A origem e a evolução do chocolate

Em épocas de Páscoa, o nosso amado e idolatrado chocolate toma conta das prateleiras dos supermercados em formato de ovos, coelhos e mais um monte de inovações

Postado dia 23/02/2016 às 00:00 por Melina Rosa

chocolate

Foto: Divulgação/Internet

Sabemos que o chocolate é quase uma unanimidade, afinal, quem não gosta de chocolate? Aquela sensação única de sentir aquele pedacinho derretendo na boca e trazendo alegria para as nossas vidas. Mas como ele surgiu? Afinal, o chocolate nasce das sementes de cacau, mas qual o caminho que ele percorreu até se transformar naquela barrinha linda que a gente conhece?

Nem sempre foi assim. Os primeiros registros do uso das sementes de cacau são de antes de Cristo, pela civilização Olmeca na região do Golfo do México, e elas eram consumidas através de uma bebida amarga, geralmente acrescida de algum tipo de condimento como a pimenta. Acreditava-se que esta bebida trazia energia e prazer e ficou conhecida como “O Alimento Sagrado dos Deuses” pelos Maias e Aztecas. De tão valorizadas, as sementes de cacau chegaram a ser usadas como moeda.

Por volta de 1528 as sementes de cacau foram levadas para a Espanha e só então foi acrescido açúcar àquela bebida que passou a ser consumida quente e doce. Somente em 1828, o químico holandês Coenrad van Houten inventou uma prensa hidráulica que era capaz de extrair a manteiga de cacau para transformar o restante em massa em pó. Com isso o pó de cacau poderia ser misturado à água e resultava numa bebida mais simples de fazer, livre de impurezas e com sabor muito mais agradável.

Mas a verdadeira revolução veio a seguir, em vez de descartar a manteiga de cacau obtida do processo de prensa, resolveram misturá-la ao pó de cacau e açúcar, o que resultou numa pasta de sabor encantador e que ficava sólida quando esfriava. Foi a primeira vez que o chocolate foi comido e não bebido. Mas ele ainda precisava de melhorias, porque era muito sólido e precisava de cremosidade. Foi aí que adicionaram leite condensado em pó àquela mistura e o mundo conheceu o chocolate ao leite, com uma textura muito mais cremosa e atrativa.

A tecnologia evoluiu muito desde então, e hoje temos diversos tipos de chocolates a nossa disposição. Desde o branco que nada mais é do que a manteiga de cacau acrescida de leite e açúcar, até os chocolates com alto teor de cacau, mais encorpados e menos calóricos.

Há também certas imitações de chocolate, que são mais baratas, porém, com texturas e sabores não tão especiais. Tudo dependerá do tipo de gordura acrescida no processo de fabricação. Para um chocolate ser vendido como chocolate (conhecido popularmente como chocolate nobre) ele precisa ter 43% de matéria de cacau, dos quais pelo menos 26% precisa ser manteiga de cacau. Acontece que para baratear os custos, existem as chamadas “coberturas fracionadas”, onde se substitui a manteiga de cacau por outra gordura que também se solidifica como o óleo de palma. A aparência é quase idêntica ao chocolate, mas seu sabor e sua textura te remetem a algo gorduroso, daquelas gorduras que grudam no céu da boca.

Portanto, tomem cuidado ao fazer suas compras de Páscoa. Leiam os rótulos para saber se não estão pagando caro por algo não é chocolate de verdade. Caso forem comprar chocolate artesanal, se certifique em saber qual é a matéria prima utilizada.

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Sobre o Autor

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Melina Rosa

Bacharel em Ciências Atuariais por profissão e Cozinheira por paixão. Formou-se em Gastromonia pela FMU de SP.

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