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Caio Bezerra

Profissão: Jornalista

Cidade: Mogi das Cruzes

Jornalista graduado pela Universidade Mogi das Cruzes (UMC). Atua há sete anos na área de imprensa, tendo trabalhado em diversos segmentos, entre eles: fotografia, editoração, reportagem, assessoria de imprensa, edição e rádio. Atualmente trabalha em Guararema como editor do Jornal Novo Tempo e também como apresentador na Rádio Mega FM.

  • Adaptações que, de tão ruins… São hilárias!

    Cinco filmes que fazem você rir e chorar ao mesmo tempo, mas não de alegria, e sim de desgosto, tristeza e dor

    Postado dia 18 de abril de 2017 às 12h em Cultura e Lazer

    adaptações

    Foto: Reprodução

    Todo mundo já deve ter assistido pelo menos uma vez na vida alguma adaptação cinematográfica de uma franquia de quadrinhos, séries ou games que, ao invés de te entreter, fazem você sentir vergonha alheia. Algumas dessas adaptações, de tão ruins, mas tão ruins… chegam a ser hilárias.

    Listamos aqui, nessa primeira parte, cinco das piores adaptações que fazem você rir e chorar ao mesmo tempo, mas não de alegria, e sim de desgosto, tristeza e dor. São filmes que te agridem física e emocionalmente. Engraçado é que muitas dessas adaptações catastróficas vieram dos games. Confira.

    5 – Super Mario Bros

    marioA maioria dos gamers de todas as gerações já devem ter jogado ou pelo menos ouvido falar de um dos maiores clássicos da Nintendo, a franquia Super Mario. Não há como não se encantar com o jogo divertido, mágico, colorido e cheio de aventuras do pequeno encanador italiano e seu irmão Luigi, a princesa Peach, o cogumelo Toddy, o fofinho dinossauro Yoshi, e, é claro, o lendário vilão Bowser.

    No começo dos anos 90, o produtor de filmes Roland Joffé conheceu o presidente da Nintendo da América e teve a brilhante ideia de adaptar Super Mario para os cinemas…só que não. Em 1993, foi lançado Super Mario Bros, o filme, protagonizado por Bob Hoskins como Mario; John Leguizamo como Luigi; Dennis Hopper como Rei Koopa e Samantha Mathis como Princesa Daisy. A adaptação dirigida pela dupla Rocky Morton e Annabel Jankel teve um orçamento de US$ 48 milhões e literalmente “joga na privada” o nome de uma das maiores franquias dos games de todos os tempos.

    A começar pelo enredo, que destoa completamente com o que é apresentado nos jogos, você tem uma dupla de irmãos presos em um mundo futurista com personagens mal caracterizados, frases e efeitos de dar vergonha e causar desconforto. O filme tem apenas 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. O mais engraçado é que, durante muitos anos, essa lástima cinematográfica foi reprisada várias e várias vezes na Sessão da Tarde.

    Veja o trailer no áudio original

     

    4 – Street Fighter: A Batalha Final

    street“Prepare-se para o festival de porrada”. Essa frase era dita em um comercial televisivo fazendo a propaganda para o filme Street Fighter – A Batalha Final, lançado no Brasil em 1994, protagonizado por Jean Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como M. Bison – aliás, esse foi o último filme da carreira de Julia que faleceu pouco tempo antes do lançamento. O que me dói na alma é saber que fui ao cinema assistir essa porcaria.

    A exemplo do que vemos no filme do Super Mario, essa adaptação da clássica franquia de jogos de luta da Capcom dirigida por Steven E. de Souza também sofre com a péssima caracterização dos personagens, roteiro galhofa e, pior ainda, total “americanização” da trama. No filme, os dois principais protagonistas dos games, Ryu e Ken, são retratados como uma dupla de vigaristas que rondam o mundo aplicando golpes; Chun-li é uma repórter de televisão, enquanto que Honda é o motorista da van de TV e ex-lutador de sumô havaiano; Balrog um ex-pugilista aposentado que agora trabalha como operador de câmera; Dhalsim um cientista! E o pior de todos, o personagem brasileiro Blanka, ele fica verde porque o Bison o obriga a assistir filmes de terror e guerra.

    O pior de tudo é o Guile do Van Damme, as cenas de luta de dar vergonha. E o que dizer de Raul Julia como Bison?! Completamente caricato, não tem nada a ver com aquele chefão psicopata e megalomaníaco dos games. Street Fighter – A Batalha Final garantiu um 15% no Rotten Tomatoes. E como se já não bastasse o carimbo do tomatão podre, em 2009 tiveram a coragem de lançar outro filme, Street Fighter – A Lenda de Chun-li, que conseguiu a proeza de ganhar um 9% de aprovação no Rotten, avaliação pior do que a do filme de 94 – ou seja, PAREM de tentar adaptar Street Fighter em filmes com atores. Ah, o tal “festival de porrada” no comercial de TV realmente fez jus ao divulgado, pois foi um festival de porrada nos testículos de quem assistiu ao filme, principalmente os fãs dos jogos.

    Se quer curtir adaptações boas de Street fora dos games, assista ao filme animado lançado pela Capcom em 96, ou então a série de desenho, Street Fighter II Victory, que passou durante muito tempo no SBT no Sábado Animado.

    Veja o trailer no áudio original

     

    3 – Dungeons & Dragons

    dedDurante uma boa parte de minha adolescência, uma das coisas que mais me divertia era poder me reunir com os meus amigos de escola para jogarmos Dungeons & Dragons, o jogo de RPG medieval e de fantasia mais famoso do mundo. Passávamos horas e horas criando nossos aventureiros e enfrentando diversos perigos.

    Em 2000, a New Line Cinema, mesmo estúdio que produziu filmes de sucesso, entre eles o Senhor dos Anéis, lançou Dungeons & Dragons, o filme. Uma coisa podemos dizer com absoluta certeza sobre essa tentativa de adaptação de D&D para o cinema: o orçamento de pouco mais de US$ 14 milhões usado no filme deve ter sido gasto quase que inteiro para bancar a participação do ator Jeremy Irons, que no longa interpreta um mago nefasto. O resto dos atores provavelmente devem ter sido pagos com um salgado e um refrigerante.

    Os efeitos especiais são horrorosos, lembram aqueles simuladores 3D do Playcenter; a história é patética e pouco original, chega até a tentar copiar Star Wars. O figurino é horrível, um dos personagens, que é da raça Anão, é um homem de estatura normal que anda abaixado. Os diálogos patéticos, incluindo os do ator Jeremy Irons. Ele fica rosnando e granando o tempo inteiro, sinceramente não entendo o que passou na cabeça dele para aceitar fazer parte deste filme. Enfim, é um fracasso do começo ao fim. A produção é tão ruim, mas tão ruim, que dá para ver que as armas utilizadas no filme são de plástico! Selo tomatão podre de 10% no Rotten. E, como se não bastasse, fizeram outro filme depois.

    Apesar de ter fracassado nas telonas, D&D tem uma excelente adaptação na televisão, a série de desenho animado dos anos 80 que aqui no Brasil foi batizada de Caverna do Dragão.

    Veja o trailer no áudio original

     

    2 – Mortal Kombat – Aniquilação

    mortalEm 1995, o diretor estreante, Paul W. Anderson lançou o filme Mortal Kombat nos cinemas, adaptação do game homônimo de uma das maiores franquias de jogos de lutas de todos os tempos. Apesar do filme de 95 ter efeitos especiais pobres, ele possui um enredo fiel ao jogo de videogame, e até mesmo o figurino é bem trabalhado. Você consegue enxergar que houve um esforço por parte da produção para tentar entregar algo pelo menos “assistível”.

    Dois anos após o lançamento do primeiro filme, chega aos cinemas Mortal Kombat 2 – Aniquilação. Enquanto que o primeiro filme, apesar de não ser a melhor bolacha do pacote, pelo menos tentava te entreter, essa continuação não chega nem aos pés disso. Aliás, podemos dizer com certeza que MK2 é também uma das piores sequências já feitas na história do cinema em todos os tempos.

    Sequências de lutas e ações pessimamente coreografadas, troca de atores nos papéis, roteiro sem pé nem cabeça, figurino que lembra fantasias compradas em lojas de brinquedos e, o pior de tudo, efeitos especiais horrorosos, dos quais você consegue identificar o fundo verde. São efeitos piores do que os do Chapolin.

    Na trama patética do filme, como se já não fosse ruim, eles colocam o Raidem e o Shao Khan como sendo irmãos! E, falando de novo nas coreografias das lutas, o filme é um espetáculo de exibição de saltos mortais – aliás este deve ter sido um dos requisitos na hora de contratar os atores, saber executar um salto mortal. O filme conta com nada mais nada menos do que 54 saltos mortais. E a cena em que o Shao Khan enfrenta o Liu Kang e ambos “sucumbem à sua animalidade interna”, que efeitos especiais são aqueles?! Meu Deus do Céu.

    Veja o trailer no áudio original

     

    1 – Dragon Ball Evolution

    dbzA saga Dragon Ball, criada pelo lendário Akira Toriyama, é uma das mais queridas e adoradas de todos os tempos não só por causa dos mangás, mas também por conta das adaptações feitas nos animes. Um dos fatores chaves que fez de Dragon Ball um fenômeno mundial são os personagens e o desenvolvimento de cada um deles. É claro que não podemos cita que a saga apresenta um dos personagens mais queridos da cultura pop, Goku.

    Para falar do filme Dragon Ball Evolution, lançado em 2009, vou apenas reproduzir abaixo o pedido de desculpas do roteirista Ben Ramsey. Aliás, não só o roteirista, mas os produtores, o diretor, os executivos e o estúdio deviam pedir desculpas a Toriyama por profanarem a obra dele. Abaixo o pedido de desculpas: “Eu sabia que eventualmente chegaria a esse dia. Dragonball Evolution marcou um ponto criativo bastante doloroso em minha vida. Ter algo com meu nome nele como escritor ser tão insultado globalmente é de revirar o estômago. Receber e-mails de ódio de todo o mundo é de partir o coração. Eu passei tantos anos tentando defletir a culpa, mas no fim das contas tudo se resolve às palavras escritas em páginas, e eu tomo toda a responsabilidade pelo que foi tamanho desapontamento para tantos fãs. Eu fiz o melhor que pude, mas no fim das contas ‘deixei a esfera do dragão cair’.

    Não sei nem por onde começar, sinceramente o filme é terrível até para se descrever. É um episódio chato de Malhação, em resumo, nada mais nada menos do que isso.

    Veja o trailer no áudio original

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  • Pela primeira vez um filme do Wolverine… Com o Wolverine!

    Logan é um verdadeiro banquete para os fãs do Wolverine nos quadrinhos. Pela primeira vez, os produtores conseguiram incorporar e transmitir o cerne do personagem nas telonas

    Postado dia 16 de março de 2017 às 08h em Cultura e Lazer

    Foto: Divulgação

    Foto: Divulgação

    Ao anunciar o lançamento do filme Logan, o décimo da série de longas dos X-Men e o último com o ator Hugh Jackman na pele do mutante mal-encarado com garras de adamantium, grande parte do público em geral não criou grandes expectativas. Estavam na memória os fracassos de crítica de X-Men: Apocalypse e, principalmente, de Wolverine Origens (este também um fiasco de público).

    Após o sucesso estrondoso de Deadpool, o estúdio (FOX) percebeu que dá para fazer sim adaptações de personagens de quadrinhos, voltadas para um público mais velho, mais adulto. Logan é um verdadeiro banquete para os fãs do Wolverine nos quadrinhos. Pela primeira vez, os produtores conseguiram incorporar e transmitir o cerne do personagem nas telonas.

    Uma das coisas mais fascinantes do Wolverine, é justamente o conflito entre o seu lado animal com o seu lado humano. O filme explorou de forma magistral isso: logo no início, o personagem já sucumbe a sua selvageria interna. E além disso, você tem um personagem que agora tem fraquezas, está envelhecido e com o poder de cura limitado. Tudo isso apoiado com um pano de fundo que justifica todas essas fraquezas no personagem.

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    Foto: Dafne Keen no papel da arma X-23

    Outro acerto do filme é a atriz mirim Dafne Keen no papel da arma X-23: você consegue se afeiçoar com os dramas dela, consegue entender os porquês dela. Uma criança que viveu e nasceu como cobaia, teve sua infância roubada, e que agora está descobrindo quem ela é, e o mundo a sua volta. Em alguns momentos, a interpretação se assemelha um pouco com a personagem Eleven da série Stranger Things, da Netflix.

    Logan tem poucos pontos fracos. Trabalha muito bem a questão de relacionamentos humanos entre os personagens, nas cenas de ação sabe usar muito bem a essência deles e te deixa tenso a todo momento. Porém, ao passo que o filme explora e desenvolve muito bem os protagonistas heróis, ele detona os vilões. Completamente rasos, motivações fracas, todos eles são meramente buchas de canhão que surgem iguais jogos “beat ‘em up” de videogames, onde uma horda de capangas surge na tela e você vai derrubando um a um até chegar no chefão da fase.

    Foto: Poster oficial do filme Logan

    Foto: Poster oficial do filme Logan

    A mecânica do filme é basicamente essa, nenhum dos vilões tem desenvolvimento; são simplesmente bonecos que servem para serem estraçalhados pelos dois personagens principais. O ator Boyd Holbrook, da série Narcos, faz o papel do vilão Donald Pierce. Ele infelizmente não convence muito, chega a ser canastrão.

    A atuação de Patrick Stewart como Professor – X também é fantástica. Já com 90 anos, o eterno tutor dos X-Men sofre de uma doença degenerativa capaz de afetar todos os mutantes ao seu redor.

    Mas no geral, Logan é sem sombra de dúvidas o melhor filme do Wolverine já feito. É intenso, são poucos os momentos que o espectador pode respirar. Infelizmente Hugh Jackman se despede do personagem que interpreta há 17 anos. Esperamos que no futuro outro ator possa levar adiante este legado deixado pelo australiano.

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  • A Internet das coisas

    Quando se escuta falar de “internet das coisas” parece algo bem novo, mas não se deixe enganar, ela é usada a muito tempo...

    Postado dia 7 de fevereiro de 2017 às 08h em Tecnologia e Informática

    internet

    Foto: Reprodução

    O bacana da tecnologia é assistir sua constante evolução, TVs ficando cada vez maiores e mais finas, com qualidade de imagem que por vezes fazem duvidar da realidade. Celulares hoje que são verdadeiros computadores de última geração, cada vez mais com inovações que nos fazem novamente, duvidar da realidade.

    A internet das coisas chegou timidamente, sem muita ambição, mas cada vez mais presente, em lâmpadas que mudam de cor, eletrodomésticos que enviam o consumo para seu aplicativo no celular, utilitários e gadgets muitas vezes mais divertidos que úteis.

    Quando se escuta falar de internet das coisas, parece algo bem novo, mas não se deixe enganar, ela é usada a muito tempo em empresas e algumas até em sua casa.

    Na agricultura, a internet das coisas está presente nos sensores, temperatura do ar, velocidade do vento, tudo isso enviado e controlado remotamente por alguém ou um equipe.

    Em Barcelona existem parquímetros que oferecem wifi pela cidade toda, fornecendo para quem mora próximo dados sobre vagas disponíveis e atualizações, e apesar de parecer algo inovador para nós, é algo corriqueiro em países que lidam com a internet como um meio, não como um produto.

    Ainda temos dificuldade de aplicabilidade em terras tupiniquins pelo simples fato de nossa rede não conseguir comportar tal volume de dados, sofremos constantemente com quedas, bloqueios, mesmo pagando uma das mais caras taxas do mundo.

    Ainda assim, com todas as dificuldades, a internet das coisas não interrompe sua entrada revolucionaria em nossas vidas.

    Sua TV Smart é a prova viva que nem se deu conta que, a internet das coisas estava aí… Ainda bem que não era uma cobra né?

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  • Review: Star Trek Sem Fronteiras (2016)

    Aventura, ritmo, ação e efeitos fazem deste filme um delicioso prato, harmonioso e saboroso

    Postado dia 27 de setembro de 2016 às 10h em Cultura e Lazer

    Star trek

    Foto: Divulgação

    O espaço, a fronteira final… Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, com o objetivo de pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve. Os dizeres clássicos de Star Trek, ou Jornada nas Estrelas para os mais saudosistas, continuam encantando a todos os amantes da cultura pop até hoje.

    O novo filme da saga, Star Trek Sem Fronteiras, parece que incorporou bem esse conceito da série clássica, ao mesmo passo em que entrega um filme muito divertido, com aventura, ritmo alucinante, ação, jogo de câmeras, um 3D que funciona, e o mais importante de tudo, relações humanas e desenvolvimento dos personagens. Quando assiste, você se sente parte daquela tripulação, sente vontade de fazer parte daquilo ou de estar vivendo aquela aventura.

    Este filme chegou em um ótimo momento para o cinema deste ano. Até agora nenhum outro longa-metragem de grande orçamento conseguiu ser interessante, todos foram muito esquecíveis. Mas Star Trek Sem Fronteiras chega para restabelecer um equilíbrio. Agrada tanto aos fãs da série clássica quanto o público em geral, mesmo aqueles que não são aficionados pela franquia conseguem e muito gostar, se divertir e se satisfazer.

    Foto: Divulgação

    Foto: Divulgação

    Star Trek Sem Fronteiras é dirigido por Justin Lin, que ocupou o posto de diretor de J.J Abrams. Lin é declaradamente um apaixonado por Star Trek, e neste novo filme ele demonstra muito bem o seu amor pela franquia.

    É tudo harmonioso, muito bem trabalhado. A câmera passeia pelos corredores e salas da USS Enterprise. Você pode acompanhar um pouco a rotina daquela tripulação, acaba se tornando parte daquilo. Tem uma cena no filme em que a nave sai de um ancoradouro de uma estação espacial, e a câmera fica posicionada na parte frontal da nave. A cena em que ela deixa o ancoradouro e mostra em primeira mão a nave saindo é muito boa.

    O roteiro do filme, escrito pelos gênios Simon Pegg e Doug Jung, é muito bem escrito e os efeitos especiais, figurinos e maquiagens são um show à parte. Inclusive eles usam uma coisa que está em falta hoje em dia, que são justamente os efeitos práticos de maquiagem nos personagens. Você sente realidade naquilo, é tangível.

    Posso dizer sem exageros que Star Trek Sem Fronteiras é o melhor filme desta nova trilogia e um dos melhores filmes do ano até agora. Está tudo lá, a aventura empolgante, as atuações marcantes de cada personagem, suas particularidades, e um dos elementos que fazem com que a franquia seja cultuada até hoje: a relação entre cada um deles.

    Na trama, a USS Enterprise chega à enorme estação espacial Yorktown depois de três anos de missão a fim de reabastecer e dar uma folga para sua tripulação. Neste período, o Capitão James T. Kirk (Chris Pine) começa a questionar suas ações como capitão e sua rotina a bordo da nave. Ao mesmo tempo, Spock (Zachary Quinto) recebe a notícia de que o Embaixador Spock (seu eu mais velho da linha do tempo alternativa) morreu em Novo Vulcano.

    Em Yorktown, uma cápsula de fuga emerge da nebulosa vizinha e a Enterprise logo depois é enviada em uma missão de resgate em um planeta desconhecido. Mas, quando estão chegando ao seu destino, os tripulantes da nave caem em uma armadilha e acabam ficando divididos.

    Foto: Divulgação

    Foto: Divulgação

    A USS Enterprise é destruída no filme, de uma maneira que dá vontade de chorar: parece que é um personagem que está morrendo. O roteiro do filme é tão bem construído, que ele faz você sentir aflição por causa da nave. Outro ponto forte do filme é a relação entre os principais tripulantes da nave: Capitão Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Mr. Scott (Simon Pegg), Uhura (Zoe Saldaña), Mr. Sulu (John Cho), Pavel Chekov (Anton Yelchin) e Magro (Karl Urban).

    Uma das coisas que faz Star Trek ser uma saga cultuada até os dias de hoje é justamente o desenvolvimento e particularidade entre cada personagem. Eles são únicos e completamente distintos um do outro, mas no final formam uma química perfeita. Vou dar como exemplo a personalidade completamente cética do Magro, ou Dr. Leonard McCoy (Karl Urban), que muitas vezes entra em confronto com a personalidade calculista e lógica de Spock (Zachary Quinto). São personagens com ideais e características diferentes, mas que, quando atuando juntos, formam uma química excelente. Outro exemplo é a clássica amizade entre Kirk e Spock.

    Outro trunfo de Star Trek Sem Fronteiras, é a introdução de uma nova personagem, totalmente inédita dentro de toda a saga ou franquia. A alienígena Jaylah, interpretada por Sofia Boutella. É uma personagem responsável por várias cenas memoráveis de ação no decorrer do filme, além de ser uma excelente lutadora de artes marciais. A interação e afinidade que ela vai desenvolvendo com o Mr. Scott faz deles uma dupla inseparável de engenheiros.

    Foto: Divulgação

    Foto: Divulgação

    Star Trek Sem Fronteiras é uma experiência recomendável a todos aqueles que gostam de um bom filme que tenha aventura, ação e humor, tudo colocado dentro de um prato muito saboroso. São poucos os pontos negativos que vi no filme, um deles é o vilão Krall (Idris Elba). No começo achei a atuação dele bem clichê, muito fraca a motivação, mas a genialidade do filme é tão bem trabalhada que, no decorrer da trama, aos poucos você vai entendendo as motivações de Krall.

    No final do filme você compreende o lado dele. Outra coisa que senti falta é a participação de Uhura (Zoe Saldaña), Sulu (John Cho) e Chekov (Anton Yelchin). Eles aparecem no filme, mas achei que deram pouco tempo de tela para eles em comparação ao tempo que deram para os outros.

    Para finalizar, aquilo que eu achei a cereja do bolo do filme. A linda, fantástica, genial homenagem que fizeram ao ator Leonard Nimoy (o Spock da série clássica), que faleceu no começo do ano passado. Além de homenagear lindamente Nimoy, Lin e a equipe de produção do filme homenagearam todo o elenco da série original.

    Senti meu coração bater e vontade até de chorar quando vi a homenagem, toda construída magistralmente com a música de Michael Giacchino ao fundo. A homenagem a Anton Yelchin também… sem palavras. Star Trek Sem Fronteiras é um filme que vai ficar pra sempre na galeria dos grandes de ficção científica e aventura. Justin Lin conseguiu com maestria trazer o espírito de Star Trek pras telonas e ao mesmo tempo fazer um filme muito harmonioso.

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  • Review: Esquadrão Suicida (com spoilers)

    O problema não é querer fazer os filmes com um tom mais soturno igual Batman Vs Superman, o problema é querer fazer tudo às pressas

    Postado dia 16 de agosto de 2016 às 15h em Cultura e Lazer

    esquadrão suicida

    Finalmente, após duas semanas da estreia, trago a vocês queridos leitores o meu review do filme Esquadrão Suicida (2016), o novo longa metragem da Warner / DC Comics, que reúne uma super equipe de vilões do Universo DC. Eles são recrutados pelo governo americano para executar missões impossíveis em troca de reduzir suas condenações. Antes de tecer as minhas observações, já quero deixar bem claro que essa análise contém spoilers. Se você ainda não viu o filme sugiro que NÃO LEIA esse artigo ainda. Mas, se você já assistiu, ou não se importa com spoilers, fique à vontade.

    Vou analisar parte a parte do filme, separando os aspectos bons e ruins. Na trama do filme, dirigido por David Ayer (Corações de Ferro; Marcados para Morrer) e produzido pelo já conhecido Zack Snider (300; Watchmen), após a morte do Superman (muito mal explorada no filme Batman Vs Superman), Amanda Waller (Viola Davis) monta uma força tarefa com os piores vilões do Universo DC. Entre eles estão a ex-psiquiatra Arlequina (Margot Robbie), o matador de aluguel Pistoleiro (Will Smith), o Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), o Capitão Bumerangue (Jai Cortney), El Diablo (Jay Hernandez) e a Amarra (Adam Beach).

    Uma das pessoas esperadas para serem recrutadas é a arqueóloga June Moone (Cara Delevingne), que foi possuída pelo espírito da bruxa Magia. Porém Magia se rebela e arma contra os humanos: liberta seu irmão Incubus e juntos planejam dominar a humanidade. Os super vilões são seguidos de perto por Rick Flag (Joel Kinnaman) e sua guardacostas Katana (Karen Fukuhara).

    squad3O filme acaba caindo basicamente nos mesmos erros de Batman Vs Superman, que é justamente a montagem das cenas, falta de tempo para desenvolver personagens e, novamente, o uso de vilões genéricos. Apesar de a trilha sonora ser muito bacana e o longametragem ter um tom mais despojado, a colagem de uma cena com a outra não funciona. É uma música seguida da outra, o filme parece um grande videoclipe.

    Tudo se resume a  uma trilha sonora seguida de uma apresentação de personagem, customizada com uma arte, aí uma cena de ação, e depois corta vai pra outra coisa, e tudo numa fração de segundos. O tom das piadas também é completamente fora da casinha. Os roteiristas tentam forçar uma situação engraçada, mas no fim é tudo completamente jogado – por exemplo, o Capitão Bumerangue tem um unicórnio rosa de pelúcia simplesmente por que ele tem e acabou.

    Tirando os personagens do Pistoleiro e da Arlequina, o resto da equipe ficou completamente genérica. Você pega um filme de quadrinhos, como Os Vingadores ou Guardiões da Galáxia, por exemplo, a interação entre cada personagem é mais bem dosada: existem os principais, mas todos acabam se destacando. Em Esquadrão Suicida falta isso, e muito. De seis personagens que aparecem, você se importa com dois deles no máximo. Com o resto não dá para sentir a menor empatia, eles entram mudos e saem calados.

    O desenvolvimento da história é muito repetitivo também, algumas cenas lembram. Falcão Negro em Perigo, que é um filme de guerra que eu adoro. Mas é exatamente igual, dois helicópteros abatidos em território hostil e uma equipe tática agindo neste território para conter uma ameaça. Como eu queria ver a personagem da Katana cortando vários inimigos. Se apareceu uma vez uma cena assim foi muito. Para mim, ela é um desses personagens desperdiçados pelo filme.

    Os takes de filmagem também são muito repetitivos. É basicamente um close na cara dos personagens quando eles estão executando um golpe e tudo fica em câmera lenta. Poucas vezes uma cena de ação é apresentada com a lente mais aberta no plano geral. A mecânica é basicamente a mesma.

    squad1Vou falar agora dos verdadeiros vilões do filme, o Incubus e a Magia. Uma péssima escolha de atores, por sinal. Cara Delevingne é completamente sem sal, ela não transmite um pingo se quer de emoção em nada, é pior do que novela mexicana. Uma cena em particular chega a ser constrangedora para o espectador: ela está construindo uma máquina para acabar com o mundo, e ao mesmo tempo fazendo uma dancinha, parecendo uma dançarina de hula havaiana.

    E o que dizer dos capangas dela, que são pessoas comuns de Midway City (local onde se desenvolve a história) que viram serviçais da Bruxa quando são tocados. Eles parecem exatamente como os Bonecos de Massa ou qualquer capanga do seriado Power Rangers. A máquina de destruição construída pela Magia, por sinal, me lembrou, e muito, o planinho tosco que o Doutor Destino usou em Quarteto Fantástico – até o feixe de luz indo para o céu, muito clichê.

    Vamos falar agora dos pontos bons: o Pistoleiro e a Arlequina, de longe, são as duas melhores coisas do filme. O Will Smith é o tipo de sujeito que não tem como alguém não sentir carisma por ele. No filme ele é um cara durão, mas também sensível, tem humanidade dentro dele, ele segue um código de conduta mesmo sendo um assassino profissional, é um dos personagens com quem você consegue sentir certa empatia.

    Caso parecido acontece com a Margot Robbie interpretando a Arlequina. A atriz deve ter lido muitas HQs e assistido as séries animadas do Batman, pois a atuação dela é perfeita dentro do papel. Eu não conseguiria ver outra pessoa agora fazendo a Arlequina senão ela: os trejeitos sensuais, a loucura, as citações (como “Pudimzinho” e “Senhor C”), foi realmente transplantada dos quadrinhos para as telas. A personagem da Viola Davis, que interpreta a Amanda Waller, está perfeita, completamente destemida, não se intimida por nada, maquiavélica, calculista, exploradora… Ela vem com tudo o que tem nos quadrinhos.

    E agora o momento que muitos aguardavam: o Coringa, interpretado pelo ator Jared Leto. O filme Esquadrão Suicida é, antes de mais nada, um filme do Esquadrão Suicida. O Batman e o Coringa são meros coadjuvantes, nem isso talvez. O Coringa tem 20 minutos de cenas, no máximo, dentro de um filme de 2 horas e pouco. Sinceramente não me agradou em nada o pouco que vi nesses 20 minutos, achei um desperdício de personagem. Novamente fizeram um monte de referências, mas tudo na base do fan service.

    O Coringa do Jared Leto é basicamente um gangster rapper americano. E, o pior de tudo, ele é apaixonado pela Arlequina. Nos quadrinhos ele já tentou matá-la diversas vezes, mas aqui não, ele é apaixonado por ela, e inclusive bola um plano para resgata-lá! Além disso, este Coringa é completamente previsível. Tudo o que squad 2ele vai fazer é muito óbvio, foge muito daquele palhaço insano e psicótico dos quadrinhos que sempre está um passo à frente de tudo.

    Não tem como comparar essa atuação com a do Heath Ledger. Aquele Coringa do Ledger, assistindo pela primeira vez, você não sabia o que ele ia fazer, qual era o plano dele? Mas aqui não, em Esquadrão Suicida a motivação de todo mundo é muito óbvia. Em uma cena o Coringa aparece de helicóptero para resgatar a Arlequina, e a aeronave é abatida. A Arlequina pensa que o “pudimzinho” dela morreu, mas é óbvio que não morreu. No final do filme ele volta pra tirá-la do Asilo de Arkham (prisão manicomial do Universo DC que fica em Gotham City).

    Para finalizar, é difícil saber o que vem por aí neste universo DC Comics nos cinemas. Os executivos e produtores da Warner precisam entender uma coisa: não adianta ficar poluindo o filme com referências dos quadrinhos só pra fazer fan service. Tudo acaba ficando como palavras ao vento, não quer dizer nada. Em primeiro lugar precisam planejar melhor os filmes, parar de querer copiar o que a Marvel está tentando fazer, parar de se preocupar com a Marvel.

    É tudo muito apressado – Esquadrão Suicida é uma tentativa da Warner de tentar reproduzir o que os Guardiões da Galáxia fizeram pela Marvel (inclusive usaram uma mesma música). Acontece que o universo da Marvel nos cinemas já está em andamento desde 2008, as sementes foram plantadas lá atrás e os frutos estão maduros agora. A DC e a Warner plantaram a semente em 2013, quando lançaram O Homem de Aço. São só três filmes lançados nesse novo Universo e você já tem um novo Coringa que aparece em 20 minutos, um novo Batman que apareceu num crossover… Ou seja, falta desenvolvimento nos personagens.

    O problema não é querer fazer os filmes com um tom mais soturno como Batman Vs Superman, o problema é querer fazer tudo nas pressas e nas coxas. Vamos aguardar para ver, é o que nos resta.

     

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  • A internet virou espelho!

    Intolerância por opiniões políticas, religiosas, esportes, entre outras estão gerando cada vez mais conflitos, inimizades e violência física e verbal desnecessária na internet

    Postado dia 28 de junho de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

    internet

    Foto: Reprodução/Internet

    Queridos leitores, estamos chegando em um período onde a intolerância de várias formas e gêneros, tem tomado proporções gigantescas. Intolerância por opiniões políticas, religiosas, esportes entre outras, estão gerando cada vez mais conflitos, inimizades e violência física e verbal desnecessária na internet.

    Nas comunidades virtuais, isso não é diferente, muitas pessoas abandonaram a vontade de pensar por si só, ou então querer dialogar um ponto de vista nos fóruns. É cada vez mais comum você entrar em um ambiente online referente a uma série, filme, jogo (por exemplo) e nos comentários ver inúmeras frases de pessoas xingando ou sendo agressivas com outras por divergências de opiniões.

    Vou dar um exemplo, vamos pegar o filme Batman Vs Superman (de novo), que dividiu opiniões entre o público e crítica. O filme foi amplamente criticado por falhas no roteiro entre outras coisas, mas muitas pessoas assistiram e gostaram, e o resultado de tudo foi xingamentos e brigas de ambos os lados na internet. As pessoas perderam a capacidade de dialogar e expor seus pontos de vista, elas querem ver só o seu pensamento, a sua forma de pensar reproduzida na tela, não existe mais o diálogo, não pode existir mais diferença. E isso, meu amigo, está MUITO errado.

    Isso é um desvio comportamental muito grande, se uma pessoa não gostou do filme X por tais motivos (exemplo), mas você gostou, basta dialogar, exponha os seus motivos, os seus pontos de vista, mas seja gentil nos comentários, não agrida verbalmente, não seja ignorante. O mundo é grande, as pessoas pensam diferente de você. É sábio aquele que sabe analisar pontos de vista diferentes e segundas opiniões; nem sempre as pessoas concordam com tudo ou pensam igual à você.

    A internet de hoje virou um verdadeiro campo de batalha, perdeu-se a capacidade do diálogo aberto entre as pessoas. Muitos entram em sites e comunidades só para xingar, as pessoas estão ficando alienadas e, pior ainda, mascaradas. Digo mascaradas, porque no universo virtual falam coisas e absurdos que pessoalmente nunca diriam cara a cara, nunca teriam coragem de dizer. Mas um aviso a todos os navegantes, cuidado com o que você escrever, cuidado com o que você fala, a internet não é blindada, você pode sim responder criminalmente ou até ser processado judicialmente em caso de caluniar uma pessoa. Saiba dialogar, saiba expor seus pontos de vista sem ser agressivo e, mais importante, saiba do que está falando.

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  • Lista de HQs obrigatórias da DC Comics – Parte 1

    Durante várias décadas a mitologia criada em torno dos heróis das histórias em quadrinhos (9ª arte) tem encantado gerações de leitores de todas as idades que enxergam as HQs não apenas como objeto de entretenimento, mas também como uma forma de arte

    Postado dia 24 de maio de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

     

    COmics

    Foto: Reprodução/Internet

    Entre os expoentes máximos da indústria dos quadrinhos está a grandiosa editora americana DC Comics, empresa que detém a propriedade intelectual de muitos dos mais famosos personagens de quadrinhos do mundo, como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Aquaman, Arqueiro Verde, Asa Noturna, Caçador de Marte/Ajax, Shazam/Capitão Marvel e seus grupos como Liga da Justiça da América, Sociedade da Justiça da América, Novos Titãs, entre outros. O arco de histórias da DC compreende três eras distintas: Ouro (década de 30,40,50 e 60), Prata (70 e 80) e Bronze (anos 90 em diante).

    Abaixo tomei a liberdade de fornecer aos leitores dicas de histórias em quadrinhos da DC que são obrigatórias não apenas para os leitores de HQs em si, mas por todos aqueles que amam arte e que gostam de acompanhar bons enredos, boas tramas. Ao contrário do que muitos pensam, quadrinhos não é só coisa de criança. Confira as dicas abaixo, lembrando que não é um top quadrinhos, a ordem é aleatória, algumas histórias foram republicadas recentemente pela Panini e outras lançadas pela coleção da Eaglemoss. As análises presentes nas dicas abaixo são meramente ilustrativas, é claro que para listar vários itens não tem como me aprofundar muito no enredo de cada história, então alguns podem considerar superficial.

     

    Batman – O Cavaleiro das Trevas

    Cavaleiro das Trevas 2Em 1986, o roteirista e desenhista Frank Miller junto com o arte-finalista Klaus Janson lançou aquela que talvez seja uma das maiores obras primas já publicadas sobre o homem morcego. Em Batman – O Cavaleiro das Trevas, Bruce Wayne (Batman), com 55 anos de idade está aposentado de sua vida como vigilante e tenta levar uma existência comum, mas tudo muda quando uma onda de crimes atinge Gotham City, e uma gangue conhecida como Mutantes começa a espalhar o caos pela cidade, fazendo com que Batman vista a capa e retorne a ativa. A história de Miller foi considerada revolucionária na época por mostrar um Batman desgastado e desacreditado da lei, e também por revelar discussões que giram em torno das ações do herói. Em muitas páginas é interessante ver a cobertura dos veículos de mídia narrando os acontecimentos que são chaves para a trama, e também o embate ideológico daqueles que apoiam contra aqueles que desaprovam as ações do Batman. Vale a pena conferir o combate épico entre Batman e Superman, cada um completamente oposto um ao outro, enquanto o morcego atua como vigilante de Gotham, o Homem de Aço é um agente do governo dos Estados Unidos e trabalha para o presidente. É simplesmente épico o embate final entre os dois.

     

    Watchmen

    Watchmen (2)Também em 1986 a DC lançou outro marco das HQs, Watchmen, história idealizada e roteirizada pelo mestre Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons. O lançamento de Watchmen causou um verdadeiro pandemônio na indústria dos quadrinhos na época porque abordava uma temática que ia completamente na contramão de praticamente tudo aquilo já havia sido mostrado, é uma história que à princípio para quem for ler pela primeira vez vai achar que é uma simples investigação de um assassinato misterioso, mas é muito, mas muito mais complexo do que isso. No mundo de Watchmen, que se passa durante a Guerra Fria, os heróis e vilões são pessoas de carne e osso que vestem fantasias para lutar, mas tudo muda quando surge no mundo um “SUPER-herói”, representado pela figura do Doutor Manhattan que é praticamente um deus. A aparição desse ser supremo na Terra muda completamente a balança do poder a favor dos Estados Unidos que vence a guerra do Vietnã graças à intervenção de Manhattan, e consequentemente o presidente Richard Nixon garante sua reeleição e fica por quatro mandatos no poder, então a história da HQ cria um paradoxo completamente diferente da realidade, o escândalo de Watergate não existiu neste mundo, os policiais entram em greve por causa da existência de heróis mascarados, afinal Quem vigia os vigilantes? Who Watches the Watchmen? Watchmen traz uma série de questionamentos e se aprofunda muito na figura dos personagens e a relação entre eles. A história possibilita múltiplas interpretações, é uma Graphic Novel obrigatória para todos os leitores.

     

    V de Vingança

    V - internaInspirado nos romances ‘1984’ (George Orwell – 1948) e “Origens do totalitarismo” (Hannah Arendt – 1952), esta obra prima dos quadrinhos escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd em 1982 mostra a ascensão de um regime fascista e totalitário que chega ao poder após uma guerra nuclear. O governo monitora os seus cidadãos durante todo o tempo através de câmeras de vigilância, controla a mídia, há uma polícia secreta e campos de concentração para minorias raciais e sexuais. Em meio a todo este mundo de violência e repressão, surge a misteriosa figura de “V” (codinome do protagonista) um anarquista que veste uma máscara estilizada de Guy Fawkes e é possuidor de uma vasta gama de habilidades e recursos. Ele então inicia uma elaborada e teatral campanha para derrubar o Estado Totalitário. Enquanto arquiteta o seu grandioso plano para explodir o prédio do parlamento em Londres, V acaba conhecendo a jovem Evey, uma garota órfã que perdeu os pais durante a Guerra. Ela acaba criando um vínculo com V que a passa a tratar como aprendiz. A máscara de Guy Fawkes utilizada por V se tornou símbolo em protestos realizados por todo o mundo, tamanha a fama e impacto que a história causou.

     

    Crise nas Infinitas Terras

    Crise nas Infinitas TerrasNa metade da década de 80, a DC Comics passava por maus bocados com os seus leitores, pois o arco de histórias da empresa trabalhava com um conceito de Multiverso, que se baseava em Terras Paralelas com heróis diferentes e versões alternativas dos heróis famosos da editora, esse multiverso bagunçou e confundiu as cronologias, o que obrigou a DC a pensar em uma reformulação. A Crise, é considerada uma das maiores sagas já lançadas até hoje nos quadrinhos sendo publicada inicialmente em 12 edições entre 1985 e 1986 com roteiro de Marv Wolfman e desenhos de George Pérez. Os acontecimentos na Crise nas Infinitas Terras afetou os principais heróis da DC, entre eles o Batman, Superman, Lanterna Verde, Flash, Mulher Maravilha, Shazam, se tornou um clássico do gênero, pois nunca antes nenhuma editora fez uma reformulação tão grande e reiniciou a cronologia dos personagens, a história da Crise literalmente recriou todo o Universo DC nas HQs, depois dos acontecimentos dela as histórias dos heróis foram recontadas e remontadas de novo, o Superman por exemplo teve sua origem recontada (considero essa a origem definitiva do herói) em o Homem de Aço, Batman retornou com Ano Um (Batman que serve de molde até hoje, principalmente nos filmes mais recentes do Christopher Nolan).

    A trama de Crise nas Infinitas Terras começa quando o misterioso Monitor convoca todos os superseres de diversos mundos para defender a existência de toas as realidades. No final dessa grande jornada de salvação, sacrifícios terão que ser feitos e amigos podem virar inimigos.

     

    O Homem de Aço

    Homem de Aço - Capa e internaSuperman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, o herói teve sua primeira aparição na história em quadrinhos, Action Comics 1, publicada em Abril de 1938.  Após a sua introdução, não demorou muito tempo para que o kriptoniano ganhasse sua própria revista e, nas décadas seguintes, a mitologia do herói foi expandida para incluir novos personagens, novos escritores e artistas acrescentaram suas próprias ideias para o mito. Na metade da década de 40, as aventuras de Superman como um garotinho de Smallville foram introduzidas, pouco tempo depois surgiu o Superboy e em 1959 introduziram uma prima do personagem, a Supergirl. Esses novos detalhes começaram a entrar em conflito com histórias anteriores, especialmente com a transição dos quadrinhos da Era de Ouro dos quadrinhos para a Era de prata. Novos heróis foram introduzidos e Superman se juntou com eles como um membro pleno da Liga da Justiça da América, no entanto o seu trabalho com a geração anterior de heróis da Sociedade da Justiça da América deu detalhes conflitantes de sua história.

    A editora começou a trabalhar com o conceito de multiverso e isso acabou gerando uma grande confusão para os leitores. Em abril de 1985 os roteiristas Marv Wolfman e Robert Greenberger e o desenhista George Pérez iniciaram a Crise nas Infinitas Terras. Ao final desta, em março de 1986, todo o Universo DC começou a ser reestruturado, e é justamente depois disso que o roteirista e desenhista John Byrne, lançou em 1986 a HQ, O Homem de Aço (The Man of Steel). Dividia em seis partes, Superman: OHomem de Aço, é um divisor de águas na mitologia do herói, os arcos de histórias da trama redefiniram a origem do Super-Homem respeitando o seu cânone, essa origem e caracterização do personagem é a mais conhecida atualmente, muitos a consideram como a origem definitiva dele. Bryne iniciou uma nova história na vida do Superman e ideias e conceitos que são usados até hoje.

    O antigo Superman da Era de Ouro, realizava facetas quase divinas, ele era capaz de carregar um asteroide inteiro do tamanho de Júpiter sozinho nas costas, Bryne conseguiu equilibrar as coisas com o Homem de Aço, entregando aspectos de ação e ficção, mas tudo bem harmonioso.

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  • Análise: Batman vs Superman – A Origem da Justiça

    Um filme que possui um forte apelo visual, mas que peca na roteirização e caracterização de alguns personagens

    Postado dia 19 de abril de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

     

    batman

    Foto: Reprodução/Internet

    Antes de começar a fazer a minha análise a respeito do filme Batman V Superman – A Origem da Justiça, eu gostaria de ressaltar em primeiro lugar, que este artigo CONTÉM SPOILERS. Para poder fazer uma análise mais detalhada eu preciso ilustrar com exemplos reais tanto os pontos positivos, quanto os negativos do longa. Em segundo lugar, as opiniões que vou expor aqui são pessoais, sou formado em jornalismo, mas não sou um crítico de cinema, sou apenas um fã de quadrinhos que gosta de compartilhar as minhas observações. Portanto, eu quero ressaltar que não leve a minha opinião como verdade absoluta, é uma análise pessoal, cada um tem um conceito diferente do assunto e eu respeito isso.

    Em relação a Batman V Superman – A Origem da Justiça (2016), dirigido pelo aclamado Zack Snyder, eu estou dividido em relação ao filme. Tiveram coisas que eu gostei e coisas que eu odiei. Confesso que não estava empolgado com o filme quando ele foi anunciado pela primeira vez em 2013, mas na semana de estreia eu me empolguei por que eu li críticas especializadas tanto negativas quanto positivas, então eu fui assistir com uma expectativa de que aquilo talvez fosse bom.

    Eu adorei o tom soturno e sério que o filme mostra, o Zack Snyder já havia feito isso quando lançou a adaptação de Watchmen (2009) nos cinemas, e ele repetiu a fórmula neste filme, parece que você está lendo uma história em quadrinhos. O filme visualmente falando é muito legal, o design do Batman por exemplo, talvez seja o melhor já apresentado do herói no cinema, a armadura ou uniforme usado por ele remete a HQ, Batman – O Retorno do Cavaleiro das Trevas (1986) misturado com alguns elementos dos gibis mais recentes do herói nos Novos 52. A atuação do Ben Affleck como Bruce Wayne ficou convincente, ele passa a ideia de um homem desacreditado da lei, atormentado, desgastado, neurótico e sério.

    Os créditos iniciais do filme também foi um ponto positivo, acho que acertaram em cheio em contar a origem do Batman e a morte dos pais dele com uma cena rápida de abertura e sem muita enrolação, logo em seguida já passam logo para uma das partes que eu mais gostei, quando mostram toda a destruição de Metropolis (vista no final do filme O Homem de Aço) sob a ótica de Bruce Wayne que mesmo sendo um vigilante há 20 anos, vê as pessoas morrendo e se sente impotente perante tudo aquilo, e isso vai gerar nele a visão de que o Superman na verdade é uma ameaça para a humanidade.

    Apesar de ter gostado do visual do Batman no filme, a maneira como ele foi retratado enquanto vigilante, me deixou com o pé um pouco atrás. O Batman nos quadrinhos é um personagem que vive em um constante conflito interno, pois acima de tudo ele se autopolicia para não se tornar aquilo que vitimou os seus pais. Apesar de ele usar a força e o medo para combater os seus inimigos, ele luta para preservar a sua integridade como herói. No filme o Batman que é apresentado não demonstra nenhum desses valores, ele é completamente sádico e cruel com os seus inimigos, ele marca os bandidos na pele a ferro e fogo, não tem aquele heroísmo e dilema interno dos gibis. Eu sei que nos quadrinhos o Batman já matou e também já extrapolou no uso da força, mas foram em situações extremas e não gratuitamente.

    batmanvsuperman

    Outra coisa irritante, o Batman é um excelente detetive, espião, lutador e mestre estrategista, ele sempre planeja pegar os inimigos desprevenidos e muitas vezes sem ser visto (isso nas HQs). Digo isso por que no filme tem uma cena ridícula, aonde o Batman implanta um rastreador em um caminhão (para roubar uma carga que está sendo transportada), e de repente, ele aparece no Batmóvel descendo o sarrafo no mesmo caminhão que ele implantou o rastreador, ou seja, não faz sentido nenhum o localizador se o plano era cair matando em cima.

    A respeito do Superman, ou Super-Homem, visualmente e fisicamente o Henry Cavill se parece com o personagem, ele é forte, tem a cara quadrada e tudo o mais, mas interpretando…não é o cara (não chega nem próximo disso). As falas dele são completamente clichês, a atuação dele como Clark Kent não se diferencia em absolutamente nada do Superman, não existe aquele Clark inseguro, covarde e tímido dos quadrinhos, é a mesma cara, a mesma expressão sempre. As cenas dele são todas genéricas e a história dele no filme rasa. Com a personagem da Louis Lane (Amy Adams), Snyder e os roteiristas cometeram o mesmo erro do filme do Homem de Aço, o de colocar ela metendo o bedelho em tudo, afinal de contas o filme é sobre Batman contra o Superman, ou é um filme sobre a Lois Lane?

    Outra coisa que não me desceu no filme, eu consegui entender o porquê do Batman não gostar do Superman, mas não consegui entender o porquê do Superman não gostar do Batman. O Batman no filme está há 20 anos combatendo o crime, o Superman está há 18 meses, em pouco mais de um ano ele não conhecia o Batman? Por que que só agora depois de 18 meses que ele vira e fala: “ah, o morcego de Gotham deve ser detido por que ele é cruel com os bandidinhos, ele marca com ferro e fogo”.

    E o que dizer do aguardado embate entre Batman e Superman? Completamente sem sal, não dura cinco minutos, e no final eles acabam virando “Brothers”, por que o nome da mãe de ambos é Martha. É sério roteiristas da Warner/DC, sério mesmo que você subestima tanto assim a inteligência do espectador?

    batmanUm dos maiores erros de Batman V Superman com certeza é o roteiro, as cenas não casam uma com a outra. Tem horas no filme que as coisas são simplesmente jogadas e tudo vira uma bagunça. Você está acompanhando uma cena e de repente corta e já vai para outra, e depois corta de novo e pula pra outra coisa, ou seja, não tem continuidade, você fica perdido. No cinema, eu virei para a minha namorada e disse: “nossa, eu estou me perdendo aqui no meio de tantos quadros simultâneos”.

    A Mulher Maravilha (Gal Gadot), está uma verdadeira amazona no filme, ela é uma guerreira de verdade, e os trejeitos dela lutando lembram muito os da Mulher Maravilha do desenho da Liga da Justiça. Está muito legal, até a música dela é bacana.

    Vamos pegar os vilões como exemplo, começando pelo Lex Luthor, interpretado pelo canadense Jesse Eisenberg. Na hora de ter escrito o personagem os roteiristas devem ter confundido com o Charada, por que em essência ele não tem nada de Luthor, é totalmente caricato e irritante. Até mesmo o jeito que ele fala, parece que está dopado de cocaína de tão acelerado que é. Não tem uma fala dele no filme que não seja confusa, aliás ninguém fala normal no filme.

    Agora o Apocalipse, MEU DEUS DO CÉU, o que foi aquilo? Ele não tem nada a ver com o vilão dos quadrinhos, tanto na aparência quanto na origem, ele parece mais um Troll dos filmes do Senhor dos Anéis misturado com uma Tartaruga Ninja dos filmes mais recentes do Michael Bay. Nos quadrinhos o Apocalipse, ou Doomsday, é um dos maiores vilões do universo DC, é um monstro que tem ódio a toda a existência da vida, justamente pela maneira brutal que ele é criado nas HQs, através de experimentos kriptonianos. Nos gibis ele é simplesmente o responsável pela morte do Superman, mas no filme eles tentaram retratar isso e particularmente não senti emoção nenhuma, foi tudo tão chocho.

    Para um filme que quer consolidar de vez o universo DC no cinema, Batman V Superman é fraco. Digo isso, por que os produtores e executivos da Warner e DC devem estar muito na neura de querer alcançar a Marvel logo, então o filme ao invés de focar no principal, a luta de ideias entre Batman e Superman, acaba se tornando um verdadeiro “fanservice” para lançar logo o filme da Liga da Justiça, tudo é forçado e jogado de modo que os heróis formem logo um grupinho para que eles possam formar a Liga. Para um universo que está acabando de surgir no cinema, é uma decisão falha e apressada da DC, ao contrário da Marvel (não sou Marvete) que já vem preparando o terreno dela desde o lançamento do Homem de Ferro (2008), a DC está tomando decisões apressadas, e isso pode colocar em cheque o futuro deste universo no cinema. É claro que Batman V Superman não é de se jogar no lixo igual o filme do Lanterna Verde, Batman e Robin ou Quarteto Fantástico (2015) da Fox, mas para um projeto ambicioso destes cometer erros primários na elaboração de um roteiro, ficou devendo bastante, pois se trata do encontro dos dois maiores heróis da DC nas telonas, e no fim das contas a trama principal é completamente subjugada para que na verdade o filme seja um tapa buracos para o Liga da Justiça, que deve estrear daqui há poucos anos.

     

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  • Os 10 piores filmes de 2015

    O ano de 2015 marcou com muita coisa boa nas telonas, mas teve muita coisa também que pelo amor de Deus... Veja os 10 piores

    Postado dia 23 de março de 2016 às 00h em Cultura e Lazer

    filmes

    Foto: Reprodução/Internet

    2015 foi um ano de grandes expectativas para o cinema, e muitas das produções cativaram o público de tal forma que continuações já foram anunciadas. Porém, no ano passado também tivemos muitos filmes lançados que nos deixam com urticarias, náuseas, dor de barriga e espasmos só de lembrar deles. Enumerei abaixo os 10 longas lançados em 2015 que fazem o espectador sentir vontade de pegar um balde ou correr até o banheiro. Confira a lista abaixo.

    10 – Peter Pan  

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    Peter Pan, o menino que nunca quer crescer, e prefere viver a vida tendo aventuras mágicas em ilhas e terras misteriosas, luta contra piratas, voa pelos céus… O personagem criado por J. M. Barrie para o teatro e literatura é uma das fábulas mais fantásticas de todos os tempos, eu adoro o personagem, amo a profundidade da história e principalmente todas as metáforas presentes nela. Um crocodilo gigante que engoliu um relógio e faz “tic tac” quando se aproxima de suas vítimas, é simplesmente J.M. Barrie nos dizendo: “O tempo está te perseguindo meu caro”.

    Peter Pan – O início de Uma Lenda (2015), dirigido por Joe Wright é um filme que não me agradou em nada em vários aspectos, muito pelo contrário, me deixou triste e rabugento ao ponto que minha própria namorada não estava mais suportando as minhas constantes reclamações na sala. O filme inteiro é PURA computação gráfica, não existe uma cena sequer que você olhe e diga: “nossa, isso é real”. Algumas partes soam tão falsas mas tão falsas que parece que o longa-metragem inteiro é um grande jogo de vídeo games, tudo feito em fundo verde. O lendário Capitão Barba Negra, vivido pelo nosso querido ator australiano Hugh Jackman, é muito caricato, muito forçado, e ainda por cima no filme enfiam goela abaixo piratas cantando sem clímax nenhum músicas clássicas do rock como Smells Like Team Spirit do Nirvana, ou Blitzkrieg Bop dos Ramones. Isso tudo sem contar a atuação de Levi Miller (Peter Pan), que não se assemelha em nada com o clássico da literatura e teatro, e sim com um moleque mimado, mal criado e que acha que pode fazer e desafiar tudo, muito metido a “o fodão”.

    09 – Busca Implacável 3

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    Busca Implacável 3 (Taken 3), estrelado por Liam Neeson, é o clássico exemplo de filme que todos ficam se perguntando: “Por que ele existe?”. A resposta é muito simples, ele existe apenas para ser mais uma trilogia. O antecessor, Busca Implacável 2, conseguiu faturar somente na semana de estreia em 2012 US$ 50 milhões em bilheterias.

    Busca Implacável 3 é praticamente uma cópia literal dos dois primeiros filmes da série, a única diferença é que desta vez ninguém é sequestrado, e sim morto, e a culpa cai toda em cima do herói que é acusado injustamente por um crime que não cometeu e sai por ai procurando o verdadeiro culpado enquanto faz picadinho dos bandidos. As cenas de ação são completamente piegas, os diálogos muito ruins, e depois de um falatório sem fim o filme se transforma em sequências chatas e intermináveis de pancadarias e tiros.

    08 – Hitman – Agente 47

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    O que será que leva um estúdio a querer produzir e repetir um fracasso? Hitman, lançado em 2007, teve um desempenho péssimo no quesito aceitação do público, e para tentar consertar as coisas a TSG Entertainment resolveu fazer exatamente o mesmo filme, porém com atores diferentes achando que o público ia esquecer do fiasco anterior.

    O resultado é muito simples, cenas de ação e situações copiosas e takes de filmagem que parecem um interminável comercial de carros da Audi, pois a logomarca da multinacional alemã aparece pelo menos umas trezentas mil vezes (estou exagerando é claro) no filme. Enfim, esta adaptação cinematográfica da franquia de vídeo games errou mais uma vez!

    07 – Meu Passado me Condena 2

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    Na nossa querida lista de filmes bizarros lançados em 2015, não podia ficar de fora uma produção nacional. Tenho que dizer com sinceridade, eu não estou gostando nem um pouquinho sequer dessa “cara nova” que o cinema brasileiro está estampando ultimamente, parece que toda a criatividade de nossos roteiristas e produtores está resumida em fazer comédias com atores da Globo ou então criar ou adaptar derivados de séries de TV para o cinema.

    Particularmente acho o ator e comediante Fabio Porchat um excelente humorista, e não é exagero dizer que a atuação dele junto com o casal de golpistas Wilson e Suzana (Marcelo Valle e Inês Viana) salva o filme inteiro de ser um desastre total. A atuação de Miá Melo pode ser descrita em duas palavras: irritante e monossilábica. A fórmula do filme não muda absolutamente nada em relação ao primeiro lançado em 2013, continua exatamente na mesma pegada, com a mocinha que está cansada da irresponsabilidade e imaturidade do marido e resolve pedir o divórcio. Até dá para rir e se divertir um pouco com este filme, mas chega um ponto que enche um pouco os pacovás toda a repetição de situações e até das piadas.

    06 – Trocando os Pés

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    Sinceramente, não dá mais para digerir os filmes do Adam Sandler. O ator e comediante é o clássico exemplo da famosa vitrola quebrada, que fica repetindo sem interrupção as mesmas coisas. Fala sério cara, todo mundo já está cansado de saber que você é judeu, não precisa repetir isso em todo filme que você faz. E outra, uma máquina mágica de costurar sola de sapatos que faz com que a pessoa que vista o calçado assuma a aparência do cliente ou dono do calçado…fala sério!

    Além do enredo completamente “bobo” o personagem Max vivido por Adam Sandler é tão cansado, tão esgotado da vida que nos faz sentir cansaço e esgotamento também.

    05 – Segurança de Shopping 2

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    Não sei o que está acontecendo com os filmes de comédia lançados recentemente, tudo indica que os estúdios querem apenas arrecadar lucros e não se preocupam nem um pouquinho com a produção artística dos longas do gênero, pois o fator primordial para um bom filme de comédia não está aparecendo mais, que é justamente a capacidade de entreter o público e fazer ele rir.

    Segurança de Shopping 2 é o clássico exemplo de um filme que foi lançado exclusivamente para arrancar, assaltar e até tentar sugar o precioso dinheiro e tempo de você espectador. Na trama, um segurança de shopping desastrado e aparvalhado é contratado para trabalhar em um evento de arte em Las Vegas, mas acaba tendo que deter um bando de “ladrões de galinhas”… Que legal, parabéns pelo excelente trabalho Sony Pictures (#ironia). Para se ter ideia de como o filme é ruim, ele foi lançado diretamente em DVD, nem chegou aos cinemas.

    04 – O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending)

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    Dirigido pelos irmãos Wochowski (Matrix), estrelado por Channing Tatum, Mila Kunis e Sean Bean, o filme até tenta ser bom como obra de ficção científica nova e autoral, porém o roteiro é muito complicado, muito difícil de ingerir, sendo necessário recorrer a um dicionário para entender até mesmo a mais simplória das cenas ou situações. Os efeitos especiais são desastrosos, as partes que os atores aparecem ou contracenam nos ambientes, principalmente os externos é puro fundo verde, o filme se resume a uma experiência de quase duas horas mostrando quem vai dominar a Terra num background falso.

    03 – Pixels

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    Eu sou fã, adoro jogos de vídeo games retro. Quando criança eu amava jogar Tetris no Master System que eu tinha, ou até mesmo Pac Man e Enduro no Atari que meu irmão mais velho possuía. Lançado para agradar pessoas como eu e entreter ao público em geral, Pixels é na verdade um filme mentiroso e completamente desastroso, a ponto de que no cinema eu não via a hora de ele acabar logo.

    Novamente sou obrigado a falar de Adam Sandler, no filme a atuação do personagem dele não tem NENHUM carisma, ele é um cara completamente apático e morto em seu papel. O personagem Ludlow Lamonsoff, vivido por Josh Gad, é muito forçado, todas as piadas que saem da boca dele são a base do grito, até arde os ouvidos de tanto que ele grita no filme, e sem contar o fato irritante de você imaginar que o personagem vivido por Kevin James (William Cooper) é o presidente dos Estados Unidos na história.

    O script também é uma porcaria, alienígenas entendem uma mensagem errada enviada por uma sonda na Terra e querem destruir o planeta usando personagens de games retros. E o pior de tudo é que além de ser uma completa perda de tempo, a estrutura do filme é repetitiva em TUDO – Alienígena invade > heróis derrotam alienígenas > bebedeira > alienígena invade > heróis derrotam alienígenas > bebedeira, fica só nisso o filme todo. A única coisa que salva em tudo é a atuação de Peter Dinklage, o único que consegue ser engraçado no filme sem forçar.

    02 – Quarteto Fantástico (2015)

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    Depois de assistir a excelentes filmes de super-heróis como Guardiões da Galáxia, Os Vingadores, Homem Formiga, Homem de Ferro, a trilogia Batman – O Cavaleiro das Trevas, eu imaginava que nunca mais fossem aparecer longas-metragens do gênero, iguais ou piores que Batman e Robin ou Motoqueiro Fantasma…porém, eu estava redondamente enganado, pois a Fox conseguiu nos presentear com um filme tão ruim, mas tão ruim que abaixo eu não vou poupar palavras, muito menos palavrões para descrever o que foi esse desastre, esse fiasco que além de tempo, tomou meu dinheiro e ainda me fez sair do cinema constrangido.

    No final dos anos 90, a Marvel passou por maus bocados financeiros, e como resultado vendeu os direitos de filmagem de algumas de suas principais franquias de super-heróis para outros estúdios, entre eles a Fox, que atualmente detém os direitos de gravação dos X-Men e Quarteto Fantástico.

    Para continuar mantendo este direito de gravação consigo, os estúdios precisam produzir material novo periodicamente, caso contrário os direitos retornam para as mãos da Marvel. E é justamente pensando nisso que os executivos da Fox resolveram investir US$ 120 milhões em um reboot da franquia Quarteto Fantástico, sem o menor pudor ou preocupação artística para fazer um filme bom ou no mínimo interessante. Literalmente só fizeram este filme para garantir que a franquia fique pelo menos mais alguns anos com eles.

    O roteiro de Quarteto Fantástico (2015) não faz sentido nenhum e é cheio de furos, é um filme que você fica esperando alguma coisa acontecer, e não acontece absolutamente nada, o espectador fica 101 minutos assistindo a algo que parece um grande trailer ou comercial de televisão. As piadas são completamente ruins e sem graça, os atores apesar de talentosos estão completamente apáticos, o vilão Dr. Destino (um dos mais fodásticos vilões dos quadrinhos) parece mais um mendigo bebum, muito forçado e sem nenhuma motivação para ser um vilão no filme, ele simplesmente resolve do nada querer destruir a Terra por que ela está podre, só isso.

    Quando você assiste a este filme a sensação que você tem é a de que está vendo uma produção que foi lançado em 1992, a computação gráfica é tão tosca, tão ruim, tão pobre que beira o ridículo. A cena em que Reed Richards (Senhor Fantástico), vira outra pessoa para se esconder parece que foi produzida pelo mesmo estúdio que fez Mega Shark Versus Giant Octopus ou então Sharknado. Não assistam a este filme, nada salva nele, a Fox só lançou para manter a franquia com ela e para esfregar um monte de bosta na sua cara e pegar o seu dinheiro, não tem um pingo de valor como entretenimento. A Fox cuspiu e literalmente “cagou” em cima da criação de Stan Lee e Jack Kirby na década de 60.

    Eu realmente espero que um dia alguém faça um filme decente e merecedor da grandeza de Quarteto Fantástico, mas espero que depois deste insulto, a Fox devolva pra Marvel os direitos… Chega! “Ah, mas nós queremos integrar o Quarteto no universo cinematográfico dos X-Men”…

    Não, você não vai!

    O pior de tudo é que eu vi gente que gostou desta porcaria de reboot do Quarteto…Parabéns, você gosta de filmes bosta meu amigo.

    01 – Cinquenta Tons de Cinza

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    Eis que surge o campeão! O pior filme de 2015, e talvez dos últimos 10 anos também. Cinquenta Tons de Cinza, adaptação do best-seller homônimo escrito pela britânica Erika Leonard James, pode ser descrito como repugnante e nojento. Não é à toa que este filme foi agraciado recentemente com o prêmio Framboesa de Ouro 2016 como pior de 2015.

    A atuação dos atores é péssima, dá vontade de entrar na tela e dar uma tapa na cara de cada um deles. O filme todo parece um episódio chato e entediante do seriado Malhação misturado com novela mexicana. O masoquismo e sadismo do filme na verdade recai sobre o espectador, pois é ele que sente ou sofre dores por estar assistindo a tamanha porcaria.

    Na trama, a songamonga Anastasia Steele (Dakota Johnson) começa um relacionamento sadomasoquista com o jovem magnata Christian Grey (Jamie Dornan), juntos eles formam o clássico arquétipo de contos de fadas, aonde a donzela inocente e frágil conhece o príncipe sedutor e se apaixona por ele…quanta chatice.

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