Adaptações que, de tão ruins… São hilárias!

Cinco filmes que fazem você rir e chorar ao mesmo tempo, mas não de alegria, e sim de desgosto, tristeza e dor

Postado dia 18/04/2017 às 12:24 por Caio Bezerra

adaptações

Foto: Reprodução

Todo mundo já deve ter assistido pelo menos uma vez na vida alguma adaptação cinematográfica de uma franquia de quadrinhos, séries ou games que, ao invés de te entreter, fazem você sentir vergonha alheia. Algumas dessas adaptações, de tão ruins, mas tão ruins… chegam a ser hilárias.

Listamos aqui, nessa primeira parte, cinco das piores adaptações que fazem você rir e chorar ao mesmo tempo, mas não de alegria, e sim de desgosto, tristeza e dor. São filmes que te agridem física e emocionalmente. Engraçado é que muitas dessas adaptações catastróficas vieram dos games. Confira.

5 – Super Mario Bros

marioA maioria dos gamers de todas as gerações já devem ter jogado ou pelo menos ouvido falar de um dos maiores clássicos da Nintendo, a franquia Super Mario. Não há como não se encantar com o jogo divertido, mágico, colorido e cheio de aventuras do pequeno encanador italiano e seu irmão Luigi, a princesa Peach, o cogumelo Toddy, o fofinho dinossauro Yoshi, e, é claro, o lendário vilão Bowser.

No começo dos anos 90, o produtor de filmes Roland Joffé conheceu o presidente da Nintendo da América e teve a brilhante ideia de adaptar Super Mario para os cinemas…só que não. Em 1993, foi lançado Super Mario Bros, o filme, protagonizado por Bob Hoskins como Mario; John Leguizamo como Luigi; Dennis Hopper como Rei Koopa e Samantha Mathis como Princesa Daisy. A adaptação dirigida pela dupla Rocky Morton e Annabel Jankel teve um orçamento de US$ 48 milhões e literalmente “joga na privada” o nome de uma das maiores franquias dos games de todos os tempos.

A começar pelo enredo, que destoa completamente com o que é apresentado nos jogos, você tem uma dupla de irmãos presos em um mundo futurista com personagens mal caracterizados, frases e efeitos de dar vergonha e causar desconforto. O filme tem apenas 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. O mais engraçado é que, durante muitos anos, essa lástima cinematográfica foi reprisada várias e várias vezes na Sessão da Tarde.

Veja o trailer no áudio original

 

4 – Street Fighter: A Batalha Final

street“Prepare-se para o festival de porrada”. Essa frase era dita em um comercial televisivo fazendo a propaganda para o filme Street Fighter – A Batalha Final, lançado no Brasil em 1994, protagonizado por Jean Claude Van Damme como Guile e Raul Julia como M. Bison – aliás, esse foi o último filme da carreira de Julia que faleceu pouco tempo antes do lançamento. O que me dói na alma é saber que fui ao cinema assistir essa porcaria.

A exemplo do que vemos no filme do Super Mario, essa adaptação da clássica franquia de jogos de luta da Capcom dirigida por Steven E. de Souza também sofre com a péssima caracterização dos personagens, roteiro galhofa e, pior ainda, total “americanização” da trama. No filme, os dois principais protagonistas dos games, Ryu e Ken, são retratados como uma dupla de vigaristas que rondam o mundo aplicando golpes; Chun-li é uma repórter de televisão, enquanto que Honda é o motorista da van de TV e ex-lutador de sumô havaiano; Balrog um ex-pugilista aposentado que agora trabalha como operador de câmera; Dhalsim um cientista! E o pior de todos, o personagem brasileiro Blanka, ele fica verde porque o Bison o obriga a assistir filmes de terror e guerra.

O pior de tudo é o Guile do Van Damme, as cenas de luta de dar vergonha. E o que dizer de Raul Julia como Bison?! Completamente caricato, não tem nada a ver com aquele chefão psicopata e megalomaníaco dos games. Street Fighter – A Batalha Final garantiu um 15% no Rotten Tomatoes. E como se já não bastasse o carimbo do tomatão podre, em 2009 tiveram a coragem de lançar outro filme, Street Fighter – A Lenda de Chun-li, que conseguiu a proeza de ganhar um 9% de aprovação no Rotten, avaliação pior do que a do filme de 94 – ou seja, PAREM de tentar adaptar Street Fighter em filmes com atores. Ah, o tal “festival de porrada” no comercial de TV realmente fez jus ao divulgado, pois foi um festival de porrada nos testículos de quem assistiu ao filme, principalmente os fãs dos jogos.

Se quer curtir adaptações boas de Street fora dos games, assista ao filme animado lançado pela Capcom em 96, ou então a série de desenho, Street Fighter II Victory, que passou durante muito tempo no SBT no Sábado Animado.

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3 – Dungeons & Dragons

dedDurante uma boa parte de minha adolescência, uma das coisas que mais me divertia era poder me reunir com os meus amigos de escola para jogarmos Dungeons & Dragons, o jogo de RPG medieval e de fantasia mais famoso do mundo. Passávamos horas e horas criando nossos aventureiros e enfrentando diversos perigos.

Em 2000, a New Line Cinema, mesmo estúdio que produziu filmes de sucesso, entre eles o Senhor dos Anéis, lançou Dungeons & Dragons, o filme. Uma coisa podemos dizer com absoluta certeza sobre essa tentativa de adaptação de D&D para o cinema: o orçamento de pouco mais de US$ 14 milhões usado no filme deve ter sido gasto quase que inteiro para bancar a participação do ator Jeremy Irons, que no longa interpreta um mago nefasto. O resto dos atores provavelmente devem ter sido pagos com um salgado e um refrigerante.

Os efeitos especiais são horrorosos, lembram aqueles simuladores 3D do Playcenter; a história é patética e pouco original, chega até a tentar copiar Star Wars. O figurino é horrível, um dos personagens, que é da raça Anão, é um homem de estatura normal que anda abaixado. Os diálogos patéticos, incluindo os do ator Jeremy Irons. Ele fica rosnando e granando o tempo inteiro, sinceramente não entendo o que passou na cabeça dele para aceitar fazer parte deste filme. Enfim, é um fracasso do começo ao fim. A produção é tão ruim, mas tão ruim, que dá para ver que as armas utilizadas no filme são de plástico! Selo tomatão podre de 10% no Rotten. E, como se não bastasse, fizeram outro filme depois.

Apesar de ter fracassado nas telonas, D&D tem uma excelente adaptação na televisão, a série de desenho animado dos anos 80 que aqui no Brasil foi batizada de Caverna do Dragão.

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2 – Mortal Kombat – Aniquilação

mortalEm 1995, o diretor estreante, Paul W. Anderson lançou o filme Mortal Kombat nos cinemas, adaptação do game homônimo de uma das maiores franquias de jogos de lutas de todos os tempos. Apesar do filme de 95 ter efeitos especiais pobres, ele possui um enredo fiel ao jogo de videogame, e até mesmo o figurino é bem trabalhado. Você consegue enxergar que houve um esforço por parte da produção para tentar entregar algo pelo menos “assistível”.

Dois anos após o lançamento do primeiro filme, chega aos cinemas Mortal Kombat 2 – Aniquilação. Enquanto que o primeiro filme, apesar de não ser a melhor bolacha do pacote, pelo menos tentava te entreter, essa continuação não chega nem aos pés disso. Aliás, podemos dizer com certeza que MK2 é também uma das piores sequências já feitas na história do cinema em todos os tempos.

Sequências de lutas e ações pessimamente coreografadas, troca de atores nos papéis, roteiro sem pé nem cabeça, figurino que lembra fantasias compradas em lojas de brinquedos e, o pior de tudo, efeitos especiais horrorosos, dos quais você consegue identificar o fundo verde. São efeitos piores do que os do Chapolin.

Na trama patética do filme, como se já não fosse ruim, eles colocam o Raidem e o Shao Khan como sendo irmãos! E, falando de novo nas coreografias das lutas, o filme é um espetáculo de exibição de saltos mortais – aliás este deve ter sido um dos requisitos na hora de contratar os atores, saber executar um salto mortal. O filme conta com nada mais nada menos do que 54 saltos mortais. E a cena em que o Shao Khan enfrenta o Liu Kang e ambos “sucumbem à sua animalidade interna”, que efeitos especiais são aqueles?! Meu Deus do Céu.

Veja o trailer no áudio original

 

1 – Dragon Ball Evolution

dbzA saga Dragon Ball, criada pelo lendário Akira Toriyama, é uma das mais queridas e adoradas de todos os tempos não só por causa dos mangás, mas também por conta das adaptações feitas nos animes. Um dos fatores chaves que fez de Dragon Ball um fenômeno mundial são os personagens e o desenvolvimento de cada um deles. É claro que não podemos cita que a saga apresenta um dos personagens mais queridos da cultura pop, Goku.

Para falar do filme Dragon Ball Evolution, lançado em 2009, vou apenas reproduzir abaixo o pedido de desculpas do roteirista Ben Ramsey. Aliás, não só o roteirista, mas os produtores, o diretor, os executivos e o estúdio deviam pedir desculpas a Toriyama por profanarem a obra dele. Abaixo o pedido de desculpas: “Eu sabia que eventualmente chegaria a esse dia. Dragonball Evolution marcou um ponto criativo bastante doloroso em minha vida. Ter algo com meu nome nele como escritor ser tão insultado globalmente é de revirar o estômago. Receber e-mails de ódio de todo o mundo é de partir o coração. Eu passei tantos anos tentando defletir a culpa, mas no fim das contas tudo se resolve às palavras escritas em páginas, e eu tomo toda a responsabilidade pelo que foi tamanho desapontamento para tantos fãs. Eu fiz o melhor que pude, mas no fim das contas ‘deixei a esfera do dragão cair’.

Não sei nem por onde começar, sinceramente o filme é terrível até para se descrever. É um episódio chato de Malhação, em resumo, nada mais nada menos do que isso.

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Sobre o Autor

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Caio Bezerra

Jornalista graduado pela Universidade Mogi das Cruzes (UMC). Atua há sete anos na área de imprensa, tendo trabalhado em diversos segmentos

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