Água tratada

A qualidade da água que utilizamos é importante para a saúde. Se mal cuidada, ela pode transmitir doenças, como diarreia, cólera, hepatites, infecções por rotavírus, febre tifoide e verminoses, entre outras

Postado dia 27/09/2016 às 09:51 por Renato Faury

água

Foto: Reprodução/Internet

Em muitos locais a água fornecida à população pode não ser totalmente segura. As soluções alternativas, como caminhões-pipa, minas e poços, cuja utilização é crescente em função da falta de água crônica em muitos municípios, apresentam um risco muito grande de contaminação.

O consumidor está desinformado a respeito da qualidade, pois muitos órgãos de abastecimento não fornecem os resultados das suas análises; ou porque não as têm, ou porque têm receio da sua divulgação. Segundo as Empresas de Abastecimento Público, e verificando os padrões usuais de potabilidade da ANVISA, a água é sempre presumidamente potável.

Normalmente ela fica isenta de contaminações bacteriológicas devido ao residual de cloro, exceto quando eventualmente esgotos sanitários penetram na tubulação de água tratada (quando as redes de água e de esgoto estão muito próximas uma da outra e ocorrem fissuras).

Numa eventual pressão negativa na rede de água (vácuo), o esgoto passa para a tubulação de água tratada (é sugado pelo vácuo) e pode contaminar as caixas d’água de algumas moradias.

A água tratada é muito diferente de como se apresenta na natureza; é uma água química, contém resíduos dos materiais empregados no tratamento e dos locais por onde passou e que não são retidos no tratamento comum.

As águas superficiais contêm detritos provenientes da bacia hidrográfica do manancial. As águas subterrâneas podem conter materiais nocivos procedentes das bacias hidrogeológicas do manancial. O tratamento de água do tipo convencional (o mais comum) não retém a totalidade dos produtos químicos.

As estações de tratamento não possuem condições técnicas para remover todos os resíduos; elas foram projetadas para eliminar os germes, precipitar micropartículas e filtrar a argila em suspensão, mas não eliminam todas as contaminações químicas.

O cloro é adicionado à água e garante o efeito residual de desinfecção até chegar ao consumidor, mas pode haver reações químicas entre os diversos compostos presentes na água, como o cloro com o material orgânico, formando compostos organoclorados, que são cancerígenos.

Outro exemplo é o alumínio proveniente do sulfato de alumínio, empregado para aglutinar as partículas de sujeira no tratamento da água e também presente nas panelas para cozinhar os alimentos. O teor muito elevado desse elemento no organismo pode provocar depressão.

Canos metálicos corroídos e caixas d’água sujas com limo, fungos e bactérias também comprometem a qualidade da água.

O filtro a vela comum (presente nos filtros residenciais) retira apenas a sujeira visível, e não remove compostos químicos e bacteriológicos de tamanhos menores.

Atualmente existem filtros industriais vendidos para residências e que possuem camadas de prata coloidal, carvão mineral e filtros moleculares. Entretanto, o carvão é matéria orgânica e pode reagir com o cloro, formando compostos organoclorados.

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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