Atrizes em outro gênero

Atrizes em Outro Gênero: Mulheres que Interpretaram Homens e Afins no Cinema

Postado dia 13/01/2017 às 08:30 por Karla Hack

mulheres

Foto: Divulgação – A vida de artista e as performances de Yvonne Rainer

Logo que o teatro surgiu, todos os papéis eram interpretados por homens já que a participação de mulheres não era permitida. Todavia, com o correr dos anos, elas foram conquistando seu espaço nos palcos e mudando a perspectiva da profissão de atriz. A feminilidade intimidava quando acoplada a força e a ousadia, inerente característica de várias destas atrizes. Se hoje a arte é respeitada foi graças a ação “indecorosa” das fêmeas do passado.

Se antes cabia aos homens exibirem os trejeitos femininos, agora são elas que surpreendem quando escaladas a viver o outro sexo. Assim, no intento de homenagear a amplitude feminina neste Dia Internacional da Mulher, montei uma lista em que mulheres no cinema usaram do crossdressing para dar vida a uma personagem de outro gênero.

Elas Eram Eles

 

– Cate Blanchett em Não Estou Lá

Neste inusitado filme de Todd Haynes, os trajetos seguidos para deslindar a personalidade única de Bob Dylan resultaram no espaço para seis atores diferentes interpretarem o ícone; Inclusive a linda da Cate Blanchett que dá show na faceta denominada Jude Quinn.

 

– Tilda Swinton em Orlando

A beleza do visual andrógino de Tilda rendeu a ela a personagem de Orlando, um jovem rapaz da nobreza o qual foi ordenado pela Rainha Elizabeth que permanecesse jovem para sempre, o que acaba ocorrendo. Todavia, no curso dos séculos desta história o homem transformasse em mulher.

 

– Miriam Shor em Hedwig – Rock, Amor e Traição

Há dois crossdressing neste filme: O da Miriam que é membro da banda de Hedwig; E a própria Hedwig, interpretada por John Cameron Mitchell. No caso da personagem de Miriam, trata-se de um homem que  trabalhava com transformismo e acabou se envolvendo amorosamente com Hedwig.

 

– Felicity Huffman em Transamérica

Felicity faz o papel de um homem que está prestes a realizar uma cirurgia de mudança de sexo quando descobre que tem um filho, querendo conhecer o garoto. Uma boa atuação.

 

Elas Fingiam Ser Eles

 

– Barbra Streisand em Yentl

A película conta a vida de Yentl, uma jovem garota que deseja aprender os ensinamentos religiosos do Talmud, estudo somente permitido aos homens. Ela, por sua vez, se traveste de Anshel e parte em busca de conhecimento.

 

– Joyce Hyser em Quase Igual aos Outros

Trata-se da história de uma bela garota que foi impedida de participar de uma importante competição jornalística por ser mulher. Determinada a conseguir um estágio no jornal de sua cidade, ela se veste de homem.

 

– Gwyneth Paltrow em Shakespeare Apaixonado

Com uma premissa similar as de cima, a personagem de Gwyneth também se vê impedida de realizar algo por ser mulher; Neste caso, participar de uma peça de teatro. Contudo, veste-se de homem, conquista o papel principal e ainda acaba apaixonando-se por Shakespeare

 

– Julie Andrews em Victor ou Victória

Uma pobre cantora distante do sucesso e vivendo na miséria conhece um cantor homossexual. Ambos armam um golpe: Ela finge ser um homem no dia-a-dia e, para as suas apresentações, se traveste de mulher. Assim, alcançando o estrelato.

 

– Hillary Swank em Meninos Não Choram

Hillary dá vida a jovem Teena Brandon, uma garota que decide mudar de sexo. O filme explora sua vivência como homem – namorando uma mulher e saindo com os amigos – e o reflexo da descoberta da verdade pelos outros, culminando em um ato atroz de violência. Baseado em eventos reais.

 

– Glenn Close e Janet McTeer em Albert Nobbs

Janet e Glenn – especialmente Close – estão soberbas neste filme que explora a difícil escolha de tomar as rédias de sua vida ao custo que for perante a sociedade machista da Irlanda do século XIX. Disfarçadas de homens, ambas buscam sonhos e uma identidade pessoal.

 

“Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres “frageizinhas”, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem.” (Lya Luft)

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Karla Hack

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