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Écio Diniz

Profissão: Jornalista

Cidade: Mogi das Cruzes

Écio Diniz é jornalista atuante, formado pela Universidade Brás Cubas, fã de cinema e de história

  • Brincadeiras antigas, você se lembra de alguma?

    As crianças de hoje não sabem o que é brincar com o vizinho, na verdade nem o conhecem...

    Postado dia 17 de maio de 2016 às 07h em Cultura e Lazer

    brincadeiras

    Foto: Reprodução/Internet

    Quando foi a última vez que você participou de uma brincadeira? Ou melhor, você se lembra das brincadeiras de rua que quase todo mundo já brincou? Pega-pega, “Jins” (se não se escreve assim me perdoem), esconde-esconde, estrela nova cela, amarelinha, elefante colorido, taco (meu favorito) e etc. Como era bom… sem contar os vários jogos de tabuleiro que tínhamos ou os brinquedos fáceis de fazer como pião, carrinho de rolimã, pipa ou capucheta (capucheta era muito divertido, já pipa eu nunca gostei), bater figurinha, jogar bolinha de gude ou fazer lama e “tacar” no amigo (hehe).

    Bom, esses eram frutos de um tempo não tão distante que faziam parte do cotidiano de milhões de pessoas. Foi parte da minha infância, sobrevivemos muito bem sem o uso de celulares de última geração e outras bênçãos tecnológicas que ajudam muito a sociedade, mas se olharmos por outro ângulo, o uso dessas beneficências modernas está tirando aos poucos o contato humano que há 20 anos era tão valorizado.

    As crianças de hoje não sabem o que é brincar com o vizinho, na verdade nem o conhecem, o mundo digital é seu amigo e pessoas de verdade são problemas quantificados. Digo isso porque a falta do contato com o próximo está criando uma geração de crianças sem real empatia, alheias às diferentes formas de contato. As crianças parecem nascer segurando um tablete, já reconhecem facilmente as funções das tecnologias ao seu dispor, mas fracassam na sua convivência com outras crianças e não fazem por mal, só estão vivendo cada vez mais distante do real contato humano. Veja o que os psicólogos e outras tantas entidades ao redor do mundo falam sobre isso.

    Então, que tal voltarmos a brincar? Eu me reúno com meus amigos quando posso e partimos em aventuras no RPG ou no boardgame, também fazemos brincadeiras como mímica ou desenhar num quadro o nome de um filme para que os outros adivinhem e tantas outras coisas que só se limitam à imaginação. Me pego às vezes contando os minutos para ir brincar e olha que já sou um homem barbado (como diz minha mãe hehe), mas isso traz de volta a essência da infância que vivi e me deixa mais feliz. Então que tal você que está lendo ser feliz também e bagunçar um pouco como uma criança com outras crianças. Se você é pai ou mãe, avô ou avó, nunca será tarde demais para voltar a participar das brincadeiras e incentivar os mais novos a fazerem parte delas. Enjoy!

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  • Nosso lazer em risco!

    As empresas de telecomunicação querem estabelecer a quantidade de consumo de dados efetuados por quem usa a internet fixa e fazer com que, após usado suas quantidades de banda, o usuário fique impedido de continuar o consumo a não ser que pague mais

    Postado dia 26 de abril de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    empresas

    Foto: Reprodução/Internet

    Quem já leu o livro “1984” de George Orwell entende o que acontece quando grupos determinantes da sociedade solapam a capacidade de consumo das pessoas, regulando o que consomem. Hoje, em 2016, estamos vivendo justamente isso em todos aspectos. E falar sobre lazer não é só trazer o conforto cultural aos olhos, mas também informar sobre os acontecimentos que podem interferir no lazer em si.

    As empresas de telecomunicação querem estabelecer a quantidade de consumo de dados efetuados por quem usa a internet fixa e fazer com que após usado suas quantidades de banda o usuário fique impedido de continuar o consumo a não ser que pague mais. Devo esclarecer que o Brasil está entre os países que tem o pior serviço de internet disponibilizado, ficando na mesma linha de países como Vietnã e Sri Lanka.

    Devo lembrá-los que a coisa vai desandando com o despreparo dos agentes reguladores que fazem afirmações culpando os consumidores e não o distribuidor de serviço. Como por exemplo a citação de João Rezende, presidente da Anatel, durante uma coletiva de imprensa do órgão na última segunda-feira (18) “A gente sabe que o que acontece é principalmente com games on-line né!? Tem gente que adora ficar jogando…” Ou seja, a culpa do consumo de dados “em excesso” é dos gamers, estes que movimentaram na economia do país quase US$ 1 bilhão por ANO!

    A coisa fica ainda mais feia, se entendermos que isso afetará diretamente nosso estilo de vida. Quem assiste seriados e filmes pela Netflix, ou assiste on-line (que é o meu caso para muitos animes, filmes e séries), ou baixa para ver depois, ou baixa música, ou estuda por streaming e etc. ficará impossibilitado de ter seu momento de lazer pelo monopólio das empresas na distribuição de acesso e tudo isso acontecerá devido à benção de uma agência que deveria compreender o que realmente está acontecendo, que é cobrar mais por um serviço de péssima qualidade. (Desabafo!)

    Contudo calma, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse em alguns meios de comunicação que repudia essa, que pode ser a nova modalidade de cobrança das empresas. Segundo afirmou nesta terça-feira (19), o presidente da OAB Claudio Lamachia, que é ‘inaceitável’ a resolução cautelar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicada no Diário Oficial da União. E não só a OAB como a Proteste e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) estão na luta para barrar essa insensatez criada para fazer mais dinheiro para as corporações e prejudicar o maior interessado que é o consumidor.

    Sendo assim amigos, façam suas partes acompanhando essa questão e apoiando quem pode intervir para que isso não ocorra, afinal é o nosso lazer em jogo e lutar por ele é nossa obrigação.

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  • RPG – A sensação de protagonizar tudo!

    Uma história bem contada é algo bom, mas fazer parte da história que se é contada... Ah isso sim é épico!

    Postado dia 25 de fevereiro de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    RPG

    Hoje em dia não é mais novidade que o tão aclamado “Role Playing Game” tenha chegado a muitas pessoas como uma forma de diversão interativa e instrutiva. O que marca ainda mais o brilhantismo desse sistema é o fato de ser infinitamente duradouro com histórias produzidas por todos os jogadores, seja ele herói ou vilão… Não importa. É você quem faz a história. Muitas obras literárias abrem espaço para esse mundo e criam universos complexos cheios de novidades e mistérios capazes de transformar qualquer aventura em filme, best-seller de livros, seriados e etc.

    No meu artigo anterior, falei do mundo cyber e o quanto ele faz parte de um pensamento corrente até os dias atuais (se você ainda não leu, corre lá pra ler que irá entender). E lógico, minha inspiração para esse tema surgiu não só dos filmes como do cenário de jogos de RPG que vinham tratando esse assunto também. E muitos dos filmes com essa temática foram primariamente escritos para serem jogados em mesa (isso não é sensacional hehe!). Claro que o universo do jogo é altamente estudado conforme a própria sociedade trata os assuntos de forma didática; seja mitológica, tecnológica, econômica, filosófica e assim por diante. Costumo dizer que toda pessoa que começa a jogar RPG abre um leque de conhecimentos que anterior a isso, não era tratado ou era até mesmo ignorado.

    Quando falamos em jogos de mesa, muita gente já se inclina para os jogos de tabuleiro. Eles sem dúvida são maravilhosos, mas limitam os jogadores naquele cenário único de jogo, diferente do “role-play” que você só se limita a sua própria imaginação (demais não é!?).

    Agora vamos lá, imagine que você é um camponês de um reinado longínquo arrasado por guerras tirânicas que assolam o povo e trazem miséria e caos. Imaginou? Agora você sabendo disso já começa a pensar nesse cenário e como toda e qualquer pessoa, quer que isso acabe, afinal, você e todos ao seu redor na história estão sofrendo. Correto? Bom você poderá dizer que sim, mas seu amigo que está jogando com você é servo de um mago mal que perpetua os desastres na sua região e para ele quanto mais sofrimento mais poder, aí já existe alguém se beneficiando com isso e pode fazer de tudo para atrapalhar você de tentar melhorar as vidas das pessoas, certo? Mas tudo depende apenas de você, ele pode te oferecer algo que você queira muito e aí você se torna também o vilão, ele pode tentar algo, mas você ainda quer a justiça, logo você é o herói. Você pode não querer nada disso e ir apenas para taverna encher a cara e jogar dardos até amanhecer hehe. Viu, as possibilidades são infinitas e podem gerar rumos maravilhosos limitados somente a sua capacidade de criar.

    Mas claro, leia, leia muito, pois quanto mais leitura você tiver, garanto que mais combustível imaginativo terá. E não só isso, muitas pessoas através do RPG, descobriram vocações e habilidades que nem pensavam que tinham. As que tinham, aprimoraram e desenvolveram outras e isso pelo simples prazer de jogar um jogo ultra didático e interativo. Sou suspeito para falar, mas até hoje não vi jogos mais educativos em toda uma gama de esferas que são defasadas para muitas pessoas (história, ciências, geografia, matemática e etc.).

    É bom lembrar que existem alguns jogos com classificação etária indicativa, assim é importante que os pais ou responsáveis se atentem ao divertimento da juventude. Em todo caso fica aqui minha recomendação: Uma história bem contada é algo bom, mas fazer parte da história que se é contada… Ah isso sim é épico!

    Abraços!!!

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  • A nostálgica década de 80 e 90 no mundo da ficção científica.

    Se você assistiu filmes como Johnny Mnemonic, Mad Max, Blade Runner já entendeu do que estou falando...

    Postado dia 2 de fevereiro de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

    ecio

    Foto: Divulgação?Internet

    Que saudade da década de 80, mesmo que eu tenha nascido no final dela e início da década 90. Época que Ayrton Senna vencia corridas e levava com ele o orgulho nacional, que bandas como Guns and Roses e Nirvana estouravam nas rádios do mundo todo, que games como o Playstation 1, Super Nintendo, Mega drive e alguns outros invadiam as casas da garotada (como era difícil ter um game hehe), mas propriamente um pouco antes disso tudo estava a década de 80. A época do sintetizador que produzia e produz um som animal que traz uma sensação nostálgica e divertida de uma era.

    Para se ter uma ideia, era nessa época que atores como Jean Claude Van Dame, Richard Dean Anderson (O MacGyver), Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone eram ícones de filmes de ação e aventura, claro que existiam outros tantos que marcam até hoje a sétima arte, mas estou dizendo sobre aqueles que sempre passavam nos canais populares. Era bem legal!

    Mas o que eu queria dividir com vocês é a premissa tecnológica que sempre era abordada nessa época: O mundo Cyber.

    Se você assistiu filmes como Johnny Mnemonic, Mad Max, Blade Runner já entendeu do que estou falando, na verdade eu diria que isso é um mix das décadas de 80 e 90 onde uma inicia e a outra aprimora. Imagine cidades onde a criminalidade é extensiva demais e os governos decidem que cada cidadão está pela própria sorte e megacorporações, máfias ou grandes gangues sem nenhum tipo de hierarquia dominem cidades ou… enfim, e aí temos tecnologias mais à frente da imaginação daquele momento, como chips implantados no cérebro ou partes robóticas que substituem membros do corpo humano ou robôs que fazem o que os humanos faziam seja qual aplicação for e mudam a forma de sociedade como conhecemos. Imagine algumas pessoas que são diferentes das demais e lutam contra toda sorte de conspirações ou só tentam sobreviver sem se submeter as “regras” impostas por quem quer que seja e acabam de certa forma trazendo valores de outrora esquecidos ou não mais usado. Cara que demais.

    Seria mais exato dizer que o nome dessa temática é o Cyberpunk, e além dos ótimos filmes que citei e tantos outros que existem, temos músicas que ambientam bem o tema, nesse link http://www.retroelectromusic.com, você ouvirá ótimos arranjos feito por pessoas que assim como eu, amam esse universo. E além disso, temos alguns pastelões que são perfeitos para você dar muita risada e curtir esse gênero, é claro que extremamente exagerados com, por exemplos, dinossauros que atiram com bazucas ou fliperamas que tentam destruir a cidade (Huahuahuahauhauaha). Aqui tem um curta para você se divertir https://www.youtube.com/watch?v=bS5P_LAqiVg&feature=share.

    Bom, eu tenho esperanças que o cinema traga mais dessa temática e que saia mais jogos com essas características, só que de uma maneira mais atual é claro, mas que não perca esse encantamento tão bem trabalhado ao longo desses anos. Se você se interessou e quer aspirar esse ar um pouco mais, existem nomes que são expoentes da literatura cyberpunk como William Gibson e Bruce Sterling, eles abrirão novos horizontes para você adentrar mais profundamente na temática. E para finalizar aqui vai uma frase célebre: “Eu vi coisas que vocês homens nunca acreditariam. Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer” – replicante Roy Batty – Blade Runner 1982

     

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  • O despertar de Star Wars: emoção realmente despertada!

    Sem sombra de dúvidas a franquia vai continuar por muito tempo. E os fãs só tem a ganhar!

    Postado dia 14 de janeiro de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

    starwars

    Star Wars… Falar isso em voz alta é como dizer uma palavra chave para encontrar os maiores tesouros da terra. E não é para menos, afinal a franquia que vem ganhando mais e mais fãs e seguidores em todo o mundo estreou mais um filme em dezembro nos cinemas de todo o Brasil. E o que falar dessa surpreendente maravilha criada em meados da década de 70 e que veio em grande estilo com o atual título “O despertar”?

    Bom, quando entrei no cinema vi muitos fãs de carteirinha que dariam de 10 a 0 em mim sobre o conhecimento da ‘Força’, fora as mais variadas camisas do tema chamando a atenção, para o que foi para mim um dos maiores eventos cinematográficos desse ano. Confesso que amo Star Wars, mas não me considero um fã de carteirinha, pois não me empenho tanto como os mais variados fãs pelo mundo. Sabendo disso, digo que sou apenas mais um fã (hehe). No entanto, por amá-lo, vou falar o que eu achei após ter saído do cinema.

    A brilhante abertura emocionou a todos, eu apenas continuei absorto assistindo enquanto todos aplaudiam. A história passa um contexto maravilhoso sobre o que é o futuro depois de “O retorno de Jedi” e para mim conseguiu trazer uma sensação nostálgica ao ver Harrison Ford interpretando a lenda Han Solo, ouvir o “grrrrrrrrrrrrch” de Chewbacca e as maravilhosas onomatopeias surgidas das explosões, dos sabres de luz, dos blasters em sua potência total, das naves sendo pilotadas e etc. Fora que ver Carrie Fischer mais velha e com o título de General Léia (para mim sempre será a princesa)…. Ah! Que experiência cara, realmente faltam palavras para esse amontoado de sensações que o filme traz.

    O capacete amassado de Dart Vader como uma peça de museu chega a dar até uma pontinha de tristeza e seu sucessor pareceu menos convicto que o Lord Vader o era. Senti falta das maravilhosas cenas de luta de sabre de luz, é claro que existem no filme, mas muito menor já que a história tinha que ser contada e precisava realmente ser explanada como foi. As cenas engraçadas me fizeram rir alto, o que eu já achei que foi incrivelmente genial, já que não esperava ver isso. Realmente te pega de surpresa.

    Fora que nunca imaginamos o que é ser um soldado imperial stormtrooper (se não for, mil perdões). Diferente de todas as outras, você vê como é o soldado em sua construção e como sua essência humana vem sendo desenhada para se tornar um dos papéis de maior importância do filme. Foi deslumbrante ver o BB8, o robô “bola”, atuando de maneira muito parecida com o R2-D2 e fazendo o fiel C3PO encrencar com ele como faz com o velho amigo dróide.

    O filme não traz exageros ou força a história para eventos que não tem porquê ocorrer, parece que fluía feito um rio onde as águas são mansas, mas trazem também mistérios e perigos que fixam você até o fim, seja qual for seu nível de amor pela saga. Sem sombra de dúvidas a franquia vai continuar por muito tempo e espero que para a alegria dos fãs, seja os de carteirinha ou como eu apenas fã, que continue surpreendendo com essa sensibilidade de tratar a história com tanta cautela que conseguiu satisfazer as inquietudes e dúvidas que eram geradas ao longo do filme.

    Então eu recomendo que se você puder assistir, assista! Porque essa obra merece sim ser apreciada com esmero e te encantar nesse universo só dele. Que a força esteja com você!

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  • O universo do entretenimento oriental

    Você curte anime? Ou melhor, você sabe o que é isso? Bom, é muito simples...

    Postado dia 17 de dezembro de 2015 às 00h em Cultura e Lazer

    anime

    Anime nada mais é do que desenhos animados japoneses, e eu tenho certeza de que você já ouviu falar de Cavaleiros do Zodíaco, Pokémon, Dragon Ball z entre tantos outros clássicos que fizeram e fazem parte da vida de muitas pessoas. Não é de se estranhar que o volume de apreciadores no Brasil tem crescido a cada ano. Um exemplo desse megassucesso é o Anime Friends, evento que reúne mais de 120 mil pessoas por edição e sempre acontece nos meses de julho (período de férias escolares no Brasil) na cidade de São Paulo.

    Mas os desenhos japoneses só vão para as telas depois de fazerem sucesso nos mangás e aposto cinquentinha que você deve estar se perguntado (caso não saiba nada desse mundo do entretenimento japonês) que raios é esse tal de mangá? Bom, o “mangá” são as histórias em quadrinhos japoneses, que são as primeiras tiragens do que poderá vir a ser um anime. Porém já ouve alguns casos de aparecer um anime sem ter se tornado um HQ oriental, mas esses são exceções à regra, porque é pelo mangá que se mede o termômetro popular do sucesso que o anime pode ser. Uma coisa também muito interessante é a leitura do mangá, ele se dá de trás para a frente, isso mesmo, DE TRÁS PRA FRENTE!!!!

    Ao contrário das HQ’s que conhecemos, os mangás são originalmente publicados com a leitura oriental, feita da direita para a esquerda. Ou seja, o que para nós seria o fim da revista, no Japão é o início. Como a proposta das editoras é publicar os mangás da forma mais leal possível aos originais japoneses, a maneira correta de ler esses quadrinhos será sempre da direita para a esquerda. A mesma regra ocorre com os balões que contêm os diálogos: comece sempre de cima para baixo e da direita para a esquerda. Como no exemplo da gravura abaixo:

    Shaman Stop!!!Outro fator que é clássico tanto dos animes quanto dos mangás são os olhos dos personagens, que na sua maioria são enormes e muito expressivos, justamente para melhor representação das emoções. O sucesso dessa modalidade de desenhos é tão grande que existem também vários games e até filmes (sim com pessoas reais) para a alegria dos fãs.

    Você sabia que existem várias sagas do Star Wars em mangá e que tem completado o universo Jedi com muito mais heróis e vilões construindo historias e novas lendas? E não para por aí, assim como Star Wars, sucessos de séries como Game of Thrones e outros também ganharam sua versão japonesa.

    Bora curtir esse universo, tenho certeza que dentre tantos títulos que existem, vai haver um que será seu favorito.

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  • Um fenômeno dos games chamado “Dota”

    Você já ouviu falar do game “Dota”? Bom, se não ouviu terei o prazer de expor esse mundo maravilhoso dos jogos atuais.

    Postado dia 20 de novembro de 2015 às 00h em Cultura e Lazer

    dota

     

    O Defense of the Ancients (Dota) foi o precursor do estilo de games MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) que é propriamente jogado em uma arena digital com objetivos bem específicos. Porém, a cada nova rodada de games você tem várias possibilidades de executar diferentes jogadas e estratégias para vencer. O game a princípio era apenas um mod (modificação de jogo criada por fãs) básico de mapa do jogo Warcraft 3 criado por um usuário dos fóruns da Blizzard, que acabou desistindo do projeto, mas deixou o código aberto para quem quisesse continuá-lo.

    Graças a jogabilidade, uma mistura de estratégia, RPG e ação o jogo se tornou um dos fenômenos mais jogados em todo o mundo. Hoje é possível acompanhar campeonatos televisionados ou on-line do mesmo modo que um jogo de futebol ou basquete. E os prêmios em dinheiro chegam a casa dos 7 algarismos, o que é muito atrativo para os “cyber-atletas”, que aliás ganharam fama e notoriedade pelo mundo conquistando legiões de fãs que estão sempre antenadas com os times que torcem. Realmente um avanço para nós gamers que sempre sonhamos com campeonatos oficiais para mostrar nossas habilidades atrás dos consoles e/ou PC’s (yahoooo!).

    Além da quantidade enorme de fãs, hoje empresas do ramo investem pesadamente nos games para melhorar a cada dia seu aprimoramento e compram as equipes (isso mesmo, como se faz com times de basquete nos EUA) para que esses campeonatos ocorram e atraiam cada vez mais pessoas para esse meio. Algumas equipes são bem famosas como os Natus Vinceri conhecido como Na’Vi, temos também Alliance, Newbee, Invictus Gaming entre outros, com seus jogadores profissionais chegando a ficar milionários e não precisando comprar mais nada em termos de consoles e PC’s para game (que inveja).

    Tem vários sites, blogs e páginas na internet especializados em Dota que podem ser grandes instrumentos de aprendizagem para qualquer iniciante. Como temos também temos comunidades digitais feita por fãs para os fãs como o Dotirinhas no Facebook “A Dotirinhas é muito mais do que só uma página voltada para tirinhas como sugere o nome. Nós investimos em várias campanhas educativas, com o objetivo de desenvolver o cenário brasileiro de DOTA 2 para termos uma comunidade que se respeite, tornando o ambiente ao qual nos relacionamos todos os dias saudável e acolhedor” quem diz isso é um dos administradores da página Marcos Guilherme, mais conhecido como Shootingstar.

    Para Marcos “jogar DOTA precisa apenas ter reflexo e tempo de reação, embora pareçam coisas semelhantes, são na verdade muito distintas… seria como comparar raciocínio lógico com cálculos. Seus reflexos serão fundamentais no jogo, pois vão te proporcionar movimentos defensivos naturais. Já o tempo de reação é algo possível de alcançar com aperfeiçoamento por qualquer pessoa, cada momento é crucial para um bom jogador, eu diria até que é mais importante que o reflexo em si” explica.  Assim não é preciso muito para se tornar mais um ‘doteiro’ no mundo, dedicação também ajuda, mas tudo isso vem jogando.

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  • O desconhecido

    Uma crônica bem humorada que aborda o tema da inclusão digital, afinal, se não estou on-line, quer dizer que também não estou em casa, estudando, ou qualquer que seja a ocupação... apenas não mais existo

    Postado dia 28 de outubro de 2015 às 11h em Cultura e Lazer

    Arte e foto por Matias SIerra

    Arte e foto por Matias SIerra

    Caros amigos, como podem ver ao ler este texto, mostro-me inteiramente vivo com as faculdades mentais em plena obra. Não divagarei aqui acerca de como vai minha vida, pois, ela não mais interessa visto que eu não faço parte de um conglomerado digital que tanto os agrada, percebo não só isso como também não sou mais convidado para o churrasco de sábado por não ter visto e clicado “irá comparecer” numa página de internet.

    Lembro-me vagamente quando um amigo me ligou e conversamos 30 minutos sobre como estavam as coisas e para minha surpresa recebo a notícia que ele agora é um cidadão digitalmente incluído, chocado ao ouvir que eu não tinha criado nenhum “perfil” para mim, desligou e nunca mais me ligou. No curso da faculdade as pessoas me olham estranho, na sala o mais corajoso se aproximou de mim e disse: “Ei, dizem que você é aquele que não tem conta no…” – antes de terminar eu já balançava a cabeça negativamente, o rapaz levando a mão à boca com um olhar aterrorizado e incrédulo pôs-se a correr.

    Dias depois não só minha sala como toda a faculdade se desviava de mim no corredor, na biblioteca e até mesmo no refeitório. A coisa começou a ficar feia quando fui chamado à reitoria e todo o corpo docente estava reunido juntamente com alguns agentes do governo que me fizeram duas perguntas: -“Qual é seu nome de usuário?”, “Quantos megas tem sua banda larga?”- inconformados com minha resposta julgaram-me louco e por isso vos escrevo, depois de uma série de exames comprovadamente fui absolvido de loucura, porém, já não sou mais bem visto por vocês, afinal não possuo contas na internet e se não estou on-line, quer dizer que também não estou em casa, ou estudando ou qualquer que seja a ocupação… Apenas não mais existo.

    Minha história se espalhou e as crianças do meu bairro não se aproximam de mim, ouvi uma mãe dizer ao filho: -“Compartilha logo isso, se não o homem sem facebook vem te pegar e te levar para um mundo onde só existem livros e interação com pessoas de verdade”- o garoto chorou muito e “compartilhou” e “curtiu” muitas coisas. Mas eu não me importo mais, hoje converso com alguns vizinhos mais velhos que também não tem um “perfil” e eles gostam de saber meu nome e convidam-me para jantar às vezes, o engraçado é que depois de jantar lemos um livro ou dividimos o que fazemos no nosso dia a dia e os vizinhos já ligaram para a polícia pensando se tratar de uma seita nova onde pessoas de verdade juntam-se para conversar, o que é uma coisa totalmente incomum.

    Bom em todo caso, hoje meu vizinho vai tocar violão e vamos cantar ao redor de uma fogueira no seu jardim, mas estou preocupado pois sei que não vou conseguir “curtir” ou “compartilhar” isso por muito tempo.

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