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Edilaine Mello

Profissão: Escritora

Cidade: Guararema

Edilaine Mello é formada em Pedagogia (ULBRA), com especialização em Gestão em Projetos Sociais do Terceiro Setor (PUC) e Terapia Familiar Sistêmica (CEFATEF) e concluindo Bacharel em Teologia (CETEO). Colabora com a implantação do Evangelho de Jesus Cristo através de seus serviços pastorais desde 1993. É escritora e palestrante de temas cristãos. Fundou em 2005 a Associação Olhos de Águia em Guararema/SP – instituição sem fins lucrativos que atende crianças e adolescentes em situação de risco.

  • Medo versus coragem

    Ele conhece o valor de cada um de nós, nos libertando dos medos e nos dando coragem para prevalecermos em cada área de nossas vidas

    Postado dia 16 de fevereiro de 2016 às 01h em Ciências e Espiritualidade


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    Gideão foi um dos grandes juízes do Antigo Testamento. Ele vivia em Israel, oprimido pelos midianitas que, a cada dia, vinham destruindo não só as plantações, como também o vigor de viver daquele povo. Um grande medo dominava os moradores daquela terra, porém, esse levante do inimigo fez com que o povo buscasse a presença de Deus e pedisse a Ele livramento de tamanha força opressora. O clamor dos filhos de Israel começou a subir ao coração de Deus que, vindo ao socorro deles, levantou e revestiu a Gideão para proteger seu povo.

    Gideão atuou como um verdadeiro guerreiro levantando homens valorosos que lutaram junto dele pela libertação da terra. Foi tão surpreendente sua liderança que “nos dias de Gideão a terra teve sossego por quarenta anos” (Juízes 8:28). Mas nem sempre foi assim. Antes de Gideão ser um homem aclamado no seu meio, teve que vencer o medo que dominava sua alma. Quando foi divinamente solicitado a tomar a frente dessa batalha, sua resposta diante desse grande desafio foi: – Ah! Senhor, como poderei livrar o meu povo? A minha família é a mais pobre e eu o menor na casa de meu pai (Juízes 6:15).

    O medo faz as pessoas se alimentarem de um sentimento de inferioridade com relação aos outros. Era assim que Gideão se via: um homem inferior aos demais, vindo de uma família pobre, sem status social, sem influência, enfim, sem condições de realizar algo significativo no meio em que vivia.

    É assim mesmo. O medo aprisiona a mente e o coração. O medo fecha a visão e faz com que as pessoas enxerguem somente as impossibilidades. Ele coloca um cabresto nos olhos das pessoas e não permite que elas contemplem as muitas soluções que as cercam. O medo também faz as pessoas retrocederem nos seus sonhos e se acovardarem na frustração. Ele mantém as pessoas cativas, impedindo que caminhem em direção às portas da libertação.

    Mas Deus conhecia o valor de Gideão, como Ele conhece o valor de cada um de nós, e assim como ofereceu a Gideão sua gloriosa presença para vencer aquela luta, revestindo-o de coragem, de ousadia e intrepidez, assim também Ele nos garante a sua presença em nossa jornada, nos libertando dos medos e nos dando coragem para prevalecermos em cada área de nossas vidas. Gideão fez tanto na sua época que teve sua história registrada nas Sagradas Escrituras.

    A coragem faz isso mesmo, ela nos leva a acreditar naquilo que ainda não vemos, e garante força para trazermos à existência os sonhos, as visões e os propósitos mais sublimes que carregamos em nossos corações, portanto, CORAGEM!

     

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  • A melhor religião

    A melhor religião acontece no coração e o lar é o primeiro lugar onde ela será testada. É no seio familiar que revelamos nossa verdadeira identidade espiritual.

    Postado dia 18 de novembro de 2015 às 09h em Ciências e Espiritualidade

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    Falar de religião é um tanto arriscado, mas deixar de falar da melhor religião é indesculpável. Porque a melhor religião não é aquela que possui um sistema de crenças organizado ou cheio de rituais e simbologias, a melhor religião também não é aquela que espiritualiza tudo o que está ao redor.

    Para explicar bem essa realidade, vale lembrar de uma história que Jesus contou para os que se orgulhavam das suas boas qualidades e caçoavam de todos os demais: Dois homens foram ao templo orar. Um deles era um fariseu orgulhoso, e o outro um desonesto cobrador de impostos. O orgulhoso fariseu orava assim: ‘Eu lhe agradeço, ó Deus, porque não sou um pecador como todos os demais. Porque eu nunca engano os outros, eu não cometo adultério, jejuo duas vezes por semana, e dou a Deus um décimo de tudo quanto ganho”. Mas o cobrador de impostos ficou em pé, de longe, e não tinha coragem nem para levantar os olhos ao céu quando orava, porém batia no peito com grande arrependimento, exclamando: ‘Ó Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador!’ Jesus disse que este pecador, e não o fariseu, voltou para casa perdoado (Lucas 18:9-14). Fica certo por essa parábola que a melhor religião não é um conjunto de atitudes plausíveis e de aparente piedade.

    A melhor religião acontece no coração e o lar é o primeiro lugar onde ela será testada. É no seio familiar que revelamos nossa verdadeira identidade espiritual. Porque é mais fácil ser dócil com os de fora do que praticar docilidade com aqueles que estão sob o mesmo teto. Infelizmente, muitos se dizem religiosos, mas seu testemunho dentro de casa não condiz com sua fé. Muitos, cobertos por uma capa espiritual, têm maltratado pai, mãe, irmãos e avós.

    A Bíblia diz que, se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a própria língua, está enganando seu próprio coração e a sua religião é vã (Tiago 1:26). E ainda acrescenta: Se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (1 Timóteo 5:8).

    A melhor religião está em busca de pessoas com coração quebrantado, pessoas que querem amar a Deus sobre todas as coisas e que se esforçam por amar os seus semelhantes como a si mesmo, pessoas que desejam ajudar o próximo sem medir esforços ou esperar recompensa, pessoas que dão lugar ao Espírito de Jesus e permitem que Sua presença se manifeste em todas as esferas da vida. Essa é a melhor religião!

     

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  • Mistérios da criação

    Ele espera é, que Sua criação mais excelente – o ser humano – se alegre nas descobertas e desfrute de tudo o que Ele colocou na terra

    Postado dia 15 de outubro de 2015 às 20h em Ciências e Espiritualidade

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    O que leva 33% das nações do mundo a exercer a fé em Deus e no Senhor Jesus Cristo? Que força impulsiona a tradução da Bíblia em mais de 2544 idiomas? Quem é esse Deus invisível, que alcança os povos nas suas culturas mais distintas? Multidões sem distinção de raça, cor, sexo, idioma, origem social ou posição econômica dobram seus joelhos em completa rendição a Ele. Nesse momento, há orações, canções e intercessões dirigidas a Deus em nome de Jesus, que estão movendo os céus a favor da humanidade. Os sinais e maravilhas que carregam a assinatura do Deus trino – Pai, Filho e Espírito Santo –  confirmam a fé dos que a Ele buscam.

    Impossível descrevê-lo com exatidão, mas não há como ignorar Suas obras tão carregadas de grandeza e majestade: por mais de 30 anos, o perito em microfotografia Wilson J. Bentley fotografou cristais de neve e concluiu que, dentre milhares de milhares, não havia dois flocos iguais, sendo de um formoso padrão sextavado, possuindo, cada um deles uma simetria perfeita. Quando lhe perguntaram como se explicava tal acontecimento, ele respondeu: “Somente o Artista que os desenhou e os modelou conhece o processo”.

    A ciência se utiliza dos mecanismos da natureza para aplicá-los aos problemas mundiais. A navegação quer descobrir como uma tartaruga que percorreu distâncias incríveis nos oceanos consegue voltar, depois de 30 ou 40 anos, à mesma praia onde nasceu, para fazer a sua própria desova. Segundo o primatólogo Russel Mittermeier, há 50 anos a Marinha Americana pesquisa esse fenômeno (2010). Assim acontece com a Engenharia, com a Arquitetura, com a Medicina; todos estão olhando para a natureza e aprendendo com ela. E o livro de Salmos responde: Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado é, não o posso atingir (139:6).

    Tudo pertence ao Senhor e nada pode conter o Seu poder. Como diz o Salmo 24:1 – Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam. E o que Ele espera é que Sua criação mais excelente – o ser humano – se alegre nas descobertas e desfrute de tudo o que Ele colocou na terra. E Ele, que em Sua infinita sabedoria, escolheu um molde para cada cristal de neve e ensinou o caminho para as tartarugas marinhas voltarem para seu lugar de origem, também escolheu um molde e ensinou um caminho para que seus filhos voltem para Ele. Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14:6). É através d’Ele que somos moldados e encontramos o caminho de volta para Deus.

     

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