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Cidão Fernandes

Profissão: Ator

Cidade: Suzano

Formado em Licenciatura e Bacharelado em Teatro pela Universidade Anhembi Morumbi. Gestor público em cultura pela Prefeitura de Suzano entre 2005 a 2012. Presidente do Instituto N de Arte e Cultura. Gestor de várias espaços culturais e hoje do Espaço N de Arte e Cultura. Dirigiu mais de 10 espetáculo no Teatro da Neura e produziu espetáculos como "O Velório" e "A Menina da Cabeça de Bola" premiados pelo Proac e Ministério da Cultura respectivamente. Militante cultural.

  • Espetáculo Passos da Paixão será apresentado nesta sexta-feira

    Espetáculo Passos da Paixão será apresentado nesta sexta-feira (14/04)Função primordial da peça, além de recontar a história de Jesus, é direcionar o olhar para debates sociais

    Postado dia 14 de abril de 2017 às 12h em Sem categoria

    Foto:: Divulgação

    Foto:: Divulgação

    O tradicional espetáculo “Passos da Paixão” será apresentado na Sexta-Feira Santa (14 de abril), às 20 horas, na Praça de Eventos “Lucília Gomes Felippe”. A produção é da Associação Cultural Opereta e recebeu da Prefeitura de Poá um termo de fomento no valor de R$ 150 mil, além do apoio da Secretaria de Turismo do Estado.

    Desde a primeira edição do espetáculo, em abril de 2000, a função primordial da peça, além de recontar a história de Jesus, é direcionar o olhar para debates sociais. Foi assim no ano passado, quando a montagem se referiu aos Refugiados e assim será este ano a partir do tema “Conflitos pela garantia de direitos sociais”.

    Desde de segunda-feira (10/04), a empresa responsável pela montagem dos palcos está presente na Praça dos Eventos. Na terça-feira (11/04). o atores começaram a ensaiar já com o palco sendo montado.

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    A partir da lógica do jogo de poderes, a direção da peça aposta em referências a Brasília (DF). “Estamos levando em consideração toda a inspiração criativa do projeto do arquiteto Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa”, explica a diretora geral, Lidiane Santos.

    A produção do “Passos da Paixão” é assinada pela Companhia Roda Mundo e a Associação Cultural Opereta com outros profissionais de cultura da região. As primeiras reuniões para a 18ª edição do espetáculo começaram em agosto de 2017. Atualmente, a equipe é formada por mais de 40 integrantes, que se dividem em várias funções, que vão desde a elaboração do texto cênico até a montagem dos adereços que vão compor o figurino das personagens.

    Novidades
    Fernandes Júnior, diretor de elenco, revela algumas das novidades desta 18ª edição. “Teremos uma versão mirim da Maria e de Jesus, ou seja, o texto este ano se aproxima da realidade da infância da mãe de Cristo que pouco se sabe e, assim, dessa fase também da vida de Jesus”.

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    Júnior comenta ainda que, outros elementos estarão presentes este ano no Passos da Paixão, mas que o público deverá estar atento para captar a mensagem e simbologia das referências. “A proposta do Passos da Paixão é sempre contar para o público uma história já conhecida, mas sempre de uma forma diferente. É para isso que se tem o tema, a rotatividade de atores e personagens e um texto diferente a cada ano”.

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  • “Viúva, Porém Honesta” reestreia neste sábado no Espaço N

    Peça será apresentada até o dia 9 de abril pelos alunos da Oficina de Teatro do Teatro da Neura

    Postado dia 31 de março de 2017 às 08h em Cultura e Lazer

    viúvas

    Foto: Reprodução

    Os alunos da terceira turma da Oficina de Teatro do Teatro da Neura retornam ao Espaço N de Arte e Cultura neste sábado para a reestreia, às 20 horas, do espetáculo “Viúva, Porém Honesta”, que foi apresentado pela primeira vez em dezembro do ano passado. O Espaço N fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano. Os ingressos custam R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço. A peça permanece em cartaz até o dia 9 de abril, aos sábados e aos domingos. A classificação indicativa é livre.

    Com direção de Cibele Zuchi e assistência de Conceni Paulina, o espetáculo é baseado na obra de mesmo nome de Nelson Rodrigues e traz a história de Ivonete, que, depois da morte do marido, resolve se tornar mulher “honesta”, mantendo-se fiel ao finado. Diante dessa situação, ela resolve nunca mais sentar. Preocupado, o pai da jovem convoca especialistas para solucionar o problema da filha, como psicanalista, otorrinolaringologista, ex-cocote e até mesmo o diabo.

    De acordo com Cibele, que integra o Teatro da Neura há dez anos, a sensação de ver os alunos da Oficina de Teatro se apresentando no Espaço N novamente continua sendo de estreia. “Para mim, é um momento muito feliz ver os alunos ocupando a nossa sede. Costumo dizer que agora é o momento de aprimorarmos os personagens e se divertir. É uma galera muito especial e é perceptível o carinho que eles têm por esse trabalho. Estou ansiosa para essa temporada”, comenta a diretora.

    Para a atriz Agnes Nabiça, que dá vida ao personagem Diabo da Fonseca, reapresentar o espetáculo é uma revisita ao processo de produção de “Viúva, Porém Honesta”. “Parece que foi ontem que estávamos nos encontrando para discutir como faríamos o cenário, o figurino, além de decorar as marcações e o texto. Foi tudo tão mágico e especial. Tenho certeza que reapresentar o espetáculo será inesquecível quanto a primeira vez. Vamos refazer tudo de uma forma linda”, revela.

    Experiência

    A atriz Mari Flor, que interpreta os personagens Dorothy Dalton e Tia Solteirona, acredita que a experiência da Oficina de Teatro e a convivência com os integrantes do Teatro da Neura influenciou de forma positiva em sua vida. “Foi uma das experiências mais apaixonantes da minha vida. Sinto que sou uma pessoa mais feliz, aberta para algumas situações e tolerante. Aprendi a amar o próximo e sinto, também, que tenho mais vontade de viver a vida. A Oficina, o Teatro da Neura e as amizades que fiz marcaram a minha vida e a pessoa que sou hoje”, conta.

    Já para o ator Fabiano Avelino, que dá vida ao personagem Pardal, a Oficina de Teatro o ajudou a aprender a falar e a se posicionar melhor no palco, além de passar a enxergar pela ótica de um grupo. “Também aprendi a ouvir, a lidar com as dificuldades e a correr junto como grupo por um objetivo em comum. Além disso, passei a amar algumas áreas do teatro, como a dramaturgia, a produção e o cenário”, finaliza.

    Equipe

    Com adaptação de Antônio Nicodemo, “Viúva Porém Honesta” tem os atores Agnes Nabiça, Andréia Viçoso, Bianca Alves, Fabiano Avelino, Flávia Gonçalves, Gilson Peres, Isabela Mesquita, Lua Castro, Mari Flor e Nickole Kowaltschuk no elenco.

    Serviço

    “Viúva, Porém Honesta”

    Quando: Até 9 de abril, aos sábados e aos domingos, às 20 horas
    Onde: Espaço N de Arte e Cultura, que fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano
    Entrada: R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço
    Classificação indicativa: Livre

     

    Gabriela Pasquale

    Assessora de imprensa

    MTB 75.184

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  • Teatro da Neura inicia temporada comemorativa de “A Serpente”

    Peça, estreou no Espaço N no dia 11 de março, foi apresentada pela primeira vez dez anos atrás

    Postado dia 24 de março de 2017 às 08h em Cultura e Lazer

    Foto: Divulgação - Espetáculo A Seperente. por Heloisa Pantoja

    Foto: Divulgação – Espetáculo “A Seperente”. por Heloisa Pantoja

    O dia 27 de março de 2007 foi uma data muito importante para o Teatro da Neura, pois foi nesse dia que o grupo estreou “A Serpente”, que tem dramaturgia de Nelson Rodrigues e direção de Fernandes Junior. E para celebrar os dez anos da primeira apresentação deste espetáculo, a companhia teatral estreou a peça na sua sede, o Espaço N de Arte e Cultura, no dia 11 de março. As últimas apresentações ocorrem neste sábado e domingo, às 20 horas.

    O espetáculo tem ingressos no valor de R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço. É recomendável chegar com uma hora de antecedência para a compra das entradas. O centro cultural fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano A classificação indicativa é de 12 anos.

    Foto: Divulgação - Espetáculo "A Serpente". por Heloisa Pantoja

    Foto: Divulgação – Espetáculo “A Serpente”. por Heloisa Pantoja

    Última obra que Nelson Rodrigues escreveu em sua carreira, “A Serpente” traz a história das irmãs Guida e Lígia, que se casam na mesma data e vivem com os maridos no mesmo apartamento. Logo após a separação, Lígia confessa à irmã que ainda é virgem e, atormentada pelo fracasso de seu casamento, pensa em suicídio. Para livrá-la do fantasma da virgindade, Guida oferece o seu marido por uma noite, o que ocasiona em ciúmes e desconfiança entre os três.

    De acordo com o diretor Fernandes Junior, o espetáculo foi o primeiro experimento rodriguiano que o Teatro da Neura fez em seus 13 anos de trajetória. “De lá para cá, a adaptação de obras do dramaturgo se tornou constante. No caso de ‘A Serpente’, a história é contada em 50 minutos, sem respiro. Entender essa urgência que a peça pede é imprescindível. Sua cenografia, trilha sonora e outros elementos de cena comunicam de forma muito simbólica na ação”, comenta ele, que também integra o elenco da peça.

    Foto: Divulgação - Espetáculo "A Serpente". por Heloisa Pantoja

    Foto: Divulgação – Espetáculo “A Serpente”. por Heloisa Pantoja

    Segundo a atriz Tuane Vieira, que dá vida à personagem Guida, “A Serpente” foi apenas o esboço da pesquisa que a companhia teatral realizaria ao longo de sua existência. “É o texto que eu e o Antônio Nicodemo, fundador do grupo, gostamos muito. Quando pensamos em dar vida a alguma obra do Nelson, foi o primeiro que surgiu na nossa cabeça. Tivemos um público maravilhoso. Já apresentamos essa peça com quatro e 450 pessoas na plateia”, conta.

    Mudanças

    Quando “A Serpente” foi apresentada pela primeira vez, o Teatro da Neura estava no início de sua trajetória e a realidade era outra em comparação ao que o grupo vive atualmente. “Dez anos atrás o grupo estava engatinhando. Não tínhamos muitas opções de espaço para ensaio, com menos integrantes e um repertório menor. Para nós, é fundamental reapresentar essa peça mais maduros e com outras visões. Todos do elenco já passaram por experiência de direção e qualifica mais o que essa experiência representa para nós hoje”, aponta Fernandes.

    Katia Manfredi

    Foto: Divulgação – Espetáculo “A Serpente”. por Heloisa Pantoja

    Com 32 anos, Tuane tinha 22 quando interpretou Guida pela primeira vez. Segundo ela, dar vida à personagem a mudou como mulher e pessoa. “Essa mudança me fez criar outras dimensões no entendimento da personagem. Como ela é dramática, cada vez que conseguíamos ir ao fundo das suas questões, mais real se torna. Tem sido lindo revisitar a história de Guida depois de tanto tempo”, finaliza.

    Equipe

    “A Serpente”, que ainda tem os atores Antônio Nicodemo, Cibele Zuchi e Lígia Berber no elenco, conta com cenotécnico de Cind Octaviano, figurino de Érika Grizendi, operação de som de André Antero e operação de luz de Conceni Paulina.

    Serviço

    “A Serpente”, temporada comemorativa de dez anos

    Quando: 25 e 26 de março
    Horário: Às 20 horas
    Onde: Espaço N de Arte e Cultura, que fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano
    Ingressos: R$ 12, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço

     

    Gabriela Pasquale

    Assessora de imprensa

    MTB 75.184

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  • Gestores novos, práticas antigas

    No Alto Tietê, estamos em meio as gestões extremamente conservadoras que diminuíram drasticamente seus orçamentos para as Secretarias de Cultura

    Postado dia 1 de março de 2017 às 12h em Cultura e Lazer

    gestão

    Foto: reprodução

    Não há mais dúvida: vivemos em um momento de confusão e falta de olhar para o outro nos tempos atuais. Nesse mundo dividido entre o ódio e o amor, a compreensão e a intolerância, o cuidado e o descaso, acredito que vai levar tempo para percebermos que todos vamos perder essa guerra inútil.

    Mas também acredito que a arte pode ser uma poderosa ferramenta para construir possibilidades de uma realidade mais olho no olho, mais contato físico, mais harmonia entre todos os seres. Sou desses.

    Mas não será fácil essa empreitada em busca de valores mais humanos. No que tange à luta dos artistas, não é novidade: sempre lutamos, acreditamos, sonhamos e seguimos. Para aliviar um pouco essa luta, a presença do sistema político – seja ele municipal, estadual ou federal – é imprescindível. Ele deveria servir para equilibrar a balança entre a indústria cultural e os fazedores de cultura e assim possibilitar que o maior número de pessoas tenha acesso ao maior número de artistas possível, ao contrário que que os leigos (mas especialistas) em cultura (sempre de plantão) acreditam.

    cãoAfunilando para o lado de cá, esse aqui do Alto Tietê, estamos em meio as gestões extremamente conservadoras que diminuíram drasticamente seus orçamentos para as Secretarias de Cultura. Além disso está seguindo aquela máxima de “jogar” nessas secretarias pessoas com pouca ou nenhuma vivência artística mas que servem para acomodar os acordos políticos que todos nós sabemos que existe. Uma visão retrógrada, equivocada, mas que não surpreende.

    Nem tenho mais a ilusão de que não investem em cultura porque “é perigoso e eles não querem investir em alguma coisa que pode ir contra eles mesmos”. O governo não investe em cultura simplesmente porque, para eles, cultura é gasto, artista é tudo vagabundo e a população precisa mesmo é de escola e hospital. Mas sabemos que nem a escola e nem o Hospital estão indo bem. Então o fato mesmo é que eles simplesmente não ligam.

    Quanto mais rápido aprendermos isso, melhor será a mesa para o diálogo com esses gestores. Ainda insistem em bater nas nossas costas e desejar boa sorte como se eles não tivessem nada a ver com a responsabilidade do cargo que ocupam.

    É inicio de gestão de todos os gestores e os caminhos que se mostram nos indica que o mais (quase nada) do mesmo se manterá firme. Sorte pra nós!

    Leia mais sobre gestão cultural

    Ministério da Educação e Cultura? Não senhor!

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  • Teatro da Neura estreia espetáculo baseado no carnaval

    Com o nome de “A Última Virgem - Uma Ópera Rodriguiana no Subúrbio”, peça fica em cartaz no Espaço N entre os dias 3 e 19 de fevereiro

    Postado dia 1 de fevereiro de 2017 às 08h em Cultura e Lazer

    virgem

    Foto: Espetáculo – A última virgem – Por Giulia Martins

    Quatro irmãs se prostituem para proporcionar à caçula o casamento dos sonhos. O pai, vidente e abitolado na procura de seus deuses, serve café aos deputados e encara como sagrada a virgindade da filha mais nova. A mãe, gorda e negra, se anula para satisfazer as vontades da família tradicional brasileira. A virgindade, o machismo e o fanatismo, assim como o sincretismo religioso, são temas dessa história de um País que teve sua ”liberdade” proclamada por um grito.

    Este é o enredo do espetáculo “A Última Virgem – Uma Ópera Rodriguiana do Subúrbio”, que o Teatro da Neura estreia no dia 3 de fevereiro em sua sede, o Espaço N de Arte e Cultura. Com dramaturgia, direção e adaptação de Antônio Nicodemo, a peça é baseada na obra “Os Sete Gatinhos”, do dramaturgo e escritor pernambucano Nelson Rodrigues.

    Em cartaz até 19 do mesmo mês, a peça será apresentada às sextas-feiras e aos sábados, às 20 horas, e, aos domingos, às 19 horas. O Espaço N fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano. Os ingressos custam R$ 12, com meia-entrada para estudantes, educadores, pessoas acima de 60 anos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço. Classificação indicativa de 12 anos.

    Oriundo de uma leitura encenada que o grupo apresentou em maio de 2015, o espetáculo tem o carnaval como o principal combustível e se passa em um barracão de uma escola de samba, com pessoas que respiram e vivem dessa manifestação artística. Para isso, a companhia teatral teve a oportunidade de imergir nos ensaios do Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana.

    “O contato com a X-9 Paulistana deu-se pelo Leandro de Santana, que é historiador da arte. Com muito carinho e generosidade, ele, por meio do Departamento Cultural da escola de samba, abriu as portas para ajudar na pesquisa. O carnaval é a maior festa brasileira e, antes de tudo, é uma manifestação de fé que se assemelha muito com o teatro na linha de criação, nas necessidades e nas resistências”, comenta Nicodemo.

    Com um texto que mistura o sagrado e o profano, o grupo também realizou uma pesquisa aprofundada na história do sambista Joãosinho Trinta e, por meio desse estudo, o espetáculo ganhou o nome de “Uma Ópera Rodriguiana do Subúrbio”. “Nas nossas pesquisas, descobrimos que ele dizia que o carnaval era uma ópera de rua, quando o povo virava rei. Daí surgiu a inspiração para o nome da peça. Para mim, ele é um dos grandes encenadores que o Brasil já teve”, acredita o dramaturgo, que também é fundador do Teatro da Neura.

    Para dar um clima ainda mais carnavalesco ao espetáculo, “A Última Virgem – Uma Ópera Rodriguiana do Subúrbio” conta com músicas autorais interpretadas pelo quarteto Os Sambistas, composto por Cauê Drumond, Denise Linz, Fernandes Junior e Lígia Berber.

    Figurino

    Para compor os figurinos e os adereços, a atriz Thaís Fernandes, que integra o Teatro da Neura há um ano e, no espetáculo, dá vida à personagem Silene, também se inspirou no carnaval e em um dos pensamentos de Joãosinho Trinta: reutilizar materiais e trazer luxo para as fantasias dando outro significado para os objetos.

    “Os figurinos vêm com uma cara mais de fantasia, desde as mais tradicionais e alegóricas de carnavais de grandes escolas até roupas cotidianas, que ganharam adereços tipicamente carnavalescos e fazem referência às fantasias para pular blocos de rua, por exemplo. Foi nesse um ano fazendo parte do Neura que  me descobri figurinista e tive espaço dentro do grupo para exercer e explorar essa minha outra vontade”, comenta.

    Consolidação

    A atriz Tuane Vieira, que interpreta a personagem Arlete, acredita que o espetáculo é a continuidade da pesquisa dela como artista e do estudo que a companhia teatral realiza há aproximadamente 13 anos. “Comecei a fazer teatro instigada pelos questionamentos e temas trazidos em cada uma das 17 peças do dramaturgo. Estar nesse processo de pesquisa consolida um pensamento de grupo e nos faz crescer e a ampliar esse horizonte”, finaliza.

    O elenco do espetáculo é composto por Cibele Zuchi, Pedro Zaneli, Tuane Vieira, Conceni Paulina, Juliana Orthz, Flávia Gonçalves, Thaís Fernandes, André Antero, Lígia Berber, Michel Galiotto, José Rivaldo, Agnes Nabiça, Ariane Horan, Bianca Alves, Lua Castro e Nickole Kowaltschuk.

     

    Serviço

    “A Última Virgem – Uma Ópera Rodriguiana do Subúrbio”

    Temporada: Entre os dias 3 e 19 de fevereiro
    Quando: Às sextas-feiras e aos sábados, às 20 horas, e, aos domingos, às 19 horas
    Onde: Espaço N de Arte e Cultura, que fica na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano
    Ingresso: R$ 12

     

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  • O Teatro da Neura só agradece

    Para o Teatro da Neura 2016 é um ano de agradecimentos

    Postado dia 26 de dezembro de 2016 às 09h em Cultura e Lazer

    Foto: Teatro Neura por

    Foto: Teatro Neura por Giulia Martins

    Em meio a um país numa turbulência política e de comportamento muito intensos muitos procuraram no teatro uma forma de entretenimento, explicação, alívio mental ou até mesmo um meio de se restaurar na vida.

    E pudemos viver juntos com quase 1500 pessoas que visitou a sede do grupo – o Espaço N de Arte e Cultura – em Suzano para prestigiar esse monte de coisas que fizemos: mais de 80 atividades entre apresentações teatrais, shows, saraus, debates e palestras.

    Isso tudo pagando aluguel e sem apoio de nenhum empresário e de nenhum órgão publico seja ele Municipal, Estadual ou Federal nos enche de orgulho. Claro que um cansaço enorme nos pega, mas vem com a mesma força dessa vontade incrível que temos em produzir arte para a troca com o público.

    Sabemos que os caminhos que levam a persistir, insistir,desejar e continuar com isso tudo é o respeito, acima de tudo, que temos pela nossa história longe de cartéis da cultura, rabo preso com aquilo que nos afastaria daquilo que queremos dizer e liberdade total de expressão.

    E lá estava mais uma vez o público!

    Então, só podemos entender que esse é um sinal para prosseguirmos juntando gente afim de fazer do teatro um meio de transformação pessoal para depois transformar o outro, um ofício a ser seguido com toda ética possível já que acreditamos que a cultura é uma ferramenta poderosa pra isso e também de entender que nosso lugar no mundo é com o outro, tete-a-tete, olho no olho, coração com coração.

    É importante que vocês saibam o quanto você é importante quando vai visitar um espaço cultural seja lá de onde for. Alimenta naquele coletivo que sustenta aquilo tudo a continuar e respeitar cada vez mais a presença de cada um.

    É um privilégio poder ter na plateia esse monte de gente.

    Obrigado em nome do Teatro da Neura e de todos os artistas que passaram por sua sede em 2016.

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  • Que a terra há de comer!

    Peça inspirada no drama dos moradores de ocupação estreia com o objetivo de refletir sobre a onda conservadora que nos bateu forte

    Postado dia 8 de novembro de 2016 às 09h em Cultura e Lazer

    Foto: Teatro da Neura

    Foto: Teatro da Neura

    Em meio ao caos em que vivemos – no Brasil e no mundo – é sempre um ato quase de guerrilha fazer teatro por essas bandas. Mas insistimos. Não temos outra opção. Ao decidirmos fazer isso pra vida, sabemos também que virão lutas em várias frentes e cada conquista é tida sim como um troféu, que nos impulsiona a continuar fazendo, fazendo e fazendo.

    Nesse contexto complicado é que o Teatro da Neura estreou no sábado a peça “Que a Terra Há de Comer”. Espetáculo inspirado no texto “Vereda da Salvação” de Jorge Andrade, é usado como pano de fundo para identificar, ainda que de forma alegórica, essa onda conservadora que nos bateu forte e que toma conta do cenário atual em que estamos inseridos.

    A peça se desenrola em meio a uma ocupação que, por falta de entendimento de seus moradores, percebem-se ameaçados pelo dono daquelas terras. Ao lidar com uma ocupação, lidamos também com a famosa reintegração de posse que nunca consegue ser de forma pacífica.

    Não é difícil vermos famílias, comunidades que moram há décadas em um terreno se verem de um dia pro outro com mandatos de segurança para saírem de suas moradias, geralmente a força e de forma bem violenta e se verem sem apoio para reconstruir suas vidas. Aliás, em várias ocasiões, é com a própria vida que pagam por lutar por sua casa.

    A arte em nossos tempos está ganhando formatos de denúncia já que há aquela sensação do discurso único implementado pela grande mídia possui forças e garras poderosíssimas. Mas ao mesmo tempo ela pode ser entretenimento quando a alcançamos apenas na tentativa de ganhar uma história.

    Seja lá como for, o fato de estrear uma peça, ainda é um ato de grande força nos dias atuais. Sorte para o fazedores.

    O espetáculo acontece todos os sábados e domingos durante o mês de novembro, sempre as 20h. O valor da entrada é de R$12,00
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  • Esse golpe não passará em branco

    Esqueceram que o Brasil mudou e que o povo brasileiro já percebeu para cima de quem a bomba vai explodir

    Postado dia 5 de setembro de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

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    Foto: Reprodução/Internet

    Finalmente a novela do golpe institucional se deu no Brasil. Demorou demais para que o óbvio fosse concretizado. Logicamente que haverá reação. O Brasil não é mais aquele país de 1964 – apesar de o conspirador Michel Temer tomar medidas bem parecidas com aquelas da ditadura –, porque hoje em dia a informação não está somente nas mãos das 11 tradicionais famílias brasileiras.

    Hoje há espaços como esse, do Sociedade Pública, que oferece sua credibilidade para opiniões diversas e tantos outros aparelhos virtuais ou não, que se propõem em propagar outros pensamentos, outras informações, outros pontos de vista, doe a quem doer.

    E é exatamente aí o ponto: o “doe aquém doer” dessa vez é de quem tem o poder nas mãos. Eles não deixam barato: usam das grandes mídias, dos aparelhos de repressão policial em todas as esferas, e claro, do empresariado que já estava cansado desse excesso de democracia que assolava o país fazia décadas.

    Para focar aqui na minha missão, os artistas também não ficaram calados. A maioria, que já percebia o fundo do poço durante a queda, usou de todas as formas para denunciar o que estava chegando.

    Logo, bem rapidinho o Ministério da Cultura agiu: entrou com repressão policial para uma estranha “reintegração de posse” nas dependências da FUNARTE no Rio de Janeiro de dezenas de artistas que estavam lá para se manifestar contra o golpe em curso e o filme Aqquarius, o único representante brasileiro no Festival de Cannes, pelo fato de seu elenco ter denunciado o golpe no glamoroso tapete vermelho, dando visibilidade ao mundo no que estava acontecendo aqui, teve uma represália duríssima ao ser classificado como proibido para menores de 18 anos nos cinemas brasileiros.  Lógico que é uma tentativa de limitar o já escasso público frequentador de cinema nacional.

    Mas a classe não tardou a reagir. Na abertura do também prestigiado Festival de Gramado, o Ministro Boy Boa Pinta da Cultura foi veementemente vaiado, a ponto de não conseguir terminar seu discurso de abertura. Simples assim.

    Claro que a grande mídia não deu a notícia, mas em todos os âmbitos do governo já está dado que a sua presença em público terá forte reação antigolpe que já se instalou entre nós.

    Acompanhando os próximos passos, que já sabemos que serão de mais repressão, mais represálias e imposição de medidas cada vez mais sufocadoras na tentativa de coibir o povo de se manifestar. Esqueceram que o Brasil mudou e que o povo brasileiro já percebeu pra cima de quem a bomba vai explodir.

    Bom avisar que  dessa vez estamos preparados!

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  • Teatro da Neura estreia peça sobre sincretismo e religiosidade no Espaço N

    Com direção de Antônio Nicodemo e Lígia Berber, peça será apresentada no dia 13 e permanece em cartaz até o fim de agosto

    Postado dia 11 de agosto de 2016 às 09h em Cultura e Lazer

     

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    Foto: O Menino Gigante -@Loraine Gomes

    O Teatro da Neura, em outubro do ano passado, deu início a uma das pesquisas mais simbólicas de sua história. Trata-se de “O Menino Gigante ou Os Dez Fevereiros – Um Ensaio Para o Sábado de Aleluia”, que tem como base o protagonismo feminino vinculado à fé, ao sincretismo, à religiosidade, à cultura e à tradição popular brasileira. E o resultado de tamanha imersão pode ser conferido no dia 13 de agosto, às 20 horas, no Espaço N de Arte e Cultura, localizado na rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano.

    Escrito por Antônio Nicodemo, que divide a direção com Lígia Berber, o espetáculo pode ser assistido até o fim do mês, aos sábados e aos domingos, e tem ingressos no valor de R$ 10. Há meia-entrada para estudantes, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço. As entradas estão sendo vendidas antecipadamente. Para adquiri-las, basta comparecer à sede do grupo. A classificação indicativa é de 12 anos.

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    Foto: O Menino Gigante – Por Loraine Gomes

    Com um elenco composto por convidados e integrantes da companhia teatral, a peça aborda a história de Bárbara, que tem como missão fazer com que a cabeça do filho atinja o céu antes de seus 10 anos. Apaixonada pelo marido morto, ela continua a engravidar dele por espontaneidade e afeto. Na trama, há também a madrinha cega, que lê o futuro na arcada dentária; a tia morta, que esqueceu de deitar; e a avó, que não anda e recebe visita de anjo; dentre outros.

    De acordo com Antônio Nicodemo, que também é fundador da companhia teatral, o espetáculo teve como pontapé inicial a imersão na cultura religiosa da comunidade do Morro da Sereia, situado no bairro Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia. O dramaturgo permaneceu por 11 dias de fevereiro no local, vivenciando a rotina dos moradores e os preparativos para a Festa da Iemanjá, que ocorre, anualmente, no dia 2 do mesmo mês com a entrega das oferendas.

    “A vivência em Salvador foi muito importante para o desenvolvimento do espetáculo. No entanto, ele só se tornou ainda mais possível graças à participação dos atores, tanto os integrantes do grupo quanto os convidados, que compartilharem vivências pessoais sobre fé, religiosidade e tradição. A expectativa para a peça é muito grande, pois conta com grande elenco e é a primeira estreia do Teatro da Neura em sua sede”, comenta o dramaturgo.

    Ainda segundo Nicodemo, a peça tem uma proporção muito grande por anunciar a continuação da Trilogia dos Sacros Dias, que iniciou com “O Velório”, segue com “Sábado de Aleluia” e finaliza com “Precisamos Falar Sobre Virgínia”. “‘O Menino Gigante ou os Dez Fevereiros – Um Ensaio Para o Sábado de Aleluia’ é uma forma de anunciar o ‘Sábado de Aleluia’, a segunda parte da Trilogia dos Sacros Dias. É emocionante dar continuidade à pesquisa por meio de um espetáculo criado no Espaço N e ter a Lígia Berber, que é protagonista da primeira peça, dividindo a direção comigo”, celebra.

     

    Trocas de experiência

    Um dos destaques para o processo de produção do espetáculo foi a troca de vivências entre a direção e os atores. Segundo Lígia Berber, que vivencia pela primeira vez a experiência de dirigir uma peça do Teatro da Neura, “O Menino Gigante ou os Dez Fevereiros – Um Ensaio Para Sábado de Aleluia” abriu as portas para o novo, a troca, o respeito pela crença do outro e a trajetória de vida dos integrantes do grupo e de atores convidados.

    “O elenco, por meio dessas experiências, agregou ao nosso histórico de grupo e ao espetáculo como um todo. Foi uma sala de ensaio de muita criatividade. É lindo ver o brilho no olho, o encantamento pela história do outro e muitas vezes a identificação e semelhança na criação da cena e nas inspirações”, finaliza Lígia.

     

    Serviço:

    “O Menino Gigante ou Os Dez Fevereiros – Um Ensaio Para o Sábado de Aleluia”

    Quando: Até o fim deste mês, sempre aos sábados e domingos

    Horário: Às 20 horas

    Local: Espaço N de Arte e Cultura

    Endereço: Rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano

    Entrada: R$ 10, com meia-entrada para estudantes, idosos e moradores do Jardim Imperador, mediante comprovação de endereço

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