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Ariane Teixeira

Profissão: Engenheira Agrônoma

Cidade: São Paulo

Mestre em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Tem experiência na área de Agronomia, Gestão Empresarial e Docência nestas áreas. Atualmente, trabalha com a produção de frutas, hortaliças e gestão empresarial de micro e pequenas empresas rurais, através de capacitações e gestão de projetos com foco em resultados pelo Sebrae-SP.

  • Indicação geográfica

    Você, empreendedor rural, que acredita no seu trabalho e quer valorizá-lo, entre em contato com o Escritório Regional do Sebrae-SP Alto Tietê.

    Postado dia 22 de julho de 2016 às 08h em SEBRAE

    geográfico

    Foto: Reprodução/Internet

    A Indicação Geográfica, popularmente conhecida como “IG”, é uma ferramenta coletiva para valorização de um determinado produto típico, tradicional de uma região ou território. Sua principal função é agregar valor ao produto final, permitindo que este acesse mercados mais exigentes. As IGs atestam a conformidade e garantem ao consumidor a qualidade, o modo de produção e origem dos alimentos.

    No Brasil, a regulamentação para a IG (Lei 9279/96 – LPI/96) confere ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a competência para estabelecer as condições de registro. Há duas modalidades de reconhecimento de uma IG.

    A primeira delas é denominada Indicação de Procedência (IP), que consiste na valorização de um produto de qualidade de uma determinada região. Como exemplo temos o Café Especial da Alta Mogiana (SP), que foi reconhecido em 2013.

    A segunda modalidade é a Denominação de Origem (DO). Este tipo de IG é destinado aos registros cujo território agrega um diferencial ao produto, podendo os diferenciais serem fatores naturais ou humanos. Temos como exemplo os Camarões da Costa Negra, no Ceará, reconhecidos desde 2011.

    Estudos apontam que a obtenção do selo pode agregar valor de até 15% aos produtos, pelo marketing que ele carrega. A IG ainda pode gerar ganhos para demais setores da economia, como comércio e serviços, pois a região torna-se mais atrativa para o turismo, como já acontece em Salinas (MG), por causa da excelente cachaça.

    A IG não tem prazo de validade, assim o interesse nacional por esta certificação é cada vez maior. Apesar disso, no Brasil temos apenas 38 IGs enquanto países como a Itália e França possuem aproximadamente 700.

    Alguns fatores influenciam este número reduzido de IGs em nosso país. Um deles é a falta de grupos de produtores rurais organizados, questão de fundamental importância para abertura de um processo de reconhecimento. Porém, com apoio do Sebrae-SP, através de projetos setoriais, estes grupos podem ser fomentados e organizados.

    Entendemos que no Alto Tietê temos muita história, cultura e produtos agrícolas a serem trabalhados para reconhecimento de uma IG. Sabemos do grande destaque nacional da região no abastecimento de caqui, nêspera, cogumelos, orquídeas, hortênsias e hortaliças, porém a nossa tradição agrícola e a alta qualidade do produto final são reconhecidas somente pelo próprio setor.

    Entendemos que é hora de mostrarmos o potencial da região para o Brasil e para o mundo, através de ações organizadas. Você, empreendedor rural, que acredita no seu trabalho e quer valorizá-lo, entre em contato com o Escritório Regional do Sebrae-SP Alto Tietê. Vamos iniciar esse debate!

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  • A mulher e o campo

    O empreendedorismo feminino vem ganhando cada vez mais espaço dentro do Agronegócio, especialmente na última década

    Postado dia 20 de junho de 2016 às 07h em SEBRAE

    campo

    Foto: Reprodução/Internet

    As abordagens sobre a figura feminina no meio rural têm se tornado corriqueiras, pois, como nos outros setores, a mulher a cada ano ganha uma fatia maior do mercado.

    Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o Brasil possui 4 milhões de mulheres a mais do que homens ocupando cargos nas organizações, e muitas vezes são posições de liderança e chefia. Transportando tais informações para a zona rural, a realidade torna-se diferente.

    Nas capacitações desenvolvidas pelo Sebrae-SP, voltadas para o Agronegócio no Alto Tietê, a participação feminina gira em torno de 15%, o que é um número baixo. Porém quando é analisado o dia a dia das propriedades rurais, percebe-se que há um alto percentual de mulheres empreendedoras, que participam diretamente da geração de renda de suas famílias.

    Então, caro leitor, porque os números não mostram a realidade? Ainda hoje, o trabalho feminino no campo é visto por muitos cônjuges como uma extensão do trabalho doméstico e quem representa as propriedades rurais em instituições, capacitações e negociações é o homem, o chefe da família. Mas este quadro está mudando.

    Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) estima-se que as mulheres são responsáveis por 50% da produção mundial de alimentos, sendo 80% na África, 60% na Ásia e 30/40% na América do Sul. Apesar do baixo número na América do Sul, tem-se visto mulheres do campo unindo-se por mais espaço.

    A constatação vem através de novas cooperativas de mulheres, que têm atuado em segmentos diversos como a produção de flores, mudas, hortaliças minimamente processadas, turismo e o cultivo de plantas aromáticas e medicinais. Além disto, a mulher do campo é muito dedicada às rotinas administrativas do sítio. Pelo senso natural de organização, maior atenção, dedicação e delicadeza, ela consegue realizar planejamentos, controles e assim gerar mais indicadores de resultados para a empresa rural.

    Nas capacitações do Sebrae-SP, o êxito na implantação das ferramentas de gestão é maior quando as mulheres estão envolvidas. Assim, fica o convite a vocês, mulheres do campo, para que participem mais das nossas ações, pois este será um grande passo para o sucesso do negócio rural.

    O Sebrae-SP possui muitas ações voltadas à gestão empresarial, qualidade e mercado para o Agronegócio. As informações podem ser solicitadas pelos telefones (11) 4722 8244 ou 0800 570 0800.

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  • Formalização no campo

    A formalização do produtor rural traz novas oportunidades, como o aumento do faturamento, o acesso a linhas de crédito e a garantia de aposentadoria

    Postado dia 2 de junho de 2016 às 08h em SEBRAE

     

    rural

    Foto: Reprodução/Internet

    Todo produtor rural paulista é obrigado a ter sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para comercializar da produção. A regra está em vigor desde 1 de julho de 2007.

    O Sebrae-SP é muito procurado para esclarecimentos sobre o ato da formalização. Na maioria das vezes, o produtor já perdeu algum tipo de negócio pela ausência de documentação, o que pode ser visto como um retrocesso para a profissionalização do setor.

    Muitos alegam não terem cumprido a portaria da Secretaria da Fazenda, publicada em 2006, por acreditarem que os custos aumentarão por causa da tributação. Porém, estão deixando de enxergar as oportunidades que a formalização trará, como, por exemplo, o aumento de faturamento, uma vez que haverá a possibilidade de vender para mercados cada vez mais próximos do consumidor final.

    A formalização traz uma série de outros benefícios, tais como a simplificação das obrigações fiscais e tributárias do CNPJ rural, a garantia da aposentadoria ao produtor pela comprovação da atividade, o acesso a linhas de crédito e financiamento, além da possibilidade de participação nas compras públicas, como o fornecimento de produtos para a alimentação escolar nos municípios e também para outros programas que priorizam a aquisição de alimentos da agricultura familiar.

    Para a inscrição no CNPJ Rural são necessários alguns documentos, como: CCIR (Certificado do Cadastro do Imóvel Rural), ITR (Imposto Territorial Rural), Certidão de registro atualizada (Escritura), Comprovante de endereço do proprietário e documentos pessoais (CPF e RG). Os locais mais indicados para formalização são os Sindicatos Rurais e Contadores.

    Os arrendatários, parceiros ou meeiros também podem regularizar a comercialização de seus produtos, porém, além dos documentos acima, é necessário o contrato de arrendamento, registrado em cartório, para obtenção de um CNPJ provisório.

    Vale ressaltar que o desafio de fortalecimento do setor transpassa o ato de formalização. Na verdade, é preciso preparar esse público para acessar novos mercados e permanecer nele de forma sustentável.

    Algumas pessoas acreditam que o conhecimento da técnica de produção é suficiente para o sucesso, mas quem quer conquistar clientes, superar a concorrência e aumentar a renda deve investir em inovação e capacitação empresarial.

    Se esse é seu objetivo, procure o Sebrae-SP. Temos soluções em gestão empresarial, qualidade, aprimoramento de processos produtivos e acesso a mercado. Faça-nos uma visita ou entre em contato conosco pelos telefones (11) 47234510 ou 0800 570 0800. Estamos esperando por você!

     

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