As pessoas estão ficando alienadas

No Brasil, 92% dos professores estão estressados. Isso acontece, em parte, porque os professores estão na sala de aula e os alunos, em outro mundo

Postado dia 20/07/2016 às 08:00 por Renato Faury

estressados

Foto: Reprodução/Internet

 

As pessoas estão ficando alienadas, não se concentram, não têm prazer em aprender e são ansiosas. As causas são diversas: o sistema social, o excesso de TV. Os professores estão na sala de aula e os alunos. em outro mundo.

No Brasil, 92% dos professores estão estressados, segundo pesquisa da Academia de Inteligência do Brasil. É muito mais do que a parcela da população do município de São Paulo que apresenta estresse: 23%.

Que tipo de conhecimento está sendo passado que não melhora a qualidade de vida? Os valores atuais estão falidos? O conhecimento especializado isolado, sem humanismo, não torna as pessoas aptas a viverem de forma tranquila.

As nossas casas, o trabalho, as salas de aula poderiam se transformar em fontes de prazer e não de agressões e imposições de vários tipos – só esse tema já é assunto para muitos volumes.

As principais causas da contaminação moral são a desigualdade de renda e o uso e o abuso dos poderes influentes para alcançar benefícios individuais. Como convencer as pessoas, principalmente os jovens, de que o trabalho é o caminho mais digno para ganhar a vida quando eles vivem cercados por corrupção?

Quando a desigualdade é muito grande, os poderosos ganham força para comprar influência. O pior é que passamos a acreditar que a corrupção é forma eficiente de conseguirmos os nossos objetivos.

Pobres não dispõem de muitos recursos, mas também passam a usar pequenas manobras, o famoso “jeitinho brasileiro”, para conseguir alguns benefícios. Começam, então, a ver a corrupção como uma forma eficiente para obter vantagens.

A corrupção então se perpetua, destroi a moral e a ética do trabalho; perdemos o interesse pela educação. Assim, fica difícil convencer os jovens de que o trabalho honesto é o melhor caminho.

Na selva, a animália luta pela sobrevivência. O domínio do grupo é do mais forte. Quando há regras (boas ou más, não importando para o fato), com medo da punição (do grupo ou do líder), o animal respeita a situação imposta até que tenha a possibilidade de ascender no grupo.

Com os humanos ocorre o mesmo; antes sujeitos ao domínio dos coronéis ou senhores feudais, ao se rebelar, passavam pela punição. Nos guetos urbanos que se formam, devido à miséria, os excluídos procuram tomar o que não conseguem por vias legais.

Para os favelados e outros excluídos, qualquer fato é o estopim da revolta; contra as péssimas condições de vida, contra o desemprego, a falta de esperança, a pouca possibilidade de ascensão social, os preconceitos, etc…

As pessoas nessas condições estão prestes a explodir na tensão social, como já ocorre em muitos lugares. A segregação vem crescendo e a exposição das diferenças aumenta a paranoia. A visão dos benefícios desfrutados pelos cidadãos de primeira classe (ganhos honestamente ou não) aumenta o ódio e a hostilidade.

Todas as cidades têm bolsões de exclusão; a população excluída que não tem condições de inserção no mercado de trabalho e até mesmo de participar da vida das próprias cidades veem os muros altos, cercas eletrificadas e guardas armados como um chamariz para o patrimônio ali guardado.

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter