A nostálgica década de 80 e 90 no mundo da ficção científica.

Se você assistiu filmes como Johnny Mnemonic, Mad Max, Blade Runner já entendeu do que estou falando...

Postado dia 02/02/2016 às 00:00 por Écio Diniz

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Foto: Divulgação?Internet

Que saudade da década de 80, mesmo que eu tenha nascido no final dela e início da década 90. Época que Ayrton Senna vencia corridas e levava com ele o orgulho nacional, que bandas como Guns and Roses e Nirvana estouravam nas rádios do mundo todo, que games como o Playstation 1, Super Nintendo, Mega drive e alguns outros invadiam as casas da garotada (como era difícil ter um game hehe), mas propriamente um pouco antes disso tudo estava a década de 80. A época do sintetizador que produzia e produz um som animal que traz uma sensação nostálgica e divertida de uma era.

Para se ter uma ideia, era nessa época que atores como Jean Claude Van Dame, Richard Dean Anderson (O MacGyver), Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone eram ícones de filmes de ação e aventura, claro que existiam outros tantos que marcam até hoje a sétima arte, mas estou dizendo sobre aqueles que sempre passavam nos canais populares. Era bem legal!

Mas o que eu queria dividir com vocês é a premissa tecnológica que sempre era abordada nessa época: O mundo Cyber.

Se você assistiu filmes como Johnny Mnemonic, Mad Max, Blade Runner já entendeu do que estou falando, na verdade eu diria que isso é um mix das décadas de 80 e 90 onde uma inicia e a outra aprimora. Imagine cidades onde a criminalidade é extensiva demais e os governos decidem que cada cidadão está pela própria sorte e megacorporações, máfias ou grandes gangues sem nenhum tipo de hierarquia dominem cidades ou… enfim, e aí temos tecnologias mais à frente da imaginação daquele momento, como chips implantados no cérebro ou partes robóticas que substituem membros do corpo humano ou robôs que fazem o que os humanos faziam seja qual aplicação for e mudam a forma de sociedade como conhecemos. Imagine algumas pessoas que são diferentes das demais e lutam contra toda sorte de conspirações ou só tentam sobreviver sem se submeter as “regras” impostas por quem quer que seja e acabam de certa forma trazendo valores de outrora esquecidos ou não mais usado. Cara que demais.

Seria mais exato dizer que o nome dessa temática é o Cyberpunk, e além dos ótimos filmes que citei e tantos outros que existem, temos músicas que ambientam bem o tema, nesse link http://www.retroelectromusic.com, você ouvirá ótimos arranjos feito por pessoas que assim como eu, amam esse universo. E além disso, temos alguns pastelões que são perfeitos para você dar muita risada e curtir esse gênero, é claro que extremamente exagerados com, por exemplos, dinossauros que atiram com bazucas ou fliperamas que tentam destruir a cidade (Huahuahuahauhauaha). Aqui tem um curta para você se divertir https://www.youtube.com/watch?v=bS5P_LAqiVg&feature=share.

Bom, eu tenho esperanças que o cinema traga mais dessa temática e que saia mais jogos com essas características, só que de uma maneira mais atual é claro, mas que não perca esse encantamento tão bem trabalhado ao longo desses anos. Se você se interessou e quer aspirar esse ar um pouco mais, existem nomes que são expoentes da literatura cyberpunk como William Gibson e Bruce Sterling, eles abrirão novos horizontes para você adentrar mais profundamente na temática. E para finalizar aqui vai uma frase célebre: “Eu vi coisas que vocês homens nunca acreditariam. Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer” – replicante Roy Batty – Blade Runner 1982

 

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Sobre o Autor

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Écio Diniz

Écio Diniz é jornalista atuante, formado pela Universidade Brás Cubas, gosta de história

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