A arte de não perder a paciência

Que mãe horrível é essa, que dá gritos eventuais, que se desespera com sequências de noites mal dormidas e que está super cansada de amamentar 30 vezes por dia? Prazer, sou eu...

Postado dia 24/03/2016 às 00:00 por Joyce Silva

mãe

Foto: Reprodução/Internet

Desde os meus 10, 12 anos, quando comecei a me descobrir mais feminina e a assumir esse lado para a sociedade, sempre falei que jamais teria filhos. Crianças são lindas, sempre disse, principalmente se forem os filhos dos outros. Trocar fraldas, não dormir, estar presa a alguém pelo resto da vida eram situações que jamais passaram pela minha cabeça como um sonho a ser conquistado.

Fui muito, muito namoradeira, comecei cedo e aproveitei bem. Até que, aos 21, conheci meu marido. Descobri que aproveitar junto com alguém que era obviamente a sua cara metade era melhor ainda. E que ele pensava o mesmo que eu a respeito de filhos. Pressão familiar, idade chegando, nada nos fazia mudar de ideia. Até que o impensável aconteceu. Aquele casal lindo, de fim de comédia romântica, se separou. Nos nove meses em que ficamos separados, depois de nove anos casados, alguma coisa aconteceu.

Voltamos, como era óbvio que aconteceria. Melhores, mais maduros, mais apaixonados. E encomendamos a Nina Morena.

Tive uma gravidez ótima, aliás assunto para outro post. Um parto perfeito, do jeito que Nina e eu escolhemos. E um primeiro ano incrível. Que continua maravilhoso. Porém, com uma ressalva. Minha filha tem a personalidade tão forte quanto a minha. E a rotina mata.

Este texto não é um grito de socorro. Talvez seja mais um desabafo. Um #tamojunto para as mães que perceberam logo de cara como seria difícil. Fui mais lerdinha, confesso. Mas alguns dias são enlouquecedores. Dizer que não gosto mais de ser mãe seria mentira. Amo ser mãe. Mas algumas vezes é difícil demais. Depois de um ano, quando as delícias e as descobertas entram na rotina, penamos para voltar ao normal, para conseguir marcar uma cerveja com os amigos sem tanto planejamento, para tirar uma soneca ou mesmo ler um livro em uma folga do trabalho.

Sei que tudo é fase. E que momentos melhores e piores ainda estão por vir. E ainda prefiro as dificuldades de hoje a qualquer período sem a Nina em minha vida. Afinal, padecer no paraíso nunca fez tanto sentido.

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Sobre o Autor

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Joyce Silva

Joyce Silva é Relações Públicas, atua como sócia da empresa Igba Conteúdo.

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