Agora, é com você!

A arborização urbana é bem mais que embelezamento. Arborização é qualidade de vida.

Postado dia 02/08/2017 às 17:34 por Juliano Abe

Foto: Reprodução

Mesmo com 65% do território em áreas de preservação ambiental e inserida na segunda maior reserva de Mata Atlântica do Estado – remanescentes das serras do Mar e do Itapeti –, Mogi das Cruzes tem uma mancha urbana que passa longe da arborização. São pouquíssimos pontos verdes.

A arborização urbana é bem mais que embelezamento. Arborização é qualidade de vida. Na atual gestão municipal, lançamos o Programa Mogi+Verde, inspirado no nome da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que presidi na Câmara para estudar meios de ampliar a cobertura vegetal arbórea. Até 2020, serão 50 mil novas árvores.

As ações desenvolvidas e a meta traçada trazem a esperança de reversão da paisagem cinzenta. Junto com ela, vem a expectativa de viver melhor na Cidade. As árvores abrandam extremos climáticos, reduzem enxurradas, absorvem tanto a radiação ultravioleta como o dióxido de carbono, acolhem pássaros renovam o oxigênio e melhoram a qualidade do ar. Bairros arborizados apresentam temperaturas cerca de 4ºC abaixo daqueles não arborizadas.

A cobertura arbórea também contém o efeito ilha de calor, causado pela pavimentação e pelos edifícios. As pancadas de chuva e de granizo são absorvidas ou desaceleradas por meio das árvores, proporcionando proteção às pessoas, animais e construções. Até 2030, os perímetros urbanos tendem a crescer perto de 30%.

Vale observar que as árvores têm efeito calmante, ajudando a reduzir fadiga e estresse. Além disso, quando alguém planta uma muda, desenvolve uma relação pela qual tem apreço e cuidado. Isso faz bem à alma. Outro fator interessante é que os valores de imóveis em propriedades arborizadas são de 5% a 20% superiores em comparação com construções em locais sem árvores.

No relatório final do trabalho da CEV, dividimos as conclusões em cinco eixos principais: cumprimento do Plano Municipal de Arborização Urbana, Elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, Criação de incentivos econômicos, Compensação de áreas destinadas à regularização fundiária e Melhoria da interação institucional com as universidades. São eles que norteiam o trabalho da Prefeitura na harmonização verde da paisagem urbana. É vital que o processo de esverdear ganhe a adesão de cada cidadão para que Mogi, efetivamente, insira as árvores no ecossistema urbano. Agora, é com você!

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Sobre o Autor

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Juliano Abe

Juliano Abe, vice-prefeito de Mogi das Cruzes, é advogado pós-graduado em Direito Ambiental pela USP e consultor em meio ambiente

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