Aulas de idioma pelo Skype! Será que tudo que está na internet é bom?

Postado dia 29/08/2015 às 16:38 por Patricia Incola

aula virtual patricia

Claro que não! Se bem que os cursos presenciais não são a garantia de qualidade, pelo que recomendo antes de se matricular, procurar saber a respeito de materiais utilizados nas aulas, metodologia aplicada e perfil dos professores entre outros; é verdade também que a internet propicia a “massificação” das coisas, portanto, é bom desconfiar de cursos muitos baratos, professores que prometem resultados rápidos e asseguram que dar aulas online é a mesma coisa que dar aulas presenciais e assim eles “se garantem”.

Um excelente professor, inovador, criativo, com boa experiência e bom embasamento metodológico e pedagógico na educação presencial, certamente também será um bom professor na modalidade virtual, sempre e quando, se habilite nas ferramentas tecnológicas. Por outra parte, um professor despreparado, sem conhecimento de sua disciplina e sem ter as habilidades anteriormente mencionadas, logicamente, não será um bom professor nem presencial nem virtual. Mas isso não é suficiente quando pensamos nas aulas por videoconferência. É importante salientar que o professor deve estar familiarizado com a tecnologia também para que ocorra uma aula significativa.

No que tange ao ensino-aprendizagem de idiomas, a aquisição de uma língua estrangeira nunca esteve tão perto de ser alcançada com o advento da internet e da Web 2.0, conceito, este último, que ainda está em formação e que se baseia no trabalho online com ferramentas gratuitas e abertas a todos. Além disso, a Web 2.0 contempla o trabalho cooperativo aproveitando a inteligência coletiva. Nesse sentido, diversos estudos têm apontado no Brasil que os educadores ainda não se apropriaram do conhecimento no uso das ferramentas tecnológicas tais como salas de videoconferência, ou Moodle acrónimo de “Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment”; nem de outras tecnologias apoiadas em práticas pedagógicas significativas. O Moodle é um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual e em contínuo desenvolvimento. É um aplicativo robusto com diversas ferramentas síncronas e assíncronas, como questionário, email, chat, fórum, wiki etc; desenhado para dar suporte num marco de educação social construtivista.

Algumas dicas na hora de escolher um professor de língua estrangeira:

1- Que o professor de idioma seja nativo é o ideal, mas NÃO é o suficiente.
Esse é um erro que vejo acontecer cotidianamente na hora de contratar um professor de idioma. Para ter sucesso na aquisição de uma nova língua, o melhor é, na maioria das vezes, que o professor seja nativo. Mas, além disso, é necessário que o professor tenha experiência ministrando aulas, saiba guiar o aluno, seja um bom motivador, disponha de material adequado, além de conhecer a gramática do idioma, estar sempre atualizado e saber ensinar.

2- Analisar o perfil do futuro professor.
Que o professor se dedique de forma profissional a ministrar aulas é fundamental. Para aprender outro idioma não é necessário que o professor seja nativo, no entanto, se o nível do aluno é baixo ou inicial, não saberá se o professor fala e escreve com total correção.
É recomendável que o professor tenha aprendido outro idioma além do materno. Assim, ele vivenciará o que o aluno vivencia e poderá se colocar no lugar do outro, resolvendo melhor as dúvidas do aprendiz.

3- Solicite uma aula de demonstração.
São inúmeros os cursos de idiomas por Skype que podem ser encontrados na internet. Para ter certeza de não se equivocar na escolha é melhor fazer uma aula gratuita. Assim, se não agradou a experiência ou o professor, não perderá nem tempo nem dinheiro.

4- Cuidado com as fraudes!
Na internet não temos segurança para saber se a pessoa com a qual estamos tratando é verdadeiramente honesta. Portanto, desconfie se um professor particular pede dinheiro adiantado, salvo se tiver referências.

A educação em todas as áreas do conhecimento acontecerá cada vez mais ao longo da vida e de forma contínua, em todos os níveis e em todas as atividades sociais e profissionais. Com muita propriedade, o Professor José Moran em seu artigo “O que é educação a distância” nos diz que “As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo”.

Acredito firmemente que aqueles professores que ainda não repensaram sua pratica educacional, e que ainda não se empoderaram das TICs (Tecnologias da informação e Comunicação) correm o risco de ficarem fora do mercado de trabalho, mas não é suficiente saber usá-las, é necessário integrar as TICs nas aulas com metodologia adequada para seu fim. Certamente, são múltiplos os novos desafios que os educadores terão que enfrentar, percebe-se também que em posse de maior informação os alunos vêm se tornando mais exigentes. O importante é sempre desbravar novos horizontes, não podemos descansar na certeza de nossas convicções.

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Sobre o Autor

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Patricia Incola

Gestora em Comunicação Empresarial, Especialista em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos pela UNIFESP.

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