1996: o ano que os Quatro Cavaleiros causaram a discórdia

Metallica e o Load: O disco da banda que dividiu muitos fãs e deixou os headbangers ortodoxos #chateados

Postado dia 04/08/2016 às 08:30 por Leonardo Carrasco

Foto: Reprodução/Internet

Foto: Reprodução/Internet

Como datas cheias acabam nos inspirando a fazer reflexões, falarei de mais um disco que completa duas décadas este ano, porém esse é mais polêmico em relação a sua qualidade. Me refiro ao sexto álbum de estúdio do Metallica, Load.

Algo muito discutido pelos amantes de música pesada é o fato do quarteto ter se ‘vendido’ à indústria fonográfica que os caras tanto criticavam nos primeiros anos de carreira, inclusive se recusando a gravar videoclipes até o quarto disco da banda – o que abriu a porteira foi o clipe de One.

Já no lançamento anterior, o álbum homônimo apelidado de Black Album, muita gente torceu o nariz. Por outro lado, tantas outras adentraram ao universo metálico através dele que não há como negar que a popularidade da banda foi a níveis inimagináveis para um grupo com um som tão calcado nas guitarras rápidas de James Heltfield e Kirk Hammett.

Pois bem, ainda assim o quinto disco poderia ser classificado como heavy metal – já que as pessoas ligam tanto para rótulos. Mas Load… Em qual prateleira colocá-lo? Não que ele tenha abandonado o som distorcido, só que ele conta com elementos nunca antes experimentados pelo grupo, como o rock alternativo (também não sei definir o que é esse tal de som alternativo), o hard rock e a música country!

Capa do disco Load - 1996

Capa do disco Load – 1996

Fico imaginando os bangers ortodoxos quando escutaram pela primeira vez Until It Sleeps e Mama Said. Galera ficou pouco chateada, né?

A verdade é que, para mim, se você escuta o disco desconsiderando o passado (glorioso) da banda, vai perceber que tem muita coisa boa nele. A começar pela faixa que o abre, Ain’t My Bitch, que é um baita petardo com um riff envenenado. Experimente escutá-lo enquanto você dirige e vai ver se não dá uma sensação ótima de pisar no acelerador numa autoestrada. O mesmo pode ser dito de Wasting My Hate, a música mais curta do álbum e que pode agradar a qualquer fã de um rock direto sem grandes firulas.

Outra que eu adoro, lembro muito bem do clipe passando na (finada) MTV Brasil, é King Nothing. Como não ter vontade de balançar a cabeça quando depois de tocar algumas vezes aquele ‘riffão’ e Lars Ulrich desce as mãos daquele jeito que todo amante de heavy rock fica louco?

A real é que se trata de um bom disco sim – não estou falando que é tão bom quanto o Master of Puppets ou o Ride The Lightning, com excelentes músicas e uma bela produção de Bob Rock em conjunto com os dois mandachuvas, James e Lars. Se você nunca escutou por preconceito, ou mesmo quem ouviu na época quando na adolescência era revoltado e só queria saber de metal oitentista, recomendo que dê (mais) uma chance, pois eu sinto que vai curtir muita coisa nele. Vá na fé!

E pra finalizar: o Reload, que deu continuação à saga do Metallica por novas tendências, não é metade do que é o Load, salvando algumas canções. Então prefiro que você ouça o de 1996 e, se gostar muito, só então dê uma checada no seguinte.

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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