Amor e confiança – o remédio para a nossa agonia

A falta de amor à pátria, à coisa pública, à natureza, aos irmãos e semelhantes está levando nossa nação a se afogar em triste agonia

Postado dia 19/10/2015 às 10:19 por Fernando Lucas

brazil flag

Nós, brasileiros, estamos em agonia generalizada. Uma agonia coletiva.

Nossa esperança e alegria características estão definhando, como numa morte lenta, sofrida, que dói mais a cada dia. Estamos sendo torturados por nossa própria omissão como nação, por nossa falta de consciência e atuação cidadã. O Brasil agoniza. E somos nossos próprios algozes.

Vivemos num país de riquezas incomparáveis, de terras férteis e de solo rico em minérios. De uma esplêndida biodiversidade, com a maior floresta, a maior reserva de água doce e a maior área agriculturável do planeta. E o que estamos fazendo com esse patrimônio que herdamos, ao nascermos brasileiros? O que estamos permitindo que as autoridades façam com essa herança de nossos filhos?

Estamos elegendo representantes com a devida consciência e valores para cuidar deste patrimônio, além de nossa saúde, educação de nossas crianças, uso de nossos impostos? Não é evidente que seus abusos de poder e interesses particulares nos fazem sair do eixo do progresso por terem nos tirado do trilho da ordem?

O lema de nossa bandeira nacional foi inspirado pela filosofia iluminista de Augusto Comte: o Amor como base, a Ordem como meio e o Progresso como consequência. Ficou faltando o amor em nossa declaração de valores e missão que trazemos em nossa bandeira e agora colhemos as consequências.

A falta de amor à pátria, à coisa pública, à natureza, aos irmãos e semelhantes está levando nossa nação a se afogar em triste agonia, sem que tenhamos a devida consciência que tudo que aqui acontece é fruto de nossa ação ou omissão coletivas. Não há como apontar culpados eleitos sem enxergarmos que somos corresponsáveis como um corpo único, onde não há “nós” e “eles”.

E qual é a solução?

Passemos a tratar a coisa pública com amor. Iniciando com o respeito ao próximo. Aplicar, de fato, aquela simples lei que se aprende ainda criança: “Agir com o próximo como gostaria que agissem com você”. Sermos honestos antes de esperar que sejam conosco. Sermos, de fato, a mudança que queremos ver no Brasil.

Se temos hoje, como representantes eleitos pela maioria, pessoas sem caráter, sem valores, mentirosos contumazes, devemos colocar uma lente de aumento em nossas atitudes cotidianas e esmiuçar onde nós mesmos agimos acreditando que “o mundo é dos espertos”.

Portanto, meus irmãos, por amor, é hora de aprendermos de uma vez por todas a votar. A pesquisar, participar mais ativa e conscientemente das eleições. As manifestações de hoje deveriam ter acontecido antes das eleições, exigindo candidatos mais dignos de um voto de confiança. Mas o que assistimos foi uma guerra de torcidas, lutando para defender a opção “menos pior”. As lamentáveis consequências desta aceitação passiva desfilam agora aos nossos olhos.

Tenho a esperança de que meus filhos e sua geração aprendam com toda essa crise e caos que, se não escolhemos bem nossos representantes, pagamos um preço muito alto por isso.

Por fim, registro, com esse artigo, meu sentimento a todos os meus irmãos brasileiros:

Eu confio em você.

 

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Sobre o Autor

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Fernando Lucas

Empreendedor, membro de conselho de Administração. Ativista por consciência, cidadania, sustentabilidade.

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