As viagens corporativas e a crise – parte 3

Chegamos ao nosso último artigo falando sobre as viagens corporativas em momentos de crise

Postado dia 21/06/2016 às 07:30 por Glauco Rocha

viagens

Foto: Reprodução/Internet

Caro leitor, já abordamos os pontos que envolvem uma gestão de viagens, a importância de cada um deles e, em nossa última conversa, falamos sobre a política de viagens.

Pois bem, agora vamos falar sobre os indicadores que devemos monitorar para avaliar se estamos ou não no caminho certo. Afinal, não podemos apenas realizar mudanças se não temos como medir, certo?

Para isso, vamos elencar apenas alguns parâmetros que precisam (e devem) ser acompanhados de perto, onde será possível a intervenção da gestão de viagens para otimizar os recursos investidos. São eles:

  • Ticket médio de passagens aéreas nacionais e internacionais;
  • Diária média da hotelaria nacional;
  • Antecedência de viagens;
  • Desvio da política de menor tarifa.

Cada um dos tópicos acima citados permitem monitorarmos a evolução da política de viagens, se está sendo bem aplicada, utilizada e cumprida. Vamos falar um pouco sobre como podemos e devemos monitorar cada um desses pontos.

Para avaliação do ticket médio nacional, é importante compararmos com os resultados do mercado e para isso é necessário consultar, via web, as associações das agências ligadas ao mercado corporativo. Para chegarmos ao ticket médio é simples: devemos contabilizar o valor total gasto com passagens aéreas (excluindo taxas de embarque) e dividir pelo número de bilhetes emitidos. O mesmo deve ser feito para as passagens internacionais, porém sugiro separar os voos emitidos em classe executiva, por exemplo, onde os valores são bem mais altos. Quanto mais próximo da realidade do mercado (ou abaixo, claro), melhor seu desempenho, pois as estatísticas são realizadas em empresas com forte cultura da gestão de viagens.

A mesma situação vale para as diárias médias da hotelaria. Mas, neste caso, se for possível separar por região / estado, o resultado fica ainda melhor. A variação das diárias dos hoteis em cidades como Rio de Janeiro e Brasília, por exemplo, mesmo em época de baixa temporada, é muito superior à de outras grandes capitais, como Belo Horizonte  e Curitiba, por exemplo. Lembre-se, você deve considerar o número de diárias e não as transações.

O comportamento da antecedência de viagem impacta diretamente no custo viagem. Por isso, é de grande importância que a antecedência média esteja dentro do que foi estipulado na política ou acima, apresentando ganhos ainda maiores. Como parâmetro, uma média de 10 dias para as viagens nacionais e pelo menos 30 para as viagens internacionais já oferecem tarifas melhores e maior opção aos passageiros. Com qualquer número abaixo disso, certamente a sua empresa estará perdendo dinheiro.

Por fim, devemos entender e conhecer quem são os ofensores da política de menor tarifa (desde que a mesma seja obrigatória), conforme falamos no artigo anterior. As principais ferramentas de reservas online, oferecidas pelas agências corporativas, disponibilizam um comparativo no ato da reserva e, posteriormente, registram a mesma tela que o usuário tinha acesso no ato da reserva. Mais uma vez, fica evidente a importância de se contar com uma empresa especializada para gerir as viagens de sua empresa.

A partir de agora, você já tem alguns bons motivos para gerenciar os recursos de viagens da sua empresa e claro, economizar. Não deixe a crise fazer parte da sua rotina de negócios. Caso tenham interesse em maiores informações, entrem em contato. Será um prazer dividir boas práticas com todos vocês.

Abraços e até uma próxima.

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Sobre o Autor

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Glauco Rocha

Glauco Rocha é formado em Turismo e pós graduado no curso de MBA em Marketing e Vendas pela Anhembi Morumbi

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