Colunistas

avatar

Claudio Bergamo

Profissão: Psicólogo

Cidade: São Paulo

Claudio Bergamo) Consultor Corporativo, Coach, Psicólogo, Psicoterapeuta, Professor e Arte-terapeuta, palestrante nas áreas de psicologia, filosofia, educação, ciência e ética, curador da Programação Pensamentos Instigantes-de Filosofia e Arte do CCBB, Diretor de Cultura do Ipê Clube, professor titular da UNISA, da Casa do Saber de São Paulo e de cursos de Introdução à filosofia, psicologia, educação e ao pensamento Carl Jung e Carl Rogers no Centro Cultural Authos Pagano.

  • Mindfulness aplicado a vendas e atendimento

    Mindfulness e exercícios de expressão e desinibição podem ser o caminho deste difícil diagnóstico.

    Postado dia 21 de março de 2016 às 00h em Ciências e Espiritualidade

    mindfulness

    Foto: Divulgação/Internet

    Quantas vezes já nos deparamos com aquele vendedor X no atendimento Y, num grande magazine, num balcão de atendimento, numa casa de material de construção ou numa loja de grife no shopping, naquele atendimento padrão, desses que todos falam a mesma coisa, “olá… em que posso ajudar”, parecendo linha de produção. Será que funciona?

    Expressões ou gestos mal usados podem comprometer a venda, e comprometem com certeza; pessoas carregadas de mau humor e má vontade sabotam sutil e inconscientemente as metas de venda do setor, como um vírus emocional que ataca sem que percebamos de bate-pronto.

    Será que paramos para pensar que os velhos padrões de treinamento caminham para o fim? Sabe aquele entusiasmo daquela primeira palestra de treinamento onde todos dizem, “É agora!”? Assimilamos os conteúdos e vamos aplicar. Quanto tempo isto dura? Como manter o astral e a motivação elevados, as metas de venda estabelecidas em alta? Ninguém sabe… Só sabemos quando algum sintoma indica que as coisas não vão bem!

    E o padrão de treinamento, o que aconteceu? Voltamos ao raciocínio anterior. Como manter as pessoas altamente motivadas? Bem-humoradas, alegres, com capacidade de manter seus impulsos negativos afastados? Que lugar é esse?

    É o lugar da emoção e da reeducação emocional.

    Por vezes e sistematicamente, quando a empresa treina seus colaboradores, repetindo modelos viciados, condicionantes e condicionados, os funcionários tendem a subir num patamar muito elevado de ação, que por se originar de ações externas, tende a perder rapidamente sua efetividade, exigindo novas cargas de “otimismo”. A questão é: como manter na prática os objetivos e resultados neste patamar elevado, quando tais modelos vão perdendo a força e as vendas caindo ou oscilando?

    Passamos a culpar tudo, a crise, os planos de marketing, o gerente, os colegas, o trânsito, os horários, a família etc. Todos são culpados, menos eu, sofrido e abnegado e mal-humorado funcionário. E no final vêm os cortes.

    Sabe meu amigo, tudo começa e termina no departamento financeiro, afinal, ele manda na empresa, o restante obedece, suas alegações são sempre claras, baseadas em evidências, os números são sempre perfeitos, as pessoas imperfeitas! Correto? Então vamos apostar novamente nas campanhas do marketing, pois afinal precisamos vender.

    Uma empresa é movida por pessoas, e em momentos de retomada dos negócios passamos a contratar novamente. A partir da retomada e já com novos quadros de funcionários e aqueles mantidos em suas funções, devemos olhar para frente, investir em pessoas e compreender que as velhas frentes de treinamento de vendas e atendimento já não trazem mais os resultados esperados.

    Treinar pessoas repetidas vezes não basta, é preciso transformar pessoas, educar, instruir, esclarecer e acalmar a todos, como se fossem alunos ansiosos para o vestibular, no caso, aqueles que agem impulsivamente, que não diferenciam a prática do trabalho, o autoconhecimento e a vida pessoal. Estamos na verdade falando de dois tipos de funcionários: Os ansiosos, aqueles cuja ansiedade prejudica seu desempenho e os que se saem bem melhor a partir e apesar da tensão. Sabemos que emoções negativas e a ansiedade provocam a dispersão, desviam a atenção ao mesmo tempo em que precisamos de tensão com atenção.

    É urgente que identifiquemos estes conflitos investindo fortemente na saúde preventiva-mental e física de nossos colaboradores.

    Não podemos contrariar a natureza humana, sabemos que boa parte dos acidentes aéreos acontece por falha humana em sequências de eventos ligados diretamente às pessoas; as malfadadas falhas técnicas depois de um inventário pormenorizado constatam e comprovam a questão; quando estamos num avião em viagem parece que tudo está sob controle e de fato esperamos que sim, e torcemos por isso… O que não desejamos é que o nosso avião que está em solo com as múltiplas complexidades que vão do planejamento à prevenção ainda no hangar, depois no taxeamento e na decolagem caia, mas que após estes procedimentos obedeça às ordens da cabine de controle, possa ganhar velocidade e planar, e em pleno voo suportar as turbulências e chegar a seu destino com segurança.

    Mau humor e as síndromes emocionais podem estar pegando alguém na sua empresa. Inúmeras situações podem ser representadas como turbulências leve, média e pesada sem que as identifiquemos, sem que estejamos abertos para enfrentá-las. Suas consequências não podem mais ser ignoradas.

    Mindfulness e exercícios de expressão e desinibição podem ser o caminho deste difícil diagnóstico.

    Precisamos injetar otimismo e esperança nas pessoas através dos métodos Mindfulness de treinamento com uma forte expectativa neste trabalho, acreditando que a pessoa humana é viável na sua tarefa e apesar das frustrações durante seu voo; basta uma dose de confiança e otimismo para que ela e seu grupo de trabalho retomem seu caminho na medida em que identifiquem passo a passo seu verdadeiro potencial.

    Pensamento do dia:

    “O desenvolvimento de qualquer aptidão fortalece o senso de autoeficácia, tornando a pessoa mais disposta a assumir riscos e a buscar maiores desafios.”

    Daniel Goleman

    Compartilhar:

  • Burnout, verdade ou mito?

    É preciso fazer uma revolução positiva na saúde mental e física das pessoas nas relações do trabalho, e colocar em relevância para os líderes o que é preciso saber para entender melhor os efeitos negativos e as consequências nefastas deste mal-estar

    Postado dia 2 de março de 2016 às 07h em Ciências e Espiritualidade

    Partindo da perspectiva de novas práticas em ações preventivas e considerando a empresa como organismo vivo em seu funcionamento dinâmico, devemos buscar estratégias de enfrentamento para as síndromes emocionais, quando nos damos conta que o bem-estar de todos está comprometido.

    Os altos custos suplementares não cobertos pelos planos de saúde são enormes, tudo que parece é que basta ter um plano de saúde de boa qualidade para que a empresa sinta-se confortável em administrar mais um benefício.

    Parece que simplesmente ignoramos nos negócios o fato de que problemas de ordem emocional e psicológica devem ser tratados com “reserva”, como um tabu…

    Sabe aquelas coisas que só acontecem com os outros? Não é bem assim! Elas acontecem ali mesmo no ambiente de trabalho caro leitor, e podem manifestar-se silenciosamente. Já ouviu falar naquele tal afastamento temporário ou síndrome de esgotamento profissional (burnout), pois é, isto já é previsto na lei federal 3048/99, e considerada doença do trabalho. E que por definição mais aceita, é uma reação à tensão emocional crônica do indivíduo por lidar excessivamente com pessoas, exaustão emocional, despersonalização, diminuição da realização profissional (baixo rendimento), ou seja um evento psicossocial.

    Então, como conscientizar os responsáveis pela saúde das pessoas e seus respectivos departamentos na empresa da importância em detectar o burnout entre outras síndromes emocionais, e implantar e desenvolver manobras de enfrentamento e atenuar seus efeitos?

    Mais que detectar e auferir números indicativos de que algo ocorre ou está para ocorrer, devemos premeditar intervenções focadas nos indivíduos e nos grupos, arregaçar as mangas e partir para o efetivo das práticas do Mindfulness, num processo permanente e intensivo de reeducação comportamental, considerando os multifatores envolvidos na relação indivíduo/organização.

    A resposta para esta problemática é a formação de facilitadores e multiplicadores para as práticas do Mindfulness que devem ser projetadas de acordo com as necessidades da empresa, que identifica, junto aos consultores, seu padrão de relações interpessoais e o volume das demandas associadas aos efeitos do stress no trabalho, e as possíveis estratégias de prevenção em que poderemos atuar, sendo elas preventivas, urgentes ou muito urgentes.

    Pensamento do dia:

    “Quanto maior a tensão, maior é o potencial. Uma grande energia sai de uma correspondente grande tensão entre opostos”

                                                                                                                                         Carl G. Jung

    #:
    Compartilhar:

  • Neurociência, como desvendar este mistério no dia-a-dia

    Neurociência é o estudo dos estados anatômico, neuroquímico do sistema nervoso autônomo, e parte de um todo-mente-corpo, que quando bem regulados, participam ativamente das inter-relações do sistema endócrino-imunológico, denominado homeostase

    Postado dia 14 de janeiro de 2016 às 00h em Ciências e Espiritualidade

    mente

    Não há evidência absoluta de que temos consciência de todas as sensações, sentimentos e pensamentos que possuímos, a não ser nos exemplos, propostas e preleções teóricas por Carl G. Jung em os “Tipos Psicológicos”, que por determinação psicológica e observação analítica, Jung descreve as funções de cada personalidade, abrindo caminho para diversas investigações da alma humana.

    O que nos provoca mais curiosidade neste tema, neurociência para nosso dia-a-dia, é que em determinados momentos, e quando percebemos sinais emitidos pelo corpo, positivos ou negativos de que estamos ansiosos, agitados, insatisfeitos ou até felizes, e que algo persiste em manifestar-se (como um diálogo interno), pensamentos, sentimentos, dúvidas, dilemas, etc… Buscamos explicações, há alguma coisa estranha se passando, mas não conseguimos identificar ao certo.

    O que na verdade e de fato estamos falando é da “emoção humana”, lugar comum a todas as pessoas, ao mesmo tempo o mais complexo sistema vivo, preparado pela evolução. Sexualidade, desejos, paixões, medos e patologias fazem parte deste cenário, comandados por uma inteligência, governada por um sistema de valores que identificamos como: ética, justiça, as artes ou nas ciências em geral. O que de fato há, é um continuum de emoções ou “estados de emoção” muitas vezes expresso em ações pautadas por uma “rede neural” bem mapeada, mas ainda distante do objeto que chamamos consciência.

    De forma bastante resumida, neurociência é o estudo dos estados anatômico, neuroquímico do sistema nervoso autônomo, e parte de um todo-mente-corpo, que quando bem regulados, participam ativamente das inter-relações do sistema endócrino-imunológico, denominado homeostase. Entre outros e diversos domínios, neurociência é o estudo das emoções ou ciência das emoções, que podem ir além dos presumidos e polêmicos debates sobre emoção versus razão, Freud versus Jung ou Darwin versus Sócrates; O que de fato ocorre e pode estar valendo é a compreensão dos fenômenos da mente, que envolvem diretamente nossa capacidade de escolha (livre arbítrio) e a tomada de decisão.

    Desde desequilíbrios afetivos, apatia, e indiferença com os outros, devem ser examinados, mesmo questões que envolvam estados depressivos, promovidos por assédio, bulling e desequilíbrios da atenção entre outros, merecem intervenções das técnicas e aplicações do Mindfulness. O que nos interessa de fato é a efetividade das práticas e treinamento Mindfulness, extraídas do budismo Zen clássico na sua raiz e hoje pesquisado como técnica de “Controle da mente”, nas grandes universidades americanas, com importante relevância e expansão do conhecimento científico em ações para a saúde dos indivíduos, aprimorarando em cada um e nos grupos de trabalho, estados mentais de maior estabilidade e equilíbrio, e minimizar o impacto da pressão do dia-a-dia, e clarificar em processo gradual as escolhas e decisões tomadas.

    A felicidade é o ingrediente fundamental no projeto aplicação Mindfulness, numa sociedade cada vez mais exigente de resultados, e que todo tipo de sofrimento mental, baixa auto-estima, ausência de foco à hiperatividade cognitiva e seus desdobramentos, não podem mais ser ignorados.

    O princípio básico do nosso trabalho está em viver o momento presente, o aqui e agora, mudar sua cabeça e a resposta de sua interação com a vida…  Respirar, compartilhar e amar.

    Compartilhar:

  • A energia possível para a manutenção da vida

    A importância de uma alimentação correta e as práticas da meditação Mindfulness, mente, equilíbrio e felicidade

    Postado dia 11 de dezembro de 2015 às 00h em Ciências e Espiritualidade

     

    gluten

    Precisei chegar ao meu limite para mudar as práticas alimentares erradas que praticava; o click da mudança custou caro para mim. Nunca fui obeso, pratiquei esporte, comia bem, ou pensava que comia. Mantive meu peso durante anos, mas com o tempo me acomodei: comia pão, massas, arroz, feijão etc. Parecia que tudo estava certo. Habitualmente comia pouco verde, saladas legumes, e muita fruta. Estava tudo errado.

    Sabem o que é frutose? Nada mais nada menos do que açúcar direto no sangue, é o fim da linha: diabetes. O que aprendi é que os açúcares e glúten não fazem o bem que pensamos, fazem muito mal. Recomendo a todos o livro O Perigo do Glúten, do doutor James Braly, leitura obrigatória e bem fundamentada, que aborda entre outras coisas as intoxicações que o glúten pode causar.

    Quando nos alimentamos, sabe aquele pãozinho nosso de cada dia, espaguete, pizza, etc, começam um encadeamento alimentar errado sem fim. Eu estava pré-diabético, sono ruim, coração acelerado, ansioso, inseguro e às vezes agitado. A família não entendia o que acontecia comigo. Foi quando meu filho e minha esposa prontamente me aconselharam a parar com o glúten de forma gradual e efetiva; Resisti muito e muito. Fiquei na defesa, eles estavam certos, foi então que cedi, minha vida estava em jogo. Comecei a transição alimentar.

    Zero massas, zero frutas, zero açúcar, retomei a alimentação correta, carnes, peixes, ovos, gorduras boas, manteiga, azeite,  e verde, muito verde; Lentamente fui me recuperando por 12 meses praticamente . Foi difícil, cheguei a sonhar algumas noites que estava comendo pão, um verdadeiro pesadelo. Acordava assustado, como se tivera feito algo errado, talvez o tal sentimento de culpa. Conclui que estava dependente do glúten, era assim que me sentia, como um dependente químico, sintomas físico-emocionais. Aquilo dos quais não podemos ficar sem, uma pena… Sabe aquela barriguinha que todos temos e nunca gostamos de ver, pois é. Estão lá instalados os efeitos aparentes de glúten.

    Na realidade, os efeitos do glúten no nosso organismo geram uma dependência grave; O organismo se defende o tempo todo, uma batalha onde alguém será o vencedor.

    Ficamos intoxicados lentamente ao longo vida, seus reflexos são lentos, aumento da glicemia, entre tantas outras síndromes metabólicas geradoras de diversas patologias alimentares e psicológicas.

    Conclusão: Até este momento, superei algumas dificuldades, que chamo de maus hábitos e deficiência de informação; Procure a boa informação sobre como se alimentar melhor e, ao mesmo tempo, um bom médico, de preferência especialista em nutrição, com certeza você será bem assistido, podendo tirar dúvidas e encarar as questões emocionais e psicoculturais que envolvem nossos hábitos alimentares.

    Então, o que é o corpo? O que é a mente?

    Para que tenhamos um entendimento maior e melhor sobre nós mesmos é preciso que a energia necessária para a manutenção da vida esteja condicionada a busca do autoconhecimento e as práticas da MEDITAÇÃO, COMO CIÊNCIA DA MENTE, compreendendo seus fenômenos, suas causas, dilemas e soluções.

    Mente e corpo podem trabalhar em acordo quando obtemos informações esclarecedoras, reconhecendo nossas contradições e aceitando que é preciso mudar, mudar para transformar, identificar os excessos, os fracassos, as tentativas e erros.

    É isso mesmo, tentativa e erro e a busca dos efeitos terapêuticos das práticas da meditação ou Mindfulness, que podemos praticar em casa, no trabalho, na rua ou em qualquer lugar, em busca da saúde e da felicidade.

    Compartilhar:

  • Benefícios da meditação e o sistema imunológico

    Quando percebemos um desânimo não previsto, um esgotamento não habitual e persistente, devemos ligar um sinal de alerta

    Postado dia 12 de novembro de 2015 às 11h em Ciências e Espiritualidade

    Curso-de-Meditação-em-Campinas-Meditacao-em-Campinas-21

    Hoje vamos falar do sistema imunológico e suas funções. Chamado de “segundo cérebro” por alguns pesquisadores, o sistema imunológico e o sistema nervoso controlam as reações do corpo em relação ao ambiente, fornecendo a base fisiológica com influência direta nas nossas emoções e consequentemente sobre a saúde geral da pessoa.

    Mente e corpo trabalham bem afinados “sempre”, mesmo que não percebamos corriqueiramente os sinais emitidos pelo corpo, muito em função do tipo de vida agitada e estressante que levamos.

    Quando questionamos de que maneira as emoções afetam o corpo, podemos também levar em consideração que através das sensações, a forma como o cérebro funciona, e também perceber que o nosso sistema imunológico reage prontamente, em tempo real, tentando nos proteger das ameaças iminentes ligadas a baixa de energia, refletida muitas vezes por cansaço frequente.

    Quando percebemos um desânimo não previsto, um esgotamento não habitual e persistente, devemos ligar um sinal de alerta, pois nosso sistema imunológico identifica que algo se passa no nosso organismo, ao contrário de uma sensação de bem-estar que também sabemos identificar. Quando a sensação não é positiva, associada a algum desconforto, aconselho que procuremos um médico de confiança para avaliar melhor tais sintomas.

    Você que leu as matérias anteriores na sequência dos temas Benefícios da Meditação, espero que tenha compreendido as questões colocadas, e se tiver alguma dúvida, envie sua pergunta e dúvidas.

    Você já tentou ficar em silêncio por 5 minutos, como propusemos na matéria anterior, prestando atenção nas sensações do corpo, sentimentos e pensamentos? Se já experimentou, como foi? Se não, apenas tente novamente esse simples treinamento de meditação.

    Abraços, Claudio Bergamo

    Compartilhar:

  • Benefícios da meditação e o Eu biológico

    Quem governa sua vida, a mente ou o corpo?

    Postado dia 21 de outubro de 2015 às 12h em Ciências e Espiritualidade

    Meditation

    Meditation

    Quando pensamos por alguns momentos sobre aquilo que estamos fazendo, seja no trabalho, na escola ou no lar, em fração de segundos tomamos decisões que a princípio nos parecem as mais corretas e assertivas; Tudo que parece é que estamos movidos por uma total e ampla forma de decidir e agir, segundo o que nos parece mais importante e urgente.

    O filósofo existencialista Jean Paul Sartre, em suas polêmicas e originais contestações sobre verdades eternas e o imaginário da tradição filosófica, afirmava que “nossa liberdade é sempre maior que nossa vontade”, e que através de um exame detalhado da realidade humana, poderíamos descrever melhor nossas raízes subjetivas, a consciência, o corpo, a angústia, entre outros pontos relevantes.

    Filosofia à parte, e diferentemente das posições existenciais de Sartre, a vontade pode também ser entendida por liberdade e fazer, ligada ao corpo e à mente, lugar onde nossa fisiologia entra em ação, cujos sinais emitidos facilitam o entendimento de nossas necessidades vitais, fome, sede, sono, etc.

    Lembram-se na matéria anterior quando mencionei a questão do stress e as possíveis consequências para nosso sistema imunológico que abala a nossa saúde geral? Devo então fazer uma analogia entre sistema imunológico e sistema nervoso, enfatizando que ambos regulam a si mesmos e controlam as reações do corpo e o nosso eu biológico, onde mora nossa vida. Então, responda a si mesmo: quem governa sua vida, a mente ou o corpo? Pense, reflita, fique em silêncio por cinco minutos sem que seja incomodado, mantenha os olhos semicerrados e após cinco minutos retorne lentamente observando os sinais emitidos pela mente. Viva esta experiência. Será que consegue?

    Compartilhar:

  • Benefícios da Meditação, remédio que acalma e cura a mente

    Você considera que está no limite de suas emoções? Não sabe bem explicar o que está acontecendo? Está cansado, irritado e precisa relaxar? Já foi ao médico? O que ele disse? Já experimentou fazer terapia?

    Postado dia 22 de agosto de 2015 às 12h em Ciências e Espiritualidade

    meditacao_11

    Digamos que podemos identificar algo como stress, talvez “depressão”. Digamos que não fica claro para você que atitude tomar, já que ligou o piloto automático e não vê como desconectar.

    O termo stress é bastante usado, talvez como uma palavra tão ampla que podemos inclui-la em diversos tipos de sofrimento, como na frase ‘me sinto como um peixe fora d’água’. O fato é que o que parece estar acontecendo, é a perda em grande parte da segurança necessária em suas próprias ações, no relacionamento com colegas de trabalho, com a família, etc. Assim, tudo que acontece pode ser estressante e pode estar indicando que você tem que se adaptar a algo. Ansiedade permanente tem inúmeras causas, afetando diretamente nosso sistema imunológico e frequentemente abalando nossa saúde.

    Estes quadros, quando se instalam, exigem de nós mesmos uma mudança radical de hábitos e abrem caminho para novas práticas e possivelmente, outros interesses para nossas vidas. Aqui ficam as perguntas: Quero mesmo mudar? Preciso mudar? A quem ou ao que devo recorrer? O que fazer então?

    Treinamento em meditação pode ser o caminho. Leia mais em minha próxima coluna: Benefícios da meditação. O eu biológico do corpo.

    Compartilhar:

Página 1 de 11