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Fernando Muniz

Profissão: Advogado

Cidade: Mogi das Cruzes

Fernando Siqueira Muniz, filho de um soteropolitano José Antônio de Souza Lopes Muniz, o " Zito" e uma mogiana Margareth Cecília Siqueira Muniz, advogado, apreciador incondicional de uma boa música e de todos os seus amigos. Acredita no ser humano e crê que a vida só tem sentido pelas diversas pessoas que conhecemos e nos ajudam diariamente. Atualmente atua como advogado, e é membro do Primeiro Conselho Municipal da Juventude de Mogi das Cruzes.

  • Cuidado com o preconceito linguístico

    Se você sabe usar a norma culta, ótimo! Mas respeite aqueles que não tiveram a mesma oportunidade que você

    Postado dia 1 de maio de 2017 às 09h em Sociedade e Política

    dedos

    Foto: Reprodução

    Que horas tem?”, perguntou o menino e, apressado, o homem de terno lhe respondeu: “Meio dia e meio!”. Ou seria meio dia e meia? Bom, tanto faz, o menino entendeu que já estava na hora de entrar no colégio.

    Com o surgimento da internet e o crescimento diário das mídias sociais, invariavelmente ao alcance das mãos dos usuários através dos seus smartphones, as pessoas voltaram a se comunicar muito através da escrita. Seja nas centenas de mensagens trocadas via Whatsapp ou escrevendo aquele “textão” no Facebook para a geral ler.

    Para os padrões atuais dos estudiosos da linguística, na linguagem oral o importante sempre será conseguir passar a mensagem ao seu interlocutor, como o menino ao perguntar as horas!

    Já na forma escrita, preferencialmente temos de observar a norma culta em textos oficiais. Ocorre que aquele textão do Facebook ou a mensagem corrida do cotidiano no Whatsapp em regra não se comparam a uma tese de mestrado a ser levada a uma banca examinadora.

    Felizmente, a internet já atingiu todas as classes sociais e algumas pessoas nunca tiveram a oportunidade de frequentar os bancos acadêmicos, e só por isso elas não poderão se manifestar e mandar aquele “textão” no Facebook? A resposta é absolutamente negativa!

    Temos que nos livrar do nosso preconceito linguístico, deixemos o excesso de formalidades para os tribunais e os textos acadêmicos e institucionais! Se você sabe usar a norma culta, ótimo! Mas respeite aqueles que não tiveram a mesma oportunidade que você.

    Cada pessoa tem a sua história de vida e sua sabedoria. Outro dia mesmo tive uma aula de direito do trabalho com uma pessoa analfabeta, mas que trabalhou durante uma vida inteira!

    O Oswald de Andrade, com maestria, já nos ensinou isso há muitos anos:

    “Dê-me um cigarro

    Diz a gramática

    Do professor e do aluno

    E do mulato sabido

    Mas o bom negro e o bom branco

    Da Nação Brasileira

    Dizem todos os dias

    Deixa disso camarada

    Me dá um cigarro.”

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  • Cadê a mulher que estava aqui?

    Tivemos a triste notícia que das 23 cadeiras da Câmara de Vereadores, apenas uma será ocupada por uma mulher

    Postado dia 5 de outubro de 2016 às 09h em Sociedade e Política

    mulher

    Foto: Reprodução/Internet

    É complicado, em pleno ano de 2016, ter que parar para escrever algo tão óbvio, mas muitos ainda insistem em fechar os olhos para a questão do empoderamento feminino, então me sinto na obrigação de utilizar esse espaço para trazer a questão à tona!

    Até porque, mesmo sendo homem e branco, não posso me furtar de saber que todos nós temos uma dívida histórica com os negros, pois foram 354 anos de escravatura e a “abolição” ocorrida há 130 anos jamais proporcionou a inclusão do negro e a ruptura das praticas racistas em nossa sociedade, e com as mulheres não é diferente! Sou homem, mas tenho mãe, prima, tia e sei o quão desafiador é ser mulher nesse país.

    Isso não deveria acontecer, já que no Brasil, segundo dados do IBGE, as mulheres são maioria na população, vivem mais que os homens, ocupam mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias brasileiras. Os últimos dados divulgados em 2013 indicam que viviam no Brasil 103,5 milhões de mulheres, o equivalente a 51,4% da população.

    E nessa mesma toada, também são a maioria entre os eleitores. Nas eleições de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral tinha em seus registros 77.459.424 eleitoras, diante de 68.247.598 eleitores do sexo masculino.

    Olha só que coisa boa! As mulheres são a maioria, “só que não!”. Nos cargos executivos das 500 maiores empresas do Brasil, as mulheres são minoria, ocupando apenas 13,6% dos postos mais altos, e lamentavelmente isso também é visto na política. O “governo” de Michel Temer já teve seu início anulando por completo a participação feminina (e de negros) em seus ministérios, depois tentou consertar e a emenda saiu pior que o soneto!

    E nesse domingo, após o resultado das eleições municipais em Mogi das Cruzes, tivemos a triste notícia que das 23 cadeiras da Câmara de Vereadores, apenas uma será ocupada por uma mulher, Fernanda Moreno, que irá exercer os seus quatro anos de mandato sendo a única representante feminina naquela casa.

    É papel de todos nós, homens ou mulheres, lutar pelo empoderamento feminino em todas as esferas, em especial para que as mulheres tenham maior participação na gestão pública e na política e para que, no ano de 2020, nossa Câmara de Vereadores seja menos desigual, afinal elas são a maioria!

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  • Hackeando a política!

    O movimento hacker foi protagonista do processo que culminou na edição da Lei de Acesso à Informação nº 12.527/2011

    Postado dia 5 de agosto de 2016 às 09h em Sociedade e Política

    hacker

    Foto: Reprodução/Internet

    Você já pensou em participar internamente das decisões do poder público de sua cidade, mas nunca se sentiu representado por nada nem ninguém? Pois é, você não é o único que já passou por isso. E, é basicamente movido por esse sentimento que há alguns anos estão surgindo algumas pessoas dispostas a hackear a política.

    Basicamente, um hacker é um individuo que entende tanto de um determinado assunto que é capaz de transformar aquilo no que ele quiser, como os hackers de computador. Eles entendem tanto de computador que são capazes de entrar no seu computador sem a sua senha!

    Esse grupo de pessoas dispostas a trabalhar pelo bem comum começa a estudar profundamente os dados públicos para de alguma maneira reverter tudo isso em benefício da população, e para isso precisam de acesso aos dados do governo e cada vez mais transparência nos dados da administração pública.

    E foi motivado por essa necessidade de acesso às informações que o movimento hacker foi protagonista do processo que culminou na edição da Lei de Acesso à Informação nº 12.527/2011, um grande avanço no tocante a publicação e acesso de dados públicos.

    Mas voltemos aquela pessoa que quer participar da política, mas não se sente representada por nenhum partido politico. Como em nossa legislação é obrigatório ser filiado em um partido para ser candidato a cargo público, o partido Rede Sustentabilidade inovou e criou em seu Estatuto a figura das candidaturas “cívicas independentes”, onde 30% das vagas nas eleições proporcionais são destinadas a pessoas não filiadas ao partido, mas que desejam defender e representar movimentos, redes e causas sociais legítimas e relevantes para a sociedade.

    Essa é uma forma de inverter a lógica das práticas da velha política e tentar avançar rumo a uma mudança e forçar que esse tema seja levado a reforma política, e nesse ano de 2016, inovando e hackeando a política, o partido Rede Sustentabilidade lançou sua primeira candidatura cívica: o hacker Pedro Markun será candidato a vereador na cidade de São Paulo! Independente do resultado nas urnas, sem sombra de dúvida essa é uma candidatura vitoriosa!

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  • O que é sororidade?

    Em pleno ano de 2016, ainda existem pessoas, e digo pessoas pois isso não está restrito a ser homem ou mulher, que pensam que toda mãe de recém-nascido só pode amamentar no conforto do seu lar

    Postado dia 23 de junho de 2016 às 08h em Sociedade e Política

     

    sororidade

    Foto: Reprodução/Internet

    Não posso me furtar de trazer aqui nesse artigo a discussão emblemática a qual assisti essa semana hora como protagonista, hora como espectador, sobre o direito de todas as mães amamentarem os seus filhos onde quer que estejam. Pois é, parece algo óbvio não? Mas nem todos pensam assim!

    Em pleno ano de 2016, ainda existem pessoas, e digo pessoas pois isso não está restrito a ser homem ou mulher, que pensam que toda mãe de recém-nascido só pode amamentar no conforto do seu lar, ou caso esteja na rua, shopping ou qualquer outro lugar é obrigada a se enclausurar em algum banheiro fétido ou a se apertar em um fraldário que dificilmente é encontrado.

    Os argumentos para defesa de tal infundada teoria são os mais variados possíveis: falta de respeito com os demais, exposição do seio feminino, nojo, e pasmem até mesmo que o ato da amamentação guarda certa conotação sexual.

    É bom pontuarmos que um recém-nascido em média mama a cada duas, no máximo três horas, e diante das obrigações de todas as mulheres invariavelmente ela não pode estar 24 horas ao lado de sua poltrona de amamentação, logo, quando seu filho tem fome ela lhe dá o alimento.

    É impensável as pessoas trazerem esse tipo de discussão para o campo da conotação sexual, condenar a amamentação em público é mais uma faceta da lógica perversa de dominação e opressão a que as mulheres estão submetidas. Apesar da exploração intensa praticada pela mídia do corpo feminino, esse deve ser encarado com um templo: é capaz de gerar, abrigar e alimentar um ser!

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    De fato o problema não está no ato de amamentar e sim na malícia dos olhos que condenam as mulheres em uma relação tão linda e singela como a relação mãe filho! Ah! Agora que me lembrei, ainda precisamos falar sobre sororidade!

    Aqui peço licença para transcrever parte de um artigo publicado por uma amiga em seu grupo de magistradas “Nós por nós mesmas”, uma vez que eu seria incapaz de transmitir de forma tão genuína o significado do termo sororidade.

    “Sororidade é uma aliança firmada entre mulheres, baseada na empatia, irmandade e companheirismo. A palavra não existe na língua portuguesa, oficialmente. No dicionário, a que mais se aproxima seria a palavra fraternidade, advinda do termo latino frater (irmãos), a qual, não por coincidência, significa tanto solidariedade de irmãos como harmonia entre os homens. Do termo latino sóror (irmãs), nenhuma palavra tradicionalmente se originou, como se desde a formação da língua portuguesa já houvesse a intenção de naturalizar o fato de que, supostamente, relações harmoniosas e solidárias acontecem apenas entre homens.

    Assim, a sororidade, enquanto termo e enquanto sentimento, surge e se fortalece da necessidade das mulheres de compartilharem experiências subjetivas, a partir de relações positivas e saudáveis umas com as outras, formando e fomentando alianças pessoais, sociais e políticas, empoderando-se e criando elos importantes para combater e eliminar as diversas formas de opressão perpetuadas ao longo dos séculos pelo patriarcado”.

    Essa é uma luta de todos nós, igualdade e liberdade já!

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  • Onde você está?

    Evidentemente vivíamos outra fase política naquela época. Em 24 anos, muito fatos ocorridos mudaram a trajetória de nossa tão nova democracia

    Postado dia 6 de junho de 2016 às 09h em Sociedade e Política

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    Foto: Reprodução/Internet

    Recentemente aqui nesse mesmo espaço fiz uma analogia de dois importantes acontecimentos políticos de nossa recente democracia: o primeiro, o impeachment do presidente Fernando Collor, e o segundo, o processo de impeachment da presidente Dilma, ainda pendente de julgamento no Senado enquanto Michel Temer governa interinamente o país.

    Naquela oportunidade, em meu artigo, ficou muito claro que nossa representação parlamentar de 24 anos atrás, época do primeiro processo de impeachment depois da democratização, é muito parecida, para não dizer idêntica, à dos parlamentares de agora, o que ficou evidenciado durante os discursos proferidos no ato da votação desse segundo processo de impeachment.

    Evidentemente vivíamos outra fase política naquela época. Desde a década de 90, muito fatos ocorridos mudaram a trajetória de nossa tão nova democracia. Mas devemos, no mínimo, pensar na semelhança que existe em ambos processos ocorridos até o momento diante da fragilidade exposta por nossos representantes em Brasília.

    Ora, mas os que lá estão são os mesmo que lá estavam no passado, eleitos diretamente pelo voto popular e então legitimados a exercerem os seus mandatos conforme disposições Constitucionais. Agora vem a minha indagação: e você, onde estava esse tempo todo?

    Onde estávamos esse tempo todo, de modo que estamos assistindo um filme com o mesmo roteiro de 24 anos atrás, apenas com atores diferentes! Onde você, onde eu, onde todos estavam que não pudemos fazer com que a história fosse diferente?

    Então, comece a pensar, hoje, no ano de 2016, que você pode ser a mudança para daqui a duas décadas. E eu, já então com 52 anos de idade, não volte a escrever em qual limbo permanecemos por mais 24 anos, vendo a banda passar.

    Ser cidadão é tornar-se cidadão. O mais fácil é ficar calado. Mas não queremos o mais fácil para o nosso Brasil, queremos o diálogo em um espaço público para pensar o bem comum com pessoas diferentes. Não vamos deixar passar mais tempo! Vamos fazer a transformação do mundo a partir de nós.

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  • O próximo pode ser você!

    Em meio a tanta guerra e ódio diário provocado por essa dicotomia política social, as pessoas observam diariamente violações das nossas garantias constitucionais sem protesto algum

    Postado dia 27 de maio de 2016 às 09h em Sociedade e Política

    constituição

    Foto: Reprodução/Internet

    A constituinte convocada para a promulgação da Constituição Federal foi amplamente comemorada em toda a sociedade e após a conclusão de sua redação e promulgação no ano de 1988, nossa Carta Magna, ficou conhecida como a Constituição cidadã!

    O nome era realmente merecido, já que, desde a Constituição Luso-Brasileira de 1822, essa de 1988 era a primeira que, ainda em seu preâmbulo, consagrou a proteção das garantias e direitos fundamentais da pessoa humana, boa parte deles previstos em seu artigo 5º.

    O que deveria ser uma leitura de cabeceira de todos nós cidadãos, na maioria das vezes acaba passando despercebido por nós e infelizmente pelo Estado, que invariavelmente acaba não respeitando o longo rol de garantias lá descritas. Já o Supremo Tribunal Federal atolado em julgamentos políticos e midiáticos da conhecida “4ª instância” da justiça brasileira é obrigado a deixar em segundo plano sua função originária prevista no artigo 102, que é exercer a guarda precípua da Constituição Federal.

    Malgrado a toda essa problemática da sociedade não conhecer seus direitos, o Estado não conseguir oferecer a devida tutela a todos os cidadãos e o STF patinar na guarda e cumprimento dos dispositivos constitucionais, rotineiramente somos atingidos por ações ou declarações como a última recente de que: “O Estado não tem dinheiro para pagar todos os direitos que a Constituição oferece”, como se fosse prerrogativa do Estado escolher se pode ou não pode garantir nossos direitos fundamentais.

    Todos esses direitos e garantias Constitucionais foram conquistados a duras penas e não podemos nos curvar diante de ameaças do Estado em tentar transigir sobre os nossos direitos ou relativizar nossas garantias constitucionais, sob o risco de ruir o nosso Estado Democrático de Direito, não se pode perder de vista que a Constituição é nossa maior conquista e todos nós cidadãos, devemos de forma hercúlea defender e exigir a sua aplicação.

    Em meio a tanta guerra e ódio diário provocado por essa dicotomia política social, as pessoas observam diariamente violações das nossas garantias constitucionais sem protesto algum. Parece que está valendo tudo doa a quem doer!

    O problema é bem simples, hoje está vazando uma escuta aqui, outra lá, estão tentando reduzir o direito das crianças e adolescentes, recolhendo pessoas presas sem o trânsito em julgado da decisão e mesmo assim todos parecem apenas observar.

    Mas lhe convido a fazer uma reflexão e se amanhã invadirem sua casa ou suas terras tolhendo o seu direito de defesa para ver sua posse devolvida, e se amanhã o famoso “japonês da federal”, tocar sua campainha às 06:00, e lhe recolher preso, sem intimação prévia, tampouco acesso ao processo, o que irá fazer?

    Se continuarmos a tolerar essa mitigação de direitos fundamentais poderá ser tarde demais, por isso fique atento e não vamos nos curvar diante dessas flagrantes supressões de garantias constitucionais.

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  • Protagonismo juvenil e mudança já!

    As palavras de ordem são: “ocupação e protagonismo juvenil”

    Postado dia 2 de maio de 2016 às 15h em Sociedade e Política

    juvenil

    Foto: Reprodução/Internet

    “Por São Paulo, por Presidente Prudente, pela dignidade da minha família e do meu pai, sim !”; “Pela minha família, pelos meus amigos do Estado do Rio de Janeiro meu voto é sim!”; “Pela geração da gente, meu voto é sim!”; “ Meu voto é pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, meu voto é sim!”.

    Essas foram as falas dos nossos parlamentares durante o processo de impeachment ocorrido na Câmara dos Deputados em Brasília. Todo aquela longa votação gerou uma exposição em rede nacional das vísceras dos nossos representantes, a falta de coerência na fala, baixa capacidade intelectual, com cometimento de erros primários com a nossa tão linda língua portuguesa, mostrou a quem quisesse ver e ouvir o quão estamos mal representados nacionalmente.

    Peço licença para transcrever uma passagem bíblica, “À César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Como tudo na vida não podemos generalizar não são todos os Deputados que carregam os predicados citados acima, entretanto, infelizmente uma boa parte se mostrou inequivocamente despreparados para exercer o seu mister.

    Ora, mas quem são os nossos representantes políticos? Os nossos parlamentares são o retrato da nossa sociedade e sem querer lhe desanimar caro leitor, são o retrato de todos nós! Afinal de contas como foi que eles chegaram até lá? Naturalmente através do voto oriundo de eleições diretas como em toda democracia mundial. O que não podemos esquecer é que nosso modelo de Estado democrático de Direito garantido pela Carta Magna de 1988 é extremamente jovem!

    Podemos afirmar que vivemos em uma democracia plena desde o ano de 1989, época em que tivemos as nossas primeiras eleições diretas, ou seja, há apenas vinte e sete anos. E evidentemente vinte sete anos é muito pouco tempo para a mudança histórica de um país.

    Tenho certeza que todos desejam uma mudança no cenário político atual e para isso precisamos despertar cada vez mais a juventude para exercer o seu protagonismo. Seja na sociedade civil organizada ou na política partidária, a juventude precisar ocupar espaços para perceber cada vez mais o sentimento de pertencimento.

    Já está bem claro que apenas reclamar da sua cadeira e atrás do seu computador por meio das redes sociais, não irá surtir grande efeito, precisamos é ser iniciar a mudança que pretendemos ver amanhã.

    Lembram-se do que leram no primeiro parágrafo desse artigo? Aquelas são as falas dos Deputados durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, ocorrido no ano de 1992, notaram alguma semelhança com o discurso durante a votação do impeachment da presidente Dilma ocorrido 24 anos depois, nesse ano de 2016? Muitas não é mesmo, aquela época eu contava com apenas 5 anos de idade, mas imaginem só se todos os jovens ocupassem verdadeiramente os seus espaços na política de modo a Hackear o sistema, talvez poderíamos assistir neste ano um debate com um nível melhor do que esse que está ocorrendo em Brasília.

    Portanto, as palavras de ordem são: “ocupação e protagonismo juvenil”, não podemos mudar que passou, mas se quisermos podemos mudar o final! Vamos todos juntos buscar a mudança e a melhoria do nosso cenário político nacional.

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  • Respeito à diversidade!

    Imagine só se todos nós fossemos iguais! Meu Deus como o mundo seria um lugar chato e sem emoção

    Postado dia 8 de abril de 2016 às 08h em Sociedade e Política

    iguais

    Foto: Reprodução/Internet

    Olha, para ser bem franco, está bem complicado viver em sociedade no Estado contemporâneo, onde cada vez mais as pessoas são donas de verdades absolutas. Outro dia mesmo, fiz um comentário sobre isso falando a respeito da atuação dos Magistrados no país. Ora, é importante lembrar que em um Estado Democrático de Direito, a tutela jurisdicional jamais será uma verdade absoluta! O magistrado analisando todo o conjunto de fatos e normas proferirá a decisão que naquele momento julgar ser a mais justa e correta! Quem preferir uma verdade única e absoluta é melhor ir para a Coréia do Norte, antiga URSS, entre outros, pois bem, deixemos o exemplo “juridiquês” de lado e voltemos às diversidades.

    Como já falado também em artigo anterior, a evolução da era digital nos trouxe grandes avanços tecnológicos e também nos auxiliou muito em termos de facilidades e melhor qualidade de vida. Entretanto, como tudo na vida, onde existe o bônus existe o ônus. As redes sociais brilhantemente trouxeram voz a todos as pessoas, mas invariavelmente os usuários não utilizam o recurso com prudência e parcimônia e diariamente nos deparamos com textos, posts, fotos, memes e “otras cositas más”, extremamente preconceituosos seja lá contra quem ou o que for.

    Imagine só se todos nós fossemos iguais! Meu Deus como o mundo seria um lugar chato e sem emoção. Pois bem, diante disso é que temos que ter um desenvolvimento mental e espiritual suficiente para aceitar as diferenças de nossos pares e, quando necessário, com sabedoria e educação discutirmos nossas diferenças a fim de um consenso quando possível e, se não for possível, que fique cada um com seu dogma.

    Não há como fugir do tema da atual dicotomia social que estamos vivendo por força de uma das maiores crises políticas institucionais da história. De acordo com narrativas criadas para esse único fim, existem os bons e os maus, nós e eles, e os tão famosos coxinhas e petralhas!

    Dois pontos devem ser observados: se o problema pertencesse à classe das ciências exatas já havia sido resolvido! E, se a imprensa fosse a grande vilã, com certeza seria muito mais fácil acabar com tudo. Evidentemente o problema está nas entranhas de nossa recente Democracia e só à base de muito diálogo e engajamento da sociedade civil vamos conseguir juntos sair dessa crise, pois todos nós, sem distinção, queremos um país melhor e com justiça social.

    Amanhã, ao acordar, respeite quem vai ao trabalho de bicicleta e igualmente aquele que vai de carro, respeite quem assiste televisão, assim como aquele que lê um livro, tenha o mesmo carinho por quem come carne animal, igualmente a um vegano, fique feliz por ver o seu amigo correndo uma maratona de 42 km, mas também buzine para aquele na fila do  lanche do fast-food, e por favor respeite aquele que diverge de sua opinião política! Posso garantir que sua vida ficará muito mais leve!

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  • Santa Ignorância!

    A ignorância plena leva a pessoa a crer que a alta do dólar em nada altera a sua vida,

    Postado dia 9 de março de 2016 às 08h em Sociedade e Política

     

    ignorância

    Foto: Divulgação/Internet

    A cada dia percebo que definitivamente a ignorância é uma benção em todos os seus aspectos. Aquele que leva uma vida inteira na ignorância plena, tende a viver melhor que os demais, pois acometido de uma cegueira aguda não enxerga ou prefere mudar a realidade dos fatos.

    Uma pessoa ignorante, ao se deparar com um lago ou uma piscina desconhecida, não faz uma análise prévia ao dar o mergulho se aquele local é adequado para dar o legítimo salto “de cabeça”, ela apenas pula e depois confere o resultado não importando se sofrerá um traumatismo craniano ou se sairá feliz da água para um novo salto.

    Esse singelo exemplo da piscina, invariavelmente pode ser aplicado em diversas outras situações onde a ignorância prevalece entre os demais animais racionais. A ignorância plena leva a pessoa a crer que a alta do dólar em nada altera a sua vida, uma vez que ela utiliza o real para comprar o seu pãozinho de cada dia, apenas não se lembra ou não quer lembrar que o trigo para fazer o seu pão sofre vários impactos de acordo com a variação da moeda americana.

    O ser ignorante despeja o seu lixo diretamente nas ruas e descarta o seu antigo sofá em qualquer local, esquecendo que combinado às águas de março aqueles objetos contribuirão para o alagamento de diversas ruas e nos próximos dias o acúmulo de pequenas poças de água servirá de berço para os futuros mosquitos tão populares aedes aegyptis, que atualmente são capazes de transmitir três tipos de doenças distintas.

    Entretanto, em ano de eleição uma figura que nos chama bastante atenção é o ignorante por opção! Aquele que acredita que vivemos em uma luta entre Lúcifer e Miguel, onde só existem apenas dois lados, o bem e o mau.

    Inebriados em meio a essa penumbra, acreditam que todos os problemas do nosso País, Estado e Município, são responsabilidade de um único gestor ou partido político como se existisse algum salvador da pátria! Não pretendo aqui dar guarida a esquerda ou direita, corrupto ou corruptores, mas convidá-lo meu caro leitor, a ocupar o seu espaço na política partidária, ou na sociedade civil organizada, para juntos através de um debate construtivo, sem polarização, avançarmos nesse ano de eleição para uma sociedade mais justa, igualitária e sobretudo na construção de um Estado cada vez mais sólido e democrático.

    Mas não se esqueça, caso insista em acreditar na luta entre o céu e o inferno, lembre-se, a ignorância é uma benção!

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