As mudanças estão por toda parte

Do amálgama entre as pequenas e as grandes escalas, entre o local e o global, entre consciência e nação, ninguém sairá ileso

Postado dia 21/09/2016 às 10:08 por Rick Ferreira

mudanças

Foto: Reprodução/Internet

Mudanças. Graduais, intensas, profundas. Ao contrário das barulhentas (vedetes dos noticiários), as mudanças sutis seguem em marcha constante e, uma vez somadas todas mais à frente, em geral digerem melhor os conflitos do processo. Ou, ainda, provocam as grandes turbulências. Porém, diferentemente das guinadas bruscas, raramente retrocedem seus personagens a etapas já trilhadas.

Muita gente com quem converso diz a mesma coisa: vive fases importantes de transição. Já ouvi isso de familiares e amigos, mas também em desabafos casuais dentro do trem indo pra São Paulo, por exemplo. (Num deles, inclusive, um senhor de mais de 60 anos dizia estar recomeçando a vida. Ele, viúvo há sete anos, havia chegado de Minas no mês anterior pra se casar com uma paulistana, nas palavras bem-humoradas dele, “um pouco mais véia que o mineiro véio”.)

Devemos estar atentos, pois os sinais estarão em todas as partes. E neste ano, em especial, a sensação que tenho é de ouvir “cavalos-de-pau” a cada esquina. De minha parte, tracei novos objetivos de vida em 2016; novos projetos e sonhos a serem “encarnados” ano que vem. E claro, como não podia deixar de ser, tive também que “aliviar o peso da mala”, renunciar aos sonhos de ontem, tantos os já naufragados quanto aqueles muito bem realizados, mas mantidos muito além de seus cilclos naturais de vida, por apego.

Mesmo para as conquistas há uma data de validade, sob pena de perdermos todo o respeito pelos sonhos que tivemos, deixando-os vegetar como que ligados a aparelhos-simulacros das alegrias legítimas que um dia eles nos deram.

Agora olhe para sua vida. Olhe ao redor. O planeta, as nações, o Brasil… Transições por toda a parte. As grandes são a amálgama das pequenas e sutis numa dança constante, e por que não dizer também, excitante, já que abrem caminho para amadurecermos esse projeto coletivo e ancestral que temos, chamado “ser humano”.

Desse amálgama entre as pequenas e as grandes escalas, entre o local e o global, entre consciência e nação, entre mundo e mudança… dessa mistura, seja como for, ninguém sairá ileso e igual. Seremos todos “mundificados”.

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Rick Ferreira

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter