Afinal de contas, o que é ser mulher?

O sistema atual traz uma visão patriarcal, agressiva. Por outro lado, é tempo de resgatarmos o feminino, não somente nas mulheres, mas em todos os seres

Postado dia 08/09/2015 às 16:19 por Tania Zaccharias

Caucasian young lady enjoying fragrance of flowers

Hoje muito se fala – e se escreve, comenta, pensa – sobre as mulheres. Há textos, páginas, sites, colunas, grupo e mais uma infinidade de encontros e fóruns dedicados a falar sobre (e para nós) mulheres. Mas, afinal de contas, o que é ser mulher? Seria ser mulher um gênero ou um aspecto da natureza?

Todos nós sabemos que as mulheres são seres complexos – ou como prefiro pensar, cíclicos. Oscilamos com as luas, temos as emoções mais afloradas e lidamos com mil e uma facetas diferentes e igualmente importantes no nosso dia-a-dia. Além, claro, de todas aquelas questões que envolvem os resgate do Sagrado Feminino (seja lá o que isso signifique!). É o que muitos dizem por aí: “a Nova Era é das mulheres, são elas que vão dominar o mundo!”

Tudo muito bem até aqui… Exceto por uma pequena questão, que muitas vezes passa despercebida: será que o caminho que estamos tomando agora, de segregar o feminino para falar e refletir sobre nós mesmas como forma de nos colocar como iguais aos homens é de fato a forma feminina de agir? Seria este um resgate do feminino ou somente uma nova forma de manter a mesma lógica yang (masculina) que opera no mundo até hoje, porém dessa vez comandada pelas mulheres?

Sem entrar nos méritos históricos de abusos e exclusões sofridos no passado e de como tudo isso levou à queima do sutiã, a questão a que convido a todos para refletir é: como é possível transformar algo para sermos iguais, sem antes agir de forma diferente?

Como podemos ser iguais se não somos iguais a ninguém? Somos diferentes! Somos complementares! É assim que a Mãe Natureza, o supra-sumo da feminilidade, faz: ela une os diferentes para que se complementem e resultem em algo maior do que a soma individual das partes. É simples! É lógico! E é super feminino…

De fato, todo o sistema atual traz em sua essência uma visão patriarcal, yang, masculina: competição, separação, guerra, divisão, dominação. É notável e óbvio que é tempo de mudarmos, que é tempo de resgatarmos o feminino não somente nas mulheres, mas em todos os seres, para enfim entrarmos na Era do CO: COlaborar, COoperar, COmpartilhar, COnviver,COnservar, COexistir.

Não seria essa a nova lógica? Não seria esta, muito mais do que a Era das Mulheres, a Era do Feminino? E se a ideia é unir, não seria este um chamado para todos os Seres, um movimento para toda a Humanidade? Algo que transcende aos gêneros e vai até o mais fino campo das essências, sugerindo o despertar do olhar feminino dentro de todos nós como um resgate de um aspecto acima de qualquer gênero?

Ao meu ver, sim. Creio que seria então o momento de deixar para trás a lógica dualista e separativista de falar sobre mulheres, para mulheres, para COmpartilhar eCOnvidar a todos os seres a resgatar o feminino dentro de si mesmos. Aí sim seríamos iguais, não por nos colocarmos no mesmo lugar, mas por reconhecermos os aspectos únicos que nos conectam e que são, acima do feminino e do masculino, o do Todo unificado.

Fica aqui o COnvite para essa reflexão –  para que possamos todos, absolutamente todos os seres, acima de tudo, ser.

 

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Sobre o Autor

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Tania Zaccharias

Ex-menina, atual mulher "porque". Entusiasta da poesia da vida real, curiosa por tudo e sempre questionadora.

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