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Fernando Maque

Profissão: Músico

Cidade: Mogi das Cruzes

Filho de uma exímia pianista, Fernando tem a música no DNA, na veia e faz dela sua razão de viver. Um artista ímpar. Dono de uma sensibilidade singular e capaz de cantar com a alma. Apaixonante, emocionante e cativante como poucos. Seu repertório romântico, suas músicas com melodias calmas e notas serenas denotam sua essência na busca por um mundo melhor, mais tolerante e repleto de amor.

  • George Carlin

    George Carlin foi um dos meus mentores... Desde que comecei a entender o meu papel neste mundo, como “gente”.

    Postado dia 16 de dezembro de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    george carlin

    Foto: Divulgação

    George Carlin não é pra todos. Longe disso. Sequer os que o conhecem muitas vezes não o compreendem quem dirá os seres marinheiros de 1ª viagem. George Carlin é uma provocação, um tapa na cara, um empurrão, um “acorda pra vida”.

    Indico o George Carlin somente para quem eu gosto muito e para quem eu tenho certeza de que ele será útil, que entenderá o que ele diz. Para mim, ele é como um presente que você dá para uma pessoa. Não se pode divulgar o George Carlin para qualquer um, porque não é qualquer um que tem a capacidade sarcástica, senso de humor e inteligência mínima para entendê-lo. Tenho muitos amigos, muitos mesmo. Muitos. Mas são RARÍSSIMOS os que eu indico. Fiz isso até hoje para 4 pessoas apenas.

    Quem não conhece George Carlin, ótimo, fique sem conhecer mesmo porque como dizem por aí; “Os ignorantes sofrem menos”.

    Agora, quem gosta de George Carlin para mim, já é boa pessoa, diferenciada,  pois uma pessoa boa não é aquela que é boa PRA VOCÊ e sim aquela que é boa para o mundo. Não é aquele que cumpre com OS SEUS interesses e sim aquele que entende o mundo e vive sem julgar o outro, é aquele que vive o bem comum, é aquele que questiona o seu viver e o seu papel no universo e assim torna-se menos pior ser humano e isso, George Carlin fez com maestria, e mais, nos deu direção, para todos nós.

    Quer uma dica do quanto eu gostava dele? No dia que morreu, eu chorei, quieto no meu canto, sem falar nada para ninguém. George Carlin para mim… Era a personificação da pergunta:

    Nós servimos pra que?

    Não estou categorizando que; quem não gosta de George Carlin não é boa pessoa. Até mesmo porque muitos nem o conhecem ou sequer ouviram falar dele. O que digo é que; quem o conhece e o compreende tem uma visão diferenciada do mundo. Não é necessário concordar com o que ele diz, aliás, eu discordo em milhões de aspectos e argumentos porém, há de se concordar com ele sobre uma coisa; Devemos questionar nossa existência e o nosso papel nesse Universo.

    Afinal de contas, quem não sabe para o que veio, logo, não sabe para onde deve ir.

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  • Cultura x Eventos

    O propósito da Cultura é formar cidadãos melhores, mais conscientes de sua história e existência

    Postado dia 1 de agosto de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    eventos

    Foto: Reprodução/Internet

    Ainda que alguns poucos e isolados insistem em discordar, é inegável o avanço que Mogi das Cruzes viveu em seus últimos 16 anos de Governo Municipal. A cidade avançou em diversas áreas. Modernizou-se, expandiu-se e assim aconteceu também com a Cultura Municipal.

    O período de abertura e expansão cultural acontecido muito nos beneficiou porém agora, faz-se necessária, por conta do próprio progresso adquirido, segmentar, departamentalizar e separar a Cultura, em sua própria concepção da palavra, de Eventos. Cultura e eventos são áreas distintas. Caminham juntas entretanto, coexistem distintamente uma da outra.

    Naturalmente, pelo avanço adquirido nas últimas 4 (quatro) gestões municipais deu-se a chamada “Cultura de Massa”. Este é um fator natural, onde pouco se tinha ou pouco podia-se fazer por razões orçamentárias e outras, e então deu-se a “Cultura de Massa” onde o cidadão é levado ao evento na esperança de uma possível absorção de cultura, como um único bloco. Em tempo, e por pura e simples ilustração, cabe citar a célebre frase: “Pão e Circo”. Reitero que não é este o retrato atual da Cultura Municipal mas que, se não houver uma descontinuidade de Cultura e Eventos atrelados, fatalmente permaneceremos “sentindo” a Cultura como uma festa da cidade, uma comemoração cívica e nada além disso.

    O propósito da cultura é formar cidadãos melhores, mais conscientes de sua história e existência, e o propósito dos eventos é única e simplesmente confraternizar e celebrar datas e acontecimentos. A “Cultura de Massa” atualmente confunde e contraria os cidadãos que já atendidos, anseiam por mais. É neste momento onde as críticas aparecem e com mais força que o realizado, infelizmente.

    Tratemos a Cultura com a devida atenção que ela precisa e merece ser tratada. Neste momento, tratar a Cultura de forma ilibada seria fundamental para a continuidade de projetos já implantados e de sucesso comprovado.

    Departamentalizar, na própria Secretaria Municipal, “Cultura” de “Eventos” propiciaria uma melhor aceitação dos munícipes e mais chances de adquirir sucesso na gestão político/executiva. Muito avançamos. Ironicamente, para avançarmos ainda mais, devemos repensar as Políticas Públicas Culturais como braços de alcance e como base profunda e indelével. A Cultura na sua essência. Cultura não é entreter o cidadão. Cultura é formar o cidadão

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  • Um bate-papo com o vereador Juliano Abe

    No dia 23 de junho sexta feira, aconteceu na Cãmara Municipal de Mogi das Cruzes uma reunião com pessoas vinculadas aos mais diversos segmentos profissionais com o atual vereador Juliano Abe

    Postado dia 1 de julho de 2016 às 09h em Sociedade e Política

    juliano abe

    Foto: Reprodução/Internet

    Eu, Fernando Maque, 45 anos e atualmente exercendo a profissão de cantor, fiz questão de convocar essa reunião para que todos os participantes envolvidos, inclusive o próprio Juliano Abe, pudessem conversar de maneira mais próxima e informal, sem desqualificar a grande importância desse evento, de modo que assim, nós, profissionais residentes em Mogi das Cruzes, tivéssemos a oportunidade de solicitarmos ações, melhorias para a cidade, e interagirmos com os últimos acontecimentos políticos, como por exemplo, a desistência do deputado federal suplente Junji Abe de sua candidatura para Prefeito Municipal.

    Esse encontro durou cerca de duas horas, e foi somente o primeiro de mais alguns que irei organizar com o vereador Juliano Abe para que assuntos de interesse público sejam discutidos.

    Juliano Abe falou de diversos assuntos. Ele reforçou os motivos pelos quais Junji Abe deixou a candidatura, pelo fato de que estava sendo duramente atacado, que o tempo disponível para ele em sua campanha não era suficiente para se defender das acusações e ao mesmo tempo apresentar seus projetos, e também pela preservação familiar, que também era alvo de ofensas diversas, inclusive com conotações racistas. Juliano também não confirmou se será o cabeça de chapa ou o vice nas disputas eleitorais para Prefeito de Mogi das Cruzes, cujo o prazo para a decisão é até o dia 4 de julho.

    Um dos assuntos abordados foi uma série de ideias para o futuro de Mogi. Um deles era voltado para a área de cultura: foram apresentados alguns projetos de integração social, acadêmica e cultural. Um deles sugere que a Prefeitura faça uma triagem com diversos jovens, a fim de incluí-los dentro de escolas particulares para aprenderem música de acordo com suas grades curriculares. Sobre esse assunto Juliano fez algumas ressalvas pertinentes para que o projeto possa ser colocado em prática visando a necessidade do apoio à cultura municipal.

    Essa reunião realizada, servindo como um bom modelo para as futuras já planejadas, tem a intenção de aproximar o legislativo do cidadão, que muitas vezes, limita-se a informações restritas sobre o desenvolvimento político da cidade, baseados apenas pelas mídias convencionais, e desse modo estreita a distância já natural entre a vereança e a população.

    Nesse primeiro evento houve a participação de 8 pessoas, e no próximo, ainda a ser agendado, o número de participantes deverá ser 15.

     

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  • O divórcio

    O divórcio é infantil. É protagonizado por dois adultos que se tornam crianças brigando por um pirulito

    Postado dia 1 de junho de 2016 às 07h em Causos e Coisas

    divorcio

    Foto: Reprodução/Internet

    Antes de qualquer coisa, quero registrar: se o seu caso em específico não estiver relatado, descrito, ironizado ou lamentado, nada posso fazer. Sei que muitas são as razões para se divorciar, mas não consigo pensar em todas. Porém sei também que muitas são as razões para não fazê-lo.

    A minha intenção não é ser preciso. Minha intenção é ser o mais abrangente possível, além de poder revigorar todo o meu lado maldoso e sarcástico falando deste assunto tão infantil. Sim, o divórcio é infantil. É protagonizado por dois adultos que se tornam crianças, brigando, muitas vezes, por aquele pirulito que é mais vermelho do que o outro.

    Crianças são amigas, brigam, choram, brigam um pouco mais, ficam com saudade do amigo, esquecem e voltam a serem amigas. Adultos não, adultos se divorciam.

    Pode ser infantil, mas o divórcio não é uma coisa simples. Nem de longe. Puxa vida, poucas vezes vi um assunto ser tão profícuo e ter tantas atenuantes. Explica-se agora o fato de termos advogados especializados somente nessa passagem desgraçada da vida de alguns. Como a minha, por exemplo.

    Por outro lado, escrever sobre o divórcio, ou mesmo defini-lo, também pode ser simples.

    Tenho uma amiga psicóloga, uma pessoa incrivelmente inteligente e de uma sagacidade imensa, também divorciada, que uma vez me disse que o divórcio nos causa um luto. Que a sensação que sentimos é a mesma da perda. Quando alguém morre mesmo.
    A dor relatada por ela, através de sua vivência profissional, compara-se àquela separação causada sem querermos de fato. Isso nos causa uma frustração imensa e temos um grande trabalho para lidar com ele – esforço dobrado para superar todas as fases de um divórcio conturbado. Sim, “divórcio conturbado”, porque se não for conturbado não é divórcio, é separação mais que amigável com “pegas remember de transa enlouquecida pro resto da vida”.

    Sendo assim, logo pensei no divórcio como um velório. Mas sem o morto morrido. Ele até está presente na “cerimônia”, mas está morto de uma outra maneira. É um defunto que não fede, que respira, que fala, que anda, mas que já não mais consideramos vivos em nossa história futura. Página virada, livro lido e esquecido na biblioteca, filme já assistido.

    Farei o seguinte, facilitarei a minha própria vida e da vocês; escreverei sobre o divórcio em tópicos, em suas causas possíveis. Caso falta algum motivo causador ou se eu não relatei abaixo a sua causa, me perdoe. Meu leque de desgraças não é tão grande assim.

    O divórcio causado por morte

    Isso não é divórcio… é viuvez. Mas se você já desejava livrar-se do infeliz ou da “maldita”, conseguiu, deu sorte, sem muito esforço. De qualquer maneira é um divórcio forçado. A vida os divorciou e deixou assim uma lacuna insubstituível. Não que tenha sido bom, mas que nunca mais se apagará. Divórcio causado por morte é um luto dobrado. Chora-se duas vezes: Uma por que morreu e outra porque não tivemos a oportunidade de nos divorciar dizendo todas os xingamentos e as bobagens que desopilam nosso fígado numa mistura de vingança, alívio e prazer sórdido.

    O divórcio causado por uma traição

    Ah… o mais comum, e o mais controverso. O traidor ou traidora negará até o último suspiro da sua existência que não o traiu. E pior, se não negar, dirá que foi você mesmo o causador da traição pois dará 491 razões do porque você é o causador da desgraça. No fim, além de ser traído você carregará, na boca do outro, geralmente na boca da manicure mequetrefe da esquina, a sua “culpa”.

    A traição é algo curioso realmente. Costumo dizer que trair é que nem matar, dividida em 3 estágios:

    A sensação de trairmos pela primeira vez é a de que matamos um homem. Nossa! A culpa é avassaladora. É como se tivéssemos tirado a vida de alguém e tudo o que ela poderá conquistar um dia na vida. É uma sensação pesada, triste, fica-se com a impressão de que todos estão nos olhando, que estamos sendo seguidos.

    A sensação de trairmos pela segunda já é bem diferente. É como se tivéssemos matado não um homem mas sim uma galinha. Tadinha. A culpa é menor. Galinha não persegue ninguém e nem se vinga. Fica um pouco mais fácil.

    Agora, depois da terceira traição, a sensação é de que matamos um  pernilongo. Matamos e ainda nos sentimos poderosos, mostramos pra todo mundo que somos os “fodões” e que “com a gente é assim mesmo, nóis mata sem dó”.

    O divórcio causado por traição talvez seja um dos mais tristes, porque a outra parte ainda amava o traidor. É pega de surpresa e, atônita, tenta inutilmente entender o que aconteceu. E o perdão, apesar de ser um dos mais lindos ensinamentos de Cristo, é algo quase impossível. Como perdoar aquele safado??? Aquela safada que o trocou por outro? Como? Realmente é algo até impensável e que exige um grau de elevação espiritual quase divina.

    O divórcio causado por uma traição abre espaço para um sentimento novo, difícil de sentir mas que estará enraizado em seu coração para sempre: a desconfiança. E se o amor é quase todo ele baseado em confiar no outro, isso se desfaz quase que para a eternidade.
    Eu iria escrever muito mais sobre o divórcio causado por uma traição, muito mais, mas eu me cansei só de pensar nas muitas situações e por si só este tópico daria uma crônica. Seguimos em frente.

    O divórcio causado por desgaste natural

    Os dois são pegos de surpresa. Ambos são surpreendidos por uma onda de problemas em que a solução torna-se praticamente invisível de se ver e se aplicar e então tomam o caminho mais fácil, erroneamente pensado como se fosse o mais simples; recomeçar tudo de novo com um outro alguém.

    Os arquitetos dizem que é mais barato e mais fácil derrubar uma casa inteirinha, pô-la abaixo literalmente, do que reforma-la. Senhores arquitetos, em verdade lhes digo; só na arquitetura mesmo.

    Recomeçar dá um trabalho de vida que só vendo. É complicado achar alguém que seja compatível novamente com você, enfim, trabalho e mais trabalho. E pior, depois de um divórcio o nosso “pacientômetro” diminui consideravelmente, fazendo com que não tenhamos mais “saco” nem tampouco disposição para joguinhos, insinuações e conquistas baratas.

    O desgaste natural às vezes é identificado por um dos parceiros mas já não se vê, além dos problemas, uma forma de conversar sobre o assunto, uma maneira de um dos lado ceder sua razão, mesmo que a tenha, em prol do casal.

    Mas aí entraremos no âmbito do ego e definitivamente, eu tenho mais o que fazer do que perder o meu tempo escrevendo sobre o ego alheio. Já o meu eu não suporto, que dirá o dos outros.

    O divórcio causado pela re-adolescência

    Esse é o mais engraçado de todos. Disparado.

    Engraçado porque não há coisinha mais ridícula do que aquela senhora, entre os seus 40 e 60 aninhos, já um tanto passada pelos anos vividos para não descrevê-la como um maracujá de gaveta de geladeira, já um tanto assim digamos, murcha, querer se passar por gatinha.

    E pior, vê em seu atual marido um velho caquético, acabado, com sua virilidade já nem tanto nas alturas e assim, acha que está muito mais nova, diz que sua libido a está chamando para uma vida de aventuras sexuais, ilude-se achando que ainda tem muita vida pela frente e o que ela quer mesmo é pegar na mão do Zeca Pagodinho e “deixar a vida me levar”. Briga, bate o pé, se divorcia, xinga até a quinta geração do infeliz, fica com mais da metade dos bens do caquético, vai no shopping e compra roupinhas que cairiam como uma luva para a sua neta-sobrinha. Triste. Virou a famosa “perigosa”, piriguete idosa.

    E então sai na balada usando seu salto 12 com aqueles dedinhos todos espremidos, já todos repletos de joanetes e calos mal-tratados, tentando rebolar o que um dia já foi uma bunda – e, pior, pendura-se no primeiro gatinho mais novo e sai pagando tudo o que o rebento deseja. E claro, tudo isso com o dinheiro que ela extorquiu do caquético (lembram-se dele?).

    Vamos agora falar do homem re-adolescente? Um dia ele se levanta, com aqueles restinhos de cabelo ralinhos. Todo espevitado, vai cambaleando ao banheiro. Olha para o espelho, encolhe a barriga, põe as mãos na cintura e diz: “Vou me divorciar!” Pronto, já se decidiu. O homem que resolve ser adolescente novamente e ser livre pra mudar o mundo à sua maneira decide mais rápido do que escolhe se quer o x-salada com ou sem maionese.

    E ele faz isso com uma facilidade que é de dar até inveja. Comunica a esposa, que, sem entender nada, pensa que isso não passa de uma crise existencial mal curada e daqui a pouco cairá em si mediante a sua infantilidade. Comunica a filha com um “tô na pista filha, avisa as suas amiguinhas, rá” e o filho ele nem avisa porque esse aí aprenderá com o pai como é que se faz pra “ser feliz na vida”.

    _Vai vendo o papai filhão, é assim ó: Tá viva e com mais de 40 quilos? Dá no coro da mulherada filhão! ”.
    _Mas a mãe tá sofrendo, pai.
    _Cala a boca moleque! Não fala assim da sua mãe. Ela tá bem.

    Mas a coisa complica quando ele aparece com uma novinha qualquer, matematicamente calculada para ter a metade da idade da ex-esposa, e que conheceu numa das baladinhas que foi com os novos amigos – sim, novos, pois todos os outros ainda estão casados e alguns deles invejando-o e pior, incentivando-o a viver mesmo a sua vida e a ex que se lasque, ainda que seja a sua própria irmã. Sim, porque cunhado é impressionante. Ele tem uma habilidade quase que profissional pra ser um filho da puta traidor da família. O cara trai, rouba, mata, esquarteja, larga a irmã na sarjeta da amargura, mas não larga do cunhado.

    Se este homem soubesse na verdade o quão ridículo é voltaria com o seu rabo entre as pernas, e pediria desculpas à sua esposa, que inclusive aguentou esse tonto a vida inteira, ainda mais do que sua própria mãe.

    O divórcio causado pelos filhos

    Dizem que filhos não seguram um casamento. É verdade. Mas também não é de todo errado dizermos que alguns filhos aceleram bastante a desunião de um casal. Isso geralmente acontece quando os filhos decidem tomar partido do pai ou da mãe numa briga, desavença familiar ou por pura e simplesmente polemizar porque criança e adolescente quer mesmo é falar e ser ouvido. Ainda que o que tenha para dizer seja uma imbecilidade sem tamanho.

    Muitas vezes os filhos, inadvertidamente, incentivam a razão dos pais dando-lhes coragem para seguirem em frente com suas opiniões, visto que, numa vida em comum, é fundamental que retrocedamos vez ou outra, mesmo que tenhamos razão. Por mais que estejamos certos, às vezes não vale à luta tentar convencer o outro. Vale simplesmente ceder, em prol de ambos, em prol da união. Ou seja, “estou certo por nós dois”.

    Mas não é assim que os filhos veem a situação, pois ainda não se casaram, ainda não cresceram, ainda não sabem da vida um quinhão para opinar e nem tampouco escolher um lado da briga.

    É fundamental que os pais ensinem seus filhos a enxergarem os seus limites e além. Ensiná-los a calarem suas bocas no tempo certo, pois “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. E não é porque a colher está na cozinha que os filhos podem enfiar onde entenderem que deva.

    Filho é filho. Casal é casal. Família é todo juntos.

    E por fim, o último e mais triste de todos. Aparentemente sem razão para existir. O mais silencioso. O mais tenebroso, o câncer na vida de um casal.

    O divórcio causado pela falta de fé um no outro

    Ah, tantas coisas já ouvi sobre divórcios. Tantos amigos. Tantos que nunca pensei que passariam por isso. Tantos que já me surpreenderam pois, eu entendo eu mesmo me divorciar 10 vezes mais jamais acreditaria que “aquele” casal fosse um dia se divorciar.
    Mas existe um momento em que, por qualquer razão, perdemos a fé no outro, no que o outro pode nos proporcionar, na sua força de trabalho, na sua cumplicidade, na sua querência em estar em nossa companhia, perdemos a fé de que aquele escolhido não é mais assim, tão herói e nem se parece mais tanto com quem a gente escolheu um dia.

    Mas ainda mais triste é quando isso acontece numa via de mão única, quando somente um percebe que não acredita mais no outro. Não acredita pura e simplesmente em suas palavras, não é isso. Quando não acredita que seu par caminhará ao seu lado rumo à tão sonhada felicidade.

    Geralmente, quem mais sofre é quem ainda tem fé. Sofre muito quem ainda acredita ser capaz de salvar seu casamento. Sofre dores lacerantes de alma quem ainda fica na casa, com seus restos de “um dia fomos tão felizes aqui”. Sofre uma dor quase incompreensível e insuportável quando uma pessoa amiga, no intuito de ajudar, pergunta o porquê da separação e você não tem essa resposta na ponta da sua língua porquê da sua boca, só o que sai é saudade.

    Quem perde a fé vive bem. Vive mal quem ainda tinha fé de que aquele casamento era uma promessa cumprida, era um compromisso com a vida do outro e assim lá estava você fazendo jus à Deus e honrado sua palavra de pessoa de bem. Ou pelo menos tentando ser uma pessoa do bem.

    Num divórcio, seja ele da natureza ou causa que for, todos perdem. Ninguém ganha. Nunca ninguém ganha. Quem ganha é o advogado, o juiz, os funcionários do fórum, o escrivão, dono de cartório e outros interessados. No mais, todos perdem.

    A família perde. Os filhos perdem. Os pais perdem. Os amigos perdem. Todos perdem.

    A ruptura é sempre um trauma. Nunca em tempo algum uma ruptura fez-se sozinha. Ou, se precisou de outro para se formar, não será sozinho que será completo, inteiro, pleno, um todo.

     

    Eu perdi a fé no casar. Não em mim, e muito menos na minha capacidade de fazer alguém feliz ao meu lado. Essa capacidade eu sei que tenho; ela pode não ser a mais feliz ao meu lado, mas com certeza será a que mais rirá com meu característico e muitas vezes inconveniente bom-humor.

    Eu perdi a fé no casamento. Mas não porque é uma instituição familiar incompatível com a atualidade, com a modernidade e outros argumentos, e sim porque eu me casei para estar casado uma única vez na vida. Eu só me casei uma única vez. Nunca mais me casarei diante de Deus pois não saberia fazer a mesma promessa duas vezes e não ser capaz de cumpri-la. Essa frustração de uma promessa não cumprida a Deus eu já carrego comigo há anos. Eu não saberia fazê-la novamente.

    Quando eu estava ajoelhado, no altar, recebendo as bênçãos de meus convidados, padrinhos, pais, sogros, padre e acima de tudo, de Deus, eu prometi à mim mesmo; “Eu farei de todo o meu impossível para que esta união dê certo meu Deus. Acredite em minhas palavras e no meu desejo em meu coração.” E assim o fiz.

    Mas o que eu não considerei, o que me falhou à atenção foi que para que desse certa essa minha promessa, para que eu pudesse cumpri-la, eu dependia de outra pessoa. Eu me esqueci, não me atentei a este pequeno e crucial detalhe e vivi o mais amargo divórcio que poderia ter vivido. Eu morri e renasci ainda vivo. Eu me tornei minha própria saída. Eu tomei como ar meu próprio último folego. Mas infelizmente, eu perdi a fé, a minha fé.

    O Bono me disse que um dia eu a recuperarei da minha falta de fé num casamento. Que eu preciso amar o meu amor próprio e assim, tudo um dia voltará, que a fé voltará.

    Nos dias atuais casar-se é ainda muito comum. E eu acho isso maravilhoso.

    Eu mesmo presencio muitos casamentos. E mais, sou a voz da trilha sonora de muitos casais, de muitos sonhos, de muitos pombinhos num começo esperançoso de uma vida em comum.

    Mas não há uma vez em que não observo os casais enquanto canto, e lá de cima do palco pego-me pensando numa frase que de tanto medo que me causa, penso cada vez mais baixo e cada vez mais olho para os lados, para todos os lados, apavorado, temendo que alguém descubra o que estou pensando naquele exato momento.

    E esta frase me perseguirá no meu próprio viver, até o último dia da minha vida.

    _ Será?

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  • Cada um com o seu pontinho

    Um empreendedor verdadeiro toma para si todas as responsabilidades de erros novamente cometidos e acalenta-se sob sua própria consciência já culpada, aprendendo que tudo depende de seus desejos e anseios

    Postado dia 29 de abril de 2016 às 07h em Causos e Coisas

    empreendedor

    Foto: Reprodução/Internet

    Faço-me essas perguntas todos os dias. Confesso. Algumas vezes, quando estou indo para o trabalho, sinto uma angústia misturada a incertezas tão grande por não saber se atingirei o sucesso profissional que desejo.  Os motivos de eu sentir essa angústia poderiam ser elencados aqui facilmente. Talvez o principal motivo de esse sentimento aflorar é porque sou, antes de tudo, um ser – humano, uma pessoa normal como todos, com medos, fraquezas, incertezas e, acima de tudo, frágil. Penso que os medos e as dúvidas façam parte do nosso caminhar, portanto, devemos encará-los como parte inseparável e inevitável da nossa condição.

    O sonho de fazer da minha empresa um empreendimento de sucesso me faz encarar o meu eu profundamente. Faz-me ver quem eu realmente sou. Quem eu quero me tornar e o que quero para os outros que me rodeiam. Que tamanha responsabilidade para conosco temos nós, empreendedores. Será que queremos o sucesso por vaidade, por grandeza ou para realmente contribuir para o mundo? Lá no fundo dos nossos corações, o que, realmente, queremos? A grande pergunta é: Que empreendedor eu sou?

    Essas são perguntas que devemos responder para nós mesmos, sozinhos em nosso canto, com honestidade absoluta, com a alma clara e cristalina e, acima de tudo, com verdade.

    Tenho certeza que os grandes empreendedores, empresários de sucesso, perguntaram-se isso e em algum momento, responderam a si mesmos, a verdade, absoluta e sem maquiagens corporativas disfarçadas de conceitos e vocabulários difíceis.

    A pergunta é tão simples como o simples deve ser: Que empreendedor eu sou?

    Me nego a acreditar que meus “Role-Models”, ou seja, meus exemplos de empreendedores chegaram “lá” apenas vivendo seus dias sem saberem o que são e o que verdadeiramente querem. Tenho certeza que o Sr. Júlio Simões, por quem tenho profunda admiração e um respeito infinito, com quem já trabalhei inclusive, um dia também sentiu medo. Por várias vezes me peguei falando com uma foto do Sr. Júlio, publicada em um jornal ou revista qualquer pensando; Diga-me o seu segredo Sr. Julio! Diga-me o que o fez vencer a vida? Qual o caminho que o Senhor percorreu. Fale-me o que fazer e eu o farei!

    Outra pessoa que, agradavelmente, “me rouba o sono” tentando decifrar é o Sr. Henrique Borestein. Fico imaginando a força incomensurável que fez para atingir seus objetivos. Fico imaginando o que passa em sua cabeça quando compara o seu passado com o presente e trilha, em segundos, seu caminho resumindo 30 anos de alegrias, conquistas, desavenças, obstáculos vencidos, pormenores de gestão e sim, o medo.

    Periodicamente encontro o Sr. Henrique Borestein e sorrateiro, discretamente, fico olhando para aquela “figura empreendedora” com meu talento de Sherlock Holmes tentando adivinhar como “ele chegou lá”. Se ele é um ser humano como eu, se sente medos como eu os sinto e se vive no mesmo universo que eu, portanto e matematicamente, tenho as mesmas chances de atingir o sucesso como ele. O que nos difere é o tempo gasto nos objetivos somente.

    Se eu pudesse, se a minha vida permitisse, gostaria de apenas ficar ouvindo conselhos de empresários de sucesso como eles. Gostaria de aos poucos ir escrevendo uma cartilha, um manual de instrução onde pudesse chegar ao sucesso. Porém sei que isso é lirismo, é um sentimento lúdico e que a probabilidade de atingir o meu sucesso seria pequena, pois não haveria o viver, o sentir medo, o desafio. Por fim, não haveria o aprendizado fundamental para o sucesso; a persistência.

    Tomo para mim a liberdade que não tenho para responder aqui a minha maior certeza;

    Como homens como o Sr. Júlio Simões e o Sr. Henrique Borestein chegaram lá? Só há uma resposta. Somente uma grande verdade.

    A fé!

    Não estou me referindo à fé religiosa. Trata-se da fé em si mesmo. Da inabalável crença em seus potenciais, mesmo que o medo se faça presente. É a fé de que dias melhores virão e que tudo vai se estabilizar. É a fé nos colaboradores e que juntos, todos como um barco a remo, sincronizados, nos levarão a costa do mar em paz, calmo e sem ondas raivosas.

    Não tive a ousadia de perguntar a ele, mas sei, tenho certeza, que o Sr. Henrique, durante todos os anos de sua vida empreendedora, nunca olhou para outro lado senão para frente enxergando apenas o seu objetivo, um único ponto, mesmo obscuro, mas um único e solitário objetivo. O seu “target”. A sua meta.

    Pessoas como ele não se deixam abalar por medos. Sentem medos e milésimos de segundos após voltam à si para trilhar seu caminho em busca de suas realizações pessoais. Transformam o errado em instruções de não-fazer e aprendem que um dia a mais de vida vivida é um dia mais perto do sonho realizado. Tenho a certeza mais que absoluta e vou além, desafio, quem quer que seja a me convencer que esses senhores motivaram-se por dinheiro. Não, nunca.

    Um empreendedor de sucesso busca realização pessoal. Ele busca o conforto e as realizações que o dinheiro possa trazer e não o próprio em espécie. Saber que estamos provendo realizações de outros através das nossas é a propulsão que nos move. Repousar um dia, em sono profundo e ter a consciência tranquila de ter cumprido o melhor ao nosso redor.

    Um empreendedor de sucesso é um amante inveterado da vida e a vive como se fosse sua única chance de vitória e na verdade, se pensarmos mais a fundo, realmente é. Um empreendedor verdadeiro toma para si todas as responsabilidades de erros novamente cometidos e acalenta-se sob sua própria consciência já culpada e aprende que tudo depende de seus desejos e anseios.

    O empreendedor deve, contrariamente a muitos que dizem o que fazer e como fazer, seguir seu próprio coração e sentir seus pés firmes no caminho que ele próprio decidiu trilhar; o caminho do sucesso. O caminho da sua realização pessoal.

    Não se desviem de seus caminhos e nunca, nunca, nunca, desviem seu olhar daquele pontinho lá longe, solitário, quase imperceptível e que o medo nos dificulta a visão; A SUA REALIZAÇÃO PESSOAL.

    Convidem a si mesmos para tomar um café. Apresentem-se a si mesmos e perguntem quem é você e o que deseja para a sua vida. Olhem para dentro de si e vejam a força que torna tudo possível. Sejam amigos íntimos e sorriem para ambos.

    O meu pontinho está lá, cada dia mais perto, por vezes tão longe, mas está lá. E sei que um dia estarei de frente ao meu pontinho, e que neste dia, tão esperado dia, eu possa olhar para o lado e dizer:

    —- Sr. Henrique, então era só isso? Era só não deixar de caminhar mesmo com medo? Bem, de qualquer maneira, Eu o agradeço pela inspiração.

    Muito obrigado!

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  • Os bailes de antigamente

    Eu devo ter nascido na época errada. Os salões perderam o glamour e a educação deu lugar ao egoísmo

    Postado dia 22 de abril de 2016 às 10h em Causos e Coisas

    bailes

    Foto: Reprodução/Internet

     

    Fico pensando nos Bailes de antigamente, como deveriam ser glamourosos e maravilhosos os minutos num salão todo decorado, com uma extraordinária Big Band tocando standards e clássicos de Jazz, o trompete cortando o salão com seus solos agudos ao som de Tony Bennet ou Frank Sinatra, as pessoas elegantes, os smokings, os summers, a mulheres bem vestidas, não necessariamente em ouro e prata, mas todos educadamente dançando e se divertindo.

    Com o tempo, e somente como o tempo tem a capacidade irracional de fazer, ruiu e mudou. E, em minha opinião, mudou para muito pior. O salão perdeu o glamour. Pessoas elegantes hoje precisam ser pinçadas. A educação deu lugar ao egoísmo. As músicas ainda existem, mas são poucos que as tocam. E a diversão? Ah, a diversão tornou-se um quesito opcional. O que importa é fazer-se presente, fazer-se notar.

    Eu fico imaginando como eram os Bailes no Cassino da Urca, no antigo Rio de Janeiro, quando ainda era a Capital do Brasil. Sim, o Rio já foi a Capital deste País. Sim, tínhamos Cassinos fantásticos e sim, tínhamos educação. Já pensaram em como eram as as festas no Clube Itapety, em Mogi das Cruzes?

    Mas daí, o tempo nos trouxe muita tecnologia. Veio a Internet. Os “gadgets” nos afastaram uns dos outros. A vida tornou-se rápida. A educação resumiu-se num “oi” e a música agora é cantada em tcherê-tchê-Tchê.

    Hoje mal encontramos um Trompete, quem dirá um de seus solos. Hoje os Smokings são alugados para eventos raríssimos, os Summers muito procurarão no “Google” o que significa, os Standards são cantados pelos mais de 50 nos Bailes temáticos, os Cassinos foram fechados e deram lugar aos já extintos criminosos Bingos, as pessoas não são mais tão educadas e, assim, tornamo-nos não mais tão elegantes. A elegância não vem do que vestimos e sim, de como nos comportamos.

    Hoje em dia é brega tirar uma moça pra dançar. Hoje em dia é brega ser um cavalheiro. Hoje em dia é démodé abrir a porta do carro. Nem lenço possuímos para que a moça não molhe seus pezinhos e hoje, tirá-la para dançar fica mais fácil se estiver rolando um refrão “Eu vou atrás, você na frente, tô louco pra te pegar”.

    Eu sou Cantor de uma Big Band. Desculpe, corrijo: Eu sou “Crooner” de uma Big Band. Eu sou um Cantor de clássicos e Standards tão antigos e tão lindos que a minha vontade é de que todos tivessem o privilégio de entender o que as letras significam. Nos raros minutos em que hoje os Standards e clássicos são tocados, sou acionado pelo meu Maestro e direto do túnel do tempo apareço no palco e canto, movimentando a minha boca com tanto cuidado, na esperança de que cada um entenda perfeitamente as palavras de Amor, as palavras inocentes de Amor ali contidas.

    É, são tempos que poderiam voltar. São tempos que ensinaram e ensinariam muitas pessoas a serem diferentes. Significando diferentes como mais educadas, mais cultas e mais sofisticadas e por fim, inocentemente, mais felizes.

     

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  • A gratidão

    A gratidão talvez deva ser um dos valores humanos que menos praticamos no dia a dia

    Postado dia 12 de abril de 2016 às 07h em Causos e Coisas

    gratidão

    Foto: Reprodução/Internet

    Ser grato, antes de tudo, é um ato legitimamente divino. Gratidão não significa somente retribuirmos com um “obrigado”. A gratidão deve ser passada adiante, deve ser posta em prática de um para outro. Se alguém nos fez algo bom, devemos agradecer e ir além, fazer o mesmo ou ainda mais para o outro. Tal qual uma corrente. Ser grato aos pais pela sua vida tratando-os com respeito até o fim. Ser grato ao amigo apresentando-o a outro bom amigo.

    Ser grato à faxineira por trazer higiene à sua vida. Ser grato ao garçom por servi-lo. Ser grato a tudo. Mas, acima de tudo, ser grato ao AMOR. Retribua o amor recebido com ainda mais amor. Torne-se uma ferramenta de amor. Faça mais que agradecer. É difícil eu sei, mas esforce-se e exercite isso em seu coração. Faça algo por alguém que possa transformar-se num “muito obrigado”. Mas nunca espere o agradecimento. Apenas faça!

    Se acaso fizermos algo no intuito de sermos vangloriados ou na expectativa de retribuição, este ato tornar-se-á ilegítimo de um agradecimento puro.

    Agradeça, sorria, retribua e seu mundo será muito mais colorido que o cinza da indiferença

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  • Todo mundo esperando o fim do mundo

    Mas... Mal sabem todos que o mundo já acabou faz tempo!

    Postado dia 1 de abril de 2016 às 08h em Causos e Coisas

    mundo

    Foto: Reprodução/Internet

    Maridos e esposas que juram fidelidade aos pés de Deus e traem tão facilmente quanto trocam de roupas;

    Criancas que encontram mais diversão em videogames que nos braços dos pais;

    Mulheres que exigem serem tratadas como mulheres de respeito e se encantam dançando e cantando aos coros “eu quero tchu… eu quero tcha”; homens que exigem uma moça pra casar e as procuram numa zona de esquina e se supreendem por “não ter achado a mulher ideal”;

    Pobres morrendo em filas e mais filas de hospitais enquanto governos desviam milhões em medicamentos e recursos para a saúde de uma nação inteira; professores que são tratados com menos importância do que o quadro negro; filmes feitos para entreter com o título de “E ai? Comeu?”;

    Pais se surpreendem pela filha ter perdido a virgindade aos 12;

    Músicas que com o tempo passaram a ser consideradas utópicas e irreais como “Esse cara sou eu”;

    “Amigas” que nos magoam até o fundo da alma quando sorriem ao mesmo tempo que nos apunhalam pelas costas de maneira cruel e indefesa;

    Pais que preferem ser “chefes” ao invés de amigos por toda uma vida.

    O mundo já acabou…

    Estamos vivendo dos restos, das remanescentes migalhas morais que nos deixaram…

    Ah… E podem me xingar sim, dizer que eu sou conservador, chato, radical, pessimista, derrotista, o que for. Eu não me importo. O que vejo e o que sinto deste mundo despedaçado pela falta de amor, é o que me preocupa.

    O meu mundo colorido não existe mais… por isso canto. Para a minha própria esperança que através do amor, e só através do amor… que este mundo se recupere.

    Vai ser difícil… Pois enquanto o mundo preferir “tcha e tcha”; esse cara, que sou eu… não poderei existir.

    Força mundo! Renove-se pois, eu amava morar em você quando tudo era menos malicioso e seus inquilinos menos mesquinhos. Deus…. ensine-nos novamente a não desperdiçar nosso livre arbítrio. Não mande seu filho de novo… não faça isso com ele novamente…. pois… vamos matá-lo… mas, desta vez… de desgosto!

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  • A traição

    Quando os sentimentos se confundem dentro do homem em busca da verdade no coração.

    Postado dia 23 de fevereiro de 2016 às 00h em Causos e Coisas

    Foto: Divulgação/Internet

    Foto: Divulgação/Internet

    Eu sou um promíscuo. Um traidor.

    Eu tenho um relacionamento sério com a alegria, mas eu a traio, sempre que posso, com a tristeza.

    A Alegria é doce, gostosa, bacana, mas com o tempo deixa a gente mole, confortável demais. Deixa a gente meio bobo. A Tristeza não. Ela deixa a gente mais atento, mais esperto. Eu gosto dela.

    Eu não queria gostar, de verdade, mas eu gosto muito da tristeza. Eu nem sei porque mas eu gosto. Eu a conheço bem. Ela sempre tenta me namorar.

    Às vezes ela vem quietinha, sorrateira, se aproxima e tenta me beijar, roubar-me um abraço. Danada.

    E às vezes ela consegue me pegar. E eu sempre arrumo um tempo pra ficar com ela. Mas hoje, depois de tantos anos, ela já não consegue me surpreender tanto. A Tristeza tem um rosto atraente, um corpo escultural, tem seios que nos fazem desejar ali deitar e pensar na vida, um tempo pensando, só para nos aconchegarmos em seu colo. É bom. Mas o prejuízo da alma vem depois. Depois não conseguimos nos soltar. Fica difícil escapar da tristeza. Danada.

    Eu conheço a tristeza como a palma da minha mão. Ela me adora. Vive querendo me pegar, vive querendo passar a noite comigo. Confesso: às vezes ela me pega sim. Mas eu já consigo soltá-la, já consigo administrar meu tempo com ela, meu tempo ao seu lado.

    Eu gosto da Tristeza. Não mais do quanto gosto da Alegria é claro, mas eu gosto dela porque é uma menina carente, uma menina que ninguém quer, e é tão bonita. Afinal de contas a Alegria não me ensina absolutamente nada, só a Tristeza.

    A Tristeza me ensina a não quere-la, é como um vício que nos mata mas que é bom enquanto existe. Enquanto estamos com ela, de repente nos bate uma vontade de mudar o mundo, de mudar tudo, ela nos mostra coisas, ela nos mostra o que não queremos, ela nos mostra o que fizemos de errado, ela nos ajuda. Danada.

    A Tristeza é boa pra mim. Eu gosto dela. Eu só não posso… viver com ela.

    Um beijo pra você Tristeza, mas você precisa ir embora. Não fique triste comigo. De tempos em tempos a gente vai se ver novamente.

    Aproveitando, leve um recado para a Alegria por mim?

    Diga que estou disponível.

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