Atitude é tudo

Uma história inspiradora para que os pais se lembrem de criar os filhos para o bem, para um mundo melhor e menos desigual

Postado dia 08/07/2016 às 08:00 por Junji Abe

atitude

Foto: Reprodução/Internet

 

Em tempos de violência desenfreada contra mulheres, negros, pobres, crianças, pessoas que têm diferentes tipos de orientação sexual, aqueles que seguem credos diversos, contra animais, contra quem é ou pensa diferente, uma postagem viralizou nas redes sociais.  Não trazia ataques de haters (pessoas que postam comentários de ódio) nem vítimas. Relatava apenas uma atitude. Simples, porém de profundo alcance, se absorvida pela sociedade.

“Depois de muita conversa, castigo ontem, hoje foi o dia de levar flores para a coleguinha que ele empurrou ontem na escola. #naosebateemmulher #sóflores #sócarinho #vaiserumprincipe #nãoéfácil”.

Esta postagem no Facebook veio acompanhada da foto de um menino que carrega um vaso de violetas. A autora é a mãe que mora em Porto Alegre (RS).  Tavane Carvalho soube que o filho Diogo, de 4 anos de idade, havia empurrado uma coleguinha chamada Isabelle, ao invés de pedir licença para passar.

Tavane poderia ter sido indiferente ou, no máximo, dado uma bronca no filho. Ou ainda, ter feito o que, lamentavelmente, tornou-se rotina na conduta de muitos pais: brigado com a professora por não ensinar bons modos ao garoto, sob a inadmissível alegação de que determinadas lições cabem ao educador.

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O pequeno Diogo, de 4 anos, levou flores para a coleguinha e pediu desculpas

Ela não se limitou a pensar na criança que tem em casa. Chamou para si a responsabilidade pela construção do caráter daquele humaninho. E o fez com maestria, contribuindo com a edificação de uma sociedade livre do conceito espúrio de que homem bate em mulher, capaz de agradecer e de pedir perdão.

A punição vazia é inútil. Tavane buscou o jeito adequado de sensibilizar o filho para a conduta errada. De fazê-lo se arrepender e de convencê-lo a não repetir o erro. Com certeza, os ensinamentos que moldam o caráter vêm de berço. Processam-se no lar.

A mãe conversou com Diogo, olhando nos olhos. Explicou que “não se bate em colegas, ainda mais em meninas”. Depois, deixou o filho de castigo no quarto. O menino rezou, pediu desculpas e garantiu que jamais faria de novo. Apesar de ser doloroso para o coração de mãe, ela se manteve firme.

No dia seguinte, “falei para ele pedir desculpas, prometer que não iria mais fazer o que fez e entregar as flores para ela fica feliz”, relatou Tavane ao Portal da Rede TV! Diogo fez o combinado. A garota aceitou o presente e retribuiu o abraço. Fica a história como prova de que atitude é tudo e como inspiração para que os pais se lembrem de criar seus filhos para o bem, para um mundo melhor e menos desigual.

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Sobre o Autor

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Junji Abe

Junji Abe, 75 anos, mogiano, produz e comercializa flores e plantas ornamentais, e foi prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes seguidas (2001-2008)

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