A volta do Vinil também na TV!

Finalmente os amantes da música ganharam um seriado voltado para o que tanto amamos

Postado dia 04/03/2016 às 09:00 por Leonardo Carrasco

vinyl

Foto: Divulgação/Internet

Eu sempre curti assistir a seriados dos mais diversos gêneros, de comédia a terror, mas sentia muita falta de algo na linha de Vinyl. A nova série da HBO, que estreou semana passada no Brasil, já despertava muita curiosidade, pois ela foi escrita por Martin Scorsese, Mick Jagger e Terence Winter. Que timaço, não? Pois a julgar pelos dois primeiros episódios exibidos, creio que ela ainda vai dar muito o que falar e gerar mais expectativa no decorrer da temporada.

Os pontos altos a meu ver são muitos. A começar por ela retratar bem o cenário da indústria fonográfica da época, mais precisamente o final dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70. Ela mostra que os chefões das gravadoras e rádios eram verdadeiros gângsters que tornavam qualquer artista talentoso em mais uma marionete a serviço de seus interesses financeiros. Há cenas fortes, em alguns momentos até deu a impressão que Scorsese – que dirigiu apenas o primeiro episódio, passando a direção dos outros episódios para diversos diretores – teve uma vontade de ser Tarantino por um momento.

Gostei da atuação de grande parte do elenco que soube encarnar bem o espírito de Nova York, mas achei fraca a atuação do filho de Mick, James Jagger, no papel do vocalista da banda fictícia Nasty Bits, cujo qual não me convenceu nem por um instante, além de Zebedee Row interpretando Robert Plant que ficou muito caricato.

Agora, com certeza, o mais prazeroso é a trilha sonora do filme que não podia ser melhor, só com a nata desses anos muito criativos da música. Tem muito rock´n´roll, assim como rola muito funk, soul, r&b e os primórdios do hip hop. A sacada foi mesclar artistas que de fato existiram com alguns inventados para compor a série. Assim cria-se uma veracidade maior para que o telespectador embarque na jornada de Richie Finestra que é nada mais, nada menos que um ser humano: as vezes mostrando um lado bom, de compaixão; outras vezes entrando no papel de dono de gravadora que precisa de resultado, colocando o comércio acima da arte.

A propósito, comentei que apenas o primeiro (longo) episódio foi dirigido por Scorsese, porém os episódios seguintes foram escritos por outras pessoas também, ou seja, é uma série com vários diretores e autores o que deve lhe dar uma pluralidade de pontos de vista e estilos distintos. Vamos aguardar por mais surpresas!

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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