Amor e confiança, solução para nossa agonia

Estamos sendo torturados por nossa própria omissão no passado, por nossa falta de consciência e atuação cidadã

Postado dia 11/01/2017 às 09:00 por Fernando Lucas

confiança

Foto: Reprodução

Em maio de 2014, antecedendo a Copa do Mundo no Brasil, escrevi um artigo com o título “O Brasil faliu”. Era um prelúdio do que estamos passando atualmente; infelizmente, nossa crônica de uma morte anunciada.

Estamos em agonia coletiva. Estamos em agonia generalizada.

Ocorre que estamos morrendo não de morte morrida e tampouco de morte matada, como se conhecem os jargões nos confins desse nosso lindo país. Estamos morrendo uma morte agonizante, sofrida, com ares de crueldade. Estamos sendo torturados por nossa própria omissão no passado, por nossa falta de consciência e atuação cidadã. Estamos sendo vítimas de nossa própria tortura.

O Brasil agoniza. Os brasileiros agonizam. E somos nossos próprios algozes.

Vivemos num país de riquezas incomparáveis. De território de terras férteis e sob solo rico em minérios e água. De diversidade de fauna e flora, com a maior floresta, a maior reserva de água doce e a maior área agriculturável do mundo.

E o que estamos fazendo com esse patrimônio que herdamos ao termos nascidos brasileiros? Estamos destruindo nosso passado e nossa esperança de futuro.

Ou será que não é evidente que os descasos com a coisa pública, a corrupção e os desmandos e abusos de particulares com sensação de poder ou pessoas públicas com poder de direito, mas sem a devida consciência e valores nos fazem sair do eixo do progresso por termos nos tirado do trilho da ordem?

Tudo por falta de amor. E a falta de amor nos leva à morte. A palavra amor vem de “a-mors”, ou seja, ausência de morte. Por isso agonizamos agora.

A falta de amor à pátria, à coisa pública, à natureza, aos irmãos e semelhantes está fazendo nossa nação se digladiar, se matar e definhar em horrorosa e triste agonia sem que tenhamos a devida consciência que tudo que aqui acontece é fruto de nossa ação ou omissão coletivas.

Amor, ordem e progresso. Está faltando amor  em nossa declaração de valores e missão que trazemos em nossa bandeira. O Amor como base, a ordem como meio e o progresso será a consequência.

Essa é a base do tripé da filosofia iluminista de Augusto Comté, mas por algum motivo pequeno deixamos o Amor de fora. Agora sofremos as consequências.

E qual é a solução?

É passarmos a tratar a coisa pública com amor. Iniciando o respeito ao próximo. Pois quem rouba em principio é o povo, depois esse mesmo povo elege mentirosos contumazes e pessoas sem caráter, sem valores, sem alma para serem nossos representantes.

Então, meus irmãos, por amor, é hora de aprendermos a votar. A pesquisar, participar das eleições. Se não, olha o trabalhão que dá para fazer manifestações que demoram a dar resultados práticos.

Por amor, é hora de sermos corretos, honestos e exigir que o vizinho também o seja. Que o colega também o seja. Não adiante termos que esperar por novos Joaquins Barbosas ou Sergios Moros. Temos que ser a mudança que queremos ver no nosso Brasil.

Respeitar as leis, o próximo, os sinais de transito, o pedestre e o ciclista. Não jogar lixo na rua, devolver o que encontrar e não for seu, não furar fila, enfim ser confiável e confiar no outro. E àqueles que ainda estão perdidos na sombra e na marginalidade interior, resta a nós lhes darmos também amor e compaixão, mas também por amor, entrega-los à justiça.

Tenho a esperança que meus filhos e a nova geração aprendam com toda essa crise e caos, que se não escolhemos bem nossos representantes pagamos um preço muito alto por isso.

Por fim, registro com esse artigo meu sentimento a todos os brasileiros: Eu confio em você.

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Sobre o Autor

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Fernando Lucas

Empreendedor, membro de conselho de Administração. Ativista por consciência, cidadania, sustentabilidade.

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