Agora sim, feliz ano novo Brasil!

A procrastinação é algo a ser trabalhado. No Brasil, é comum depois do carnaval começar o ano novo, mas até quando?

Postado dia 11/02/2016 às 00:00 por Priscilla Brandeker

ano novo

Foto: Divulgação/Internet

Assistindo notícias sobre Carnaval e observando em especial jornalistas e entrevistadores, em sua maioria alegres e tão eufóricos quanto os foliões do vídeo, notei que quando é preciso falar de uma notícia sobre política, economia ou alguma coisa ruim, mudam completamente suas expressões com a real finalidade de demonstrarem seu próprio incômodo com o fato, mas também de chamarem a atenção do público para uma notícia que não é o brilho (ou a fuga) que todos buscam no Carnaval.

Alegrar-se é preciso. Esquecer-se momentaneamente dos problemas também, mas há uma espécie de congelamento nesse período, de paralisia como que pedindo: “poxa, deixa eu me divertir um pouco… Depois eu penso nos problemas”, numa espécie de anestesia ou espera de algum milagre pós-carnaval, que logo mais será substituído pelo milagre do evento das Olimpíadas, que vem com a promessa de movimentar a nossa economia positivamente.

Ora, talvez um estrangeiro dissesse: “nossa, brasileiro é um povo resiliente, pois consegue manter a euforia e a alegria (coloque aí a Copa do Mundo também), mesmo com tantos problemas, tanta corrupção, desemprego, desestabilidade financeira, fome, violência, entre outros”. Uma dúvida paira… Até que ponto essa resiliência toda é realmente um fator positivo? Até que ponto ser um povo festeiro, animado, “confiante” e de certa forma muito otimista, faz com que as coisas aconteçam por outro lado?

Há quem diga que preferiria que o Brasil fosse considerado o país da educação e da justiça, ao invés de ser conhecido como O país do futebol ou do Carnaval. Será que é com o mesmo orgulho que falamos do futebol (que há tempos já não é mais o mesmo) e do Carnaval, que falamos da nossa educação, da nossa economia, da igualdade de direitos?

Vamos voltar um pouquinho só no tempo? Aquelas promessas de Ano Novo ficaram para depois do Carnaval ou já começaram? A procrastinação é algo a ser trabalhado por todos nós, que esperamos mais um dia, mais uma semana, mais um mês e temos dificuldade de colocarmos em prática aquilo que nos propusemos. Será que esperamos uma receita milagrosa ou mágica para nossos problemas individuais e coletivos? E se essa receita não existir? Pois bem, ela não existe.

O ano já começou faz tempo pessoal. Bora arregaçar as mangas não só para vestir as fantasias da copa ou do carnaval, mas para vestirmos a fantasia da responsabilidade de cada um na construção de um país melhor, mais justo, colocando um bocado de Ordem e Progresso nele! Vamos aproveitar todo esse descanso e essa energia vindos do Carnaval para fazermos a nossa parte?

Bora construir um Feliz Ano Novo Brasil!

CRP 06/123945

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Sobre o Autor

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Priscilla Brandeker

Priscila Brandeker é psicóloga especializada. Atende crianças, adolescentes, adultos e também pessoas da terceira idade. Priscilla T. Brandeker Psicóloga (CRP 06/123945)

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