As emoções na Medicina Tradicional Chinesa

Segundo minha experiência clínica, a melhor forma de equilibrar este sistema é a prática regular de atividades de prevenção e terapia, tais como Qi Gong (meditação em movimento), massagem shiatsu, acupuntura e fitoterápicos.

Postado dia 10/03/2016 às 09:00 por Sociedade Pública

shiatsu

Foto: Divulgação/Internet

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o ser humano é influenciado por 5 emoções:  raiva, tristeza, alegria, preocupação e medo. Cada uma dessas emoções está associada a um dos Cinco Elementos da natureza e também se relaciona com um órgão vital do corpo humano.

A raiva é a emoção do fígado e o seu elemento é a madeira. Quando a pessoa não consegue dominá-la, pode se transformar em frustração, mágoas e até ódio, levando a sintomas psicossomáticos como dores de cabeça pulsantes, zumbido alto, dor e queimação no estômago, alterações menstruais, problemas no útero e ataques de ira e agressividade.

A tristeza é a emoção do pulmão e seu elemento é o metal. Quando um indivíduo perde  uma pessoa querida, seja pelo fim de um relacionamento ou morte, ela precisa lidar com essa perda e elaborar o luto. Durante esse processo é natural sentir tristeza, porém a intensificação desse sentimento pode comprometer a energia do pulmão, gerando sintomas como melancolia (tristeza profunda), desânimo,  cansaço, doenças pulmonares e doenças de pele.

A alegria é a emoção do coração e vem do elemento fogo. Embora socialmente seja vista como uma emoção positiva, o seu desequilíbrio pode levar a sintomas como insônia (não consegue dormir), tontura, palpitações, mania, agitação e compulsividade. É comum observarmos esse desequilíbrio em pessoas que tem dificuldade para lidar com notícias ruins e evitam sentir tristeza, podendo se divertir até com situações trágicas. O coração é para os chineses a residência da mente e a deficiência de sangue no seu aspecto energético para nutrir o coração leva a uma agitação mental e à insônia, pois a mente não consegue descansar em sua residência.

A preocupação é a emoção do baço-pâncreas e o seu elemento é terra. O excesso de pensamentos pode levar a um desequilíbrio da circulação energética, gerando sintomas como inchaço, diabetes, neurose obsessiva-compulsiva, cansaço físico e mental, entre outros.

O medo é a emoção do rim e seu elemento é água. Quando a pessoa não consegue lidar com determinadas experiências pode vivenciar o medo. A intensificação desse medo leva a traumas psicológicos que impedem o indivíduo de viver a sua vida de forma plena. Entre os sintomas psicossomáticos associados ao rim e ao medo observa-se a insegurança, a fobia, falta de iniciativa na vida, perda do desejo de viver, problemas urinários, insônia (acorda durante o sono), zumbido baixo e dor lombar.

Segundo a Teoria dos Cinco Elementos, cada um desses elementos gera energia para o outro da seguinte forma: coração nutre o baço-pâncreas, que nutre o pulmão, que nutre o rim, que nutre o fígado, que nutre o coração. O desequilíbrio de um desses órgãos por conta de uma emoção pode provocar uma desarmonia no funcionamento de todo esse sistema de geração de energia.

Segundo minha experiência clínica, a melhor forma de equilibrar este sistema é a prática regular de atividades de prevenção e terapia, tais como Qi Gong (meditação em movimento), massagem shiatsu, acupuntura e fitoterápicos. Esses recursos possibilitam o reequilíbrio energético e associados a uma prática de autoconhecimento (psicoterapia ou filosofia orientada para o insight) favorecem o estado de paz interior e harmonia do funcionamento psíquico e energético.

 

 

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