Abuso sexual infantil: como evitar

O importante é saber verificar os sintomas que a criança venha a apresentar caso tenha sofrido uma agressão e ensinar noções básicas para que elas não caiam nas armadilhas dos abusadores

Postado dia 28/04/2017 às 13:50 por Priscila Andrade

Foto: Reprodução

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Anteriormente já havia escrito sobre a pedofilia, abuso e exploração sexual infantil e suas diferenças. Hoje por meio desse texto vou explicar como evitar que as crianças fiquem sujeitas as situações citadas.

Esse tema é muito importante e deve ser debatido no âmbito escolar e familiar, pois, a cada cinco crianças, uma já sofreu ou vai sofrer abuso sexual. No abuso sexual podem-se incluir: abuso sem contato físico, assédio, abuso verbal, exibicionismo, voyeurismo e abuso com contato físico. Acontece com frequência no meio intrafamiliar (grupo familiar: pais, tios (a), primo (a)), embora no meio extrafamiliar também seja muito recorrente.  O importante é saber verificar os sintomas que a criança venha a apresentar caso tenha sofrido uma agressão e ensinar noções básicas para que elas não caiam nas armadilhas dos abusadores.

É preciso que pais e educadores não tenham vergonha de falar com as crianças sobre essa temática, pois são regras básicas que podem evitar um posterior abuso.

Primeiramente a criança deve entender que o seu corpo lhe pertence e ninguém deve tocá-lo, que há partes no corpo que são íntimas e que se alguém quiser vê-las ou tocá-las é preciso dizer não e esse fato deve ser relatado a alguém que confie na hora.

abuso2É preciso ensinar a criança a dizer NÃO para qualquer coisa que a desagrade, como beijos e toques de quem quer que seja. É fundamental que pais e educadores mantenham um diálogo aberto e esclarecedor com as crianças, explicando sobre as partes íntimas e que as mesmas não devem ser mostradas a ninguém.

O mesmo vale para fotos e vídeos: é preciso aconselhar às crianças que não se deve tirar fotos ou fazer vídeos sem roupa ou em situações constrangedoras. Outro ponto que deve ser ressaltado é que não se deve pegar carona com desconhecidos, mesmo que a criança esteja acompanhada de outra criança e sempre relatar qualquer tentativa de abordagem à pessoa em quem ela confia.

Outro aspecto importante é sobre manter segredos. É essencial dizer a criança que não pode haver segredos entre ela e os pais, que há segredos bons e maus. Segredos em que a criança fique coagida ou com medo é um segredo ruim; segredo, por exemplo, sobre uma festinha de aniversário é bom. É necessário mostrar essa diferença para eles, pois essa é uma tática muito usada pelos abusadores.

Uma prática bem atual utilizada pelos abusadores é a internet; é fundamental explicar para a criança que não se deve passar nenhuma informação, como os endereços de onde mora ou estuda. É importante deixar claro que o uso da internet só é autorizado com o acompanhamento dos pais, isso é uma forma de preservar a intimidade delas.

Pais e educadores devem ficar atentos a sintomas que as crianças apresentem, como tristeza repentina ou isolamento, isso pode ser sinais que a criança esteja sendo abusada. Caso o abuso seja constatado, é preciso que os pais mantenham a calma e conversem de uma forma tranquila com seus filhos.

Nunca fazendo interrogatório, esperando que as crianças falem por si só, não demostrem raiva ou perturbação na frente delas, isso as assusta e elas podem omitir algum fato.

E nunca acuse: a culpa jamais é da criança, a culpa é somente do abusador. Se precisar de ajuda, há vários profissionais que podem ajudar nessas situações, como é o caso dos psicólogos.

Para finalizar, é preciso que pais e educadores falem sobre esse assunto, não se pode mais omitir por vergonha ou qualquer que seja a desculpa, é preciso dialogar e esclarecer as crianças sobre isso. É questão de sobrevivência.

A educação sexual começa em casa.

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Sobre o Autor

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Priscila Andrade

Professora e Educadora Sexual. Pedagoga e Mestre em Educação Sexual,

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