As bandas que tocaram no Rock in Rio 

Rock in Rio já foi, mas ainda vale a pena reforçar um resumo dos principais acontecimentos, pois, é importante destacar o que ainda faz a diferença no mundo do showbiz

Postado dia 17/10/2015 às 12:07 por Leonardo Carrasco

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O primeiro final de semana do Rock in Rio foi recheado de grandes apresentações. Algumas quase unânimes, como o show do Metallica – foi muito parecido com os que a banda fez nas edições passadas, porém mantendo a energia lá em cima e agitando muito no Palco Mundo. Por outro lado, outras apresentações dividiram opiniões, como o caso do show do Queen + Adam Lambert.

O show do Queen é muito simples de explicar: quem fica nessas de comparar o jovem cantor com o finado Freddie Mercury reclama que ele não chega aos pés do antigo vocalista. Agora, quem está no time dos que compreendem que a vida continua e em nenhum momento o Queen (leia-se Brian May e Roger Taylor) quis substituir seu ex-companheiro, com certeza apreciou muito a performance da banda no primeiro dia de festival.

Há que se destacar a homenagem feita a Cássia Eller que foi cheia de emoção, principalmente por terem levado a mesma banda que a acompanhou em sua apresentação no Rock in Rio de 2001, e que fez jus a esse nome inesquecível da música brasileira. Outro que precisa ser citado é o Ministry: banda icônica do chamado rock industrial fez um show catártico no Palco Sunset e alucinou os fãs que tanto queriam Alain Jourgensen & cia em um festival de tamanha repercussão como este.

Um encontro muito divertido foi o do Angra com Dee Snider e Doro Pesch, que agradou em show aos saudosistas do hard rock oitentista com clássicos do Twisted Sister – além de ter sido uma excelente ocasião para a banda apresentar o substituto de Kiko Loureiro, que oficialmente deixa a banda para integrar de vez o Megadeth.

Porém a grande noite foi a terceira, que contou com o melhor show brasileiro do festival, executado pelos Paralamas do Sucesso. Estes sim sabem fazer um concerto pra grande massa. Também se destacaram Seal, que andava meio esquecido se apresentou de forma encantadora e mostrou porque é uma das grandes vozes da década de 90, e Elton John, que mais uma vez despejou um monte de sucessos que todos conhecem muito bem, esbanjando carisma, competência e acompanhado por uma banda repleta de músicos experientes.

Os últimos quatro dias do Rock in Rio foram muito bons de um modo geral. Logo na quinta-feira, tivemos a banda Hollywood Vampires, que fez um show de rock clássico à altura dos nomes que a integra: Alice Cooper, sempre com uma interpretação marcante, sua voz característica e muita irreverência no palco; com fisionomia sisuda, Joe Perry mandou muito bem com seu estilo de guitarra calcado no blues-rock; Johnny Depp se revelou um grande músico, apesar de eu ainda o preferir como ator; e os ex-Guns N’ Roses na chamada “cozinha”, dando todo o suporte para a performance arrebatadora.

Já o Queens Of The Stone Age, que fizera um excelente show no festival SWU em 2010, dessa vez deixou a desejar. Repertório um pouco fraco e a banda que trocou de formação mais uma vez, não parecia tão afiada como outrora. Já o Deftones deixou uma impressão superior a sua aparição no Rock in Rio de 2001. Dessa vez se apresentou de forma avassaladora e conquistou novos fãs, que não esperavam tal qualidade no Palco Sunset.

System Of A Down. Aí está uma banda que você precisa admirar: os caras sobem ao palco e dão tudo de si. São irreverentes, ótimos músicos e têm um repertório muito dinâmico, características que deixam o show muito envolvente e deixaram um gosto de quero-mais em todos os presentes.

Na noite seguinte, creio que os destaques foram os seguintes: Mastodon, banda que vem a cada ano ganhando maior notoriedade no cenário heavy metal mundial, esbanjou agressividade na medida certa. Muitos que não tinham ouvido o quarteto provavelmente foram atrás de conhecê-lo melhor.

O Faith No More não repetiu a performance épica de 1991, período que o grupo estava no topo das paradas no Brasil, mas mostrou que está num momento especial de sua carreira. O grupo executou com excelência seus clássicos e soube colocar suas canções recentes brilhantemente, deixando o show com a energia alta. O Slipknot subiu ao palco e parecia que estava em casa, pois os músicos ficaram muito à vontade lá em cima. Tocaram todos os sons que seus seguidores esperavam, além de interagir muito com o público, tiraram selfie, cantaram Happy Birthday para seu integrante, o Clown, e foram ovacionados merecidamente.

No sábado, o hitmaker Lulu Santos fez um grande espetáculo, no qual tocou seus sucessos de várias fases da carreira e envolveu a plateia do jeito que só ele sabe fazer. Rihanna, diferentemente de sua outra aparição no mesmo festival, não agradou muito, já que “inventou” de fazer longos poutpourri – escolha, a meu ver, desnecessária, já que ela foi headliner e tinha muito tempo para executar suas canções de maneira integral.

Na última noite, com certeza o melhor ficou na conta do trio norueguês A-ha: este, que já tinha feito um show histórico na segunda edição do Rock in Rio, voltou ao festival para comemorar seus 30 anos de carreira. Eles é que deveriam ter sido a principal atração do dia 27. Katy Perry, por sua vez, fez um show altamente brega: mais parecia uma escola de samba com um monte de coisas espalhafatosas e pouca qualidade artística e musical.

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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