que iluminam a estufa, deixando o local com um charme a parte.

    Agora vamos falar de um passeio de trem, assunto este que o nosso colega e colunista, Fábio Barbosa é um grande conhecedor. Fizemos o passeio de trem entre a cidade de Morretes e Curitiba. São 3 horas de viagem em meio à mata atlântica, cortando a Serra do Mar paranaense e estruturas incríveis, como a ponte São João, nos deixando a impressão de voarmos em meio as belas montanhas. Excelente opção de passeio!

    Bom, passamos (agora junto com vocês) por alguns dos principais pontos da cidade de Curitiba e vocês devem se perguntar o que o texto e o título têm a ver. Pois bem, durante toda a nossa estada na cidade vimos apenas dois moradores de rua e nenhum pedido de esmola dos diversos semáforos que cruzamos. Isso mesmo, nenhum.

    As ruas, todas limpas, sinalizadas e pouquíssimos sinais de vandalismo, como pichações e destruição de estátuas e monumentos expostos na cidade, sem contar a sensação de segurança, mesmo circulando pelas ruas durante à noite.

    Agora fica a pergunta, por que não seguimos o exemplo de civilidade do povo curitibano? Lembrando que são muitos os turistas que visitam a cidade diariamente e principalmente em datas festivas, ou seja, muitos paulistanos, cariocas, mineiros, enfim, agem como pessoas civilizadas, educadas e o melhor, dando o exemplo para os demais, mas infelizmente, ao voltar as suas cidades, esquecem-se dos modos ou simplesmente voltam a agir como a maioria das pessoas.

    Não importa o meio e sim, o exemplo que damos e o que queremos deixar para o próximo que estará naquele local, visitando, tirando fotos, enfim.

    Vale ressaltar que a cidade oferece um atrativo a parte: a gastronomia. Mas isso vamos deixar para um capítulo a parte e vamos em frente, dando exemplo de civilidade e educação, hoje e sempre, aqui ou ali.

    Até uma próxima.

     

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  • A valorização do agente de viagens

    Com acesso as principais ferramentas de consulta, esse profissional passou a oferecer uma verdadeira consultoria de viagens, podendo trabalhar inclusive com seu melhor orçamento

    Postado dia 21 de janeiro de 2016 às 00h em Viagens e Turismo

     

    viagem

    Caro leitor,

    Imagine você planejando a viagem dos sonhos de sua família. A Disney será o destino tão esperado por todos, onde seu filho inquieto espera o momento de abraçar o Mickey e sua filha ansiosa pelo café da manhã com as princesas no Magic Kingdom. Quanta responsabilidade, não?

    Diante de tantas ofertas no mercado, você acessa os principais sites para compra de passagens aéreas, inicia as cotações e vê as melhores companhias aéreas. Em outros sites, vê a opinião de outros turistas e escolhe o hotel com base no preço e nas fotos apresentadas.

    Para que nada dê errado, pensamos em tudo. Mas será mesmo? Algumas perguntas podem surgir e nos tirar o sono, como por exemplo, quanto tempo será que eu levaria para fazer tudo isso? Você tem realmente as melhores opções em suas mãos? Os horários estão adequados ao tempo de deslocamento em uma possível conexão, por exemplo? A documentação está toda em dia e válida? Mas ainda tem o pior: e se algo der errado, eu vou falar com quem?

    Com a facilidade de acesso as informações na internet, muitos turistas (assim vamos chamar todos aqueles que têm interesse em realizar uma viagem) preferem atacar de agente de viagens e preparar a sua própria viagem. Atualmente, o número de clientes que visitam as agências de viagens caiu consideravelmente, migrando das lojas físicas para o mundo virtual, através de sites que dizem oferecer a melhor condição ao turista, mesmo que ele não detenha o preço do valor do produto final, no caso das passagens aéreas.

    Em contrapartida temos o agente de viagens que é um profissional preparado para entender as necessidades dos clientes, avaliar se a opção “X” ou “Y” é o melhor para aquele determinado destino, se o hotel está adequado às expectativas da família ou apenas oferece um menor preço na diária. Com acesso as principais ferramentas de consulta (algumas exclusivas das agências de viagens), esse profissional passou a oferecer uma verdadeira consultoria de viagens, podendo trabalhar inclusive com seu orçamento e buscando assim algo que se encaixe no valor que será investido e ofereça a melhor experiência ao cliente.

    Infelizmente, mesmo com todas as vantagens citadas acima, as agências de viagens e consequentemente os agentes, tem perdido espaço, levando muitas empresas a encerrarem suas atividades, das menores até grandes operadoras de turismo. A causa desse descompasso financeiro vivido pelas agências de viagens se dá pelo fato do turista não querer pagar um percentual pelo serviço prestado ou até mesmo uma taxa pré-negociada para a elaboração daquele pacote. Porém para outras situações concordamos em pagar pelo serviço prestado, uma taxa para recebermos a pizza em casa, os 10% para aquele garçom que nos atendeu bem ou até 10% na taxa de serviço cobrada pelas locadoras de veículos sobre o seu próprio produto. Tudo isso porque o ser humano gosta de ser bem tratado e receber atenção.

    Algumas pessoas e famílias encaram certas viagens como a realização de um verdadeiro sonho, algo esperado por muitos anos e na maioria das vezes, com certo sacrifício para poupar aquela quantia para realizar a viagem. Sendo assim, porque não dar o peso que um sonho como esse realmente merece?

    Se estiver pensando em viajar, consulte um agente de viagens e busque em um único lugar todos os serviços que poderão tornar a sua viagem em uma experiência maravilhosa. Sinta a diferença, você poderá se surpreender.

     

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  • A infraestrutura dos aeroportos do Brasil

    Vamos esperar os benefícios e legados positivos deixados pela Copa do Mundo de 2014 até quando?

    Postado dia 21 de dezembro de 2015 às 00h em Viagens e Turismo

    Brasília - Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek

    Desde 30 de outubro de 2007, após o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, muito se falou em investimento em infraestrutura no país do futebol. Melhorias públicas, como transporte, ruas, avenidas e segurança. O resultado desses investimentos todo mundo sabe, ou melhor, todos nós ainda esperamos o retorno em nosso dia a dia, na prática. Segundo políticos e personalidades do esporte, a Copa do Mundo iria trazer muitos benefícios que ficariam de legado ao povo brasileiro.

    Dentre os investimentos comentados, o turismo ganhou uma importância ainda maior, afinal, precisávamos fazer bonito ao receber visitantes do mundo inteiro. Para conversarmos, destaquei dois pontos: hotelaria e principalmente os aeroportos, esse último, assunto principal da nossa conversa.

    Na hotelaria, os investidores fizeram a sua parte, ainda que não concluída 100% das entregas prevista dentro do prazo previsto. Os principais administradores da hotelaria (as grandes redes como Accor, Atlantica, BHG entre outras) abriram novos hotéis, aumentaram a oferta de apartamento principalmente nas cidades sede, mas, resolveram obter o retorno do investimento a curtíssimo prazo. O resultado não foi como o esperado, devido aos valores abusivos oferecidos aos turistas e afetando principalmente o hóspede corporativo, que durante esse período reduziu em mais de 40% o seu deslocamento durante o evento.

    Quanto aos aeroportos, a proposta do governo era abrir licitações e colocar a administração dessas importantes portas de entrada em nosso país sob a responsabilidade de empresas especializadas. De fato isso aconteceu, porém, a previsão dos investimentos e retorno aos passageiros que lotam os aeroportos diariamente ficou bem aquém do esperado.

    A proposta de construção de novos terminais acabou ficando restrita a poucos aeroportos e muitos deles ainda em obras, como é o caso do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas. Em Guarulhos e Brasília, terminais novos e bem estruturados se unem aos antigos terminais, remodelados, porém de pouca otimização devido a sua distribuição, tanto das posições de check-in como na acomodação dos passageiros. Eis um ponto que merece uma observação pontual. Muitos assentos foram substituídos por novos equipamentos, mais bonitos e modernos, porém um item importante para a comodidade dos passageiros não teve tanta atenção, que são as tomadas. Em poucos assentos são oferecidas tomadas, hoje, recurso de grande importância para que os passageiros possam trabalhar com seus notebooks, carregar celulares entre outras utilidades. Quando oferecido, muitas vezes não funciona, ou seja, de nada adianta.

    Outra facilidade ao passageiro, a internet Wi-Fi praticamente não funciona e quando funciona, não oferece a velocidade esperada. Nos principais aeroportos do país, como Guarulhos, Brasília e o aeroporto internacional do Galeão no Rio de Janeiro se quiserem se conectar, identifique um ponto fixo e fique por lá, caso contrário, ficará sem sinal.

    De utilidade pública, os banheiros e a conservação dos mesmos deixam muito a desejar, com pouco espaço e na maioria dos aeroportos, a higienização não é o suficiente para o número de usuários. A falta de papel para as mãos e sabonete é constante.

    Por fim, o mais importante de tudo isso, a segurança dos passageiros. Nós, usuários do sistema aeroviário nacional ficamos expostos à violência dentro dos terminais de embarque. Placas e anúncios nos alto-falantes orientam você a cuidar da sua bagagem, mas, oferecer segurança aos passageiros não é item de primeira importância para as novas administradoras. Constantemente notícias nos telejornais transmitem a ação de ladrões atuando nos principais aeroportos do país, furtando bolsas, malas e até equipamentos profissionais, como ocorreu recentemente com o vídeomaker do surfista Filipe Toledo, perdendo todo o seu equipamento de trabalho.

    Para não alongar muito assunto, deixamos de lado os aeroportos regionais, que recebem voos regulares com uma infraestrutura basicamente necessária, nada mais.

    Agora fica a pergunta: vamos esperar os benefícios e legados positivos deixados pela Copa do Mundo de 2014 até quando?

    Deixe seu registro contado as suas experiências nos aeroportos do país.

    Obrigado por sua atenção e até uma próxima.

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